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Ministério das Comunicações anuncia reabertura de delegacias regionais

[Título original: Minicom agiliza processo de concessão de licenças ]

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, divulgou hoje providências adotadas para agilizar e dar mais transparência ao processo de concessão de licença e autorizações para novas emissoras de rádio e televisão. A primeira delas é a reativação de quatro delegacias regionais em 60 dias no Rio, em Santa Catarina, em Minas Gerais e em São Paulo. Outra ação foi o cancelamento de quase 300 processos de licenças para TVs educativas com documentação irregular e promete, para breve, a publicação na internet de todos os processos em andamento no Minicom.

Além dos processos irregulares das TVs educativas, deverão ser cancelados também os pedidos de autorização para rádios comunitárias que estão com documentação irregular ou que firam à legislação vigente. “Estamos fazendo uma reorganização do sistema de avaliação dos processos”, disse Costa. Ele disse que essas ações fazem parte de um projeto de modernização organizacional do Minicom, elaborado por engenheiros do quadro e que já teve aprovação até do TCU (Tribunal de Contas da União).

Sobre as delegacias regionais, Costa disse que além das quatro que já estão com locais de funcionamento definidos, serão abertas mais três, sendo uma na região centro-Oeste, outra no Nordeste e a última em um estado do Norte. Segundo o ministro, a reabertura das agências facilitarão os processos de digitalização das televisões. “Até 2014 tem que estar toda a digitalização concluída, porque o sistema analógico será desligado em 2016”, disse.

Para cada delegacia serão necessários de s is a 10 funcionários, entre engenheiros, advogados e técnicos em comunicação. Nessas primeiras, serão aproveitados funcionários que moram no próprio estado e que foram reintegrados ao Ministério. Para as próximas, o Minicom espera ter concluído o concurso público, já autorizado pela Ministério do Planejamento, para contratação de 170 pessoas.

Nova Telebrás vai investir R$ 1 bilhão na primeira fase

Resolvido o imbróglio na Justiça carioca do processo da Eletronet, o governo já tem pronto um pré-projeto para o uso das fibras, que engloba três fases. A primeira vai demorar um ano e envolve a iluminação das fibras apagadas, transformando o backbone óptico em uma rede intragov, que vai atender a administração direta e empresas do governo, como Serpro  e Dataprev. O investimento calculado para essa fase é da ordem de R$ 1 bilhão, que vai permitir ao governo economizar cerca de R$ 400 milhões/ano em transmissão de dados, nas contas dos técnicos do Planejamento que respondem pelo projeto.

A segunda fase, estimada em R$ 3,9 bilhões, envolve a construção do backhaul cobrindo cem quilômetros em torno do backbone. A terceira fase é a do acesso, a mais cara do projeto (investimento de R$ 7,8 bilhões). Mas o governo não pretende fazer esse investimento e sim parcerias com redes públicas já existentes (como as redes metropolitanas da RNP e redes estaduais e municipais), ou mesmo comprar acesso da iniciativa privada.

O que falta decidir – além da fonte dos recursos – é qual a figura jurídica que vai tocar o projeto. Há divergência sobre a melhor solução. Os técnicos do Planejamento veem vantagem na utilização da Telebrás, pois é uma empresa que já existe, é uma SA, seu objeto é acolhido pela Lei Geral de Telecomunicações e ela foi criada antes de 1992. Portanto, pode prestar serviços para o governo, como o Serpro e a Dataprev, sem atender à Lei de Licitações.

Justiça

Os integrantes da 4ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio acataram, por unanimidade, o agravo de instrumento da Chesf, sócia da Eletronet ao lado de outras concessionárias, contra decisão da primeira instância que lhe negou a posse dos cabos ópticos. Embora a decisão não tenha sido publicada ainda, advogados das estatais entendem que elas podem retomar a posse das fibras apagadas tão logo o Tribunal de Justiça oficie ao Sistema Eletrobrás, antes mesmo da publicação do acórdão.

Isso, se a juiza de primeira instância Maria da Penha Victorino, da 5ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, não adotar novas medidas protelatórias, uma vez que, no ano passado, não acatou decisão nesse sentido por entender que só podia ser tomada após a análise completa do mérito dos recursos pendentes. A decisão diz respeito apenas às fibras apagadas, entre dez e 12 pares. Os dois pares iluminados, assim como os demais ativos da Eletronet, continuam com a empresa, que é gerida por um síndico da massa falida nomeado pela Justiça.

Abra reitera sua participação na Confecom

A Abra, associação de radiodifusores encabeçada pelo Grupo Bandeirantes e pela RedeTV!, divulgou comunicado nesta segunda, 17, afirmando que seus associados permanecerão na Comissão Organizadora Nacional da 1a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). A associação diz que reconhece a importância da realização de uma Conferência Nacional de Comunicação. No entanto, diz na nota que dois itens são críticos para tornar legítima a Confecom: o número de representantes de cada um dos três blocos de participantes (organizações da sociedade, representantes do governo e representantes dos empresários); e a proporcionalidade de votos necessários para aprovação de deliberações relevantes na preparação e na realização da Conferência e de suas etapas.

Na nota, a associação diz ainda que repele especulações que indicam resistências de sua parte à realização da conferência. Por fim, diz que permanecer na conferência garantirá que esta seja um fórum de discussões democráticas em torno do futuro digital da comunicação.

Veja a nota da Abra na íntegra:

"Os radiodifusores representados pela ABRA comunicam que irão permanecer na Comissão Organizadora Nacional da 1a Conferência Nacional de Comunicação – Confecom. Assim como o setor de telecomunicações encabeçado pela Telebrasil, reconhecem a importância da realização de uma Conferência Nacional de Comunicação, e continuarão participando ativamente das reuniões e trabalhos para a realização do encontro, em dezembro próximo.

Porém, é importante ressaltar que dois itens são críticos e de enorme importância para tornar legítima a Conferência de Comunicação. São eles o número de representantes de cada um dos três blocos de participantes (organizações da sociedade, representantes do governo e representantes dos empresários) e a proporcionalidade de votos necessários para aprovação de deliberações relevantes na preparação e na realização da Conferência e de suas etapas. A entidade entende que é necessário assegurar os votos de entidades empresariais, de forma que signifiquem participação efetiva nos rumos dessa importante Conferência.

A ABRA confirma seu compromisso com a realização de uma Conferência legítima e repele especulações que indicam resistências à sua realização. Além disso,a a Associação Brasileira de Radiodifusores acredita que permanecer na Conferencia garantirá que esta seja verdadeiramente um fórum de discussões democráticas em torno do futuro digital da comunicação e que cumpra na totalidade o propósito embutido no tema da Confecom, "Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital".

Em minoria, empresas não querem perder peso na Confecom

O afastamento de parte das associações empresariais da organização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) em nada aliviou o principal ponto de atrito entre empresas e movimentos sociais. Ao contrário, o clima parece ter esquentado ainda mais quando o assunto é o quórum qualificado para a votação de matérias consideradas "sensíveis" pelos segmentos e o percentual de distribuição de delegados na fase preparatória da conferência.

Mesmo com a saída de associações de peso como a Abert e a ANJ, o governo resolveu manter a defesa de uma divisão de votos em 40% para o segmento empresarial, 40% para os segmentos sociais e 20% para o setor público.

A argumentação do governo é que os pesos devem ser definidos de forma a manter a representabilidade de todos os segmentos envolvidos. E, assim, o fato de apenas duas associações terem restado no bloco empresarial não é motivo para reduzir o peso dos votos desse segmento. O único aspecto que o governo aceita rever na proposta de quórum é com relação aos "60% mais um", que nada mais é do que uma espécie de voto mínimo de cada um dos segmentos representados na comissão organizadora. Caso os "60% mais um" prevaleça, nenhum assunto polêmico poderá ser aprovado sem ao menos um voto favorável de cada um dos segmentos, mesmo com a maioria de 60%.

Este é o pleito da Telebrasil, que pode até mesmo rever sua decisão de permanecer na comissão organizadora caso a proposta não vingue. Segundo o presidente da Abrafix, José Fernandes Pauletti, um dos representantes da Telebrasil no debate, "não há nada garantido" sobre a permanência da Telebrasil na Confecom. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, confirmou que a defesa dos "60% mais um" é um pleito das teles. "Os empresários de telecomunicações insistiram que houvesse ao menos um voto de cada setor para assuntos mais sensíveis", contou o ministro após a reunião com a comissão realizada nesta segunda-feira, 17.

Sem consenso

Mais uma vez, o arremate foi adiado em uma semana por conta da falta de acordo entre os participantes sobre o quórum de votação. A ideia é que os representantes dos movimentos sociais e das empresas encontrarem-se na próxima terça-feira, 25, pela manhã para tentar fechar um acordo. No mesmo dia, à tarde, os grupos devem se encontrar novamente com os ministros responsáveis pela coordenação do evento: Hélio Costa (Comunicações), Franklin Martins (Secretaria de Comunicação Social) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência). Além de tentar convencer as duas associações empresariais remanescentes na organização – Abra e Telebrasil – a adotarem uma proposta de consenso, as entidades civis terão o trabalho de tentar uma conciliação dentro de seu próprio segmento.

Posições sobre qual divisão de votos deve ser adotada florescem entre o segmento social, o que pode dificultar um arremate de uma proposta diferente dos 40/40/20. Ao menos uma entidade já se posicionou a favor da proposta do governo. Trata-se da Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM). Mas o vice-presidente da associação, Paulo Miranda, defende-se quanto a posição adotada, alegando que o governo tem pressionado as entidades a aceitarem a oferta. "Permanece o impasse, mas com a faca no pescoço dos movimentos sociais. Por que o governo tem colocado a coisa em termos de ou se aceita os 40/40/20 ou não tem mais conferência?", reclamou Miranda.

Sem pressão

O ministro Hélio Costa, por sua vez, negou qualquer pressão. "Acho que isso é um exagero", afirmou Costa sobre o comentário do vice-presidente da ABCCOM. "Estudamos detalhadamente a situação e achamos que ficam muito bem representados (os segmentos) com 40/40/20." Segundo o ministro, os movimentos sociais apresentaram outras propostas de divisão do quórum, mas todas acabariam "desequilibrando o sistema" pensado pelo governo. Ao menos duas propostas chegaram a ser formalmente apresentadas pelas entidades civis.

Segundo o ministro, sugeriu-se uma divisão 25/25/50, sendo o peso maior destinado às entidades civis. Outra proposta é de um quórum de 80% para entidades e empresas, juntas, mantendo-se 20% para o governo. Para Hélio Costa, a sugestão 80/20 não tem como vingar, apesar de ele próprio considerar as empresas como também representantes da sociedade. "O setor emprega mais de 800 mil pessoas então os empresários também são muito representativos da sociedade sim", disse o ministro.

Pressão

Em princípio, o governo só deve ceder a outra equação para o quórum se houver pleno consenso entre entidades civis e empresas. Considerando que este resultado é praticamente impossível, algumas entidades civis já apostam que acabará prevalecendo a proposta do governo de 40/40/20 para que não haja risco de inviabilizar a Confecom. Da parte do governo, o sinal é que, se não houver uma solução para o impasse sobre o peso de cada segmento na conferência, a fatura cairá no colo das entidades civis. "Nós do governo não vamos ser responsabilizados por não haver uma conferência", ameaçou o ministro das Comunicações.

Mesmo com todos os problemas envolvendo o quórum, os representantes do governo ainda descartam a possibilidade de adiar a realização da Confecom, agendada para dezembro deste ano. "Com certeza vai dar tempo de fazer as etapas estaduais e a conferência em dezembro", assegurou o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci. A falta de verbas, outro problema para a realização do evento, já estaria solucionada segundo Hélio Costa. A recomposição dos R$ 8,2 milhões do orçamento da conferência está assegurada pelo Ministério do Planejamento tão logo o regimento do evento seja aprovado.

Empresas terceirizadas reclamam de proibição de venda do Speedy

[Título original: Sindicato reclama da proibição do Speedy]

A proibição da venda e habilitação de novas assinaturas do Speedy, da Telefônica, continua despertando comentários e manifestações de diversos setores do mercado. Nesta segunda-feira, 17, o Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços e Instaladores de Sistemas e Redes de T por Assinatura Cabo MMDS DTH e Telecomunicações (Sinstal) publicou um comunicado, nos principais jornais do País, pelo qual procura alertar o quão prejudicial a proibição da venda do Speedy é para diversos colaboradores da Telefônica e de outras companhias.

De acordo com o texto do órgão, a continuidade da suspensão determinada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), poderá provocar demissões e sérios problemas financeiros às empresas que empregam os trabalhadores cuja função está diretamente ligada à comercialização dos serviços do Speedy. O comunicado ressalta que, caso a Anatel mantenha a determinação, mais de 20 mil postos de trabalho poderão ser cortados e aponta que, somente na cidade de São Paulo, cerca de 1200 empregos deixaram de ser criados em quase dois meses de interrupção das vendas do serviço de internet.

Na última semana, o Ministro das Comunicações, Hélio Costa, chegou a dizer que reconhece os esforços que a Telefônica vem mostrado em torno da melhoria do Speedy e da adequação dos serviços oferecidos, mas que o Ministério ainda julga precipitado liberar a comercialização do serviço de internet banda larga.

No final do mês de junho, a Anatel proibiu a Telefônica de habilitar novas assinaturas do Speedy até que a companhia conseguisse provar que vinha tomando medidas para qualificar os serviços. Desde então, a operadora de telefonia vem tentando reverter a decisão da Anatel. No final do mês de julho, a Telefônica lançou na mídia uma nova campanha publicitária na qual assume as falhas técnicas e operacionais de alguns de seus serviços, mas declara diversas medidas que vem sendo tomadas com o intuito de qualificar os produtos oferecidos.

Com informações da Folha de S.Paulo.