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Em Campinas, Record exibe publicidade regional ilegalmente

Reproduzido da coluna Outro Canal, da Folha de S. Paulo

[Título original: Record dribla a legislação e exibe comercial proibido]

A Record está driblando a legislação e exibindo comerciais irregulares em Campinas (SP), um dos maiores mercados do país -representa 3% do potencial de consumo nacional.

A Record não tem geradora em Campinas. Sua outorga na cidade, o canal 2, é de retransmissora (RTV). Pela legislação, apenas geradoras podem exibir programas e anúncios. As retransmissoras só podem retransmitir os sinais que recebem das geradoras, sem adicionar programas ou comerciais.
As exceções são as retransmissoras da chamada Amazônia Legal, o que não é o caso de Campinas. Geradoras só são obtidas em licitações. Retransmissoras são simples cessões.

Procurada, a Record disse apenas que em Campinas retransmite o sinal gerado em São Paulo, sem inserções.

A Folha comparou intervalos da Record em São Paulo e em Campinas. Boa parte dos intervalos tem os mesmos anúncios até a metade. Depois, a ordem é diferente. E pelo menos um anúncio é local.

No último intervalo de "Poder Paralelo", anteontem, a Record exibiu em Campinas comercial dos supermercados Russi, que atua em Jundiaí e cidades vizinhas. Em "Ídolos", houve anúncio de um fast food no shopping Parque Dom Pedro, de Campinas.

Em seu site, a Record trata a retransmissora de Campinas como emissora. Há até tabela de preços para Campinas.

O Ministério das Comunicações disse desconhecer o caso. As penas pela irregularidade são advertência, multa, suspensão e até cassação da outorga da retransmissora. (Daniel Castro)

Sindicato dos Jornalista convoca ato contra oligopólio da RBS em SC

O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina realiza na quinta-feira (3) ato público de lançamento de um abaixo-assinado contra o oligopólio da mídia no estado. O documento apóia a Ação Civil Pública apresentada pelo procurador do Ministério Público Federal, Celso Três, contra o Grupo RBS.

Na ação, o procurador acusa a RBS de oligopolização no setor das comunicações em Santa Catarina, o que é vedado pela Constituição. O procurador comprova o controle direto e indireto de um número superior ao permitido por lei de emissoras de rádio e TV, além de controle absoluto da circulação de jornais diários no estado. A ação também questiona o papel do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da União, que deveriam evitar a concentração de propriedade.

O ato deve ocorrer em várias cidades catarinenses. Em Florianópolis, a concentração será na Esquina Democrática (Calçadão da Felipe Schmidt), a partir das 11h.

O abaixo-assinado será anexado à Ação Civil Pública.

Aneel publica a portaria que regulamenta o uso do PLC

Reproduzido do Telecom Online

A portaria que regulamenta o uso da tecnologia PLC (Power Line Communication) foi publicada nesta sexta-feira, 28, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O documento detalha como deve se dar as relações contratuais entre a concessionária de energia elétrica e a empresa que explorará a transmissão de sinais pela rede. Entre os artigos, está aquele que impõe ao prestador de serviço de PLC todos os custos decorrentes dos trabalhos de modificação ou adaptação das instalações da distribuidora. A manutenção das instalações, no entanto, fica sob controle e gestão da distribuidora.

As distribuidoras não poderão explorar comercialmente o serviço, mas podem fazer uso dele de forma privada ou em projetos de inclusão social. A Aneel determinou que a relação comercial entre a distribuidora e a prestadora de serviço de PLC seja negociada livremente entre as partes, mas a agência quer assegurar mecanismos de fiscalização. Para isso, estabeleceu que a distribuidora deve manter as solicitações de uso da sua infraestrutura, assim como as justificativas das negativas ao pedido, em registro eletrônico e/ou impresso, de forma organizada e auditável, pelo período mínimo de cinco anos. A distribuidora somente poderá negar a solicitação devido à limitação na capacidade, segurança, confiabilidade ou violação de requisitos de engenharia. (Da redação)

Fiocruz faz debate sobre Confecom; assista agora pela internet

“Conferência Nacional de Comunicação, o que a saúde tem a ver com isso?” é o tema do debate que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realiza hoje (31), no auditório do Museu da Vida no Rio de Janeiro. O evento pretende mostrar a importância da realização da Confecom também para as discussões que são feitas na área da saúde.

O debate está sendo transmitido ao vivo através do serviço de IPTV da Fiocruz. Clique aqui.

A Fiocruz também criou um blog sobre a Conferência Nacional de Comunicação. O objetivo é informar sobre a 1ª Conferência Nacional de Comunicação, sensibilizar para a importância deste tema na atualidade e mobilizar os diversos atores do campo da saúde para debater as demandas deste campo para a Confecom.

O blog serve também para debater e organizar as propostas que relacionam saúde e comunicação e que poderão ser levadas para as etapas municipais, estaduais e nacional da Confecom.

Teles propõem meta de 75% de penetração de banda larga até 2014

Reproduzido do TeleTime News
 
A associação Telebrasil, que congrega as empresas de telecomunicações, finalizou o seu 53º Painel Telebrasil com a Carta do Guarujá. O documento propõe, em linha com o trabalho que está sendo desenvolvido pelo governo, um Plano Nacional de Banda Larga com uma ambiciosa meta para o país: chegar ao ano de 2014 com 75% de penetração, ou 150 milhões de usuários, e que se desenvolvam e implementem soluções para a produção e entrega de serviços do Estado à sociedade.
 
Para isso, o setor pede políticas públicas que busquem a desoneração tributária; a redefinição de competências federais, estaduais e municipais na implantação de infraestrutura; a adequação de regras de custos de direitos de passagem; a alocação de novas faixas de freqüência de forma a "não prejudicar concorrentes estabelecidos em condições mais onerosas"; a oferta de novas outorgas para a prestação de serviços com a eliminação das restrições de acesso ou origem de capital. A carta destaca que "tanto o 'Plano Nacional de Banda Larga' como as políticas públicas e as metas dele decorrentes devem ser resultado de diálogo amplo, franco, respeitoso e urgente entre os responsáveis por sua formulação e os agentes privados que as implementarão", deixando claro o recado de que a intervenção estatal não deve se dar no plano da execução, segundo a vontade das empresas. A íntegra da carta está disponível para download na homepage do site TeleTime. (Samuel Possebon)