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Anatel publica anuência prévia para a entrada da Telefónica na TI

A Anatel publicou nesta segunda-feira, 5, ato autorizando formalmente a entrada de Telefónica no controle da Telecom Italia. A anuência prévia inclui as dezenas de restrições estabelecidas pelo conselho diretor da agência reguladora com o intuito de preservar a concorrência entre as operadoras Vivo e TIM em território brasileiro. Com a publicação, abre-se oficialmente a contagem de seis meses para que o Grupo TIM apresente ao órgão regulador documentos que comprovem a submissão às regras impostas pela Anatel.

Em tempo mais curto, de três meses, as empresas terão que tomar providências sobre o principal veículo de privilégio da Telefónica nas deliberações dos conselhos da Telecom Italia, de acordo com a análise da agência. Tratam-se das Ações de Classe B – todas detidas pela Telefônica S.A. – com as quais a empresa teria uma espécie de controle societário das atividades da companhia italiana, na medida em que os papéis lhe dão direito de indicar conselheiros e diretores, além de garantir a participação da empresa nas reuniões de conselho.

Para evitar esse cruzamento de informações entre duas concorrentes no mercado brasileiro, a Anatel exigiu que, no prazo de 30 dias contados a partir desta segunda, 5, sejam realizadas reuniões dos conselhos da Telco S.p.A., da Olímpia S.p.A. e da Telecom Italia S.p.A. onde deve ser deliberada a restrição da participação das ações de Classe B nos círculos deliberativos. Dentro do mesmo prazo as empresas terão que relatar à agência reguladora quais as providências foram tomadas, apresentando as atas dos encontros.

Na decisão tomada pelo conselho diretor há duas semanas, a Anatel vetou ainda a participação da Telefônica em qualquer instância nas deliberações que envolvam o serviço de telefonia móvel oferecido no Brasil. A agência também proibiu acordos comerciais que envolvam a compra de equipamentos para uso próprio ou revenda, assim como o compartilhamento de planos estratégicos na operação celular.

Cade

A parte concorrencial da operação pode ser objeto de mais algumas restrições, pois a compra ainda não foi analisada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Por outro lado, a pendência também pode ser benéfica às empresas, uma vez que o órgão especializado na análise da concorrência também tem liberdade para alterar as imposições da Anatel com relação a este tema, se achá-las restritivas demais. O Cade continua aguardando que a agência encaminhe o processo para poder estudá-lo.

Segundo o presidente da agência, embaixador Ronaldo Sardenberg, existe um esforço na Anatel para acelerar todas as pendências e tentar resolvê-las o mais rapidamente possível. Entre elas, diz Sardenberg, está justamente a análise do ato de concentração decorrente da anuência prévia, que deverá ser encaminhado ao Cade nas próximas semanas.

Ao comemorar dez anos, Anatel fala em reestruturação

A primeira agência reguladora a ser instalada no Brasil completou 10 anos nesta segunda-feira, 5, com planos de focar um pouco mais na sua reorganização. Com o setor de telecomunicações passando por uma fase de ajustes regulatórios, o presidente da Anatel, embaixador Ronaldo Sardenberg, acredita que o momento é propício para desencadear a reestruturação da agência e pensar em projetos que fortaleçam a gestão do conhecimento cultivado dentro da autarquia. Para isso, Sardenberg destacou em seu discurso a intenção do órgão regulador de investir na criação de um Centro de Desenvolvimento, Estudos e Gestão Estratégica, com a meta de contribuir com a formação dos servidores e garantir parcerias para troca de informações com instituições nacional e internacionais de telecomunicações. O projeto tem sido tocado pela presidência da Anatel e os demais conselheiros ainda não estão familiarizados com a idéia. A impressão na agência é que se crie um órgão nos moldes do antigo centro de treinamento da Telebrás.

O presidente da agência insinuou que também pretende lutar para a criação de um plano de cargos e salários para a Anatel. "Deve a Anatel incrementar o esforço de capacitação de seu quadro e, como recomendam, as práticas mais atuais nesse campo, vinculá-lo a critérios de progressão funcional", afirmou o embaixador em sua apresentação aos funcionários. A promessa faz sentido dentro de uma mudança estrutural da agência reguladora, que conseguiu concluir a composição de seu quadro com servidores concursados apenas neste ano.

Reestruturação a caminho

Aproveitando o clima de reorganização do setor de telecomunicações em debate no Executivo e no Legislativo, a Anatel se prepara para, enfim, colocar em prática as mudanças estruturais que há anos vem discutindo. Uma proposta revisada de como será feita a reestruturação da autarquia deve ser apresentada ainda neste ano, segundo informou o presidente. Mas o centro do pensamento da Anatel deve ser mantido no novo projeto: fazer uma "gestão por processos" ao invés de uma análise "por serviços", como é feita atualmente.

O entendimento da agência é que o sistema de licenciamento deve estar alinhado com a própria dinâmica do mercado, que está cada vez mais convergente. "Demos início ao projeto de reorganização da Anatel pensado com o macro-objetivo de adequar, de modo flexível, suas estruturas orgânica e funcional aos imperativos de novos patamares tecnológicos e econômicos, e certamente das novas demandas sociais", explicou o embaixador. A mudança também terá efeitos positivos para as empresas, já que irá desburocratizar a tramitação dos processos.

Homenagens e ausência

A cerimônia de 10 anos da Anatel serviu também para homenagear o conselheiro José Leite Pereira Filho, que terminou seu mandato no domingo, 4. Leite recebeu uma placa pelos serviços prestados à agência, onde esteve presente desde sua criação. "Como ativo partícipe de todos os atos relevantes relacionados ao atual modelo das telecomunicações brasileiras, o conselheiro guarda aqui a marca de seu reconhecido talento", elogiou Sardenberg.

Em seu discurso, Leite preferiu elogiar a Anatel e seus funcionários do que falar sobre seus projetos. "Vou falar muito pouco porque hoje é o dia da Anatel e eu sou só uma engrenagem que está mudando", afirmou o ex-conselheiro. "Entrei na Anatel porque estava convencido de que esse modelo de agências reguladoras era importante para o Brasil. E continuo acreditando nisso."

A cerimônia não teve a presença do ministro das Comunicações, Hélio Costa. Em nota, o ministro elogiou a agência reguladora. "A Anatel vive hoje um momento único no País. Com o conselho completo e o embaixador Ronaldo Sardenberg no comando, a agência possui condições de enfrentar os novos desafios e contribuir significativamente para o crescimento econômico do País, sem perder de vista os interesses do consumidor", declarou Costa, que encontra-se em Belo Horizonte.

Projeto reconhece rádios comunitárias, mas as mantêm em condições desiguais

El gobierno chileno presentó el mes pasado ante el Congreso Nacional un proyecto de ley para reconocer legalmente la radiodifusión comunitaria en el país. La iniciativa mantiene condiciones desiguales de acceso a frecuencias para medios comunitarios.

La iniciativa plantea límites previos a las potencias de las radios comunitarias y la prohibición a colectivos comunitarios de acceder a medios masivos como la televisión y las radios de amplitud modulada (AM). El proyecto establece que las radios comunitarias sólo pueden hacer transmisiones de 25 vatios, y excepcionalmente de 40 vatios.

La propuesta contempla el derecho de obtener sólo un porcentaje de recursos económicos mediante publicidad y asegura ciertos espacios de reserva de espectro para medios comunitarios.

Sin embargo, el proyecto expresa un reconocimiento explicito al sector y presenta avances respecto de la vigente Ley de Telecomunicaciones, como la extensión del plazo de concesión de 3 a 15 años.

El Programa de Legislaciones y Derecho a la Comunicación de la Asociación Mundial de Radios Comunitarias para América Latina y el Caribe (AMARC-ALC) expresó que la aprobación del texto en estas condiciones supondría una forma de censura indirecta al no garantizarse un acceso equitativo de todos los sectores sociales al uso del espectro radioeléctrico.

Agressão de advogado a repórter chega à Comissão de Direitos Humanos

O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) protocolou, na última semana, na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, uma cópia do vídeo que mostra a agressão do advogado Eudes Martinho Rodrigues ao repórter cinematográfico Humberto Vendramel, da emissora RPC, afiliada da Rede Globo no Paraná. 

O advogado teria agredido o repórter no último dia 19 de outubro, durante operação de fechamento de um bingo clandestino, executada pela Polícia Militar no bairro Parolin, em Curitiba. Cinegrafistas de outras emissoras registraram as imagens.

"Uma pessoa como essa não tem a menor condição de continuar a exercer a advocacia", afirma Dr. Rosinha. "Seu comportamento revela um desequilíbrio mental, psicológico. Como médico, recomendo um tratamento."

A agressão causou um ferimento entre os supercílios de Humberto, além de deixar um hematoma abaixo do olho esquerdo. Nota emitida pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná diz que a entidade "considera condenável qualquer agressão, por uma questão de princípios e respeito à integridade física das pessoas e à dignidade humana. Mais ainda em se tratando de um repórter no exercício de sua profissão".

O presidente da seccional paranaense da OAB, Alberto de Paula Machado, determinou a instauração de um processo disciplinar contra o advogado Rodrigues. Conforme o Estatuto da Advocacia e o Código de Ética e Disciplina da OAB, as sanções disciplinares vão da censura à exclusão, além da suspensão e multa – no caso de exclusão, o regulamento da profissão permite ao advogado punido requerer, um ano após o cumprimento da pena, sua "reabilitação", no caso de haver "provas efetivas de bom comportamento".
 
Em ofício lido durante a última sessão da Comissão de Direitos Humanos, Dr. Rosinha sugere que os seus integrantes façam a exibição pública do vídeo e aprovem uma moção de repúdio ao ato praticado. Além disso, o deputado solicita que a comissão acompanhe a apuração e punição do autor da agressão pelas autoridades policiais, judiciárias e pelas instâncias estadual e nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
 
As providências sobre o caso e a análise das solicitações de Dr. Rosinha devem ser tomadas na próxima sessão da comissão, marcada para quarta-feira (07).

Clique aqui para assistir ao vídeo da agressão, gravado por Geber Vieira, do SBT.

Justiça manda Google apagar página ofensiva à mulher

A Google Brasil deve apagar página do Orkut que traz mensagens ofensivas a uma moradora de Cuiabá. Na página, a cidadã é tachada de 'a caloteira'. A empresa também deve excluir os sites sob sua responsabilidade que tenham outras manifestações que causem dano à honra da autora da ação. A decisão liminar é do juiz Yale Sabo Mendes, no Juizado Especial do Planalto, em Cuiabá (MT).

No mérito, a autora da ação pede indenização por dano moral causado a sua imagem. Segundo o juiz, a liminar foi deferida para evitar prejuízos morais e socioeconômicos.

Mendes observou ainda que os documentos comprovam que a autora da ação está sofrendo dano moral por causa das frases e palavras publicadas nas comunidades.

'O dano moral sofrido é de difícil reparação, e, se não concedida à medida de urgência, o abalo moral aumentará, uma vez que a cada dia são colocadas novas ofensas na internet, além do acesso fácil de várias pessoas a estas comunidades’, ressaltou Mendes.

Se não cumprir a decisão, a Google deve pagar multa diária prevista no Código de Processo Civil, estipulada em R$ 200 mensais. 'A manutenção da multa contribuirá, a toda evidência, de maneira hábil, rápida e eficiente para a solução da lide, coibindo de forma clara a resistência da parte em solucionar o litígio', finalizou o juiz.