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TVA terá set-top HDTV em janeiro

A TVA oferecerá a seus assinantes a partir de janeiro um set-top box HDTV. A caixa será diferente daquela distribuída pela operadora durante a Copa do Mundo do ano passado.

O set-top HD da TVA funcionará com compressão MPEG-4 (o anterior era MPEG-2) e terá saídas HDMI e vídeo componente, além de saída de áudio digital. O hardware está sendo integrado por fabricantes de Taiwan, com software Nagra.

Os assinantes que compraram a caixa da Copa poderão trocá-la pelo novo set-top sem custo. Para quem quiser adquirir o novo set-top, o preço será "muito mais baixo" que os dos set-top boxes da TV digital aberta, garante o diretor de estratégia e tecnologia da operadora, Virgílio Amaral.

Amaral garante que a operadora não terá problema de banda para transmitir os sinais HDTV das redes abertas. "Só teremos que adequar a rede dentro de alguns condomínios", afirma. Ele também não acredita que os broadcasters cobrarão pelo direito de tansmissão do sinal HD. "É do interesse deles que o sinal chegue aos assinantes".

Quanto aos canais pagos em HDTV, há um problema ainda de escala. "Os custos de satélite são muito mais altos, então não vale a pena trazer estes canais enquanto não houver uma base mínima de assinantes capazes de receber os sinais em HD", conta o executivo.
Além do sinal HDTV MPEG-4, o set-top também lerá arquivos de computador, como fotos, músicas e filmes.

DVR

A TVA descontinuou a venda de seu DVR, por problemas técnicos do aparelho, particularmente no hard-disk. A operadora promete um novo DVR, mais avançado e também com HDTV, para o próximo ano, bem como um media center integrado, inclusive com conexão WiFi. O prazo depende, segundo Amaral, da redução de preços dos equipamentos, à medida em que haja ganhos de escala.

"O que vai dar escala são os aparelhos de DVD de alta definição, como o HD-DVD e o Blu-Ray, que usam o mesmo processador destas caixas. Conforme eles se popularizem, o custo dos componentes cairá", conclui Amaral.

Curso ensina crianças de Heliópolis a produzir matérias informativas

Aprender a escrever uma reportagem não será um privilégio apenas dos estudantes de jornalismo. No próximo sábado (10), trinta alunos, entre 12 e 15 anos, participarão do primeiro dia do curso "Correspondentes da Cidadania", idealizado pela Oboré, empresa de serviços especiais voltada para a comunicação popular e pela UNAS, Associação dos Moradores de Heliópolis.

O projeto tem o objetivo de ensinar as crianças a produzir uma matéria informativa, trabalhar em equipe, pesquisar na internet e editar um boletim online, para facilitar a comunicação com a comunidade. Os alunos foram selecionados, primeiramente, por provas internas de suas escolas, totalizando 120, que fizeram uma visita à Universidade de São Paulo (USP) e escreveram uma redação sobre o passeio. Dessa forma, foram selecionadas trinta crianças, que freqüentarão 16 sábados de curso.

"A expectativa é formar jovens capazes de escrever uma notícia e informar a comunidade", afirma Sérgio Gomes, representante da Oboré. A entidade ficará responsável pelas excursões que levarão os alunos aos principais pontos da cidade de São Paulo durante os dias de atividades. Além dela, a Universidade Metodista e o Projeto Redigir são apoiadores do projeto, que tem como coordenadora pedagógica a professora, Cecília Peruzzo.

Além de formar "jornalistas-mirins", o trabalho pretende denunciar as condições precárias dos departamentos de informática em que se encontram as quatro escolas participantes do projeto: EE Prof. Ataliba de Oliveira, EE Manuela Lacerda Vergueiro, Escola Municipal Gonzaguinha e EM Campos Salles. "Algumas têm computadores que estão nas caixas, já que a sala de informática está inundada, outras não têm acesso à internet, e assim por diante", declara Gomes.

Por isso, a Oboré firmou parceria com a Evolution, uma lan house da comunidade de Heliópolis, que abrirá as portas todos os domingos, das 10h às 12h, para os alunos do curso. Além disso, cada criança terá uma espécie de padrinho, responsável por pagar R$10 por mês- durante os quatro meses- para que ela possa utilizar os serviços eletrônicos.

MP vai investigar possível uso indevido de TV Educativa

O Ministério Público Federal do Paraná deve solicitar ao governo do Estado cópias em DVD com gravações do programa "Escola do Governo" – que tem exibição semanal e já foi apelidado pela oposição de "Escolinha do Professor Requião" e "Terça Insana" -, apresentado pelo governador Roberto Requião (PMDB), na Rádio e TV Educativa. O objetivo da solicitação seria investigar suposto uso indevido da emissora para fins político.

Segundo informações da Folha Online, a Conamp (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público) constatou que existem indícios de "conduta criminosa" e de "atos de improbidade administrativa" por parte de Requião.

Ainda de acordo com a entidade, o governador teria feito, entre agosto e setembro, ameaças contra procuradores e promotores do Paraná ao criticar no ar o que considerava altos salários da categoria.

Em setembro deste ano, o deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR) entregou ao ministro das Comunicações, Hélio Costa, vídeos com exemplos do suposto uso político da emissora pelo governador. O requerimento foi aprovado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara. Segundo a assessoria de imprensa do governo, Requião não fará comentários sobre o assunto enquanto não for notificado oficialmente pela Procuradoria.

Programa de Luciana Gimenez engana público com atores

Apresentado pela modelo Luciana Gimezes, o programa "SuperPop", que vai ao ar diariamente pela RedeTV!, recebe, entre os participantes de seus quadros, atores que se passam por entrevistados ao contarem sobre polêmicas de suas vidas cotidianas.

Em sua coluna desta sexta-feira (09), na Folha Online, a jornalista Fabíola Reipert conta que os atores seriam contratados por agências, mas que fingem ser pessoas comuns. Um deles seria Maurício Stipkovic, que foi, em outra ocasião, figurante no programa da Eliana (Rede Record) e de Márcia Goldschmidt (Band).

Procurados pela aquipe do Portal IMPRENSA, a assessoria de imprensa da RedeTV! disse que não iria se pronunciar sobre o assunto.

Revista IstoÉ não terá que indenizar Fernando Collor

Em decisão da juíza Adriana Costa dos Santos, da 19ª Vara Cível do Rio de Janeiro, o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) não deverá ser indenizado pela Editora Três, que edita a revista IstoÉ, por danos morais.

Segundo a acusação, Collor teria reclamado de uma entrevista publicada pela revista com o médico João Augusto Figueiró que fazia menção a ele. Sob o tíutlo "Uma vez corrupto, sempre corrupto", a entrevista tratava do psiquismo, características de personalidade e padrões de funcionamento mental de pessoas com nomes envolvidos em denúncias de corrupção

Collor considerou que teve sua honra e imagem prejudicadas porque foi agredido com calúnias, difamações e injúrias. O senador afirmou ainda que, enquanto foi presidente da República, sofreu grande devassa em sua vida. Além da editora, também foram acionados o editor Domingo Alzugaray e o médico entrevistado.

Em sua defesa, a Editora Três, Figueiró e Alzugaray argumentam que é inerente a toda pessoa pública ter seus atos avaliados, o que não justificaria a necessidade de indenização. Ambos teriam afirmado ainda que a reportagem não classifica o ex-presidente como corrupto, mas somente conta que ele teve o nome associado a denúncias de corrupção.

Segundo informações do site Consultor Jurídico, a juíza julgou improcedente a ação de Collor com base no direito de livre manifestação e informação dos meios de comunicação. Cabe recurso.