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Dois grupos de comunicação dos EUA vão seguir News Corp e remover notícias do Google

Os grupos de comunicação norte-americanos Media News Goup Inc. e A A.H Belo Corp., que editam, respectivamente, os jornais Denver Post e Dallas Morning News, vão seguir o exemplo da News Corp e remover seus artigos do Google.

Rupert Murdoch, proprietário da News Corp, afirmou recentemente que a empresa de internet rouba notícias de seus jornais através do Google News, e que deve bloqueá-las assim que introduzir um sistema de pagamento por notícias online.

Segundo a Bloomberg, o Media News Goup Inc. vai se desvincular do Google no próximo ano, quando começar a cobrar de seus leitores online da Califórnia e da Pensilvânia. A A A.H Belo Corp. deve tomar a mesma iniciativa, informou o vice-presidente executivo James Moroney.

Dean Singleton, presidente-executivo do Media News, declarou que "as coisas que serão acedidas através de subscrições pagas iremos bloquear do Google, porém as coisas que ofereceremos gratuitamente estarão disponíveis nas buscas do servidor".

Em resposta à Murdoch, o Google disse em comunicado que "as companhias de notícias estão em total e completo controle sobre quando e quanto do seu conteúdo deve aparecer nos resultados das buscas. Se os produtores de notícias querem que seus conteúdos sejam removidos do Google News, tudo que eles precisam fazer é nos dizer".

Brasil tem aumento de 10% no número de domínios na Internet

A base total de nomes de domínios .com e .net alcançou 553 mil domínios registrados no Brasil, no segundo trimestre de 2009, um crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, contabilizando 57% de aumento nos últimos dois anos. Os dados são da VeriSign, responsável pelo Dossiê Sobre a Indústria de Domínios na Internet.

Na América Latina, o aumento da base total de nomes de domínios .com e .net registrados ao fim do segundo trimestre de 2009 foi de 12% em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior. Globalmente, a base total de domínios .com e .net cresceu para 93,5 milhões, um aumento de 7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Mundialmente, o segundo trimestre de 2009 encerrou com uma base total de 184 milhões de nomes de domínios registrados entre todos os Domínios de Primeiro Nível (TLDs), aumento de 1% sobre o primeiro trimestre de 2009 e um crescimento de 9% sobre o mesmo trimestre do último ano. Já os Domínios de Primeiro Nível com Códigos de Países (ccTLDs) apresentaram incremento de 14% de um ano a outro, atingindo 74,4 milhões de nomes de domínios registrados – aumento de 1% em relação ao primeiro trimestre de 2009. A base total dos nomes de domínios ccTLDs foi impactada pela perda na base de .cn (China) e .eu (União Européia). Quanto ao total de registros, o domínio .com continua sendo a extensão de TLD mais procurada, seguida por .cn, .de (Alemanha) e . net. Essa sequência permanece inalterada desde o último trimestre.

Campanha publicitária da Confecom ignora mídia digital

Faltando 20 dias para a realização da etapa nacional da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), a campanha de divulgação da Confecom ainda não está completa. Entre os materiais publicitários disponíveis no site oficial da conferência (www.confecom.gov.br), não há peças voltadas para a internet, um meio que poderia ter sido bem aproveitado para divulgar o processo inclusive durante o período de realização das etapas estaduais, que se encerrou no dia 22. No site, é possível baixar material visual para veículos impressos e spots para rádio e TV. Nada, porém, para a mídia online.

A opção por priorizar as mídias tradicionais contrasta com o fato de a campanha de divulgação da Confecom, a cargo da Secretaria de Comunicação Social, não contar com verba para contratação de espaço publicitário. O fato de as peças poderem ser baixadas do site oficial não é, portanto, sinônimo de que estejam sendo veiculadas, uma vez que esta veiculação depende da cessão gratuita dos espaços publicitários pelos veículos.

Procurada pelo Observatório do Direito à Comunicação, a assessoria de imprensa da Secom não precisou quais veículos chegaram a veicular os anúncios. Segundo a assessoria, “todas as redes de televisão, televisões públicas, sejam governamentais, comerciais ou alternativos” receberam ofício da Secom fazendo a solicitação da cessão do espaço publicitário de forma gratuita. Ainda segundo a Secom, há inserções em televisão e rádio em mídia gratuita e distribuição de links das peças da campanha aos parceiros da conferência.

“Podemos dizer que a Confecom, até o momento, está tendo bastante repercussão e gerando discussão, o que nos leva a entender que a divulgação tem sido satisfatória”, afirmou a Secom, ressaltando especialmente o trabalho da assessoria de imprensa contratada para trabalhar na conferência. A assessoria tem sido feita em parceria com uma equipe de jornalistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que é responsável por cobrir as conferências estaduais e enviar releases à imprensa regional e nacional, e tem feito um boletim semanal que pode ser recebido mediante cadastramento no hotsite da Confecom.

Quanto ao material para internet, afirmaram que um banner será disponibilizado em breve.

Etapa paraibana da Confecom elege 36 delegados para a nacional

Foi no Dia da Consciência Negra que a Paraíba fez a abertura da sua 1ª Conferência Estadual de Comunicação (Conecom-PB), que aconteceu em João Pessoa, na sede da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba. Para contemplar a discussão racial, que também está em debate nesta Conferência, o governador do Estado, José Maranhão, iniciou a mesa com a leitura do Diário Oficial daquele 20 de novembro, que instituiu o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial. A conferência paraibana, que se encerrou no dia 21, agregou a responsabilidade ainda maior de incluir nas suas propostas à Conferência Nacional a bandeira da diversidade racial brasileira.

Participaram ainda da abertura da Conferência Estadual de Comunicação, secretários de governo, representantes da Comissão Organizadora Nacional da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), movimentos sociais da Paraíba e de outros estados, bem como gestores da TV UFPB e de empresas de comunicação que estão engajadas no processo conferência.

Ao todo, a etapa estadual paraibana teve aproximadamente 300 inscritos entre membros da sociedade civil empresarial e não empresarial, poder público, observadores e convidados. De acordo com a distribuição de vagas à delegação nacional, a Paraíba teve direito a 36 delegados, que divididos em observância à proporcionalidade de 40% para sociedade civil empresarial, 40% para sociedade civil não empresarial e 20% para o poder público, ficaram respectivamente contemplados com 16,16 e 4.

Estiveram representados na etapa estadual da Paraíba, além da capital João Pessoa, as cidades de Campina Grande (um dos maiores pólos do estado), Patos, Tavares, Sumé, Marí, Cabedelo e Santa Luzia, que contemplam as regiões do estado que estão divididas entre Alto Sertão, Baixo Sertão, Brejo, Borborema e Litoral. Entretanto, essa regionalização não conseguiu se fazer presente plenamente na delegação eleita para representar a Paraíba na Conferência Nacional de Comunicação, que acontece de 14 a 17 de dezembro, em Brasília.

Preparatórias

Em todo o Estado da Paraíba duas etapas preparatórias municipais foram realizadas, uma em João Pessoa e outra em Campina Grande, e outras três conferências livres setoriais: Conferência Livre de Cultura e Mídia, Conferência Livre de Mulheres e Conferência Livre de Movimentos populares e sociais da comunicação.

Todas estas etapas produziram cadernos de propostas próprios que foram encaminhados à plenária da etapa estadual e foram aprovados junto com as demais propostas feitas nos grupos de discussão da Conecom-PB. Os grupos de discussão previstos na programação do encontro foram realizados de acordo com os três eixos propostos pela etapa nacional: produção de conteúdo, meios de distribuição e cidadania direitos e deveres e, como aconteceu em praticamente todas as demais etapas estaduais, os grupos de discussão tiveram um tempo pequeno para a quantidade de propostas que precisavam ser debatidas. Além de propostas, também foram aprovadas moções na plenária final.

Polarização

As principais questões que polarizaram a plenária final da Conecom-PB, principalmente entre representantes da sociedade civil empresarial e não empresarial, foram as propostas relativas à gestão dos fundos públicos como o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e o Fundo de Fiscalização das Telecomunicação (Fistel) e também com relação à política de banda larga a ser adotada pelo Governo Federal.

Quanto ao primeiro ponto, a sociedade civil empresarial defendeu que os conselhos de gestão dos fundos fossem paritários entre poder público, sociedade civil empresarial e não empresarial, enquanto a sociedade civil defendia maioria dos não empresários nos conselhos gestores. A argumentação vinha da questão central de que os empresários como eram diretamente tributados e partícipes da gestão, não poderiam estar com representação paritária aos usuários, que são, teoricamente, os principais beneficiários desses fundos. A defesa era que os usuários, para quem os serviços se destinam, deveriam estar em maioria para garantir a melhor alocação das verbas desses fundos.

A segunda polêmica, em torno da banda larga, teve tônica parecida. A proposta de uma banda larga com gestão de infra-estrutura estatal para garantir a universalidade foi posta em contradição com o interesse das empresas presentes em garantir participação privada na exploração dos serviços.

De acordo com as normas estabelecidas para Conferência Nacional não há eleição de propostas e os debates e votações servem tão somente para aferir e caracterizar as propostas de acordo com a maioria da plenária estabelecida. Todas elas, porém, com maior ou menor aprovação, seguem para a etapa nacional.

Eleições

As plenárias de eleição dos representantes dos três setores que compõem a delegação do estado foram feitas separadamente, como prevê o regimento nacional. Para eleição do poder público, uma votação nominal com os presentes escolheu os quatro representantes do segmento: dois do Governo da Paraíba, um da Prefeitura de Campina Grande e um representante da TV UFPB). Segundo Arimatéia França, que coordenou os trabalhos da Conecom-PB como representante do Governo do Estado, o poder público vai reivindicar mais uma vaga à Comissão Organizadora Nacional.

“Nós consideramos o número de representantes do poder público pequeno e existe a necessidade de contemplar o município de João Pessoa, por exemplo. Vamos solicitar mais uma vaga para o poder público”, comunicou Arimatéia França.

Os empresários, por sua vez, fizeram sua eleição rápida e com um acordo que alocou doze vagas para representantes das empresas de telecomunicações, uma para empresas de radiodifusão e três para pequenos provedores de internet.

Na avaliação de Frederico Siqueira Filho, representante da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), o processo foi bem tranquilo e com muita negociação. “Tínhamos a maioria, mas para haver representação de todos os setores negociamos algumas vagas”.

Um pouco mais demorado e tensionado foi o processo de eleição dos representantes da sociedade civil. Por este setor reunir uma grande quantidade de movimentos sociais de diferentes setores e também de diferentes regiões, o processo foi mais lento.

Outro problema que atrasou a plenária da sociedade civil foi a confusão que se estabeleceu durante os encaminhamentos das propostas de critérios para eleição dos delegados. A má condução da mesa gerou também posteriores problemas na compreensão de como deveria ser formada as chapas e provocou momentos de tensão na plenária.

Após ásperas discussões, uma chapa única foi formada e, apesar de não ter a pluralidade dos segmentos e das regiões do estado totalmente contemplada, foi aprovada a eleição dos dezesseis representantes da sociedade civil.

Na avaliação de Sandra Moura, representante da TV UFPB, a Conecom-PE foi muito positiva. “Termos conseguido realizar a Conferência nos municípios e também nacionalmente em todos os estados já foi uma vitória. Aqui foi uma conferência participativa. Estamos vivendo um momento muito especial que é o de poder discutir a comunicação que queremos no nosso país”. A representante da TV UFPB lembra ainda que o processo de conferência não se encerra com o a realização da etapa nacional e que “o pós-conferência deve ser encarado com um momento tão importante quanto o que estamos vivendo agora”, ressalta.

Etapa alagoana da Confecom reúne mais de 340 participantes

Com 343 participantes inscritos, Alagoas realizou, entre os dias 21 e 22, a etapa estadual da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). As atividades aconteceram no Centro de Convenções de Maceió, no bairro de Jaraguá, onde foram debatidos os três eixos temáticos (Produção de Conteúdo; Cidadania, Direitos e Deveres; e Meios de Distribuição), formuladas propostas e eleitos os delegados que irão representar o estado no encontro nacional em dezembro.

Apesar de um longo atraso na programação no primeiro dia, a conferência alagoana cumpriu todas as suas atividades agendadas e foi encerrada no início da tarde do domingo. O longo processo de aprovação do regimento pela plenária que abriu a Confecom-AL, que se iniciou na manhã do dia 21 e só foi finalizado no início da tarde, atrasou toda a programação, em especial os painéis de debate. As atividades previstas para acabarem às 18h só foram finalizadas às 21h.

Na mesa de abertura dos trabalhos, o secretário de Comunicação de Alagoas Nelson Ferreira respondeu às críticas de entidades civis e movimentos sociais acerca do pouco empenho e escasso apoio material que o governo estadual teria aportado ao longo de todo o processo. Para ele, o Executivo estadual tem enfrentado dificuldades financeiras e que, apesar dessas limitações, o possível foi feito para que Alagoas participasse deste debate nacional. “A compreensão da comunicação como um direito humano é essencial para consolidação da democracia. A Conferência Nacional de Comunicação vai dar, sem dúvida, uma extraordinária contribuição para a democracia brasileira. E a democracia do século XXI pede participação social”, enfatizou Ferreira.

Para a presidente do Sindicado dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal), Valdice Gomes da Silva, a comunicação deve ser reafirmada como um direito, a exemplo da educação, saúde e segurança e, por isso, há todas as razões para se realizar uma conferência nestes moldes. “A comunicação trata de um processo de transformação da sociedade. Por isso, não pode apenas ser debatida e decida por um ou dois segmentos em particular. Façamos um grande pacto para uma comunicação mais democrática nesse país”, ressaltou. Sobre os empecilhos e entraves durante a etapa alagoana, a jornalista avaliou que houve “dificuldades estruturais imensas”. “O governo deu sua justificativa, mas era preciso haver um esforço e isso foi o que a sociedade tentou demonstrar para o governo. Não tivemos todas as condições, mas fizemos o que poderia ser feito”, comentou.

Em relação ao lugar da iniciativa privada neste debate, o representante do segmento empresarial Manoel Barbosa da Silva, da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), falou do desenvolvimento das comunicações no país e apontou o empresariado como um de seus pilares. “As telecomunicações são causa e conseqüência do desenvolvimento. O setor de telecom experimentou extraordinário crescimento nos últimos anos. Agora,com este processo da conferência, o Brasil e Alagoas poderão experimentar um novo salto de desenvolvimento para seu povo”, acredita.

Além de autoridades governamentais, parlamentares, empresários, estudantes, entidades civis e cidadãos a conferência ainda contou com a presença de convidados e especialistas que ministraram os painéis. O primeiro foi dedicado ao eixo temático Produção de Conteúdo e contou com a participação das debatedoras Roseli Goffman (Conselho Federal de Psicologia) e Rosane Bertotti (CUT). As duas integram, também, a Comissão Organizadora Nacional da Confecom.

No segundo painel, o professor Marcos Dantas (Universidade Federal do Rio de Janeiro), José Sotter (Associação Brasileira de Rádios Comunitárias) e Caio Bruno (Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação) discutiram o eixo Cidadania, Direitos e Deveres. Por fim, José Carlos Torves (Federação Nacional dos Jornalistas), Cláudia Verde (Campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania) e Sivaldo Pereira da Silva (Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social) participaram da última mesa, sobre Meios de Distribuição. Os debates continuaram no segundo dia com os Grupos de Discussão (Gds), onde foram retomados os temas e foram formuladas as propostas a serem encaminhadas à etapa nacional.

Ao fim do processo, a plenária final aprovou 3 moções, referendou 44 propostas produzidas pelos GDs e homologou a eleição de 12 delegados da sociedade civil, 12 do segmento empresarial 3 do poder público, além dos suplentes para todas as vagas. Os 27 delegados irão representar o estado na Conferência Nacional, de 14 a 17 de dezembro, em Brasília, onde o país irá, pela primeira vez, discutir políticas públicas de Comunicação em uma fórum oficial, com participação de delegados eleitos nas diversas regiões do país.