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Comissão analisa PL que cria ‘asilo político tecnológico e editorial’

A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), do Senado, deverá votar no próximo dia 28, um projeto de Lei, de autoria do senador Jayme Campos, um tanto polêmico. Ele cria um regime jurídico no Brasil para favorecer o "asilo político tecnológico e editorial".

O projeto aparentemente "pegou uma carona", nos recentes episódios que ocorreram na Venezuela, quando uma emissora privada de televisão teve sua concessão cancelada pelo presidente venezuelano, Hugo Chaves.

O benefício do asilo será concedido "a profissionais e entidades de comunicação social que se vejam perseguidas em função de suas convicções ou de opiniões políticas emitidas em seus países de origem".

Para ter o direito de gozar do asilo, o pedido terá de ser submetido ao Ministério das Relações Exteriores, a Associação Brasileira de Imprensa – ABI, a Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ e a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão – ABERT. "Caberá ao Ministério da Justiça instaurar os competentes procedimentos administrativos, na forma como dispuser a regulamentação editada pelo Poder Executivo", explica o texto do projeto.

O senador Jayme Campos destacou que "o instituto do asilo configura-se como autêntico e eficaz mecanismo internacional de proteção contra perseguições".

"A novidade de nossa proposição consiste em estatuir uma nova modalidade de asilo político que garanta a seus beneficiários não só o acolhimento do indivíduo, mas também, a dos meios de divulgação das idéias por cujo contexto se lhe impôs censura discricionária no país de origem".

Pela proposta, um parque gráfico, ou uma estação de rádio ou de televisão, cujos titulares se virem injustamente cassados ou cerceados em seu direito de expressão, poderão manter-se em atividade, a partir de solo brasileiro, graças ao novo mecanismo proposto.

O senador entende que as entidades de classe representativas das instâncias da Comunicação Social do Brasil poderão conferir a transparência e credibilidade às decisões de concessão do benefício, bem como de assegurar que tal se dê com a manifesta aquiescência da sociedade.

"A liberdade de imprensa é, a nosso ver, irrenunciável pilar da democracia. A possibilidade de auxiliarmos as nações amigas, abrigando seus profissionais e recursos tecnológicos, de modo a proteger-lhes dos arbítrios da autocracia e da perseguição política é o objetivo final da presente proposição", afirma Jayme Campos.

O senador não levou em conta, que permitir a uma emissora estrangeira que sua programação seja transmitida a partir do solo brasileiro, poderá trazer complicações tecnológicas e diplomáticas. O projeto deverá ser analisado na sessão desta quarta-feira da CCT, mas ganhou um parecer pela rejeição, do senador Renato Casagrande (PSB-ES).

Entidade de imprensa da Bolívia critica cobertura da reforma constitucional

A Confederação dos Trabalhadores de Imprensa da Bolívia enviou, na última quinta-feira (22), comunicado recomendando que os profissionais de comunicação do país trabalhem com ética para que a cobertura dos acontecimentos não seja 'unilateral'.

O comunicado foi motivado pela divulgação de um documento que trata da cobertura dos meios de comunicação sobre a reforma constitucional que irá a referendo no próximo domingo. Ao corroborar as informações contidas no documento, a Confederação 'reconhece que quase todos os meios de comunicação trataram de forma enviesada as informações a respeito da Constituinte'.

'Cremos que fazer um melhor jornalismo, quer dizer também analisar a notícia com ética. Se os jornalistas tivessem praticado este conjunto de passos, se evitaria a polícia informativa unilateral, que no caso da Constituinte destacam só o negativoe não os avanços', disse um representante da Confederação.

A entidade também aproveitou a oportunidade para condenar as agressões e ameaças que sofrem os jornalistas 'que dizem a verdade' e a linha informativa manipulada a que estão submetidos 'quase todos os meios de comunicação'. A Confederação também sugeriu iniciar 'uma batalha' para melhorar a qualidade de informação no país. 

Paulo Henrique Amorim perde ação contra Diogo Mainardi

Em 06/09 do ano passado, a revista Veja publicou coluna deDiogo Mainardi, intitulada 'A voz do PT'. Nela, Mainardi fazia referência à Brasil Telecom, ao iG (pertencente à empresa) e aos jornalistas Paulo Henrique Amorim, Franklin Martins e Mino Carta, dizendo que todos faziam propaganda do governo e 'todos eles estavam na fase descendente de suas carreiras'. Ainda segundo Mainardi, tanto Amorim quanto Mino Carta se engajaram na batalha comercial do lulismo contra Daniel Dantas, sendo que Paulo Henrique receberia R$ 80 mil por isso.

Em razão deste texto, alegando ofensa a sua honra pessoal e profissional, além de violação à sua intimidade, Paulo Henrique Amorim entrou com ação na Justiça contra Diogo Mainardi e a Editora Abril – que publica a revista Veja – pedindo indenização por danos morais, em um valor 'não inferior a 1,5 mil salários mínimos', acrescido de R$ 0,50 por cada exemplar da revista posto em circulação.

No entanto, a ação foi considerada improcedente. Ojuiz Manoel Luiz Ribeiro, da 3ª Vara Cível de Pinheiros, na capital paulista, disse que o artigo de Mainardi revelando a conduta de Amorim era matéria de interesse público. 'Não é possível esquecer que o autor das ação é um homem público, um jornalista renomado, uma personalidade notória, que, dessa forma, tem a sua imagem e vida íntima ou privada sujeita a uma maior exposição pública', disse a sentença.

O juiz disse, ainda, que quando se trata de mencionar a 'fase descendente' da carreira de Amorim, o intuito não foi de menosprezá-lo, mas de enfatizar que o jornalista está em um veículo de menor expressão do que esteve outrora. 'Sem dúvida o autor já foi jornalista da Rede Globo de Televisão, apresentando programas de elevadíssima audiência, de forma que a expressão 'carreira descendente' visa apenas identificá-lo como estando hoje em um veículo de menor expressão', fazendo referência ao IG.

A decisão é passível de recurso. A Editora Abril e Diogo Mainardi foram defendidos pelos advogados Alexandre Fidalgo e Thais Matos do escritório Lourival J. Santos.

Leia, a seguir, a íntegra da coluna de Mainardi, queoriginou a ação.

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'A Voz do PT José Dirceu tem um blog. Quer saber quanto o iG gasta com ele? Eu também quero. Quer saber de quem é o dinheiro do iG? É seu, tonto! De quem mais poderia ser? O iG pertence à Brasil Telecom. E a Brasil Telecom está na esfera dos fundos de pensão estatais. Eu já contei aqui na coluna como o lulismo tomou a Brasil Telecom de Daniel Dantas. Houve de tudo: financiamento ilegal de campanha, espionagem, chantagem, achaque e propina. Eu já contei também qual foi o papel de Lula na trama. Chega de me repetir. Quem quiser saber mais sobre o assunto,consulte o arquivo de VEJA. O que importa agora é como o iG está gastando seu dinheiro. E para onde ele está indo.

Luiz Gushiken é o ideólogo da propaganda lulista. Quando os fundos de pensão passaram a influir no iG, o portal se transformou na voz do PT. Caio Túlio Costa, aquele que Paulo Francis apelidou de 'lagartixa pré-histórica', foi nomeado presidente do grupo em maio deste ano. De lá para cá, além de José Dirceu, foram contratados como comentaristas Franklin Martins, Paulo Henrique Amorim e Mino Carta. Todos eles na fase descendente de suas carreiras. Todos eles afinados com o DIP de Luiz Gushiken. Mais do que isso: Paulo Henrique Amorim e Mino Carta se engajaram pessoalmente na batalha comercial do lulismo contra Daniel Dantas. Quer saber quanto o iG paga a Franklin Martins? Entre 40 000 e 60.000 reais. Quer saber quanto ele paga pelo programa de PauloHenrique Amorim? 80.000 reais.

O iG pode parecer pouca coisa. Mas é o terceiro maior portal do Brasil. Agora está pronto para difundir a propaganda do governo. O PT acaba de elaborar um documento em que pede uma 'mudança nas leis para assegurar mais equilíbrio na cobertura da mídiaeletrônica'. Muita gente está alarmada com o documento. O temor é que, num segundo mandato, os lulistas atropelem as leis para tentar aumentar seu controle sobre a imprensa. O fato é que isso já aconteceu pelo menos uma vez neste mandato, quando a turma de Luiz Gushiken tomou de assalto o iG.

O documento do PT fala em oferecer 'incentivos econômicos para jornais e revistas independentes'. Independente, para o PT, é José Dirceu. É Franklin Martins. É Paulo Henrique Amorim. É Mino Carta. É o assessor de imprensa de Delcídio Amaral, que tem um blog político no iG. Sófalta o Luis Nassif. Essa é a turma que, segundo o PT, precisa de incentivos econômicos do Estado. Carta Capital sempre atacou Daniel Dantas. Acaba de ser recompensada por um acordo com o iG. De quanto? Eu quero saber.

Lula cantarolou a seguinte marchinha, como relatam os repórteres Eduardo Scolese e Leonencio Nossa no livro Viagens com o Presidente: 'Ei, José Dirceu,

devolve o dinheiro aí,

o dinheiro não é seu'

Lula conhece muito bem José Dirceu. Se diz que o dinheiro não é dele, é porque não é mesmo. Devolve o dinheiro aí, José Dirceu.'

Favela em Belo Horizonte terá internet sem fio gratuita

A cidade de Belo Horizonte estará completamente coberta por internet banda larga sem fio e gratuita em 2008. É o que planeja o Ministério das Comunicações.

Segundo anuncio do governo na semana passada, já setá confirmada a instalação de Wi-Fi na comunidade Vila Cafezal, que será uma das primeiras a receber acesso gratuito a web. Ela fica situada no Aglomerado da Serra, uma das maiores favelas de Belo Horizonte, onde vivem milhares de famílias sem condições de comprar um computador.

De acordo com o ministério, os computadores das comunidades carentes serão doados por empresas e instalados pela prefeitura. Até a metade de 2008, toda a cidade de Belo Horizonte estará conectada à internet banda larga sem fio, diz o governo.

O Ministério das Comunicações investiu R$ 3,5 milhões e a prefeitura de Belo Horizonte, cerca de R$ 800 mil. Caso o o projeto seja concluído, Belo Horizonte será a primeira metrópole brasileira completamente coberta pela internet sem fio.

NET dá início ao processo de troca da marca Vivax

A NET deu início ao processo de troca da marca Vivax, que será substituída gradativamente pela sua marca. Em paralelo, começa a lançar toda a linha de produtos NET nas cidades atendidas hoje pela Vivax, que passarão a contar com o NET Fone via Embratel e o NET Vírtua. A expectativa é de que a integração esteja finalizada até o final do ano, segundo nota distribuída pela NET ao mercado.

A mudança de marca ocorre em 31 cidades do Estado de São Paulo, entre litorial e interior, tais como Americana, Bertioga e São Caetano do Sul. A alteração alcança ainda Manaus, no Amazonas, e as cidades de Barra Mansa e Resende, no Rio de Janeiro.

A integração das marcas também levará a programação da NET para os clientes da Vivax, que passarão a contar com canais como Telecine, SporTV, Multishow, GNT e Globo News. Por questões técnicas, a programação da Vivax será mantida nas cidades de Araçatuba (SP), Araraquara (SP), Barra Mansa (RJ), Bertioga (SP), Itapetininga (SP) e Santa Branca (SP). “Barra Mansa (RJ), Bertioga (SP) e Santa Branca (SP) aguardarão o término de instalações de infra-estrutura de rede para os serviços de NET Vírtua e NET Fone via Embratel”, informa a empresa.