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Aprovadas concessões para 36 emissoras de rádio e duas televisões

A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) aprovou nesta quarta-feira (22) 36 projetos de decreto legislativo (PDS), constituídos a partir de propostas do Executivo para outorgar ou renovar concessões de serviços de radiodifusão. Outros dois projetos aprovados envolvem a outorga para serviços de televisão, uma para a cidade de Londrina (PR) e outra para Rio Verde (GO).

Na lista dos projetos de radiodifusão, 18 relacionam-se a serviços de emissoras rádio comunitárias, dez na modalidade de freqüência modulada (FM), seis para ondas médias(OM), uma para ondas curtas (OC) e outra para onda tropical (OT).

Normas de exame Após as votações, o senador Flávio Arns (PT-PR) adiantou que irá submeterà comissão requerimento de audiência pública destinada a debater os critérios vigentes para concessões de serviços de rádio e televisão. Para Arns, o debate é importante tanto para que a sociedade seja esclarecida a respeito dos critérios como para que os parlamentares comecem a examinar a necessidade de aprimoramentos das normas. Atualmente, como informou, o colegiado apenas referenda pareceres sobre aspectos técnicos e legais preparados pelo Poder Executivo.

O presidente da CCT, senador Wellington Salgado (PMDB-MG), disse compartilhar da preocupação quanto aos critérios para as concessões e defendeu que o colegiado adote critérios próprios de exame. Questionou, no entanto, notíciasrecentes na imprensa sobre a aprovação de concessões supostamente em favor de 'laranjas' – pessoas que acobertam titulares de empreendimentos ou negócios financeiros. O senador observou que os projetos aprovados designam perfeitamente as empresas de comunicação atendidas.

A CCT volta a reunir-se nesta quinta-feira (23), a partir das 9h, em audiência pública destinada a debater o tema 'Conteúdo audiovisual em tempos de convergência tecnológica', com especialistas e representantes públicos. O debate foi proposto pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e um dos convidados é o ministro da Cultura, Gilberto Gil.

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Hélio Costa aposta em set-top-box indiano a R$ 200

No próximo dia 29 deste mês deverá ser realizada, em Brasília, a demonstração do set-top de TV digital do chamado "consórcio indiano brasileiro", conforme a definição do ministro Hélio Costa. Trata-se da caixa receptora produzida pela Telavo e pelo grupo indiano Encore, e chegará ao varejo, segundo Jackson Sosa, diretor da Telavo, custando R$ 200, incluindo o middleware Ginga instalado. Este é o valor que está sendo comemorado por Hélio Costa como um padrão para a indústria. "Tenho certeza de que esse preço cai ainda 40% a 50% em seis meses", disse o ministro Hélio Costa, em entrevista antes da abertura do Congresso SET 2007, em São Paulo, voltado ao mercado de radiodifusão. "O ministro das Comunicações do Japão também já disse que esses set-tops, que serão importantes por lá, chegarão no Brasil a US$ 50".

Segundo Jackson Sosa, a produção será realizada na Teikon, no Rio Grande do Sul. Costa acredita ainda que a indústria de handsets para telefonia móvel também terá aparelhos prontos para recepção móvel em dezembro. "Vejo os fabricantes japoneses se movimentando fortemente nesse sentido, para oferecer aparelhos com sintonizador para TV digital embutidos e que estarão abertos a qualquer operadora", diz Hélio Costa.

O ministro disse ainda que o CPqD realizará, em breve, um teste de caixas digitais com possibilidade de retorno via WiMax na cidade de Hortolândia/SP, para serviços com interatividade plena.

Active Image Tela Viva News.

Radiodifusores e Hollywood voltam a pedir proteção anti-cópias

As emissoras de TV pretendem reapresentar ao Governo Federal o pedido para que a tecnologia de controle de cópias seja prevista nas normas do padrão brasileiro de TV digital. A posição foi fechada na última segunda, 20, e será levada ainda à Eletros (entidades dos fabricantes) para ratificação.

Após uma negativa inicial do Executivo, foi elaborada uma nova argumentação, que os broadcasters pretendem levar ao ministro Hélio Costa (Comunicações), para que seja encaminhada ao presidente Lula, contou nesta quarta, 22, o diretor de tecnologia da Record, José Marcelo Amaral, durante painel na Broadcast & Cable.

Um dos argumentos é que caso o mecanismo não seja incluído, pode-se  criar um legado de equipamentos que no futuro, caso opte-se por algum tipo de proteção, não poderão transmitir os conteúdos protegidos. Os brodcasters dizem que não pedem a inclusão imediata do contole de cópias, mas sim a possibilidade técnica de que o sistema venha a ser usado em algum momento futuro. Segundo radiodifusores, a simples possibilidade de inclusão da proteção anti-cópia seria suficiente para atender a maior parte dos contratos de programação atualmente.

Motion Picture Association

Para Steve Solot, representante da MPA (associação dos grandes estúdios de Hollywood) na América Latina, a mesma tecnologia que viabiliza a distribuição de conteúdo na era digital permite a reprodução via Internet e é preciso achar soluções para impedir a redistribuição não autorizada. Segundo ele, a criação de medidas de reprodução legal gera aumento na oferta de filmes e incentiva novas criações. Nos EUA há sites que oferecem download legal de filmes, como www.movielink.com, www.cinemanow.com e www.lovefilm.com.

O executivo fez questão de frisar a importância do uso de dispositivos técnicos para controlar o acesso e impedir a reprodução ilegal. "A radiodifusão livre, aberta e gratuita tem que estar acompanhada de soluções que impeçam a reprodução não-autorizada na internet", afirmou.

Contraditoriamente, na TV digital dos EUA não há proteção anti-cópias.

Active Image Pay TV.

Travas tecnológicas: mais um capítulo da novela

Mesmo após nove dos dez ministros que compõem o Comitê de Desenvolvimento da TV Digital terem se posicionado contra a instalação de bloqueador nas caixas conversoras (à exceção do Ministro das Comunicações, Hélio Costa), foi publicada hoje, dia 21 de agosto, na Folha de São Paulo Online, que "a tendência é que a Casa Civil acompanhe o entendimento dos rádiodifusores e recomende ao presidente Lula a proibição das gravações".

Manifestações públicas de repúdio às travas anticópia na TV digital brasileira já foram realizadas por parte de órgãos representativos como o IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor e da Associação das Donas de Casa, dos Consumidores e da Cidadania.

Ainda em 18 de julho, a Folha noticiava: "Apesar da pressão das redes, o governo deve liberar a gravação irrestrita de programas de TV digital".

De acordo com a Folha Online de hoje, "a questão do bloqueio abriu divergências no governo. Além da posição contrária do Ministério da Cultura, a Casa Civil chegou a divulgar nota negando que o Comitê já tivesse tomado uma decisão a favor do bloqueio. Isso foi feito em junho, no mesmo dia em que o ministro Hélio Costa declarou que isso havia sido ’acertado’ em um almoço com representantes das redes de TV e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff".

O Centro de Tecnologia e Sociedade é contrário a adoção de medidas tecnológicas de proteção anticópia na TV Digital no Brasil. Leia aqui o artigo publicado na Folha de Sâo Paulo em 3 de julho de 2007, no qual o professor da Escola de Direito da FGV-RJ Ronaldo Lemos fala sobre os impactos negativos da incorporação de restrições tecnológicas na TV digital brasileira.

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Sai lista das entidades aptas a participar das eleições do CGI.Br

Nesta quarta feira (22/8) foi publicada a lista definitiva das 220 entidades que formarão o Colégio Eleitoral responsável por eleger onze dos vinte e um membros que compõem o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI). A eleição abrange quatro representantes para o terceiro setor, quatro para o setor empresarial e três da comunidade científica e tecnológica. Os candidatos serão indicados pelas entidades até o dia 11 de outubro, e o resultado final do pleito será divulgada em 11 de novembro.

O Comitê, que tem como função regular os padrões técnicos da Internet no Brasil e coordenar a atribuição de endereços e o registro de domínios, é composto por 21 membros: nove são indicados pelo governo, um é representante de “notório saber em assuntos da Internet” e onze são eleitos por meio de votação entre as entidades de cada setor. Os mandatos são de três anos, com possibilidade de uma reeleição. A participação no CGI é considerada como “de relevante interesse público”, portanto o exercício dos cargos não é remunerado.

A votação ocorre entre 1° e 5 de novembro, e a campanha só começa oficialmente no final de setembro. No momento, as entidades discutem internamente se vão indicar representantes como candidatos ou se apoiarão representantes de outras organizações. Só votam e indicam candidatos as entidades que compõem o Colégio Eleitoral, sendo que para isto as organizações precisam ter dois ou mais anos de existência e “expressar em seu documento de constituição o propósito de defender os interesses do segmento no qual pretende inscrever-se”. 

O decreto presidencial que regulamentou o CGI nos moldes atuais (Decreto 4829/03) estabelece que as entidades habilitadas a votar nos quatro postos ocupados pelo Terceiro Setor no Comitê devem apenas ser “pertinentes ao terceiro setor”, e que não devem representar os setores empresarial, científico ou tecnológico. Em função da amplitude dos critérios, dentre as 82 entidades inscritas pelo terceiro setor há organizações dos mais diversos tipos, como o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), a Central Única dos Trabalhadores (Cut) e o Instituto de Estudos da Religião (Iser). Em virtude disso, é possível observar algumas contradições: enquanto, por exemplo, o Conselho Federal de Psicologia e a Associação de Docentes da Uerj estão inscritos como organizações do terceiro setor, a Associação Brasileira de Ensino de Psicologia foi enquadrada como pertencente à Comunidade Científica e Tecnológica.  

Terceiro Setor

Segundo Carlos Afonso, atual membro do CGI e diretor da Rede de Informações para o Terceiro Setor (RITS), os quatro atuais representantes do terceiro setor já sinalizaram a intenção de concorrer à reeleição. Ele destaca como prioridades a serem defendidas em um possível segundo mandato a consolidação legal do Comitê e a promoção do uso de tecnologias de informação e comunicação para o desenvolvimento humano no país. Além disso, diz ele, é preciso aprofundar a participação do CGI nos processos e eventos nacionais e internacionais de governança.

“Há uma definição de critérios de apoio a projetos externos, ou seja, propostos e conduzidos por entidades civis e de pesquisa, para o qual os representantes do terceiro setor deram uma contribuição significativa” afirma Afonso. Ressalta, no entanto, que é preciso aprofundar os mecanismos de divulgação dos trabalhos do Comitê, com o objetivo de atrair mais entidades e indivíduos para o debate sobre a governança da Internet. “Nesta segunda eleição, o Colégio Eleitoral já cresceu bastante, mas ainda é insignificante se considerarmos o número de entidades civis registradas no país.”

“Um ponto onde fomos bem exitosos foi a nossa chamada política externa, a tal ponto que passamos a contar com a assessoria permanente do Itamaraty”, afirma Gustavo Gindre, membro do Intervozes e também atual representante do terceiro setor no Comitê.  “O Brasil foi um dos principais – se não o principal – proponente da criação de um fórum internacional e democrático para a governança da Internet, durante a Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação.”

Gindre afirma que “foram muitas dificuldades e ainda teremos um longo terreno a percorrer. Mas, com tudo isso, acho que estamos começando a colher alguns frutos”. Se eleito, o membro do Comitê deve ter como uma de suas prioridades para a próxima gestão trabalhar para que o CGI  financie experiências-piloto de cidades digitais (wi-fi, wi-max, mesh, etc) em pelo menos dez centros urbanos médios (entre 300 e 500 mil habitantes). Além disso, quer que o Comitê seja mais transparente na divulgação de suas discussões e deliberações.

Comunidade cientifica

A Comunidade Científica e Tecnológica tem apenas sete entidades inscritas no Colégio Eleitoral, e destas devem sair três membros para o CGI. José Carlos Almeida Filho, do Instituto Brasileiro de Direito Eletrônico (IBDE), acredita que “o CGI é de suma importância para o perfeito desenvolvimento da Internet no Brasil e deve ser uma agência reguladora com o fim de se evitarem abusos na rede”. Ele confirma que o IBDE irá lançar candidato, mas afirma necessitar da chancela da diretoria para divulgar quem será o indicado. “Esta relação entre CGI e comunidade científica é de grande importância para unir a pesquisa com a prática do dia-a-dia.”

Para Almeida Filho, “de nada adianta um comitê gestor sem a intervenção da sociedade. É preciso que as reuniões não se limitem a concessões de domínios. Precisamos fazer com que a página do CGI seja visitada, apresentar soluções para o uso indevido da Internet, enfim, trata-se de um comitê com grande responsabilidade e com a necessidade de ampliação de sua atividade efetiva”.

Setor Empresarial

O setor empresarial tem 131 entidades inscritas, divididas em quatro categorias: “provedores de acesso e conteúdo”, “provedores de infra-estrutura de telecomunicações”, “indústria de bens de informática, telecomunicações e software” e “usuários”. Cada uma destas elege um representante para o Comitê.

O setor empresarial de usuários é o que tem mais entidades inscritas: 87. Só o empresário goiano Synésio Batista da Costa, definido pela revista IstoÉ Dinheiro como “o maior workaholic do Brasil” e “presidente de tudo ao mesmo tempo” representa seis delas: o Instituto Brasileiro de Qualificação e Certificação, a Associação Brasileira da Música, a Associação Brasileira de Produtos Infantis, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Embalagens Laminadas, o Sindicato das Indústrias de Brinquedos do Estado de São Paulo e o Sindicato da Indústria de Instrumentos Musicais do Estado de São Paulo. Mas Synésio é uma exceção: as entidades, representantes de ramos de atuação bem variados, em sua grande maioria são representadas por pessoas diferentes.

A Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) não pretender lançar candidato, mas defende o CGI como instância de fundamental importância para o desenvolvimento da Internet no Brasil. “O comitê tem forte respaldo de todos os segmentos que se utilizam da rede mundial de computadores para os mais variados fins. O atual processo eleitoral é uma confirmação de que o CGI tem representatividade nos mais variados segmentos de usuários e operadores” afirma Carlos Henrique Carvalho, secretário-geral da entidade.

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Para ter acesso à lista final das entidades aptas a votar nas eleiões do Comitê Gestor da Internet e saber mais sobre o processo eleitoral, visite www.cgi.br .


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