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Minicom publica portaria com nomes da Comissão Organizadora

O Ministério das Comunicações divulgou nesta terça-feira (26) a Portaria nº 315, que traz os nomes indicados para compor a Comissão Organizadora Nacional (CON) da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). A única surpresa do ato foram as indicações do Congresso Nacional. O parlamento indicou menos titulares do que tinha direito segundo composição definida pelo governo federal.

De acordo com a Portaria nº 185, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados poderiam indicar, cada um, dois titulares e quatro suplentes. Contudo, o Senado enviou dois nomes e a Câmara, apenas um. A primeira casa escolheu como titulares Wellington Salgado de Oliveira (PMDB-MG) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA). O primeiro, segundo dados do Laboratório de Políticas de Comunicação (Lapcom) da UnB, está entre os dez parlamentares com mais concessões no Congresso Nacional.

Para suplentes, foram nomeados os senadores Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) e Edson Lobão Filho (PMDB-MA) e os consultores legislativos Igor Vilas Boas de Freiras e Ana Luiza Fleck Saibro. Tanto Magalhães Neto como Lobão Filho estão também entre os parlamentares ligados direta ou indiretamente a empresas de radiodifusão, segundo o citado levantamento.

A lista da Câmara traz apenas o Deputado Federal Paulo Bornhausen (DEM-SC) como titular. A família do deputado, segundo a pesquisa da UnB, é sócia da Cia. Catarinense de Radiodifusão e da Rádio Difusora Itajaí. Os nomes indicados pelas Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) e pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), Cida Diogo (PT-RJ) e Luiza Erundina (PSB-SP), mesmo com o apelo das entidades que compõem a Comissão Nacional Pró-Conferência (CNPC), ficaram na suplência.

Completam a lista como suplentes da Câmara Milton Monti (PR-SP) e Eduardo Valverde (PT-RO). Monti é presidente da Frente Parlamentar de Comunicação Social, criada em 2008 para defender os interesses empresariais e do setor publicitário.

Para Jonas Valente, representante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social na Comissão Organizadora da Conferência, “a publicação da portaria concretiza a composição da Comissão Organizadora Nacional em uma proporção que, como já dissemos anteriormente [veja aqui], é marcada pela sobre-representação do empresariado de comunicação. A indicação do parlamento confirmou e ampliou este quadro”.

Valente diz ainda que o fato da Câmara ter indicado apenas um titular, quando teria direito a dois, causou estranhamento ao Coletivo. “Na prática, a decisão tirou a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), histórica apoiadora da Conferência de Comunicação, da condição de titular”, denuncia.

Participação limitada

No entanto, os representantes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados terão a sua participação limitada à colaboração, sem direito a voto. A decisão de fixar uma função colaborativa aos representantes do Congresso Nacional se deu em razão de um entendimento sobre a natureza da presença de parlamentares em órgãos como a CON. Em comissões criadas pelo Executivo, o Legislativo não pode participar em igual posição aos representantes daquele poder, nem daqueles oriundos da sociedade.

Por isso, foi concedido um tipo de participação especial para os representantes do Congresso Nacional. A limitação que impõe a ausência de voto aos parlamentares diminuiu o desequilíbrio atenuado pelas indicações que favoreceram os radiodifusores. Porém, não extinguiu a imagem do Poder Legislativo, que se mostrou mais uma vez atrelado aos interesses dos operadores comerciais.

Poder Executivo

Dentre os nomes representantes do poder executivo, não houve nenhuma novidade. Pela Casa Civil da Presidência da República, foi indicado André Barbosa Filho; pelo Mistério das Comunicações, o consultor jurídico Marcelo Bechara, responsável pela operacionalização do processo na pasta; pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, Augusto César Gadelha Vieira; pelo Ministério da Cultura, Octávio Penna Pieranti; pelo Ministério da Educação, José Guilherme Moreira Ribeiro; pelo Ministério da Justiça, Romeu Tuma Jr.; pela Secretaria-Geral da Presidência da República, Gerson Luiz de Almeida Silva; e pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Ottoni Guimarães Fernandes Junior.

Sociedade Civil

Nas indicações da sociedade civil, tudo correu conforme havia sido previsto na Portaria Nº 185 que instituiu a composição. As organizações empresariais tiveram direito a oito titulares: pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), Daniel Pimentel Slaviero; pela Associação Brasileira de Radiodifusores (ABRA), Frederico Nogueira; pela Associação Brasileira de Provedores de Internet (ABRANET), Eduardo Fumes Parajo; pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), Alexandre Annenberg Neto; pela Associação dos Jornais e Revistas do Interior do Brasil (ADJORI BRASIL), Miguel Ângelo Gobbi; pela Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER), Sidnei Basile, pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), Paulo Tonet Camargo e pela  Associação Brasileira de Telecomunicações (TELEBRASIL), Antônio Carlos Valente.

Já as organizações da sociedade civil não empresarial, representadas pela Comissão Nacional Pró-Conferência (CNPC), foram contempladas com apenas sete cadeiras. Segundo as entidades, a Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), representa o Campo Público de Televisão e não o segmento dos trabalhadores, usuários e comunicadores comunitários e populares. A associação indicou Paulo Roberto Vieira Ribeiro, vice-presidente de programação. 

No campo indicado pelas organizações e movimentos que compõem a CNPC estão, a Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM) indicou Edivaldo Farias; a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (ABRAÇO), José Luiz do Nascimento Sóter; a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rosane Bertott; a  Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Celso Schröder; a Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão (FITERT), José Catarino do Nascimento, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Roseli Goffman e o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Jonas Chagas Lúcio Valente.

Quebra de Braço

Para Roseli Goffman, representante do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) na CON, está é a hora de identificar aliados e entrar de cabeça na disputa dentro da comissão. “A gente já conseguiu a convocação dessa Conferência, agora temos um campo de diálogo aberto, vamos para um campo de debate na Comissão Organizadora Nacional”.  É importante ressaltar, lembra Goffman, que “a Comissão Organizadora não representa a correlação de forças da Conferência, nem tampouco deve ser nenhum indicador do percentual de delegados que deve ter a Confecom”, explica.

Deputados querem discutir intervenção na Telefônica

Uma das maiores penalidades por conta da inoperância de uma concessionária de serviços públicos é a intervenção do Estado na empresa, assumindo provisoriamente a oferta até que se encontre uma nova companhia capaz de dar sequência à prestação. Coisa do gênero jamais foi feita na telefonia desde a privatização, mas no que depender dos deputados da Comissão de Defesa do Consumidor (CDC), a Telefônica mereceria tal medida.

Na semana passada, a comissão aprovou um requerimento assinado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) para que seja feita uma audiência pública com a intenção de debater a possibilidade de intervenção na Telefônica.

O encontro ainda não tem data para acontecer. O deputado quer que sejam chamados o presidente da Anatel, embaixador Ronaldo Sardenberg; o diretor-executivo do Procon/SP, Roberto Pffeifer,; o ouvidor da agência reguladora, Nilberto Miranda; e um representante da Telefônica. Segundo Sampaio, a iniciativa não deverá ficar restrita à CDC.

O parlamentar disse que o deputado Júlio Semeghini (PSDB/SP) deverá entrar com requerimento semelhante na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI). Por enquanto, nenhum pedido com essa natureza foi formalizado na CCTCI.

Carlos Sampaio culpou a Anatel pelos problemas no serviço da concessionária que opera em São Paulo, pois, na opinião do deputado, a agência não toma medidas administrativas para sanar as sucessivas falhas na operação da empresa. "Já ouvi argumentos do tipo: a Telefônica tem 20 milhões de clientes e apenas 25 mil reclamações no Procon.

Todas as operadoras somadas no estado de São Paulo tem menos ações judiciais que a Telefônica sozinha; todos os bancos somados do estado de São Paulo tem menos que a metade do que a Telefônica; somados os bancos e as operadoras, há menos ações judiciais do que a Telefônica. É a indiferença por completo à população de São Paulo", declarou.

A iniciativa de Sampaio contou com apoio de diversos deputados na CDC, que também criticaram a qualidade do serviço da concessionária e a atuação da Anatel na fiscalização do setor. "Essa Anatel não fiscaliza nada e serve aos grandes monopólios que estão aí. É papel da Comissão de Defesa do Consumidor expor isso", protestou Ivan Valente (PSOL/SP). Para o deputado Vinícius de Carvalho (PTdoB) há "conivência" da agência reguladora com as empresas.

Auditoria nas agências

Outro requerimento aprovado na semana passada promete ampliar o controle externo sobre as agências reguladoras. A proposta do deputado Sílvio Torres (PSDB/SP), validada pelos demais parlamentares da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFF), solicita que o Tribunal de Contas da União (TCU) faça auditorias nas agências, analisando detalhadamente o desempenho das autarquias de regulação da infraestrutura do país em diversos itens relacionados à governança.

Os tópicos que o TCU deverá avaliar, além da análise tradicional realizada pelo órgão de fiscalização do Legislativo, são: independência; prestação de contas e transparência; capacidade regulatória; coerência; e gestão de risco. A ideia do deputado é passar um "pente-fino" nas agências, analisando inclusive a efetividade das medidas regulatórias, o uso de mecanismos de participação da sociedade (como as consultas e audiências) e a autonomia financeira real dessas autarquias. 

Lei atual impede veiculação de propaganda e apoio cultural

As TVs de cunho educativo no Brasil estão em desobediência à legislação do setor. Pelo menos é o que diz o decreto-lei 236, instaurado em 1967 durante o regime militar. No texto, é vetada a veiculação de propaganda comercial e inserção de apoio cultural nesses veículos de comunicação. Redes educativas estudam mecanismos para derrubar a matéria.

A revogação da lei de 1967 é considerada a principal reivindicação do 2 º Fórum de TVs Públicas, que será realizado entre a próxima terça-feira (26) e quinta-feira (28), em Brasília (DF). O objetivo das emissoras educativas é obter regulamentação semelhante à instaurada na criação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mantenedora da TV Brasil. No texto de abertura, o governo permitiu à instituição liberdade para obter recursos de patrocínios culturais, acesso a um fundo para fomento da radiodifusão pública e autonomia para escolher sua programação.

Mesmo em desuso, o Ministério das Comunicações ainda considera em vigor o decreto, o que põe veículos educativos do país em situação irregular. De acordo com o advogado Fernando Fortes, da TV Cultura, com base na legislação atual, as emissoras públicas, com exceção à TV Brasil, só podem transmitir aulas, conferências, palestras e debates, sob pena junto ao órgão regulador.

Além dessa questão, também devem ser discutidos no Fórum a medição de audiência das TVs educativas, a busca de fomentos para o desenvolvimento da plataforma digital e a possiblidade de realizar multiprogramação, aberta pela tecnologia de alta definição. A informaçao é da Folha de S.Paulo.

Minicom divulga nomes da Comissão Organizadora Nacional

 O Ministério das Comunicações publicou hoje portaria com os indicados para a Comissão Organizadora Nacional da 1a Conferência Naiconal de Comunicação. A norma também convoca primeira reunião do órgão, que acontece no dia 1o de junho. Veja abaixo a íntegra. 

 

GABINETE DO MINISTRO

PORTARIA No- 315, DE 25 DE MAIO DE 2009

O MINISTRO DE ESTADO DAS COMUNICAÇÕES, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 3o do Decreto de 16 de abril de 2009, resolve:

Art. 1o Designar, para compor a Comissão Organizadora da 1a Conferência Nacional de Comunicação – CONFECOM, os seguintes representantes indicados pelos órgãos, pelas entidades e pelas organizações referidas no Anexo da Portaria no 185, de 20 de abril de 2009:

I – Poder Público:

a) Casa Civil da Presidência da República:

Titular: André Barbosa Filho

1o Suplente: Beatrice Kassar do Vale

2o Suplente: Daniel Mandelli Martin Filho

b) Ministério das Comunicações:

Titular: Marcelo Bechara de Souza Hobaika

1o Suplente: Roberto Pinto Martins

2o Suplente: Sônia Cristina da Silva

c) Ministério da Ciência e Tecnologia:

Titular: Augusto César Gadelha Vieira

1o Suplente: Maria Lúcia Muniz de Almeida

2o Suplente: Ubirajara Moreira da Silva Junior

d) Ministério da Cultura:

Titular: Octavio Penna Pieranti

1o Suplente: Adilson José Ruiz

2o Suplente: Rafael Gazzola de Lima

e) Ministério da Educação:

Titular: José Guilherme Moreira Ribeiro

1o Suplente: Érico Gonçalves da Silveira

2o Suplente: Wellington Mozarth Moura Maciel

f) Ministério da Justiça:

Titular: Romeu Tuma Júnior

1o Suplente: Anna Paula Uchoa

2o Suplente: Gustavo Camilo Baptista

g) Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República:

Titular: Ottoni Guimarães Fernandes Junior

1o Suplente: Sylvio Kelsen Coelho

2o Suplente: Laércio Portela Delgado

h) Secretaria-Geral da Presidência da República:

Titular: Gerson Luiz de Almeida Silva

1o Suplente: Wagner Caetano Alves de Oliveira

2o Suplente: Geraldo Melo Corrêa

i) Senado Federal:

Titular: Senador Flexa Ribeiro

1o Suplente: Senador Lobão Filho

2o Suplente: Ana Luiza Fleck Saibro

Titular: Senador Wellington Salgado

1o Suplente: Senador Antônio Carlos Júnior

2o Suplente: Igor Vilas Boas de Freitas

j) Câmara dos Deputados:

Titular: Deputado Paulo Bornhausen

1o Suplente: Deputada Luiza Erundina

2o Suplente: Deputado Milton Monti

3o Suplente: Deputada Cida Diogo

4o Suplente: Deputado Eduardo Valverde

II – Sociedade Civil:

k) ABCCOM – Associação Brasileira de Canais Comunitários:

Titular: Edivaldo Farias

1o Suplente: Paulo Miranda

2o Suplente: Fernando Mauro

l) ABEPEC – Associação Brasileira das Emissoras Públicas,

Educativas e Culturais:

Titular: Paulo Roberto Vieira Ribeiro

1o Suplente: Marco Antônio Coelho

2o Suplente: Antônio Achilis Alves da Silva

m) ABERT – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e

Televisão:

Titular: Daniel Pimentel Slavieiro

1o Suplente: Evandro do Carmo Guimarães

2o Suplente: Flávio Cavalcanti Junior

n) ABRA – Associação Brasileira de Radiodifusores:

Titular: Frederico Nogueira

1o Suplente: Dennis Munhoz

2o Suplente: Walter Ceneviva

o) ABRAÇO – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária:

Titular: José Luiz do Nascimento Sóter

1o Suplente: Josué Franco Lopes

2o Suplente: Marcelo Inácio de Sousa e Silva

p) ABRANET – Associação Brasileira de Provedores Internet:

Titular: Eduardo Fumes Parajo

1o Suplente: Carol Elizabeth Conway

2o Suplente: Gil Torquato

q) ABTA – Associação Brasileira de Televisão por Assinatura:

Titular: Alexandre Annenberg Neto

1o Suplente: André Muller Borges

2o Suplente: Adir de Souza Matos

r) ADJORI BRASIL – Associação dos Jornais e Revistas do

Interior do Brasil:

Titular: Miguel Ângelo Gobbi

1o Suplente: Carlos A B Balladas

2o Suplente: Sergio Jonikaites

s) ANER – Associação Nacional de Editores de Revistas:

Titular: Sidnei Basile

1o Suplente: Lourival J. Santos

2o Suplente: Luiz Fernando Martins Pereira

t) ANJ – Associação Nacional de Jornais:

Titular: Paulo Tonet Camargo

1o Suplente: Ricardo Bulhões Pedreira

2o Suplente: Júlio César Vinha

u) CUT – Central Única dos Trabalhadores:

Titular: Rosane Bertotti

1o Suplente: Manoel Messias Nascimento Melo

2o Suplente: Romário Cezar Schettino

v) FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas:

Titular: Celso Schröder

1o Suplente: Sérgio Murillo de Andrade

2o Suplente: José Carlos de Oliveira Torves

w) FITERT – Federação Interestadual dos Trabalhadores em

Empresas de Radiodifusão e Televisão:

Titular: José Catarino do Nascimento

1o Suplente: Francisco Pereira da Silva

2o Suplente: Celene Rodrigues Lemos

x) FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação:

Titular: Roseli Goffman

1o Suplente: Sheila Tinoco Oliveira Fonseca

2o Suplente: Berenice Mendes Bezerra

y) INTERVOZES – Coletivo Brasil de Comunicação Social:

Titular: Jonas Chagas Lúcio Valente

1o Suplente: Fernando Oliveira Paulino

2o Suplente: Jacira da Silva

z) TELEBRASIL – Associação Brasileira de Telecomunicações:

Titular: Antônio Carlos Valente

1o Suplente: José Fernandes Pauletti

2o Suplente: Emerson Martins Costa

Parágrafo único. A participação dos representantes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados na Comissão Organizadora dar-se-á a título de colaboração.

Art. 2o Fica estabelecida a data de 1o de junho de 2009 para a reunião inaugural da Comissão Organizadora, a ser realizada às 11 horas, em Brasília, Distrito Federal, no auditório da sede do Ministério das Comunicações, na Esplanada dos Ministérios, Bloco "R" – Subsolo, com a presença dos representantes titulares e suplentes designados nesta Portaria.

Art. 3o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

HÉLIO COSTA.

Encontro debaterá desafios das emissoras públicas no Brasil

Entre os dias 26 e 28 de maio, ocorre em Brasília a etapa final do 2o Fórum Nacional de TVs Públicas. O evento reunirá as associações do Campo Público de Televisão – Abepec (Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais), ABTU (Associação Brasileira de Televisão Universitária), ASTRAL (Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas) e ABCcom (Associação Brasileira de Canais Comunitários) – para discutir soluções para os principais problemas vividos por suas associados e para os desafios relativos ao fortalecimento desta modalidade de mídia.

A principal pauta será a regulamentação da área. Atualmente, o Campo Público se divide entre as emissoras disciplinadas pelo Decreto-Lei 236, de 1967, que criou o serviço de televisão educativa, e a Lei do Cabo (8.977/1995), que abriu espaço para os canais básicos de acesso gratuito nesta plataforma de TV por assinatura. Essa reserva assegurou condições para o surgimento de canais legislativos, universitários e comunitários.

O Decreto 5.820, de 2006, que instituiu o Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD-T) previu ainda a implantação pelo poder público de um canal “da educação”, um “da cidadania” e outro “da cultura” na nova plataforma. Os membros das associações, além de especialistas e representantes de entidades da sociedade civil e de órgãos públicos, irão discutir como articular a regulamentação do Campo Público em um marco que atenda às demandas destas emissoras de modo a promover o seu fortalecimento.

Esta grande pauta será trabalhada em diversas mesas temáticas, que abordarão temas como modelo de financiamento, estratégias de programação, transição dos canais do cabo à plataforma digital aberta, infra-estrutura de distribuição do sinal digital e novos parâmetros de aferição do desempenho destas emissoras.

Na programação está previsto também momento de debate sobre experiências internacionais de mídia pública bem sucedidas, que serão apresentadas por Cynthia Fenneman, premiada executiva norte-americana e presidente da American Public TV, Jeroen Verspeek, diretor de audiência da TV Pública Holandesa (NPB) e Giovanni Gangemi, pesquisador da televisão européia e indústria da mídia e sócio diretor do ISICULT (Instituto Italiano per l´Indústria Culturale).

No encerramento, representantes das associações irão expor reivindicações e propostas elaboradas ao longo do processo do Fórum aos ministros ministros Franklin Martins (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), Juca Ferreira (Cultura) e Hélio Costa (Comunicações).

A expectativa é que a etapa final dê início a um processo de elaboração conjunta de uma nova legislação, que deverá ter como base muitos dos mecanismos presentes na Lei 11.652, que criou a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Mais informações podem ser obtidas no site oficial do evento [veja aqui ] .