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Teles dizem ter ultrapassado metas de banda larga nas escolas urbanas

Nesta sexta-feira, 28, data que marca o início das negociações entre o governo e as concessionárias de telefonia fixa sobre o Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU III), a Telebrasil, associação que defende os interesses das teles, publicou em seu site um artigo reforçando o cumprimento das metas de banda larga gratuita nas escolas públicas urbanas no Brasil.

De acordo com o artigo, as operadoras fecharam 2010 com 57,6 mil escolas urbanas conectadas com banda larga gratuita, o que representa a superação do compromisso inicial assumido pelas empresas junto ao Programa Banda Larga nas Escolas, em 2008, de levar conexão à internet em alta velocidade a 56,8 mil instituições públicas de ensino fundamental e médio.

As metas iniciais, que previam a instalação de Postos de Serviços de Telecomunicações (PSTs) – com orelhões e computadores para acesso discado à internet -, foram trocadas pela obrigação de levar infraestrutura de redes em banda larga (backhaul) a todos os municípios brasileiros.

Segundo levantamento da Telebrasil, das escolas já conectadas, 35 mil (61%) são instituições municipais, 22 mil (38%) são estaduais e 557 (1%) federais. A maior concentração de escolas urbanas está no Estado de São Paulo (7.099), seguida de Minas Gerais (6.839) e Bahia (5.645).

Reter dados de internautas não ajuda na luta contra cibercrimes

De acordo com grupo alemão especializado em liberdades civis, armazenar informações pode até mesmo prejudicar a segurança na web.

O armazenamento de dados de telecomunicação não ajuda a combater crimes, de acordo com um relatório da polícia alemã, divulgado nesta quinta-feira (27/1).

A Diretiva de Proteção de Dados da União Europeia, que atualmente está em revisão, exige que as empresas nacionais de telecomunicações armazenem informações de seus clientes, com o intuito de facilitar em casos de investigação e prevenção contra crimes graves.

A Diretiva foi implementada na Alemanha em 2008, mas não surtiu efeito contra a realização de crimes graves, de acordo com um estudo detalhado feito pelo grupos de liberdades civis AK Vorrat. No ano passado, autoridades alemãs concordaram com um veto sobre retenção de dados, por considerar que ela interfere nos direitos fundamentais dos cidadãos. Outro país que se declarou a ação inconstitucional foi a Romênia.

De acordo com a lei, empresas de telefonia fixa e móvel e provedores de Internet seriam obrigados a reter dados de tráfego e localização, como também sobre os planos assinados por todos os clientes. A lei entrou em vigor na Alemanha em 2008, determinando um período de seis meses para que os dados fossem armazenados. Mas, durante o período em que esteve em vigor, os crimes graves subiram para aproximadamente 64 mil e menos crimes foram solucionados: 77,6% em 2007 contra 76,3% em 2009.

"Isto é porque os usuários começaram a usar técnicas para evitar que seus dados fossem capturados", disse o grupo AKVorrat. Além disso, os que queriam permanecer 'anônimos' tinham opções, incluindo cafés, acessos via Wi-Fi, serviços para tornar o usuário anônimo e telefones públicos, por exemplo.

"Esse tipo de comportamento torna sem sentido a retenção dos dados, como também frustra qualquer técnica de investigação mais específica, que poderia ser utilizada para a aplicação da lei. "O armazenamento pode ser ruim para as investigações criminais, porque ele também tornam inúteis algumas técnicas", comentou a organização.

Mas existe uma alternativa. O ministro da Justiça alemã, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, quer ver uma abordagem diferente sobre o caso, incluindo a investigação dos dados somente para casos específicos.

A Autoridade Europeia para a Proteção de Dados (AEPD), Peter Hustinx, também comentou o assunto em dezembro, quando exigiu que a Comissão Europeia demonstre a necessidade e justificativa da aplicação desta lei com fatos e números concretos. "Sem essa prova, ela deveria ser revogada ou substituída por um mecanismo menos invasivo e que atenda aos requisitos de necessidade e da proporcionalidade", disse ele.

Segundo a Comissão Europeia, existem em média 148 mil pedidos por ano para a manutenção dos dados em cada um dos 20 países que aplicaram a lei. "Se os dados não são úteis, as autoridades policiais não gastariam recursos humanos e financeiros solicitando estes números", argumentou o Comissária dos Assuntos Internos, Cecilia Malmström.

Ações judiciais que questionam a retenção de dados estão atualmente em curso em diversos países membros da União Europeia, enquanto outros como Áustria, Bélgica, Grécia, Irlanda, Luxemburgo e Suécia não chegaram a aplicá-la. O Tribunal Europeu de Justiça deve decidir a questão em 2012.

Candidatos nas eleições do CGI.Br comentam temas relacionados à internet

As eleições para o Comitê Gestor da Internet, o CGI.Br, que acontecerão do dia 31 de janeiro ao dia 4 de fevereiro, estão sendo importantes para levantar temas essências para o futuro da rede, principalmente no Brasil. Uma delas diz respeito ao Plano Nacional de Banda Larga, conhecido como PNBL, que visa massificar o acesso à internet para todos os brasileiros.

Para Leandro Chemalle, do Partido Pirata Brasileiro e candidato ao terceiro setor do CGI.Br, “o PNBL é o principal mecanismo que temos para conseguir chegar a um acesso mais amplo a internet em todo o país”. Segundo ele, a principal vantagem do plano estaria nas metas de acesso do plano. Mas o candidato também alerta para a insuficiência do projeto: “não tenho muito acordo com o conceito de Banda Larga. Quem tem uma conexão de 500Kbps sabe que na maior parte do tempo a navegação acaba sendo sofrível e acessar um site de videos pode ser bem demorado”.

Outra polêmica levantada diz respeito ao PL 89/2003, também conhecido como a Lei Azeredo, ou o AI-5 Digital. “É temerário que uma lei preveja o monitoramento da navegação dos usuários e autorize a interrupção de sua conexão com a Internet em caso de conduta considerada suspeita sem qualquer tipo de mediação judicial” diz a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do consumidor e candidata ao CGI.Br, Veridiana Alimonti. Segundo ela, o projeto é uma séria ameaça à liberdade e à privacidade dos usuários e usuárias da rede. “Num país como o Brasil, pobre e com altas taxas de analfabetismo, a Internet tem que servir ao interesse público e permitir processos benéficos para o acesso ao conhecimento” completa ela.

Quando perguntado sobre a prioridade número um do CGI.Br para os próximos anos, o jornalista e também candidato Ricardo Negrão é enfático: “A prioridade número um é garantir a liberdade da rede”. Portanto, segundo ele, é essencial que o comitê crie vínculos com os movimentos sociais. “Para isso é necessário construir “pontes”, que vão desde o aumento do número de representantes do Terceiro Setor, transparência das reuniões e a criação de um núcleo ligado aos representantes do terceiro setor que possa trazer mais contribuições para dentro do Comitê” completa ele.

Os candidatos entrevistados são alguns dos signatários da plataforma “Por uma Internet Livre, Inclusiva e Democrática”.

Anatel vai renovar 73 outorgas de TV a cabo este ano

A Anatel vai lançar para consulta pública até o final de março as novas obrigações que 73 operadoras de TV a Cabo  terão que  atender para poderem renovar suas concessões, que acabam em dezembro deste ano, por mais 15 anos. Entre essas obrigações, não estarão presentes as cotas de conteúdo nacional (de 3 horas e meia por semana) previstas no projeto de lei do cabo que tramita no Congresso Nacional. Mas segundo o conselheiro Jarbas Valente, haverá uma cláusula no novo contrato de concessão que irá obrigar essas empresas a adaptarem as suas obrigagões ao futuro projeto, quando ele virar lei.

Na avaliação de diferentes interlocutores, o estabelecimento de uma cláusula como esta, expressando a obrigatoriedade de essas operadoras se adaptarem à legislação futura é de fundamental importância para não provocar prejuízos para os programadores e produtores nacionais – que deixariam de  contar com essas importantes operadoras, todas localizadas nas cidades brasileiras mais rentáveis (capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes) como transportadoras de seus programas. Além disso, haveria um grande desbalanceamento entre essas operadoras – justamente as que não pagaram um tostão por suas licenças, porque tiveram as outorgas de DISTV transformadas em concessão de TV a Cabo quando da aprovação, em 1996, da lei de TV a cabo- e as novas empresas que tiverem suas licenças aprovadas após a aprovação do PLC 116.

Entre essas outorgas estáo praticamente quase todas as da NET (53 outorgas, em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília), 4 outorgas do grupo Santa Clara; 5 outorgas do grupo Abril/ Telefônica; 2 do grupo Algar; 2 da Viacabo e outras 5 outorgas de operadoras independentes.

Condicionamentos

Entre os condicionamentos, a agência irá determinar a ampliação da área de cobertura, deverá anexar os novos indicadores de qualidade (que também estão em elaboração), e novas determinações para a modernização das redes, afirmou Valente.

A intenção é que os condicionamentos estabelecidos para essas licenças que serão renovadas sejam a referência para os condicionamentos que a Anatel vai criar para as futuras licenças a serem concedidas.

Valente explicou porém que, no caso dessas renovações, as áreas de cobertura ficarão limitadas ao município, conforme foi concedida a licença há 15 anos. Mas as futuras outorgas serão concedidas por área de numeração (cujo território é bem maior, já que representam apenas as 67 áreas com DDDs diferentes). Essas empresas que terão suas licenças renovadas, para igualarem-se às novas empresas que entrarão no mercado, terão que comprar as futuras áreas de extensão. Mas o preço, conforme havia antecipado o Tele.Síntese Análise será mesmo de R$ 9 mil.

 

A Era Lula na Comunicação

A compreensão dos impactos do Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na comunicação no Brasil é tarefa árdua e provavelmente só se findará daqui alguns anos. Por isso, o Observatório do Direito à Comunicação  está produzindo uma série de reportagens, que serão publicadas nos próximos meses, sobre os últimos oito anos do setor, de modo a sintetizar ao leitor, os principais temas e ações deste período.

O objetivo não é resumir o cenário as ações do Palácio do Planalto, uma vez que o Legislativo e Judiciário também são protagonistas do roteiro institucional. Mas é fato que as ações do Executivo ainda são as principais norteadoras das ações das demais esferas.

Resgataremos os principais temas abordados pelos quatro ministros que passaram pela pasta das Comunicações neste período: Miro Teixeira, Eunício Oliveira, Hélio Costa e José Artur Filardi, não esquecendo das participações do Secretários de Comunicação Luiz Tadeu Rigo, Luiz Gushiken, João Roberto Vieira da Costa e Franklin Martins.

TV Pública
Telespectadores consideram TV Brasil uma alternativa às emissoras comerciais
Falta de profissionais e problemas técnicos emperram crescimento da EBC

Conteúdo
Classificação Indicativa é a principal conquista da Era Lula
Violações aos direitos humanos não revogam concessões no Brasil

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Mercado publicitário sai fortalecido e trava regulamentação