Fórum SBTVD decide criar dois tipos de ‘perfil’ para TV Digital interativa

Roproduzido de IDG Now

Ainda não há prazo para a conclusão do trabalho de definição dos recursos disponíveis em cada perfil. Mas o Conselho do Fórum SBTVD tem pressa.

O consumidor terá dois perfis de interatividade na TV Digital. Foi o que definiu nesta segunda-feira (9/11),  o Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (Fórum SBTVD), durante reunião do seu Conselho Deliberativo. O "Perfil 1" contará com recursos mais simples, já o "Perfil 2" irá operar com soluções mais avançadas.

A decisão foi tomada em meio a debates sobre a inclusão da versão 2.1 do JMF na norma Ginga-J, aprovada em consulta pública relizada no meio do ano pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, e que não chegou a ser publicada por conta desse impasse  técnico.

Os trabalhos para definição dos recursos que integrarão cada perfil interativo começam já, segundo a assessoria do Fórum SBTVD, mas ainda não há um prazo para conclusão. O objetivo do Conselho é manter "a celeridade e o comprometimento com que sempre foi realizado o trabalho do Fórum", para que não haja atraso ainda maior na chegada da interatividade ao mercado.

Alguns fabricantes tinham planos de lançar conversores interativos ainda este ano, para o Natal. Segundo a assessoria do Fórum SBTVD, nada os impede de fazê-lo, desde que em conformidade com a norma Ginga-NCL, já publicada pela ABNT.

(Juliano Moreira)

Indicadores do direito à comunicação é tema de discussão na UNB

O Seminário A Construção de Indicadores do Direito à Comunicação no Brasil será realizado amanhã (11), na UNB. O evento é uma parceria entre o Laboratório de Políticas de Comunicação (LaPCom) da UnB, a UNESCO, o Coletivo Intervozes e o Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NETCCON.UFRJ). O debate dá continuidade ao trabalho iniciado em setembro, buscando socializar propostas para a criação de instrumentos que avaliem a efetivação do direito à comunicação.

Os organizadores do evento criaram um site com as propostas existentes (http://sites.google.com/site/direitoacomunicacaoindicadores). “A idéia é que as pessoas tomem ciência do conteúdo desses documentos antes do seminário e possam ter melhores condições de apresentar contribuições durante o evento”, acredita Bia Barbosa, integrante do Coletivo Intervozes.

CONFECOM e o Direito à Comunicação. Os seminários acontecem em período próximo às etapas preparatórias para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Na opinião dos organizadores um assunto se beneficia com o outro. “É interessante estas discussões em paralelo porque se prestarmos atenção estamos falando sobre o que importa para construir a democracia”, entende Evandro Ouriques, coordenador do NETCCON.UFRJ.

“Na discussão dos Indicadores, podemos identificar problemas na mídia brasileira cujas soluções podem ser apresentadas como propostas de políticas públicas na Confecom”, argumenta Bia.

Mais informações sobre o tema:
http://sites.google.com/site/direitoacomunicacaoindicadores  
ou pelo e-mail: indicadorescomunicacao@gmail.com  
e tel: (61) 9999-3534

(Com informações da Assessoria de Comunicação)

Murdoch quer restringir acesso gratúito à notícias do seu grupo

[Título original:Murdoch quer afastar Google de seus jornais]

Reproduzido da Meio e Mensagem News

Os internautas que buscam trechos de reportagens, informações ou qualquer conteúdo que tenha sido publicado nos jornais "Wall Street Journal" e "New York Post" através do Google talvez tenham que abandonar esse hábito em pouco tempo.

O empresário Rupert Murdoch, proprietário do conglomerado de mídia News Corp., informou que estuda a ideia de bloquear a indexação das páginas de suas publicações no Google e em outros sites de busca. Defensor da postura de que o caminho para a sobrevivência dos meios de comunicação está na cobrança pelo conteúdo online, Murdoch afirmou que pretende aliar o bloqueio dos seus jornais e revistas na web a partir do momento em que o News. Corp dar início ao sistema de cobrança pelo seu conteúdo digital. Embora tenha declarado sua ideia, Murdoch não detalhou quando pretende colocar em prática essas estragégias.

Há alguns meses, o empresário vem divulgando suas pretensões para com seu grupo de mídia e ressaltou que planeja seguir o modelo de cobrança de assinaturas online atualmente adotado no Wall Street Journal. A respeito do assunto, Murdoch também afirmou, em entrevista concedida ao canal de TV Sky News Australia, considerar que os sites, buscadores e demais plataformas que aproveitam o conteúdo publicado pelos jornais e o divulgam via internet estão "roubando" as reportagens produzidas pela News Corp.

(Da Redação com informações da Folha de S.Paulo)

Senador gasta verba indenizatória com suas rádios

O senador Osvaldo Sobrinho (PTB-MT) destinou mais de 80% da verba indenizatória no Senado para divulgar seu mandato em rádios de sua propriedade. Dos R$ 14.773,22 utilizados por ele no mês passado, R$ 12 mil foram para pagar divulgação de suas atividades em três emissoras do Grupo Osvaldo Sobrinho.

Suplente do senador Jayme Campos (DEM-MT), que está licenciado para tratar de assuntos particulares, Osvaldo é proprietário da Rádio Meridional FM de Sinop, da Rede Meridional de Radiodifusão e da Rádio Meridional AM de Sinop, que compõem o grupo que leva seu nome. Cada uma delas recebeu R$ 4 mil da verba, de acordo com informações disponíveis na página do Senado na internet. O caso foi revelado pela repórter Ana Rosa Fagundes, do Diário de Cuiabá.

O senador, que assumiu a vaga por 120 dias no início de setembro, também gastou R$ 2,7 mil em locomoção, hospedagem, alimentação, combustível e lubrificantes. Desses, R$ 1,4 mil foram gastos no Serras Hotel e Restaurante. Ele também gastou R$ 500 no Hotel Paiaguas, além de R$ 264 no Ucayali Hotéis e Turismo. Esta é a primeira prestação de contas do parlamentar.

O Congresso em Foco entrou em contato com a assessoria do senador para comentar o uso de sua verba indenizatória. O gabinete informou que Osvaldo Sobrinho estava incomunicável e não poderia falar sobre o assunto.

A verba indenizatória é um benefício de R$ 15 mensais que os parlamentares têm para ressarcir despesas com combustível, locomoção (diárias e refeições, por exemplo), divulgação do mandato, consultorias, aluguel de escritórios políticos, material de expediente, serviços de segurança e assinatura de publicações, TVs a cabo, internet e programas de computador.

Caso Edmar

No primeiro semestre deste ano, o deputado Edmar Moreira (PR-MG) respondeu a processo no Conselho de Ética da Câmara, acusado de ter usado parte da verba indenizatória com suas próprias empresas de segurança.

Em fevereiro deste ano o Congresso em Foco revelou que o então novo corregedor da Casa era o campeão em uso da verba com segurança privada no atual mandato (leia mais). Somadas, as despesas chegavam a R$ 236 mil. As empresas beneficiadas eram de propriedade de sua família, conforme apontaram as investigações no Conselho de Ética.

“A aplicação de verba indenizatória pelo representado no pagamento de serviços de segurança supostamente prestados por empresa de sua propriedade violou os princípios constitucionais da legalidade, moralidade e impessoalidade", afirmou o relator, Nazareno Fonteles (PT-PI), no relatório que pedia a cassação do mandato do colega. O relatório, no entanto, acabou derrubado, por nove votos a quatro. E Edmar, absolvido.

Como desdobramento do caso, a Câmara decidiu proibir que os deputados gastassem recursos da verba indenizatória em empresas próprias ou de familiares. Os parlamentares alegavam que a regra então em vigor não era clara sobre o assunto e que, por isso, vários deles abasteciam os veículos utilizados pelo mandato em postos de combustíveis de sua propriedade, por exemplo.

Pouco espaço para debates marca etapa estadual do Rio de Janeiro

Terminou no domingo (1/11), a 1ª Conferência Estadual de Comunicação do Rio de Janeiro (Conecom). Com mais de 500 participantes, entre delegados, observadores e convidados, o espaço foi o primeiro grande teste para a Confecom. Sem caráter deliberativo, por orientação da Comissão Organizadora Nacional (CON), os presentes apenas indicaram propostas e elegeram delegados para a etapa nacional

A abertura da 1ª Conecom (30/10) já expressava o grau de relevância que o debate da comunicação tem para o Poder Executivo estadual. Sem a presença, antes confirmada, do jornalista e governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), a cerimônia oficial contou com poucas e rápidas falas. Coube ao movimento social organizar uma reunião extraordinária para discutir o regimento, as propostas de sistematização dos Grupos de Trabalho (GTs) e a eleição de delegados. Participaram, também, o presidente da Comissão Organizadora Nacional, Marcelo Bechara, e a deputada federal Cida Diogo (PT-RJ).

Pouco espaço para debate

A tarde do segundo dia (31/11) estava reservada para o debate nos grupos de trabalho pelos três eixos: produção de conteúdo; meios de distribuição; e cidadania. Contudo, o debate e a votação do regimento da conferência acabou se estendendo para além do previsto, o que fez toda a programação atrasar. Com isso, o tempo destinado às discussões nos GT's teve de ser dividido com as palestras, já programadas, do professor da Escola de Comunicação da UFRJ, Marcos Dantas, do superintendente-executivo da Telebrasil (entidade que representa as empresas de telecomunicações), Cesar Rômulo Silveira Neto, e de Marcelo Bechara, respectivamente pela sociedade civil, empresariado e poder público.

O tempo apertado e o grande número de pessoas por grupo de trabalho – cerca de 200 – acabaram dificultando os debates sobre as propostas. Além disso, o fato de a etapa estadual não votar as proposições apresentadas pelos participantes esvaziou o peso político dos trabalhos dos GT's.

Durante o debate sobre o regimento interno, foi aprovada a aferição da votação das propostas nos GTs e na plenária final. A proposta foi defendida por setores da sociedade civil não-empresarial preocupadas em pelo menos indicar o apoio obtido por cada uma das propostas em cada segmento representado na conferência.

Porém, como as discussões nos grupos de trabalho ocorreram de forma conjunta e com reduzido tempo para sistematização, todas as propostas seguiram para plenário. Ao final, o conjunto dos encaminhamentos dos GTs foi remetido para a CON, sem a aferição por segmento.

Outro problema apontado pelos presentes foi a falta de infraestrutura. O governo do estado havia prometido R$ 100 mil para a realização da etapa fluminense, porém a mesma não contou com transmissão pela internet, transporte e hospedagem. A participação de muitos delegados do interior foi impossibilitada por conta destas falhas na organização. Boa parte deles teve de contar com o apoio de entidades da sociedade civil para viajarem à capital.

Moções aprovadas

No último dia (1/11), diversas moções foram aprovadas pelos participantes. Uma boa parte dos textos propostos, entretanto, não chegou a ser discutida em plenário pois não conseguiram a assinatura de, pelo menos, 30% dos delegados presentes.

Uma das moções aprovadas, proposta pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, repudia a renovação automática das outorgas de rádio e TV. O assessor jurídico do Ministério das Comunicações e presidente da CON, Marcelo Bechara, contestou o caráter do texto, argumentando se tratar de uma proposta. Os autores da moção reafirmaram o Congresso Nacional e o próprio Minicom como destinatários do protesto e a moção foi aprovada.

Também foi aprovada uma moção de apoio às TVs comunitárias dos municípios de Niterói e São Gonçalo, cujos diretores participaram da Conferência.

Sociedade civil não-empresarial elegeu 56 delegados

A Conferência Estadual do Rio de Janeiro elegeu 126 delegados para a etapa nacional, sendo 56 representantes da sociedade civil não empresarial. A Conferência Nacional (Confecom) será realizada entre os dias 14 e 17 de dezembro de 2009, em Brasília.

A Comissão Rio Pró Conferência indicou uma lista de observadores para a Confecom. A escolha baseou-se em critérios como participação nas regionais, presença em reuniões importantes e contribuição para a organização do segmento.

Os movimentos sociais pretendem realizar um seminário para preparar os delegados eleitos e observadores. Já há um indicativo de que o mesmo seja sediado na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói.

Movimentos sociais divididos

O segmento da sociedade civil não empresarial esteve dividido durante a Conecom. As reuniões do setor durante a conferência e a indicação de delegados para a etapa nacional não aconteceram de forma unificada.

Divergências quanto a um processo judicial questionando a validade das eleições da TV Comunitária do Rio levaram um grupo de entidades a se reunir no Sindicato dos Correios em paralelo aos encontros da Comissão Rio Pró Conferência, que tinham o Clube de Engenharia como base. Após conversas entres representantes dos dois espaços, os fóruns foram novamente unificados.

Contudo, por conta de discordâncias quanto à divisão das vagas da sociedade civil não empresarial nas Comissões Organizadoras das conferências da capital e estadual, os movimentos sociais voltaram a se organizar em campos separados.

Para a etapa nacional, a Comissão Rio Pró Conferência elegeu 32 delegados, e o fórum do Sindicato dos Correios, 24.

Histórico Pró Conferência no RJ

Desde janeiro de 2008, diversos grupos ligados ao movimento pela democratização da comunicação passaram a se reunir para cobrar a convocação da Confecom , somando inicialmente um total de 34 entidades. Além da capital, no mesmo mês foi criada, em Volta Redonda, a Comissão Pró Conferência Regional do Sul Fluminense.

Ainda em 2008, a Assembleia Legislativa (Alerj) realizou uma audiência pública, em 17 de outubro , convocada pelo deputado estadual Gilberto Palmares (PT)  Em 8 de novembro, a Comissão Rio Pró Conferência organizou um seminário , reunindo uma centena de ativistas da área. Neste encontro, foi lançada a “Carta do Rio” , documento com as propostas do movimento social para a Confecom. Em 2009, o grupo foi responsável por audiências, atos públicos, manifestações culturais e debates em diversos municípios do estado.

Ao todo, oito regiões realizaram conferências: Sul Fluminense, Costa Verde, Baixada, Serrana, Lagos, Leste Fluminense, Norte Fluminense, além da capital. A Comissão Rio Pró Conferência permanece se reunindo semanalmente e mantém um site (www.rioproconferencia.com.br) e um blog (www.rioproconferencia.blogspot.com).