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Ministra Iriny Lopes reafirma disposição de diálogo com a mídia

Iriny Lopes é a ministra do governo Dilma que mais vem enfrentando críticas na mídia nas últimas semanas por conta de suas iniciativas à frente da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), ao se posicionar diante de casos recentes de sexismo na mídia – campanha “Hope ensina”, violência doméstica na novela “Fina Estampa” e assédio sexual no quadro “Metrô Zorra Brasil”, ambos da Rede Globo.

Mas, mesmo diante das reações negativas e das duras críticas a essas iniciativas, que incluíram até ofensas pessoais, a ministra Iriny Lopes manteve a disposição de debater ideias, propostas e posicionamentos nas entrevistas a vários veículos de imprensa. Em todas respondeu aos mesmos questionamentos: houve censura? tentativa de interferência? falta de humor?

Uma mudança de perspectiva dos jornais?

Após as primeiras reações negativas à ministra e à SPM, nos últimos dias a imprensa tem aberto espaço para uma nova abordagem da polêmica, desta vez a partir de uma perspectiva de fato jornalística.

Será que o comportamento vexatório de alguns colunistas e repórteres teria provocado reflexão nas redações? As referências desrespeitosas à ministra Iriny Lopes e as ofensas pessoais expuseram as vísceras do sexismo ainda reinante nas redações?

Na cobertura da polêmica sobre a publicidade da Hope entraram também em discussão os limites éticos do jornalismo.

 

Para pais, publicidade infantil influencia só o filho dos outros

Pais e mães acreditam que seus filhos são menos influenciados por publicidade infantil do que os filhos de amigos e conhecidos. É o que mostra uma pesquisa inédita feita entre fevereiro e março por pesquisadores da Universidade de Brasília.

O levantamento traz informações sobre quase 700 pais e mães, em 19 capitais e no DF.

Eles tiveram de responder à seguinte pergunta: "Quanto a publicidade influencia no que o seu filho consome?". Numa escala que vai da nota 1 (não influencia) até a nota 10 (influencia totalmente), os pais deram notas entre 5 e 6 para seus filhos, em média.

Quando a pergunta se referiu aos filhos de amigos, atribuíram pontuação entre 7 e 8. Considerando as crianças em geral, entre 8 e 9. A pesquisa foi feita como trabalho de conclusão de curso pelo psicólogo Lucas Caldas, que teve bolsa da Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância).

Para o coordenador da pesquisa e professor do departamento de psicologia da UnB, Fabio Iglesias, o dado preocupa. "Quanto mais um indivíduo se considera imune, mais risco ele pode estar correndo."

Ele diz que há evidências do chamado efeito da terceira pessoa. "É quando o indivíduo acha que os outros são influenciados, enquanto ele se considera mais crítico."

A empresária Fabiola Lacerda Abdala, 30, conta que tenta reduzir o tempo que Luísa, 5, fica na frente da TV. "Quando ela vê mais TV, acaba pedindo mais brinquedos."

O pai de Luísa, Ricardo Abdala, discorda. "Ela não liga tanto para as propagandas como outras crianças", diz.

A pesquisa também analisou comerciais do programa TV Globinho, da Rede Globo, durante 15 dias antes do Dia das Crianças em 2010. A análise mostrou que 73% recorriam ao "consenso social" –ao mostrar crianças com um produto, cria-se a impressão de que todos já o têm.

Iglesias diz que só uma peça apelou para a tática do medo –mostra criança que não tem o produto sendo excluída. Nos últimos meses, o Congresso discute o projeto que objetiva proibir a publicidade infantil.

Defensores da medida alegam que a propaganda estimula o consumismo; quem é contra, que já há controle.

 

SBT é multado em R$ 1 milhão por “merchandising” em programa infantil

O Ministério da Justiça vai multar o SBT em R$ 1 milhão por publicidade infantil disfarçada. Segundo o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, programas infantis, como “Bom Dia & Companhia” e “Carossel Animado”, fazem o chamado merchandising durante a exibição de jogos. Isso acontece quando os apresentadores anunciam a marca dos prêmios em vez dos nomes dos produtos.

A multa administrativa é inédita. Será publicada nesta terça-feira, véspera do Dia das Crianças, no “Diário Oficial”. Baseia-se nos artigos 36 e 37 do Código de Defesa do Consumidor. O primeiro diz que “a publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal”. O segundo observa que “é proibida toda publicidade enganosa ou abusiva”, incluindo nestes casos o anúncio que “se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança”.

Circulam no Congresso vários projetos que pretendem proibir ou limitar a publicidade dirigida a crianças. Hoje, ela é permitida no Brasil, mas sujeita a algumas regras. A menção a produtos no meio dos programas, o “merchandising”, também é autorizado, desde que “a técnica seja facilmente percebida como publicitária, o que não ocorre nos programas infantis multados”, segundo o Ministério da Justiça.

Em junho, o Grupo de Trabalho de Comunicação Social da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal (MPF), depois de avaliar programas infantis exibidos pelo SBT, nos quais os apresentadores anunciavam produtos voltados para o público infantil, classificou a prática como “ilegal”.

Segundo o MPF, “o abuso contra a criança fica mais explícito, pois a apresentadora infantil avaliza os produtos que o anunciante lhe paga para endossar, confundindo-as, enganando-as e traindo sua confiança”.

Começa nesta quinta (13) o I Fórum da Internet no Brasil

O I Fórum da Internet no Brasil, que acontece nesta quinta e sexta (13 e 14), já conta com 1,5 mil inscritos. O encontro será realizado em São Paulo e vai debater vários temas importantes, do acesso e infraestrutura da rede às questões sobre conteúdos e usos da internet. A organização é do Fórum é do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e ainda há vagas para os interessados. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no site do evento.

 

A ideia do Fórum é democratizar o debate sobre temas que são fundamentais na definição do uso que se faz da internet no país e no mundo. “Queremos mostrar à sociedade que a internet está sob ataque”, explica Sérgio Amadeu, conselheiro do CGI.br e um dos organizadores do evento.

Segundo Amadeu, são três os principais focos dos ataques. O primeiro é a neutralidade da rede, que garante que o controlador da infraestrutura não interfira no tráfego das informações. O segundo é a possibilidade de navegar na rede sem vigilância, garantindo que o anonimato não seja criminalizado. “Ninguém anda na rua identificado”, compara Amadeu, que também é professor da Universidade Federal do ABC. Por último, está a universalidade do acesso, que permite que as aplicações e produtos criados para internet sejam usados por todos.

Todas essas questões estão em debate pelo mundo e também no Brasil. Na proposta de marco civil da internet que o governo enviou para a Câmara dos Deputados em agosto é garantido o princípio da neutralidade de rede. “No geral, a proposta é uma das mais avançadas do mundo”, classifica Sérgio Amadeu. Ao mesmo tempo, para o professor, a sociedade precisa lutar contra a aprovação do Projeto de Lei 84/1999 (conhecido como Lei Azeredo), que criminaliza várias práticas feitas na internet a fim de coibir crimes na rede. Mesmo com as mudanças anunciadas pelo deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB/MG), Amadeu entende que não é possível aproveitar nenhum artigo do projeto.

O problema do acesso também deve ser um dos destaques na programação do evento. Nesse ponto, o foco do debate será o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), que está em processo de implementação pelo Governo Federal. Para tratar do tema, entidades da campanha Banda Larga é um direito seu! estão agendando uma reunião fora da programação oficial do Fórum. Ela deve acontecer na quinta, no horário do almoço.

O Fórum é uma das ações previstas na plataforma que os quatro representantes da sociedade civil eleitos para o CGI.br em fevereiro deste ano compromissaram-se a efetivar. Veridiana Alimonti (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Carlos Alberto Afonso (Cadesc e Instituto de Estudos Socioeconômicos) e Percival Henriques de Souza Neto (Anid) são os outros três membros do Comitê pela sociedade. No total, são onze integrantes titulares, que também representam a academia, o governo e o setor empresarial.

 

 

 

Serviço:

I Fórum da Internet no Brasil – CGI.br

Data: 13 e 14/10 (quinta e sexta-feira)

Local: Centro de Convenções – Expo Center Norte

End. Rua José Bernardo Pinto, 333 – 2º andar. Vila Guilherme, São Paulo/SP

Mais informações: http://forumdainternet.cgi.br/

México cria Observatório para denunciar discriminação nos meios de comunicação

Por origem étnica, gênero, preferência sexual, descapacitados, condição social e de saúde, religião, opiniões, estado civil. Para discriminar existe sempre um motivo. Mas as consequências são sempre as mesmas: atenta contra a dignidade humana, pisoteia os direitos e liberdades, além de incitar a violência física e psicológica. Agora, o que acontece quando os meios de comunicação emitem conteúdos degenerativos? A resposta é que a discriminação se difunde e se fomenta em grande escala ao grau de converter estas práticas em situações aceitas e cometidas.

Para contra-atacar esta situação, foi lançado o Observatório Rostos da Discriminação (ORD), por iniciativa da Comissão de Direitos Humanos do Distrito Federal e do Alto Comissionado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OACNUDH), no México, em parceria com o Instituto Mexicano de Radio, a Universidade Iberoamericana e as Fundações Manuel Buendía (FMB) e Calaretiza AC.

Através de um mini-site e das redes sociais, o ORD permitirá que todo o público evidencie anúncios impressos, vídeos, declarações e personagens públicos ou qualquer mensagem discriminatória nos meios de comunicação e publicitário. Dentro de um ano, os organizadores realizarão um informe com a seleção dos melhores exemplos de discriminação e mostrarão os cidadãos mais envolvidos com Observadores pela Não Discriminação.

O observatório convida a publicar casos como o comercial de chocolate em que a atriz Anahí interpreta uma jovem que quando não come comporta-se como "uma criança”; as campanhas de um desodorante onde o homem se mostra como um dominador de qualquer mulher; ou a declaração de um deputado do Partido “Ação Nacional” em que assegura que a sociedade de Querétaro “não está preparada” para ter candidatos homossexuais em postos políticos.

Em sua página no Fecebook, o Observatório classifica e dá uma explicação de como as mensagens rastreadas pelo público são atos discriminatórios. Por exemplo, um post acerca do programa de televisão Las Lavanderas: o ORD explica que umas das condutoras questiona a dignidade de uma mulher ao rotular como "prostitutas” companheiras que trabalham em uma emissora por usar um determinado tipo de roupa íntima.

Esta iniciativa, foi dito durante a apresentação do ORD na terça-feira (04), contribui a "conformar setores cidadãos mais críticos e informados, com maior capacidade de exigir e, sobretudo, promotores de igualdade para todos os grupos da população”. Para eles, os interessados podem participar no Fecebook: Observatorio de Rostros de la Discriminación ou no Twitter: @observatorioRD.

O Site e o e-mail também estão disponíveis para o público.