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Escola pública testa notebooks em sala de aula

O grupo Klick, criadora do portal Klickeducação, desenvolveu o Programa Florescer, que usa notebooks para promover a utilização de recursos tecnológicos em sala de aula, com o suporte de consultores da empresa, que auxiliam os professores tanto de escolas públicas quanto de particulares.

O grupo tem como sócios a GL (acionista da Klabin e da Drogasil), o grupo Janos (acionista da Natura), o BNDESpar e fez uma parceria com a Intel para adotar o notebooks de baixo custo.

A primeira escola a entrar no Programa é a EMEF Luiz de Carvalho, localizada no município de Campo Limpo Paulista (SP), onde já está emandamento um projeto piloto com 60 alunos da 6ª e 7ª séries. O Klick, além de coordenar a montagem de toda a infra-estrutura das salas, desenvolveu o conteúdo educacional e ferramentas tecnológicas inseridas no computador, enquanto a Intel cedeu 30 classmate PCs.

Com isso, além de mestres e alunos ganharem acesso às apostilas e material didático elaborados para o portal virtual do Programa Florescer, os professores poderão contar com as chamadas Dinâmicas Educacionais, que são atividades elaboradas pelos educadores do Klickeducação a partir do planejamento das escolas e planos de aula dos professores.

A Mstech, outra parceira do Programa, desenvolveu o software Blue Lab, um sistema de gestão que possibilita ao professor acompanhar as atividades da classe, atender a dúvidas durante exercícios e até chamar a atenção dos alunos quando necessário. Nesse laboratório virtual também é possível disponibilizar e enviar arquivos para os alunos como dicas de pesquisas. Com esse projeto piloto será possível comparar o método tradicional de ensino com o método que utiliza ferramentas de TI.

A intenção não é interferir no trabalho dos professores, e sim ensinar esses profissionais a utilizarem a tecnologia para otimizar o desempenho dos alunos. 'O objetivo é experimentar e validar um novo conceito educacional, utilizando os recursos tecnológicos não apenas como instrumento de inclusão digital, como também para motivar os estudantes e promover uma maior interação entre alunos e professores', explica o CEO do Grupo Klick, Allan Paiotti.

A implementação do Programa Florecer na EMEF Luiz de Carvalho, em Campo Limpo Paulista, conta ainda com a parceria da Smart Tecnology, empresa que cedeu uma lousa digital multimídia de última geração para ajudar ainda mais na interatividade dentro da sala de aula e a P, que desenvolveu projetos de aprendizado em 3D.

Governo negocia a compra 2,5 milhões de notebooks

Representantes do governo e da indústria se reuniram na sexta-feira (09/11) em São Paulo, para debaterem a possibilidade de produção de um notebook para atender às necessidades de professores do Ensino Básico. O governo deseja adquirir uma máquina cujo o preço não ultrapasse R$ 1 mil. Em contrapartida, acena com a possibilidade de comprar ao longo dos próximos anos, um volume estimado em 2,5 milhões de notebooks.

A reunião entre governo e indústria durou toda a tarde desta sexta-feira. Os técnicos do governo apresentaram as linhas gerais do projeto para os fabricantes. Estavam presentes diretores de empresas fabricantes de computadores e os Assessores Especiais da Presidência da República, José Luiz Aquino e Nelson Fugimoto, da Sepin, Adalberto Barbosa, além de Vinícios Ferreira e Geraldo Figueiredo Neto, ambos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior.

Este foi o segundo contato da indústria com o governo para discutir a fabricação dos notebooks. O governo recuou da sua decisão inicial de comprar os notebooks populares que foram desenvolvidos pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), pela Intel e pela indiana Encore. O processo de compras desses equipamentos, por sinal, está atrasado. O governo previa lançar o edital em outubro.

A mudança de planos foi em função de o Ministério da Educação desejar uma máquina mais robusta para os professores. No encontro desta sexta-feira, na capital paulista, não foi fechado nenhum acordo, mas ficou agenda a realização de um novo encontro, em dezembro.

Os fabricantes apenas disseram gostar da idéia do governo e garantiram que irão estudar fórmulas para atender aos requisitos de preço e técnicos. Na proposta que deverá ser apresentada na próxima reunião, os fabricantes deverão pedir algum tipo de medida compensatória, como desoneração da carga tributária, o que baratearia o custo de produção. Essa medida seria além da já adotada pelo governo – a desoneração da alíquota de PIS/Cofins – 9,25%.

Setor reclama por um Plano Nacional de Banda Larga

Um dos pontos mais críticos para a realização de novos ciclos de investimentos no Brasil está no fato de o país não ter definido, na prática, um Plano Nacional de fomento à Banda Larga, acima de disputas políticas nas esferas Federal, Estadual e Municipal.

Agentes da área – operadoras, fabricantes e prestadores de serviço – também cobram maior transparência e agilidade da Anatel em adaptar-se à evolução da tecnologia. Projeto firmado entre Minicom e operadoras suscita dúvidas.

Ao longo desta semana, na capital paulista, dois eventos – WiMAX Brazil Conference & Expo e IP Communications Brasil 2007 – reuniu uma boa parcela dos principais agentes de fomento do setor de telecomunicações do país.

Nas duas iniciativas, as posições foram muito semelhantes: Faltam ações práticas – e acima de disputas políticas – para que, de fato, se estruture um Plano Nacional de Banda Larga, semelhante ao implementado na Coréia.

Ao participar do WiMAX Brazil Conference & Expo 2007, Ching-Tarng Hsieh, diretor do Instituto de Tecnologia de Taiwan e também integrante da direção do WiMAX Forum, afirmou que o seu país está criando uma segunda infra-estrutura nacional, baseada no WiMAX, para atender à população do País. Os investimentos são estimados em torno de US$ 1 bi, sendo que parte virá de um fundo governamental e o restante da iniciativa privada.

Hiseh, ao ser entrevistado pelo Convergência Digital, mostrou-se bastante surpreso com o ritmo das ações governamentais no Brasil. Ele lamentou o fato de que a licitação das freqüências destinadas ao WiMAX esteja travada por disputas judiciais envolvendo o órgão regulador brasileiro – que não admite mudar o edital proposto – e as concessionárias de telefonia, que reinvidicam o direito de usar as freqÜências nas suas áreas de concessão.

Sem querer entrar na discussão brasileira, o especialista de Taiwan mandou um recado: "Quem mais sofre com essa briga é a população. É o cidadão brasileiro que fica sem opções e sem acesso à informação", observou.

Por sua vez, os operadores que buscam um espaço no cenário nacional – em especial visando o atendimento das pequenas e médias empresas – reclamam da necessidade de um Novo Marco Regulatório. Para eles, o atual – apesar de ter apenas 10 anos, já está superado.

"O marco regulatório atual inibe investimentos. Ele não fomenta qualquer tipo de iniciativa porque favorece aos titãs que estão no mercado", declarou o presidente da Voitel, Pedro Suchodolski, ao participar de um painel sobre o futuro do IP no Brasil, no evento IP Communications Brasil 2007.

Neste evento, o consultor legislativo, Vilson Vedana, reclamou da falta de agilidade da Anatel em apoiar aos pequenos provedores. Segundo ele, há uma "indisposição" do órgão regulador em atuar em questões mais polêmicas, como por exemplo, a questão do plano de numeração prometido às operadoras que têm a licença de SCM – Serviço de Comunicação Multimídia – mas, que até o momento, não foi concedido porque há interpretações diferenciadas sobre como agir em relação ao SCM.

Dúvidas e mais dúvidas

O modelo é tão complexo que reportagem da jornalista Carolina Chemin, do Canal VoIP do Convergência Digital, mostra que os próprios advogados não conseguem uma posição conciliadora. O advogado Guilherme Ieno Costa, da Felsberg e Associados, por exemplo, cita a matéria, pregou que as operadoras VoIP devem preferir a licença SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) ao STFC (Serviço Telefônico Fixo Comutado).

"É uma loucura ficar debaixo do STFC. O melhor é estruturar para SCM", comentou. Entre as grandes vantagens citadas pelo especialista está o fato da SCM possuir uma regulamentação mais livre, metas de qualidade menores e baixo investimento. "Na STFC a regulamentação é estruturada e com maior nível de obrigações, além de possuir pesadas metas de qualidade impostas pela Anatel", explicou Costa.

Mas para Sílvia Melchior, da Telcomp, entidade que representa os pequenos provedores, chamou a atenção para o principal ponto negativo da licença: a falta de um plano de numeração específico. "Devido a esse problema muitas operadoras acabam montando um Frankenstein, misturando as duas licenças", criticou. A demanda da Telcomp por um plano de números para as licenças SCM junto à Anatel recentemente completou cinco anos, informou a advogada.

Política pública

A última edição do Barômetro Cisco/IDC sobre a banda larga no Brasil, divulgado em setembro, constata que o país atingiu 6,54 milhões de acessos em junho, com expansão de 8% sobre o primeiro trimestre. No dia 06/11, a Anatel colocou em consulta pública, que seguirá até o dia 19, o acordo firmado entre o Ministério das Comunicações e as operadoras de telefonia fixa, que em troca da instalação de Postos de Serviços Telefônicos (PSTs) – 8.461 PSTs deixarão de ser implantados já a partir de janeiro de 2008 – por uma rede nacional de banda larga.

No início de dezembro, o governo deverá tomar anunciar sua posição final, após a Agência criar um esboço de decreto a ser assinado pelo presidente Lula. A agência calcula que cerca de 3.570 municípios não têm acesso à Internet. A instalação do backhaul começará a será feita a partir de janeiro de 2008 nessas localidades. A rede nacional de banda larga precisa ser concluída até 2010.

Quem vai pagar a conta?

O projeto levanta dúvidas e polêmicas. Há quem diga que as operadoras mantêm o posicionamento e não há quem garanta que elas vão praticar preços adequados de mercado para que os ISPs e operadoras SCMs, que receberam no projeto a incumbência de levar a última milha do "backhaul" até às escolas.

O consultor legislativo do Congresso Federal, Vilson Vedana, exemplifica o seu temor. Conta que um projeto de inclusão digital na cidade de Duas Barras, no interior do Rio de Janeiro, foi inviabilizado pela Telemar. A prefeitura buscou ampliar o link de conexão – com o intuito de ampliar a oferta do acesso na cidade – mas a concessionária, depois de meses sem uma resposta, cobrou, segundo ele, R$ 17 mil por um link de 4Mbits.

Além disso, como há também o impasse entre a Anatel e as prefeituras com relação à oferta de serviços – as prefeituras estão autorizadas tão somente a interligar seus órgãos – o órgão regulador também decidiu lacrar as antenas sem fio utilizadas na cidade.

Pouco depois, o órgão regulador voltou atrás, mas não houve negociação com a Telemar, e a prefeitura mantém o link de 2Mbits – que sai em torno de R$ 5.000,00. "O projeto não tem como crescer", lamentou o consultor legislativo.

Provedores e operadores SCM também mostraram reticência à iniciativa. Segundo eles, se as operadoras exorbitarem nos custos dos links – e não houver alternativa na tecnologia sem fio, no caso, o WiMAX – não haverá como atuar no modelo desenhado.

"Quem vai pagar a minha conta?", declarou um pequeno provedor. "Posso até levar acesso gratuito para escolas, mas preciso fazer dinheiro para pagar às teles e sobreviver. Nisso ninguém pensou", declarou, pedindo para não ser identificado por temer represálias.

Produção de set top box da Encore depende apenas da oferta do Ginga

Falta apenas a implementação do Ginga para que a Encore Tecnologia do Brasil entregue os primeiros set top box produzidos no país para TV digital. A industrialização do software, que permite a oferta de recursos de interatividade pela TV, está a cargo da Dynavideo, empresa sediada na Paraíba e nascida a partir da iniciativa de técnicos que trabalharam no desenvolvimento da solução dentro da Universidade Federal da Paraíba.

“Os trabalhos devem estar concluídos até 15 de dezembro”, diz o presidente da Encore, Jakson Sosa. Segundo ele, 70% do software já está implementado e a Dynavideo prometeu acelerar os trabalhos para que não haja um atraso ainda maior. Originalmente, a idéia era iniciar os testes a partir de setembro para que os equipamentos entrassem em linha de produção entre outubro e novembro.

Segundo Sosa, a empresa está planejando uma demonstração do produto para meados de dezembro, quando espera já ter o Ginga completamente embarcado nas plataformas de hardware. A produção das caixas já está contratada com a Teikon nas plantas do Rio Grande do Sul e da Zona Franca de Manaus. Outro fabricante de Manaus também deve aderir ao projeto, mas Sosa ainda não revela o nome. “Queremos somar facilidades adicionais na área de tributação”, justifica o executivo.

Para produção dos set top boxes, a Encore usará as soluções da STMicroeletronics. Estão planejados dois modelos. O primeiro será apenas um conversor de sinais, com preço estimado em R$ 220. O outro, com soluções de interatividade, que mais se aproxima de um computador, tem custo estimado em R$ 620.

Procon recomenda atenção na compra de novos televisores

Rio – Em dezembro, começa a transmissão de sinais de TV digital no Brasil e, com ela, uma fase de transição que exigirá do consumidor paciência para entender o processo e mais envolvimento dos varejistas na hora de vender o televisor. E é neste período de adaptações tecnológicas e de ofertas de eletroeletrônicos que a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP) está de olho.

A preocupação mais evidente da instituição está atual oferta de televisores de plasma e cristal líquido (LCD) , destacou o técnico do Procon-SP, Raul Dalaneze. O especialista informou que o órgão está acompanhando de perto o comportamento do mercado e que o consumidor terá um papel fundamental na fiscalização das ofertas. O Procon-SP orienta que o usuário que precisa adquirir um televisor, ainda neste fim de ano, cobre ajuda de um vendedor, verifique as informações que constam na caixa e no manual do equipamento, leia as informações que estão sendo divulgadas na mídia e, se preciso, entre em contato com a central de atendimento do fabricante do produto que deseja adquirir.

Segundo o técnico do Procon-SP, muitos varejistas estão oferecendo promoções tentadoras de televisores que podem não oferecer a melhor qualidade de imagem quando começarem as transmissões de TV digital em todo o país.

– O consumidor tem que conferir se o televisor tem todas as 'entradas' necessárias para receber este conversor que chegará ao mercado, e principalmente desconfiar de preços muito baixos – afirmou o especialista.

Assim como já alertou a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), em relatório que avaliou seis modelos de TVs à venda no mercado , o Procon-SP chama a atenção para a ausência de aparelhos habilitados – de fábrica – para receber o sinal de TV digital: mesmo os modelos de plasma e LCD que estão nas lojas vão precisar de um conversor (set top box) para reproduzir as imagens em alta definição de qualidade digital que chegarão à casa dos telespectadores, primeiramente em São Paulo. ( Leia mais: televisores e conversores podem chegar às lojas com preços ainda altos )

– O consumidor tem que ter em mente que estamos vivendo uma época de transição e que, até o momento, não existem aparelhos habilitados de fábrica, com tecnologia nativa, para receber (o sinal da) TV digital. Eles vão existir, há este compromisso por parte dos fabricantes, mas ainda não há consenso com governo sobre o custo ou o padrão tecnológico destes aparelhos conversores e televisores adaptados, que devem chegar às lojas nas próximas semanas – alertou o técnico do Procon. ( Leia mais: Governo vai facilitar compra de conversores de TV digital, afirma ministro )

Dalaneze informou que o órgão está acompanhando de perto o comportamento do mercado, dos fabricantes e dos varejistas e que o consumidor terá um papel fundamental na fiscalização das ofertas. O Procon orienta que o usuário que precisa adquirir um televisor, ainda neste fim de ano, peça ajuda a um vendedor, verifique as informações na caixa e no manual do equipamento, leia as informações que estão sendo divulgadas na mídia e, se preciso, entre em contato com a central de atendimento do fabricante do produto que deseja adquirir. Segundo o técnico do Procon, muitos varejistas estão oferecendo promoções tentadoras de televisores que podem não oferecer a melhor qualidade de imagem quando começarem as transmissões de TV digital em todo o país. ( Leia mais: dez questões mais comuns sobre TV digital )

– O consumidor tem que conferir se o televisor tem todas as 'entradas' necessárias para receber este conversor que chegará ao mercado, e principalmente desconfiar de preços muito baixos – afirmou o especialista.

Para que o consumidor precise apenas ligar um conversor de TV digital em seu televisor, é necessário que o equipamento seja capaz de reproduzir imagens acima do padrão de 1080 linhas (os televisores analógicos reproduzem o máximo de 500 linhas) e ainda possua uma conexão HDMI que, além de receber imagem com qualidade digital, consegue transmitir até seis canais de áudio.

– As dicas são para quem precisa muito trocar de TV neste fim de ano. Mas o que o Procon orienta é que o consumidor se cerque de cuidados e, quem não se sentir seguro, aguarde um pouco mais para adquirir, se for o caso, um televisor que já venha com este conversor embutido ou com antena interna de recepção de sinal.