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Ministério da Cultura lança programa de fomento à produção audiovisual

Embora já tenha confirmado que em 2008 deixará o Ministério da Cultura, Gilberto Gil continua a estabelecer políticas de estímulo à produção cultural brasileira. Hoje, o ministério instituiu o programa de fomento à produção audiovisual brasileira,  que terá como objetivo consolidar a política de incentivo do setor. O programa irá selecionar os projetos a serem financiados por meio de licitação.

O edital de apoio à produção de obras inéditas de longa metragem selecionará no mínimo cinco projetos e destinará incentivo individual de até R$ 1 milhão. A licitação para  obras de curta metragem, do tipo documentário ou experimental, vai escolher 20 projetos que receberão  R$ 80 mil cada. Para  obras de curta metragem, com temática infanto-juvenil, serão selecionados 20 projetos com incentivos de R$ 60 mil.  Obras de curta metragem do gênero animação vão receber R$ 60 mil e serão escolhidos dez projetos. 

Roteiros cinematográficos receberão R$ 50 mil e serão escolhidos  10 projetos. A série de animação para a televisão terá  dez trabalhos selecionados, com R$ 30 mil cada; e o edital das obras digitais de curta metragem, documentário ou experimental,  realizadas por  egressos de projetos sociais, selecionará 20 projetos de R$ 30 mil cada. 

Mostra do Cinema Negro homenageia artistas que difundem cultura afro-descendente

Brasília – A solenidade de entrega das estatuetas aos artistas homenageados na 4ª Mostra Internacional do Cinema Negro será realizada hoje (20), na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. O ministro da Cultura, Gilberto Gil, participa da solenidade.

As exibições dos filmes começam na quarta-feira (28) e terminam em 2 de dezembro. Segundo o Ministério da Cultura, o evento integra o calendário oficial da Cinemateca Brasileira, no mês da Consciência Negra, e visa à valorização da cultura dos afro-descendentes no Brasil.

O homenageado especial deste ano é o ator, teatrólogo, escultor e ativista do Movimento Negro, Abdias do Nascimento. Durante a cerimônia de entrega dos troféus, sua participação na defesa da cultura da comunidade negra no Brasil será destacada com a exibição do curta-metragem Abdias do Nascimento 90 Anos – Memória Viva. O filme será reprisado durante a programação da mostra.

Os demais contemplados com a estatueta Ofó de Xangô (réplica estilizada do machado de Xangô) serão os artistas Toni Tornado, Zezé Motta, Neusa Borges, Maria Alcina, o pró-reitor de extensão da Universidade de Brasília (UnB), Thimothy Mulholland, o professor Gabriel Palofoquix, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), e a professora Cláudia Ribeiro, da Universidade Federal de Lavras (UFL/MG). Todos por terem contribuído na divulgação de uma imagem positiva do negro e de sua cultura.

Presença da cultura negra na mídia é “escassa”, avalia presidente da Fundação Palmares

Brasília – A presença da cultura negra nos meios de comunicação brasileiros “ainda é muito escassa” e a responsável por isso é a grande mídia, que “não expressa a cultura negra brasileira com importância e extensão”. A avaliação é do presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo. Segundo ele, além de dificultar o acesso a essa cultura, a mídia ainda promove um processo de discriminação.

O presidente da fundação cita como exemplo o tratamento dado à questão quilombola, que, segundo ele, ainda é muito restrito a um pequeno grupo de formadores de opinião.

"Uma parcela da sociedade ainda se recusa a reconhecer que este país foi escravocrata e os remanescentes dos quilombos são o espelho vivo do que foi a perseguição escravocrata no Brasil”, diz.

Segundo Araújo, há ainda a questão fundiária envolvida na luta para reconhecer as comunidades quilombolas. "Juntou esse processo racista que ainda existe na sociedade brasileira com o conservadorismo da área fundiária, e se acaba negando o direito de acesso à terra destinado aos descendentes de quilombos", acrescentou.

O presidente disse ainda que a cultura negra está muito inserida na sociedade brasileira, principalmente nos setores mais populares, fazendo com que a cultura negra se confunda com a cultura popular.

"As manifestações culturais não podem ter hierarquia, pois, na verdade, elas são apenas distintas. Não há a má cultura e a boa cultura, o que há são formas distintas de expressão", diz.

Sucateamento da TVE-RS é pauta de reunião com Secretaria de Cultura

A Secretária da Cultura do Rio Grande do Sul, Mônica Leal, recebeu nesta quinta-feira (23/11) o representante dos funcionários da TVE e da FM Cultura, Alexandre da Fonseca, para discutir a situação das emissoras, que enfrentam uma crise financeira e podem ser transformadas em Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul (SJPRS), José Nunes, e membros da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal de Porto Alegre também participaram do encontro, cujo tema central foi o sucateamento dos veículos de comunicação do governo do estado.

Conforme Fonseca, a reunião foi proveitosa. “A secretária garantiu ser contra a entrega da TVE a uma Oscip e enfatizou a importância da emissora pública”, conta o representante dos funcionários. No entanto, ele afirma que, se o projeto de lei que prevê esse tipo de operação for aprovado com a redação atual, pode-se perder o controle da situação. “Se o PL for implementado na íntegra, qualquer secretário que assumir depois de Mônica pode efetivar a migração”, justifica.

Na opinião de Nunes, a discussão aconteceu em um momento propício. “Apesar de o sindicato entender que a reunião já deveria ter ocorrido há algum tempo, a situação é favorável na medida em que a governadora Yeda Crusius começa a dar sinais de vontade de dialogar. A derrota na aprovação do pacote de ajustes fiscais, ocorrida em 14/11, está fazendo com que a governante retome conversações com vários segmentos”, analisa.

No encontro foi apresentado um diagnóstico sobre a situação na Fundação Cultural Piratini, que engloba as emissoras de TV e de rádio do governo gaúcho. Segundo Fonseca, houve destaque para o corte de custeio e a falta de pessoal, seja pela não convocação de aprovados em concursos ou pela não renovação de contratos emergenciais. As principais reivindicações – reunidas por funcionários das emissoras com aval do SJPRS e do Sindicato dos Radialistas do RS – devem ser apresentadas ao órgão em forma de documento ainda hoje (23/11) para, em seguida, serem conduzidas à governadora.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Cultura informou ao Comunique-se que o encaminhamento deve ocorrer em breve, mas ainda não foi decidida uma data. Contudo, Fonseca revela que Mônica garantiu querer uma solução urgente para o caso. “A secretária nos informou que o assunto tem gerado bastante repercussão, e que pretende resolvê-lo o mais rápido possível.”

Precarização da estrutura

Um dos maiores medos de funcionários da Fundação Piratini é a falta de recursos. “O arquivo está correndo sérios riscos pela falta de material. Muita coisa está sendo transferida para CDs pela ausência de novas fitas para produção das matérias, prejudicando a vida útil do que já foi produzido”, lamenta Nunes. Ele lembra que mais da metade da programação da FM Cultura é veiculada via computador. “Não há radialistas suficientes. Se acontece uma pane no sistema, como inclusive já ocorreu, a emissora simplesmente sai do ar”.

De acordo com o presidente do SJPRS, não foi descartada a possibilidade de transformar a TVE-RS em membro pleno da TV Brasil, emissora pública federal. “Não há interesse em manter uma programação nacional, mas seria uma forma de assegurar equipamentos para a TVE. Basta alguma negociação.” Fonseca concorda: “Havia um entendimento errôneo a respeito do funcionamento da TV Pública, mas já se sabe que não se trata de uma federalização das emissoras regionais, e sim de parcerias que permitirão liberação de recursos”. Segundo ele, na próxima terça-feira (27/11) a secretária de Cultura iria a Brasília discutir uma parceria da TVE com a TV Pública.
 

Novos aparelhos de TV com conversor embutido custam 8 mil reais

Depois da chegada dos primeiros conversores (set-top box) ao mercado em São Paulo, as empresas fabricantes de TV anunciam agora as televisões com sistema integrado para receber as transmissões digitais, a partir do dia 2 de dezembro. Com telas grandes e recursos para exibir som e imagem de alta qualidade, os novos objetos de consumo dos telespectadores brasileiros poderão ser encontrados nas lojas a preços que variam de R$ 7.999 a R$ 14.999.

A Samsung anunciou a fabricação no Brasil dos primeiros modelos de TV digital com decodificador embutido padrão ISDB-TB (Built-in). A nova linha é apresentada nos modelos LCD de 40 e 52 polegadas, preparados para a recepção das transmissões digitais sem a necessidade de utilização do set-top box.

Fabricadas em Manaus, as TVs da Samsung começam a ser vendidas a partir de 2 de dezembro. Os novos produtos destacam-se pela reprodução de imagens com a mais alta resolução do mercado – Full HD – permitindo a percepção do alto nível de detalhes, profundidade e clareza das imagens exibidas.

Os preços dos aparelhos de televisão lançados pela Samsung ficam entre R$ 7.999 e R$ 14.999.

Também a Philips divulgou a sua nova linha de televisores com sistema adaptado para receber o modelo digital. Os aparelhos possuem telas de 42 a 52 polegadas e custam entre R$ 7.999 e R$ 12.999.

Os preços altos dos novos eletroeletrônicos, como conversores (set-top box) e as TVs com sistema integrado para as transmissões digitais, vão ser tema de uma reunião em Brasília, nesta terça-feira. De acordo com o Ministério das Comunicações, no encontro, governo e representantes do setor vão buscar soluções para baratear os equipamentos.

Uma delas pode ser a redução dos impostos, nos mesmos moldes do programa que incentivou o barateamento dos microcomputadores.

As encomendas do varejo para o fim do ano, segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos, a Eletros, registram um incremento superior a 10% no último trimestre, em comparação a igual período do ano passado.

A expectativa da linha de imagem e som é de crescimento em torno de 10% no último trimestre. De acordo com a Eletros, as vendas deverão ser puxadas por televisores de telas finas, equipamentos de home theater e aparelhos de som, já na expectativa da entrada da TV digital em dezembro, inicialmente em São Paulo.