Arquivo da categoria: Notícias

Bittar fará reunião prévia com deputados da CCTCI

Pressionado por seus colegas de comissão, o deputado Jorge Bittar (PT/RJ) acertou com o presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, Júlio Semeghini (PSDB/SP), a realização de uma reunião prévia à apresentação de seu substitutivo sobre o PL 29/2007. A polêmica em torno do projeto – que trata dos serviços de TV por assinatura e da veiculação de conteúdo audiovisual – aumentou desde sua aprovação na Comissão de Desenvolvimento Econômico, com protestos públicos das TVs por assinatura contra a idéia cotas de veiculação da produção nacional e uma pressão maior das empresas de telefonia celular.

O encontro deverá ser fechado e está agendado para a próxima terça-feira, 11. Ele servirá para apresentar aos demais deputados quais idéias Bittar pretende incluir em seu substitutivo. A reunião tem ainda a função política de tentar acalmar os ânimos dos membros da comissão. Diversos deputados têm se queixado ao presidente Semeghini da falta de diálogo com Bittar, que estaria centralizando a redação de seu substitutivo sem discutir nem ouvir as opiniões dos demais parlamentares. Fontes do Congresso contam que o desconforto chegou a tal ponto que Bittar estaria preocupado com uma rejeição em massa de sua proposta durante a votação.

Ao mesmo tempo em que tenta apaziguar o clima na comissão, o deputado tem se dedicado à articulação com o governo federal. Bittar esteve nesta quarta-feira, 5, na Casa Civil, onde discutiu os desdobramentos do PL 29/2007. A conversa teria como objetivo ajustar a distribuição de atribuições entre Anatel e Ancine. Segundo fontes das agências, o presidente da Ancine, Manoel Rangel, veio do Rio de Janeiro especialmente para o encontro, para o qual também foi chamado o presidente da Anatel, embaixador Ronaldo Sardenberg.

TCU determina suspensão de 14 licitações de radiodifusão

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, nesta quarta-feira, 5, a suspensão de 14 processos de licitação para a concessão de serviços de radiodifusão de sons e imagens promovidos pelo Ministério das Comunicações. O TCU encontrou irregularidades na publicação dos editais, publicados no dia 1º de outubro deste ano, e bloqueou as licitações por meio de medida cautelar. O ponto de conflito é o fato de o Minicom não ter encaminhado ao tribunal as propostas de edital para análise prévia pela Secretaria de Fiscalização de Desestatização (Sefid).

De acordo com norma do próprio TCU, todas as licitações para a concessão de serviços públicos deve ser avaliada previamente pelo tribunal. Pela Instrução Normativa TCU 27/98, o ministério deveria ter encaminhado os documentos para a Sefid 30 dias antes da publicação, em um primeiro estágio. Após a publicação no Diário Oficial, a entidade concedente tem cinco dias para se apresentar novamente ao TCU. Nenhum desses dois prazos foi cumprido, o que foi interpretado pelo ministro-relator do caso, Raimundo Carreiro, como obstrução da atividade fiscalizadora do tribunal.

Para o Minicom, a questão não passa de uma falha de interpretação. Segundo fonte ministerial, o entendimento jurídico seria de que a radiodifusão não está incluída no rol de serviços que a Instrução Normativa se refere. Isso porque a legislação que o documento do TCU regulamenta teria excluído a radiodifusão claramente, segundo a fonte, desse tipo de análise utilizada nos demais serviços explorados tanto pelo poder público como pela iniciativa privada.

O Minicom tem 15 dias para apresentar os esclarecimentos da questão à Sefid e, até que o tribunal decida revogar a cautelar, estão proibidas novas licitações na área de radiodifusão de sons e imagens. As disputas em questão não chegaram a ser iniciadas e serviriam para a implantação de emissoras em pequenas cidades do interior do País.

Hélio Costa ignora ABNT e diz que conversores sem Ginga não podem ser vendidos

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou que os conversores de TV digital que estiverem no mercado sem o programa Ginga, que vai permitir a interatividade plena – envio de dados para as emissoras-, não podem ser vendidos. 

"O conversor tem que ser um só. Existem normas técnicas que têm que ser seguidas. O que não colocou o Ginga não pode ser vendido, não atende às normas técnicas do Fórum da TV digital. A tecnologia está pronta, quem quiser o Ginga baixa da internet sem custo."

Nenhum dos aparelhos à venda tem ou pode ser adaptado com o Ginga. Além disso, declarações do ministro não têm respaldo na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que divulgou as especificidades aos conversores no último sábado (1º/12). Segundo o documento, "o porte do Ginga é opcional". 

De acordo com Erlei Guimarães, diretor da Positivo Informática, agora "a indústria está pegando as especificações e transformando em um software que pode ser embarcado em um conversor".

Roberto Barbieri, diretor da Semp Toshiba, afirma que "a bateria padrão de testes fixada pelo Fórum não está desenvolvida ainda". Após isso, diz, ainda será necessário fazer testes de campo. 

Eugênio Staub, presidente da Gradiente, afirmou no último domingo (2) que, "nos próximos dias", a empresa – que seria a primeira – vai lançar um conversor já pronto para receber o Ginga. 

Sobre a possibilidade de download do programa, só profissionais especializados saberiam usá-lo. Segundo Luiz Fernando Gomes Soares, da PUC-RJ, um dos coordenadores do projeto de desenvolvimento do Ginga, o consumidor "teria que comprar um demodulador ISDB e ligar no computador e na TV". Com isso, o PC funcionaria como um conversor. 

Além disso, a interatividade plena só será possível quando for definido o canal de retorno telefone, internet que será usado para enviar os dados às emissoras de televisão. Com informações do jornal Folha de S.Paulo

Transmissões da TV digital começam com modelo analógico

No último domingo (2), estreou no Brasil a transmissão digital dos sinais de televisão. Cercada de pompa por emissoras e governo federal, com direito a cerimônia com presença do Presidente da República transmitida em cadeia nacional, a novidade vem sendo apresentada como um novo momento na história da televisão, hoje presente em mais de 95% dos lares brasileiros.

“A TV ficará mais próxima do telespectador, oferecendo qualidade superior de imagem, maior número de canais, interação do público com a programação e transmissão perfeita para TVs, TVs em ônibus, trens e outros transportes coletivos”, afirmou Lula resumindo as pretensas funcionalidades da nova tecnologia. Para especialistas e estudiosos entrevistados pelo Observatório do Direito à Comunicação, no entanto, a TV digital que entrou no ar esta semana utiliza nova tecnologia, mas mantém o modelo analógico de existente atualmente.

O fato pode ser percebido justamente pelo não aproveitamento das possibilidades listadas pelo presidente. A primeira delas é a multiplicação do número de programações em até seis vezes. Embora Lula tenha manifestado na cerimônia a oportunidade de termos “vários canais”, citando como exemplo aqueles reservados aos ministérios da “educação, saúde e uma TV pública federal”, a transição deixará pouco espaço para novas programações. Isso por que foi dado às emissoras, para a transmissão em digital, o mesmo espaço que elas utilizam para a transmissão analógica, embora a nova tecnologia demande menos faixa de freqüência.

Esta decisão, aliada ao mau uso do espectro atualmente (com emissoras que não prestam um serviço público de qualidade mínima), resultou na sobra de poucos ou nenhum canal em grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro, impedindo a entrada de novos agentes na produção e difusão de conteúdo audiovisual. “Com o favorecimento aos operadores de TV, mantém-se, no mínimo, a concentração no setor, o que dificulta a democratização que a TV Digital poderia trazer com a entrada de novos atores, especialmente os não hegemônicos, locais e independentes”, lamenta o professor César Bolaño, pesquisador e autor de livro sobre o tema.

Interatividade?

Outro exemplo de potencialidade que está ausente nesta primeira fase da TV digital brasileira é a interatividade. Na cerimônia de lançamento em São Paulo, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, afirmou que “a população terá acesso a informações e serviços públicos, marcará consultas médicas, receberá e enviará informações pela TV”. Entretanto, estes serviços são uma aposta para o futuro e não uma realidade do presente. Os conversores (aparelhos que “lêem” o sinal digital para ser assistido pelo televisor analógico) colocados no mercado não possuem o software que realiza este tipo de operação.

Um problema adicional é que este programa, o middleware Ginga, seria a única tecnologia brasileira presente em todo o padrão digital utilizado no Brasil. No entanto, embora o ministro das comunicações, Hélio Costa, diga que há acordos em andamento para a inserção da inovação nos conversores, hoje não há qualquer previsão de quando isso será feito. Para Gustavo Gindre, pesquisador da UFRJ e integrante do Intervozes, o motivo da ausência de interatividade não é tecnológico, mas econômico.

“Não há interatividade porque os radiodifusores não querem. Primeiro, porque o cidadão que fizer uso destes serviços estará deixando de assistir a programação das emissoras. E isso representa perda de audiência e, portanto, de faturamento”. Além disso, acrescenta Gindre, “a interatividade demandaria um canal de retorno, possivelmente em banda larga, e tudo o que os radiodifusores não querem é ver alguém conectando uma banda larga na TV e implodindo com o controle que eles exercem sobre a televisão brasileira”.

Celso Schroeder, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), avalia que o resultado disso é um modelo “onde se tem a menor convergência possível, a menor possibilidade de intercâmbio entre as várias plataformas e entre os vários serviços possíveis de telecomunicação e comunicação”.

TV digital para ninguém

Os conversores não têm dado só o que falar na ausência de funcionalidades. A questão mais polêmica dos primeiros dias da TV digital tem sido o alto custo destas caixinhas, com preços variando entre 500 e R$ 1000. O valor tem afastado os telespectadores do usufruto da nova tecnologia, gerando o risco da televisão digital ser assistida por uma pequena elite de pessoas de alta renda.

Durante todo o período de preparação para o início das transmissões, o ministro das comunicações, Hélio Costa, prometeu reiteradamente que o conversor chegaria a R$ 200, o que não se confirmou. Em um gesto de desespero, Costa partiu para o ataque aos fabricantes afirmando que estes estariam boicotando a TV digital ao inflar os preços, uma vez que no Japão o conversor sai por volta de US$ 100.

A resposta concreta foi o anúncio de um programa de incentivos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no montante de R$ 1 bilhão que financiaria a compra do conversor no varejo. Reportagens recentes, entretanto, mostraram que estão sendo usados recursos de outro programa do banco destinado ao financiamento da aquisição de infra-estrutura de transmissão para as emissoras que estão migrando para o sistema digital.

Independente do volume e origem dos recursos, o que passa despercebido na cobertura sobre o caso é o gasto de dinheiro público (por meio destes financiamentos e da isenção fiscal para a indústria) para “correr atrás do prejuízo” e corrigir equívocos do próprio governo, que poderia ter dado ouvidos a especialistas e institutos de pesquisa que, à época da escolha da tecnologia a ser adotada pelo Brasil, já apontavam que o padrão japonês poderia gerar custos altos pelo fato da tecnologia carecer de escala, já que é utilizada somente naquele país. Além disso, outros componentes internacionais foram incorporados, tornando a tecnologia utilizada no SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital) uma composição única no mundo.

Para Gustavo Gindre, a decisão do governo é equivocada. “Graças ao dinheiro público, o governo ajudará na venda de aparelhos que não captam imagens em alta definição, que não têm interatividade e que serão utilizados para que o usuário assista a mesma programação disponível na TV analógica. Ou seja, o governo vai subsidiar a compra de seletores de canais. E quando, no futuro, houver interatividade, tais aparelhos terão que ser jogados no lixo”, critica.

O ministro Hélio Costa respondeu as críticas afirmando que “o conversor vai cair de preço vertiginosamente nos próximos meses”, apostando em um movimento dos fabricantes e no ganho de escala pelo aumento das compras. No entanto, pesquisa feita pelo Instituto Qualibest com 2 mil internautas mostrou que 44% dos entrevistados não pretendem comprar o conversor agora e vão esperar “o assunto amadurecer”. Outros 56% afirmaram só comprar se o preço chegasse aos R$ 200 reais. Apesar da curiosidade, não é possível assegurar que a parcela de maior renda da população – cujo papel na geração de escala e redução do seu preço é fundamental – irá comprar o conversor, uma vez que boa parte dela já dispõe do serviço de televisão por assinatura, com imagem igual ou melhor e maior oferta de canais.

Política industrial?

Se não conseguiu cumprir a promessa de ser ampla, inclusiva, ampliadora do número de canais e interativa, a TV digital brasileira tampouco está contribuindo para fortalecer uma política industrial da área de microeletrônica como anunciou a ministra Dilma Roussef na escolha da tecnologia nipônica em junho de 2006. Entre as contrapartidas dos japoneses estaria a construção de uma fábrica de semi-condutores no Brasil, a formação de mão-de-obra especializada e a transferência de tecnologia.

Em artigo publicado no sítio especializado TeleSíntese, a jornalista Lia Ribeiro resume o fato. “Da hipotética fábrica de difusão de semicondutores ao centro de desenvolvimento de design de chip, passando pela garantia de mercado a produtos fabricados aqui. Ao final das negociações, a montanha pariu um rato”, analisa. Já das inovações produzidas pelos consórcios que desenvolveram pesquisa para o Sistema Brasileiro de Televisão Digital em 2005, só o Ginga luta para ser incorporado aos conversores, em uma disputa de futuro incerto.

Democratização

Em meio aos debates e polêmicas tecnológicas, o professor César Bolaño afirma que o problema não está nem nos aparelhos nem nos programas, mas sob quais regras e com qual finalidade eles serão usados. “O problema não está na tecnologia. Vamos ao que interessa: como democratizar a televisão, abertura do espectro eletromagnético para a entrada de novos atores, especialmente os não hegemônicos, financiamento da produção independente, regional, comunitária e para TVs públicas, com desconcentração, promoção do conteúdo nacional e inclusão social e digital”, propõe.

Mas para isso é preciso superar a polêmica sobre o preço dos conversores para chegar ao debate que as emissoras de televisão não querem realizar: como organizar o modelo brasileiro para utilizar todas as potencialidades deste novo meio para a ampliar o número de fontes de informação e cultura, com um conteúdo interativo e conectado com os outros meios de comunicação neste irreversível processo de convergência tecnológica.

Democratização da comunicação é pauta do VI Congresso Nacional da Abraço

As discussões em torno de uma Conferência Nacional da Comunicação participativa fortalecem uma mobilização social necessária para mudanças nas políticas de comunicação. Os clamores contra a tentativa do Ministério das Comunicações em fazer um evento vertical e autoritário revelam como é inaceitável que um governo popular, democrático e socialista, como o do presidente Lula, continue relegando a gestão da comunicação aos setores mais retrógrados e tradicionalistas de sua composição política. Esses atores realizam, de um lado, uma prática fisiologista de distribuição de concessões, principalmente, de canais educativos e, de outro, uma propaganda governamental baseada no marketing persuasivo para a conquista do receptor/eleitor.

Essa conjuntura permeará os debates do VI Congresso Nacional da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), nos dia 14 a 17 de dezembro em Brasília. Conforme o relato de Heitor Reis, militante do movimento, as rádios comunitárias vivem o seguinte contexto: 

** Apenas 50% dos municípios brasileiros possuem uma rádio comunitária outorgada; 
** 20% dos municípios sequer tiveram um Aviso de Habilitação publicado; 
** A duração média do processo de outorga é de mais de quatro anos, existindo processos em andamento no Ministério das Comunicações desde 1998, sem conclusão; 
** Mais de quinze mil entidades tiveram seus processos de pedido de concessão de radiodifusão comunitária arquivados; 
** O setor de outorga do Ministério das Comunicações não cumpriu os acordos firmados diante da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 2005, quando se comprometeu a rever seus métodos e encaminhamentos diante da Comissão de Direitos Humanos da entidade e ainda inviabilizou o diálogo e o acompanhamento dos representantes das rádios comunitárias aos processos de concessão;  
** O "coronelismo eletrônico", segundo pesquisa dos professores Venício Lima e Cristiano Aguiar, atua fortemente em muitas emissoras comunitárias; 

** A repressão contra ativistas das rádios comunitária continua aliada à apreensão de equipamento, prisões e até óbitos de comunicadores populares.

Chega a hora de iniciar uma ruptura com essa situação tendo como suporte os movimentos sociais que clamam por um planejamento participativo nessas políticas.

A democratização da comunicação, pressuposto básico para a construção de uma sociedade justa e participativa, só é possível com suporte de uma mobilização popular. É necessário que todos os sujeitos sociais tenham meios para expressar-se, opinar e, assim, poder participar plenamente das decisões. Essa política necessita atuar em três níveis fundamentais: o controle público das mídias, o incentivo a meios de comunicação comunitários e alternativos e a formação de uma audiência crítica.

Concepção etnocêntrica de cultura

A sociedade civil organizada precisa exercer um controle público das mídias por meio da aplicação de uma legislação que impeça a formação de oligopólios e deve participar das decisões nos conselhos editoriais de cada veículo. Não se pode admitir que 80% da grande mídia brasileira esteja nas mãos de sete famílias que utilizam de todas as formas para burlar as restrições legais. Também urge combater a produção de conteúdo baseada somente nos interesses comerciais e nos acordos políticos de seus proprietários.

Uma política de incentivo a meios de comunicação comunitários possibilita o fortalecimento dos movimentos sociais e a produção de conteúdo pluralista que respeite a diversidade cultural. As rádios e televisões comunitárias, jornais de associações e sindicatos, os sites de organizações não governamentais e os blogs de ativistas sociais são espaços fundamentais para a construção de uma política que não restrinja a concepção etnocêntrica de cultura como artefatos intelectualizados e cientificistas. A intervenção governamental precisa não somente dotar de recursos tecnológicos esses sujeitos sociais, como promover sua competência técnica e cultural, respeitando a liberdade criativa.

Inclusão social e educação

A formação de uma audiência crítica é imprescindível para o exercício da cidadania. O "analfabetismo", na contemporaneidade, atinge não somente o domínio da escrita, mas também a falta de preparação para a leitura crítica das mídias audiovisuais e impressas. O receptor precisa ser capaz de perceber e questionar os interesses escamoteados nas notícias, os contra-valores dos programas de entretenimento e o insustentável incentivo ao consumismo da publicidade.

A preocupação com a democratização da comunicação atravessa os processos de construção de uma sociedade equânime e democrática. Aliada a políticas de inclusão social, de educação emancipadora e de cultura pluralista, cria condições de tornar a utopia da justiça social numa realidade.