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Especialistas discordam do conceito de neutralidade de rede e do papel do CGI

O Marco Civil da Internet, que deverá ser aprovado em comissão especial neste segundo semestre, ainda causa protestos de alguns especialistas do setor. O advogado Pedro Dutra e o professor da Fundação Getúlio Vargas Artur Barrinouevo discordam do conceito de neutralidade de rede da proposta e do papel atribuído ao CGI. A discussão aconteceu durante a ABTA 2012, com a presença do relator da matéria, Alessandro Molon (PT/RJ)

Para Barrinouevo, o Marco Civil falha ao não permitir que as teles possam fazer um gerenciamento “inteligente” das redes e, assim, impedir que haja problemas de congestionamento. “Seria importante que o nosso projeto deixasse claro as formas de gerenciamento de rede aceitáveis”, afirma ele.

Para o professor, ao permitir que os provedores tenham a capacidade de criar planos com preços diferenciados, cria-se um ambiente propício para o surgimento de novos provedores. Além disso, para ele, restringir os provedores a uma qualidade única resultará na redução da qualidade média das redes e desestimulará o investimento nesta infraestrutura.

Já o advogado Pedro Dutra discorda do fato de que as exceções prevista à neutralidade sejam regulamentadas por decreto. “O decreto vai engessar a regulação e vai engessar a Internet”, afirma ele. Outro ponto criticado pelo advogado foi o fato de o CGI ficar responsável por criar as recomendações segundo as quais serão definidas exceções à neutralidade. Essa tarefa, na opinião dele, deveria ficar a cargo da Anatel, uma vez que o CGI é um órgão consultivo, que não tem competência regulatória. “Esse equívoco vai gerar inúmeras preocupações e eventuais contestações”, afirma.

Para ele, essa competência deveria ser dada à Anatel que “tem a estrutura formal de órgão de intervenção do Estado na economia”. Para o advogado, a atribuição do CGI pode também ferir a competência do Cade em decidir sobre concorrência. “Quando o CGI recomenda o que é aceitável ou não, ele está decidindo o que é concorrencialmente aceitável ou não”, argumenta.

O deputado Alessandro Molon considera que essa questão foi superada. O relatório preliminar dizia que o decreto deveria “respeitar” as recomendações do CGI. Na versão final, Molon trocou o verbo por “ouvir”. Assim, para o deputado, não existe mais o “caráter vinculativo” das recomendações do CGI ao decreto. “A presidência vai ouvir quem ela achar que deve, inclusive o CGI”, diz ele.

Brasil é 72º em ranking de inclusão digital

Com uma taxa de inclusão de 51,2%, o país está acima da média mundial de 49,1%, aferida em 156 países. O levantamento foi divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas a partir de dados do Instituto Gallup, que aferem o índice ITIC de inclusão digital.

O ITIC mede o acesso de pessoas com 15 anos ou mais à telefonia móvel e à telefona fixa, além do computador residencial e ao acesso à internet em casa. A Suécia, com ITIC de 95,8%, lidera o ranking, seguida pela Islândia (95,5%) e Cingapura (95,5%). Os piores países do ranking estão na África: são a República Centro Africana (5,5%) e o Burundi (5,8%).

Para o economista do Centro de Políticas Sociais (CPS/FGV) Marcelo Neri, que coordenou a pesquisa, "o celular é a plataforma que puxa a inclusão digital no Brasil". Sem contabilizar o acesso à telefonia móvel, o ITIC brasileiro cairia para 39,3%. No país, as desigualdades também são grandes. Os municípios com melhor desempenho são aqueles onde a população possui maior renda e nível escolar.

A lista é liderada por São Caetano do Sul (SP), com ITIC de 82,6%, seguida por Santos, com 78,1%, e Florianópolis, com 77%. As três têm índices semelhantes aos dos países considerados os mais inclusivos do mundo. No outro extremo, os municípios de Fernando Falcão, no Maranhão (3,7%); Chaves, no Pará (3,78%); e Uiramutã, em Roraima (4,5%) assemelham-se às nações africanas de pior desempenho. A mesma lógica se aplica aos bairros das metrópoles brasileiras. Moema, em São Paulo, é o distrito com maior índice de inclusão digital (93%). No ranking global, o bairro ficaria na quinta melhor posição, entre a Nova Zelândia e a Holanda. No Rio de Janeiro, a Lagoa é o distrito com maior índice de inclusão (88,9%). Nos centros urbanos brasileiros, mesmo as favelas apresentam taxa de inclusão digital acima da média mundial de 49,1%.

O complexo da Maré, com ITIC de 55,9%, Jacarezinho (54,4%) e Complexo do Alemão (50,8%), todos no Rio, também estão acima da média brasileira, de 51,2%. Para Neri, o bom desempenho das favelas está baseado na propagação do uso dos telefones celulares. Por ser um dispositivo mais barato e tecnologicamente acessível, "o celular é a tecnologia que está onde os pobres estão, seja na África ou no Norte e Nordeste [do Brasil]", disse o economista. O aumento da telefonia móvel na última década acompanha o crescimento da classe C, afirmou Neri. "O celular é o símbolo da nova classe média".

Para o economista, o aparelho é a plataforma ideal para a inclusão digital das classes mais pobres. Entre 2001 e 2009, o acesso dos brasileiros à telefonia móvel cresceu 165%, passando de 30% para 81,5% dos domicílios, segundo dados da Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad) do IBGE.

O salto se contrapõe ao recuo de 14% da telefonia fixa nas residências no mesmo período. Atualmente 87% dos domicílios brasileiros têm cobertura de telefonia móvel, enquanto os computadores com internet estão em apenas 40% dos lares do país. Na média mundial, esses números são respectivamente de 79,9% e 36,2%.

FNDC publica balanço das políticas de comunicação no Governo Dilma

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação publicou, nesta sexta-feira (27), um balanço sobre as políticas de comunicação no Governo Dilma. Segundo o documento, as iniciativas da gestão têm sido marcadas pela fragmentação, visão administrativa, falta de diálogo com a sociedade civil e uma “espantosa” proximidade com os empresários do setor.

A entidade também cobrou o lançamento da consulta pública para o novo marco regulátorio das comunicações. Aguardada desde 2009, quando foi realizada a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), a consulta já foi postergada pelo Ministério das Comunicações por diversas vezes.

Confira a íntegra da nota.

Por transparência e diálogo na construção de políticas de comunicação

Iniciativas do Governo Dilma na área são marcadas por fragmentação, visão administrativista, ausência de diálogo com a sociedade civil e espantosa proximidade com os empresários do setor

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) vem a público manifestar preocupação sobre as últimas notícias veiculadas a respeito da regulamentação da radiodifusão no país e mudanças na gestão dos processos de outorgas de rádio e televisão pelo Ministério das Comunicações. Os fatos revelam uma espantosa proximidade do Ministério com o empresariado do setor e a prevalência de uma perspectiva apenas administrativista, sem disposição de enfrentar as mudanças estruturais necessárias para ampliar o direito à liberdade de expressão e tornar o setor mais plural e diverso. A responsabilidade não é apenas do Ministério. Notadamente, o centro do governo Dilma também impediu o avanço de medidas que poderiam ter papel de deflagrar mudanças necessárias e de ampliar o diálogo com a sociedade civil.

São vários os fatos que demonstram essas opções. Desde o início do governo, a sociedade civil espera o lançamento de uma consulta pública sobre um novo marco regulatório para o setor, baseado nas resoluções da I Conferência Nacional de Comunicação, realizada em 2009. Até agora, não houve nenhum movimento público neste sentido.

Enquanto isso, políticas têm sido adotadas de forma fragmentada, por meio de decretos e portarias, na maioria das vezes construídos sem transparência ou qualquer mecanismo de diálogo ou participação social, como consultas públicas. Propostas são discutidas com os empresários, mas a sociedade civil em geral e o movimento pela democratização da comunicação só têm acesso aos textos pelas versões vazadas pelo noticiário especializado (como no caso da proposta de mudança do regulamento do serviço de radiodifusão) ou quando eles já estão publicados no diário oficial (como nos decretos e portarias que organizaram as licitações de outorgas).

Essa proximidade do Ministério das Comunicações com o empresariado fica ainda mais explícita em outros espaços. Durante o 26º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, promovido pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), o ministro das Comunicações anunciou que os processos de outorgas serão informatizados com o “apoio financeiro” da Abert, através do Movimento Brasil Competitivo.

Segundo o ministro Paulo Bernardo, a iniciativa vai permitir um “grande salto de qualidade e eficiência” nas ações da pasta. A implementação da automação no Minicom também vai ter a participação da Câmara de Gestão, Desempenho e Competitividade da Presidência da República (CGDC), presidida pelo empresário Jorge Gerdau. Funcionários de alto escalão do Ministério das Comunicações declararam que o sistema será financiado pelos empresários, pois o governo não consegue arcar com seu custo, e que não veem problemas na relação próxima dos empresários de radiodifusão com o Ministério responsável por regular e fiscalizar diretamente o setor.

No mesmo encontro, o ministro garantiu aos associados da Abert que mudanças na regulamentação dos serviços de comunicação eletrônica não passarão pela questão do conteúdo – ou pelo “comportamento dos meios de comunicação”, como conceituou. O conjunto dos fatos deixa claro porque o presidente da Abert, Emanuel Carneiro, declarou, durante o Congresso da Associação, estar muitíssimo satisfeito com o trabalho do Ministério.

Infelizmente, o movimento pela democratização da comunicação não pode dizer o mesmo. Desde o início do governo Dilma, o FNDC vem solicitando ao Ministério das Comunicações e à Secretaria Geral da Presidência da República a implantação de uma mesa de diálogo com a sociedade civil e o setor empresarial para discutir o processo de atualização do marco regulatório das comunicações no país – demanda histórica de setores da sociedade que lutam por uma mídia mais plural e democrática. Esse espaço tem sido sistematicamente negado.

A perspectiva limitada em relação ao novo marco regulatório também preocupa. A proposta de uma nova lei geral para o setor deveria visar, sobretudo, à garantia de direitos dos cidadãos e cidadãs, especialmente com a ampliação da liberdade de expressão e do direito à comunicação, com o objetivo de ampliar o pluralismo e a diversidade. Não há como fazer isso sem tocar nas questões de conteúdo, justamente para impedir qualquer tipo de censura pública ou privada. Essa é a opção de democracias consolidadas como Reino Unido, França e Portugal, cujos modelos de regulação democrática passam por questões de conteúdo e poderiam servir de referência para o Brasil.

A manutenção de uma política fragmentada, de perspectiva apenas administrativista e sem diálogo com a sociedade civil revela, em primeiro lugar, um distanciamento com processos de construção coletiva e participação social. Mas ressalta, principalmente, uma indisposição do governo em gerar um sistema de comunicação efetivamente democrático no país, com a iniciativa apenas de reorganizar determinados processos, ‘modernizar’ a legislação e assim acomodar os diferentes interesses econômicos em disputa, abrindo mão do compromisso histórico com a democratização das comunicações.

Acreditando na possibilidade de mudança da lógica que, até agora, tem prevalecido no campo das políticas de comunicação, o FNDC torna pública sua crítica, ao mesmo tempo em que solicita:

– Que toda nova norma ou decreto regulatório do Ministério, antes de sua publicação, seja colocado em consulta pública, incluindo a atualização do Regulamento de Serviços de Radiodifusão (Decreto 52.795/63);
– Que o Ministério das Comunicações e a Secretaria Geral da Presidência da República instalem o mais rápido possível uma mesa de diálogo com o movimento pela democratização da comunicação no país;
– Que o Ministério lance a consulta pública, aguardada desde a I Conferência Nacional de Comunicação, em 2009, sobre as propostas para o novo marco regulatório das comunicações.

Esta é uma questão urgente e estratégica para o desenvolvimento de nosso país e para a consolidação da nossa democracia. Não pode, portanto, seguir sendo tratada de forma pouco transparente, atrelada aos interesses dos setores comerciais e sem a participação da população brasileira em toda a sua diversidade.

Brasília, 27 de julho de 2012

Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

Coordenação Executiva:

CUT – Central Única dos Trabalhadores (Coordenação Geral)
Abraço – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária
Aneate – Associação Nacional das Entidades de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão
Arpub – Associação das Rádios Públicas do Brasil
Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé
CFP – Conselho Federal de Psicologia
Fitert – Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão
Fittel – Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações
Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

Governo anuncia R$ 25 milhões para a TV Pernambuco, mas não define criação da empresa

O secretário estadual de Ciência e Tecnologia de Pernambuco Marcelino Granja informou, nesta quarta-feira (25/07) um aporte de R$ 25 milhões de investimentos governamentais na TV Pernambuco para os próximos 18 meses. A verba seria principalmente para a modernização e manutenção de equipamentos e para a contratação de pessoal. O anúncio foi dado durante a audiência pública da Empresa Brasil de Comunicação realizada na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Foi a primeira audiência da EBC no Nordeste.

Granja, porém, evitou estabelecer prazos e datas para a criação formal da Empresa Pernambuco de Comunicação, que teria mais flexibilidade e independência orçamentária, podendo inclusive captar com mais liberdade fora do orçamento público. “Claro que temos que correr com isso, mas ainda precisamos de alguns meses para definir o capital da empresa, além de nomear a diretoria e o conselho diretor composto por governo e sociedade civil”.

Para os representantes do movimento pelo direito à comunicação que estiveram presentes ao evento, a promessa de recursos é bem vinda, mas não pode desviar o foco para a importância da criação da empresa. “Temos condições de estabelecer um parâmetro para emissoras públicas no Brasil inteiro e não podemos perder isso de vista. A criação da EPC é muito importante para o nosso estado e também para toda uma possível rede nacional de emissoras públicas que está em formação e precisa de unidade nesse momento. Este processo já dura mais de dois anos e já poderia ter sido concluído”, afirmou Ivan Moraes Filho, integrante do Centro de Cultura Luiz Freire e do Fórum Pernambucano de Comunicação.

O presidente da EBC, Nelson Breve, e a ouvidora da empresa nacional, Regina Lima, também se manifestaram sobre a iniciativa local. “Se as coisas demoram, não significa que não estejamos caminhando. A construção dessa rede levará tempo, mas precisamos perseverar”, disse Breve. Para Regina, mais que os recursos, a institucionalização deverá fortalecer a comunicação pública pernambucana. “Seja com um, dois, cinco milhões. O  oficialização da EPC é o que mas importa nesse momento”.

Programação e horizontalidade da rede

Durante as quatro horas de audiência, 30 pessoas inscreveram-se para dar suas contribuições à EBC. A maior parte das reflexões questionaram a programação da emissora, ainda concentrada no eixo Rio-São Paulo-Brasília, de acordo com o modelo de “cabeça de rede”. Mais espaço para a produção independente e para co-produções com emissoras locais também foram demandadas, assim como mais abertura nas discussões sobre o operador de rede.

Rosa Sampaio, do Auçuba, chamou a atenção para a necessidade de se desenvolver mais produtos locais para o público infanto-juvenil. Já Tarcísio Camêlo (Fopecom/Alto Falante) cobrou mais diversidade no jornalismo esportivo e a transmissão de jogos dos campeonatos brasileiros das séries C e D, que abrangem todo o território nacional.

Em resposta, Breve afirmou que reconhecia essas deficiências, mas que o financiamento da emissora ainda é um obstáculo. “Pela legislação, deveríamos estar recebendo recursos do Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações), mas as empresas que são obrigadas a pagar têm depositado esse recurso em juízo para que não chegue até nós. É preciso que este montante seja desbloqueado”, informou o presidente.

Patrick Torquato (Arpub) trouxe à tona o tema das rádios públicas, visto que são oito sob o controle da EBC, raramente mencionadas durante o debate. “Mesmo com alcance muito superior à TV Brasil, as rádios sempre ficam relegadas a segundo plano. É preciso rever a programação dessas rádios. Em muitos casos, a programação parou no tempo e não se adequa mais às novas realidades”.

Além das audiências públicas, toda a sociedade pode sugerir e fazer questionamentos à EBC através da ouvidoria ou acionando o conselho curador. Quatro integrantes dessa instância estavam presentes: Ana Veloso (Fopecom/Intervozes), Maria da Penha (APAVV), Guilherme Strozi (EBC) e João Jorge Rodrigues (Olodum), que presidiu a mesa.

Referência na luta pela democratização da comunicação, Valério Brittos falece aos 48 anos

Referência acadêmica na luta pela democratização da comunicação, o professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos, Valério Brittos, faleceu na madrugada desta sexta-feira (27), aos 48 anos. Diagnosticado com um edema cerebral benigno há três meses, Brittos submeteu-se a sessões de radioterapia e, apesar de responder bem ao tratamento, teve baixa na imunidade e foi acometido por uma forte pneumonia, identificada há uma semana.

Formado em Jornalismo e Direito, mestre em Comunicação Social e doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas, o gaúcho – natural de Pelotas – produziu diversos artigos e textos relacionados aos estudos da comunicação social no Brasil e à democratização do setor. Os campos da TV digital e da convergência midiática também eram objetos de pesquisa de Brittos.

Colaborador assíduo do Observatório da Imprensa, com publicações frequentes no portal, Brittos afirmou em diversas oportunidades a importância e a urgência em criar um novo marco regulatório para as comunicações no país. Ele defendia que a legislação do setor era defasada não apenas no aspecto tecnológico, mas também do ponto de vista político, econômico e cultural.

Segundo o professor, a pluralidade e a participação social na comunicação são fatores fundamentais para a consolidação de uma sociedade democrática. Britto também criticava a inércia do governo em promover as mudanças necessárias no setor: para ele, a consulta pública pelo novo marco regulatório esbarra na falta de vontade política e na hesitação em enfrentar os oligopólios midiáticos.

O movimento social e as entidades que se empenham na luta pela democratização da comunicação recebem com pesar a notícia de seu falecimento. Além de um lutador social na academia brasileira, Britto era conhecido por ser um entusiasta do debate, do diálogo com a sociedade civil e da construção de uma comunicação e de uma sociedade plurais e democráticas.

Da redação, com informações do Portal3 e do Jornal Unisinos Online