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Net cresce 20% em vídeo, 30% em banda larga e 42% em voz em 2009

A Net Serviços anunciou nesta quarta, 10, os resultados financeiros referentes ao quarto trimestre e ao ano de 2009. A operadora cresceu 20% em relação à base de clientes de TV por assinatura do final de 2008, chegando em dezembro de 2009 a 3,69 milhões de assinantes. Ou seja, a operadora adicionou 619 mil clientes no ano. Em relação ao terceiro trimestre de 2009, o crescimento líquido foi de 44 mil clientes. A base de assinantes do serviço de vídeo digital chegou a 989 mil assinantes, o que representa um aumento de 11% no ano e eleva a penetração do serviço a 27% da base de clientes.

O serviço de banda larga fechou 2009 com 2,882 milhões de clientes, o que significa um crescimento de 30% no ano. A operadora conquistou, em 2009, mais clientes de banda larga do que clientes de vídeo. Foram 664 mil novos usuários do serviço de acesso à Internet. Apenas no último trimestre o crescimento foi de 92 mil clientes líquidos.

O maior crescimento relativo se deu no serviço de voz, onde a Net cresceu 42% em 2009, chegando a 2,557 milhões de linhas em serviço e um crescimento líquido de 756 mil clientes. No terceiro trimestre apenas, o crescimento líquido foi de 68 mil clientes.

A expansão da base de clientes também gerou um aumento no churn anualizado da operadora, que bateu 15,7% nos serviços de vídeo, contra 14,9% registrados no final de 2008. E a ênfase em pacotes populares também reduziu um pouco a receita média por usuário da Net. O ARPU caiu em 2009 a R$ 133,54, 2% a menos no ano.

Ainda que os números operacionais da Net sejam expressivos para o ano, eles poderiam ter sido ainda maiores, pois foi observada uma importante desaceleração no quarto trimestre em relação ao ritmo de crescimento (adições líquidas) dos trimestres anteriores. No serviço de vídeo, por exemplo, a operadora vinha registrando uma média de 150 mil vendas líquidas por trimestre nos quatro trimestre anteriores (sem contar o crescimento por aquisições de operadoras), e caiu a 44 mil no último trimestre do ano passado. No serviço de banda larga, a média de adições líquidas por trimestre estava em 186 mil clientes, e caiu a 92 mil. Mesmo no serviço de voz, a média que era de 239 mil vendas líquidas caiu, no quarto trimestre, a 68 mil. No balanço, a operadora não comenta a razão da desaceleração abrupta.

Resultados financeiros

A receita bruta da Net Serviços em 2009 foi de R$ 6,07 bilhões, o que representa um aumento de 25% no ano. Também a receita líquida cresceu 25%, chegando a R$ 4,6 bilhões. Os custos operacionais cresceram 30% no ano, chegando a R$ 2,274 bilhões, dos quais 22,5% são referentes a programação e franquia, 4,4% referem-se a manutenção de rede e 0,3% a marketing. Os custos com acesso à Internet e atendimento chegaram a 15% das receitas, e já são o segundo maior componente de custo, à frente inclusive de mão de obra (6,9%) e despesas com venda (10,1% da receita líquida).

O EBITDA da Net Serviços totalizou R$ 1,24 bilhão em 2009 e o lucro anual foi de R$ 735,9 milhões, contra apenas R$ 20,3 milhões em 2008. A dívida líquida da companhia cresceu 16% ano, indo de R$ 1,02 bilhão em 2008 a 1,18 bilhão em 2009.

Investimentos

Os investimentos no ano de 2009 totalizaram R$ 1,1 bilhão, o que permitiu, além do crescimento da base, uma expansão de 10% da rede (que hoje chega a 10,7 milhões de domicílios) e a uma expansão de 19% na rede com capacidade bidirecional, que hoje totaliza 8,5 milhões de domicílios. A previsão de investimentos para 2010 é de R$ 1,2 bilhão, com ampliação da margem EBITDA de 27% para 29%.

TV digital ganha campanha para vingar no Brasil

O Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital lançará uma campanha, no início de março, com o objetivo de incentivar a compra de receptores digitais. A campanha levará ao ar na TV três filmes para reforçar o caráter democrático da TV digital, além dos benefícios da alta definição e da mobilidade.

Outro filme a ser veiculado, já em abril, refere-se aos recursos de interatividade do Ginga. De acordo com o Fórum SBTVD, ficou aprovado o envio das normas de dois perfis para a Associação Brasileira de Normas Técnicas. O Perfil A, mais simples, contará com suporte a texto, fotos e animações. O Perfil B, mais completo, permitirá ainda o envio de vídeos. As normas dos dois perfis serão enviadas à ABNT até o fim desta semana e entrarão em breve em consulta pública. Um terceiro perfil será enviado à ABNT em até um mês.

O que está em questão é a possibilidade de rodar aplicativos de interatividade em múltiplos dispositivos. Ou seja, a possibilidade de rodar os aplicativos em celulares, video games, players de vídeo etc. Ainda há discussões sobre esta possibilidade. A dúvida é se seria necessário criar um terceiro perfil, ou apenas uma nova versão do Perfil C. Na prática, uma evolução de outro perfil seria um terceiro perfil, já que desenvolvedores teriam que criar aplicativos para ambas as versões.

Fabricantes de olho na Copa

Em coletiva de imprensa, o presidente da Semp Toshiba, Afonso Hennel, declarou que, em 2010, pela primeira vez, o número de TVs de tela fina vendidos no País deve ser igual ao de TVs de tubo. Ele acredita que, ao todo, serão comercializados cerca de 12 milhões de TVs até dezembro (foram em torno de 9 milhões em 2009), que serão repartidos igualmente entre as duas categorias.

De olho na Copa, os fabricantes estão antecipando seus encontros com a imprensa para o lançamento da linha 2010. Tradicionalmente, os grandes fabricantes apresentam seus novos TVs apenas em abril ou maio, data que se tornaria inviável este ano para acelerar as vendas motivadas pela Copa.

O “start” foi dado pela Semp Toshiba, mas a LG já marcou sua coletiva de imprensa para o dia 02 de março (arrisco dizer que novos TVs LCD de LED estão a caminho). Samsung, Sony (patrocinadora oficial da Copa) e Philips também farão eventos especiais para lançar novos TVs ainda nos próximos meses. Na Samsung, a grande dúvida é se a empresa vai lançar, de fato, os TVs 3D (mesmo com as dificuldades que rondam a definição de um padrão para essa tecnologia.

*com informações da Revista Home Theater.

Anatel sinaliza que manterá leilão da Banda H só para entrantes

A Anatel realizou nesta quinta-feira, 11, audiência pública para esclarecer dúvidas sobre as regras que vigorarão no processo de venda da Banda H, última fatia de espectro destinada a oferta de serviços 3G disponível no momento. O evento reuniu advogados e representantes das operadoras móveis em funcionamento no Brasil e, principalmente, dos potenciais interessados em se tornar um quinto competidor nesse mercado. Como já era esperado, o principal questionamento das empresas de telefonia móvel foi com relação à possibilidade de a Anatel abrir o leilão para que as empresas que já possuem fatias na faixa de 1,9 GHz e 2,1 GHz poderem disputar o último naco do 3G.

Inicialmente, o presidente da Comissão Especial de Licitação e gerente-geral de Comunicações Pessoais Móveis da Anatel, Nelson Takayanagi, foi lacônico com relação às intenções da agência sobre a abertura do leilão às empresas já consolidadas no setor. Mas, com a insistência dos executivos e advogados das operadoras em questionar o que consideram uma "falta de isonomia" na disputa, Takayanagi aos poucos foi demonstrando simpatia em manter o leilão restrito a novos competidores no mercado de telefonia móvel.

"Na consulta pública foi definida a regra do jogo. Naquela ocasião é que deveria ter sido feita a pergunta. Não adianta quatro anos depois vir com algo novo; dizer que não quer mais um entrante no mercado", reclamou o gerente ao responder uma pergunta do representante da Vivo sobre a possibilidade de abertura do leilão à empresas que já adquiriram faixas de 3G. Takayanagi informou que o assunto ainda será decidido pela agência reguladora e que a decisão constará do edital de licitação.

"Excesso de competição"

As operadoras do SMP não pouparam argumentos para tentar convencer a Anatel de que é justo que a agência permita que elas entrem novamente na disputa, apesar de a Banda H estar dividida de tal maneira que a compra dessas radiofrequências por uma empresa já consolidada no 3G inevitavelmente excederá o limite de blocos permitido pela regulamentação do setor (de 85 MHz por empresa). Os argumentos mais amplos partiram da LCA Consultoria, contratada pela Oi para fazer uma avaliação da venda da faixa.

O diretor da área de Economia do Direito da consultoria, Bernardo Macedo, fez uma apresentação na audiência pública alegando que o serviço exige investimentos intensivos, as empresas de telefonia móvel tem baixa rentabilidade e que a política da Anatel de inserir um quinto competidor no mercado pode gerar um "excesso de competição". "A competição não é um fim em si mesmo. O importante é chegar ao consumidor com mais eficiência", argumentou o analista. "Os supostos benefícios de um entrante parecem incertos e improváveis."

Takayanagi não se sensibilizou com os dados apresentados pela LCA. Na visão do gerente, a decisão de entrar em um mercado que supostamente é tão pouco concentrado – o que reduziria, em tese, as possibilidades de rentabilidade de um entrante – deve ser empresarial e não regulatória. "Se o HHI (índice de concentração do mercado) é tão baixo assim, cabe ao empresário decidir se vale a pena investir nesse negócio", afirmou.

Nextel na disputa

Para o vice-presidente jurídico e regulatório da Nextel, Alfredo Ferrari, não há dúvidas de que o mercado de telefonia móvel no Brasil comporta um quinto competidor. "O Brasil é uma mina de ouro de investimento", afirmou, citando as projeções de que, em três anos, a telefonia móvel no país pode chegar aos 230 milhões de usuários. "O mercado não é maduro ainda porque falta muito a avançar em qualidade do serviço. Eu posso dizer que nós da Nextel temos interesse na Banda H e vamos investir nisso", garantiu.

A segunda potencial candidata à quinta posição no mercado de telefonia móvel é a GVT, que não se pronunciou formalmente na audiência pública, embora tenha enviado representantes ao evento. A empresa ainda faz mistério sobre sua participação no leilão, mas uma disputa entre GVT e Nextel pela Banda H é tida como certa para empresários e membros da Anatel.

Estabilidade regulatória

O último pronunciamento da audiência foi feito pelo presidente da Acel, Luiz de Melo Júnior, que cobrou uma justificativa por escrito da Anatel para o que chamou de "privilégio" às empresas entrantes. "A Acel acha fundamental que seja publicada a justificativa dessa decisão; que ela mostre a insuficiência da competição que explique essa decisão regulatória", declarou Melo, reclamando que as operadoras móveis já consolidadas estão sendo "alijadas" do novo leilão.

A resposta da Anatel ao protesto da associação veio em tom de brincadeira. "Parece que a Acel não quer novas associadas, né?", comentou Nelson Takayanagi arrancando risos da platéia. E complementou, pondo um fim às críticas: "Estamos mantendo aquilo que o Ferrari (da Nextel) falou: a estabilidade regulatória". A manutenção das regras estabelecidas desde o primeiro leilão do 3G e a iniciativa da Anatel de ampliar a competição foram elogiadas pelo presidente da Telcomp, Luiz Cuza, que aproveitou a ocasião para pedir atenção da Anatel com relação às regras de compartilhamento de infraestrutura. "Vai ser muito difícil para uma entrante ter preços competitivos se não houver esse fomento ao compartilhamento", alertou.

Autoridades dos EUA aplaudem entrada da Google nas telecomunicações

Autoridades dos Estados Unidos vêem de forma positiva a entrada da Google nas telecomunicações. Segundo Julius Genachowski, diretor do Comitê Federal das Telecomunicações (FCC, na sigla em inglês), o ensaio da Google na oferta de banda larga será “um teste para novas gerações de inovações, com aplicativos e serviços de alta velocidade”. Genachowski assegura que o Plano de Banda Larga norteamericano  prevê a participação de empresas privadas e facilidades para acelerar os investimentos no setor, básico para criar emprego e melhorar a competitividade da economia.

Alguns analistas  começaram a fazer cálculos sobre quanto custará para a Google o projeto de lançar uma rede de alta velocidade em uma zona dos EUA. As cifras vão desde 60 milhões de dólares a 1,6 bilhão. Vários comentaristas recordam a necessidade que a empresa tem de uma conexão rápida à Internet para consolidar sua aposta na cloud computing (computação em nuvem), programas que rodam na internet e não nos computadores dos usuários. O sistema operativo Chrome, que a Google lançará este ano, está baseado neste princípio.

A Google abriu uma nova frente de negócios e competirá diretamente com as operadoras. No seu blog corporativo, anunciou esta quarta-feira uma experiência para oferecer conexão à uma velocidade cem vezes maior que a média oferecida as operadoras dos EUA. Afirma que, neste piloto, a velocidade será de 1 gigabyte por segundo, por meio de fibra ótica. "Planejamos oferecer esse serviço, com preços competitivos, a um mínimo de 50.000 pessoas. Esse número pode aumentar para meio milhão de pessoas".

Segundo a empresa, seu objetivo é experimentar novos caminhos para uma internet melhor e mais veloz para todos. O texto registra que a Google pediu às autoridades federais que contemplem novos métodos de conexão no Plano Nacional de Banda Larga.

Até 26 de março, a Google receberá ofertas de possíveis interessados, por exemplo governos locais, em oferecer seus territórios para o experimento.

Ontem, o CEO Eric Schmidt, publicou um artigo no Washington Post sobre os déficits de inovação dos EUA e uma das políticas que recomendava era um acesso mais amplo à banda larga. Segundo Schmidt, a banda larga promove novos trabalhos e novos negócios e considera crítico que o Governo apóie a implementação.

Carta ao governo

Em junho de 2009, a Google remeteu uma carta à comissão federal responsável por regular o mercado das telecomunicações com suas reflexões sobre o futuro da banda larga nos EUA. As autoridades tem previsto apresentar ao Congresso norteamericano um plano sobre esse assunto no mês de fevereiro. Na carta, a Google apresenta suas opiniões sobre como o país deveria enfrentar esse desafio.

Em 2012, afirma o texto, os estadunidenses deveriam poder se conectar a uma velocidade de, pelo menos, 5 Mbps, tanto em upload como em download. Se trataria de um primeiro passo exequível.

A implementação da fibra ótica deveria aproveitar a construção ou reparação de vias de comunicação, já que 90% do custo de instalação está associado à abertura de conduções, ou reparação. Um primeiro objetivo seria dotar de acesso as bibliotecas, centros escolares, sanitários e da comunidade, que atuariam como núcleo difusor da mesma, tanto para oferecer conexão veloz como para incentivar a implementação das redes nas comunidades do entorno.

O plano, sempre segundo a Google, deveria dar incentivos àqueles que instalaram a fibra ótica para que, a seu tempo, aluguem ou vendam a capacidade de rede a outros operadores. Isso aumentaria a competitividade do setor.

Governo adia para março definição do plano de banda larga

Era o dia para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiria os detalhes do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e o projeto, cuja pretensão é massificar o acesso à internet em alta velocidade no país, ser anunciado. Mas o único anúncio feito por representantes do governo federal neste 10 de fevereiro foi de que nenhuma decisão será tomada até meados de março.

O novo adiamento frustra quem esperava que o plano começasse a sair do papel rapidamente, considerando que há um calendário eleitoral que tende a limitar qualquer ação de governo ao primeiro semestre. Ao mesmo tempo, deixa entrever que a disposição do presidente em bater o martelo sobre o PNBL esbarra nas demandas colocadas em relação a questões-chave do projeto, representadas na reunião por diferentes órgãos do governo.

A informação sobre o novo adiamento do anúncio do PNBL foi dada pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, único dos participantes da reunião entre os 11 ministros e vários técnicos de diversas áreas com o presidente a falar após o encontro.

Costa, responsável em outras reuniões por levar ao presidente documento com as sugestões dos empresários de telecomunicações para o setor de banda larga, disse que “não existem pontos divergentes”, mas sim “muitas informações, que precisam ser vistas por vários ministérios”. Segundo o ministro, o que falta é que cada pasta avalie sua participação dentro do plano. Ele citou como exemplo de pontos que precisam de ajustes técnicos questões relacionadas à desoneração tributária (citando especificamente os modens) e ao uso do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust). Estes dois temas estão entre os mais citados pelos empresários nos espaços onde o PNBL tem sido pautado.

O ministro das Comunicações também foi enfático ao afirmar que não há nenhuma decisão a respeito da reativação da Telebrás. Costa foi irônico ao comentar o assunto, outro ponto que também é questionado pelas teles. Fazendo referência à reunião entre o presidente Lula e representantes de organizações ligadas à área das comunicações e de universidades, o ministro disse: “Havia um anãozinho embaixo da mesa naquela reunião e que passou uma informação que não estava absolutamente correta.”

Com informações da Agência Brasil e do TeleTime News.

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