Assista ao vivo e participe do Seminário EBC EM CONSTRUÇÃO

Da Redação

A Embresa Brasil de Comunicação (EBC) realiza hoje (02), em Brasília, o seminário EBC EM CONSTRUÇÃO para debater os dois anos de vida da empresa e pensar nos caminhos que devem ser trilhados pelo sistema público de comunicação brasileiro.

O encontro conta com um espaço virtual na página da empresa que está aberto a participação do público, que também pode acompanhar o evento ao vivo .

O blog www.ebc.com.br/emconstrucao disponibiliza também textos, vídeos e outras informações relativas à construção da EBC e do Sistema Público de Comunicação.

Um dos objetivos do encontro é saber o que pensam os cidadãos brasileiros – telespectadores, ouvintes e internautas conectados com a comunicação pública no Brasil.

Ministério revê portaria sobre audiodescrição

Na novela em que se transformou a implementação da audiodescrição, o Ministério das Comunicações adicionou mais um capítulo: abriu pela quarta vez uma consulta pública sobre o recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual em cinema, teatro e programas de televisão. Dessa vez, a consulta é para mudar a definição de audiodescrição e, mais uma vez, retardar o início da sua implementação na TV. Além disso, a nova proposta posta em consulta pelo ministério diminui as horas de programação acessível em relação ao que estava previsto na primeira versão da norma. Depois do prazo de 11 anos, as emissoras terão de oferecer 24 horas semanais de conteúdo audiodescrito. Na versão original, em 10 anos, as TVs teriam de ter 100% da programação acessível.

"A minuta também propõe desobrigar a audiodescrição na TV analógica. Com isso, o ministério obriga as pessoas com deficiência a adquirirem televisores digitais que, pelos padrões de renda brasileiros, estão com preços proibitivos para 90% da população", denuncia Paulo Romeu Filho, deficiente visual, analista de sistemas que assessorou a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) na definição da norma sobre acessibilidade. Participante de vários grupos de discussão na internet específico de pessoas com deficiência, Paulo relata que a indignação nestes espaços é geral. "Não é possível que, depois de tantas consultas, audiências, reuniões técnicas, o ministério ainda precise de 2 meses para receber novas contribuições. Só podemos pensar que trata-se de uma protelação para empurrar o assunto com a barriga até março do próximo ano, para que algum técnico sem força política que assumirá o ministério para cumprir tabela até o final do mandato do presidente Lula fique com o mico.”

Em reportagem publicada em 3 de novembro, o Observatório registrou o descontentamento de pessoas com deficiência e militantes pela inclusão com a falta de vontade por parte do governo, que, além de não cobrar que as TVs cumpram o regulamento, segue protelando a vigência total da portaria que estabelece as regras para a acessibilidade na televisão. A indignação ainda era alimentada pelo fato de que a última consulta realizada pelo ministério – depois de ter ampliado por duas vezes o prazo para adaptação das empresas aos requisitos da audiodescrição – não era acessível a pessoas com deficiência visual, impossibilitando que esse grupo interessado pudesse se manifestar via web. Esta consulta foi encerrada dia 28 de outubro.

Em 2005, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou uma norma de acessibilidade na TV, que informava como fazer legendas para as pessoas surdas e a audiodescrição para as pessoas cegas. A Norma Complementar 1/2006 tornou a audiodescrição obrigatória na TV. Ao fim do prazo de dois anos previstos por esta norma para a implementação do recurso, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) e a Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra) manifestaram-se ao ministério dizendo que não teriam tempo para implantar a tecnologia.

Assim, o Minicom deu novo prazo de 30 dias, que depois foi estendido por outros 90. Ao fim deste prazo, o ministério colocou o texto da norma pela segunda vez em consulta pública, sem acessibilidade para pessoas com deficiência visual. À época, em entrevista a este Observatório, Paulo Romeu classificou a nova consulta como “totalmente inútil”.

Diário Oficial

Segundo o site do Ministério das Comunicações, a portaria publicada pelo Diário Oficial da União de sexta-feira (27), coloca em consulta a minuta de uma nova portaria, que altera o texto da norma sobre audiodescrição. O subitem 3.3 passa a definir audiodescrição como "a narração, em língua portuguesa, integrada a o som original da obra audiovisual, contendo descrições de sons e elementos visuais e quaisquer informações adicionais que sejam relevantes para possibilitar a melhor compreensão desta por pessoas com deficiência visual e intelectual".

Já o item 7 aponta os prazos para que a audiodescrição entre em vigor, propondo um cronograma no qual as emissoras que já estão transmitindo em sistema digital têm 12 meses, a partir de 1º de julho de 2010, para começar a fazer a audiodescrição. Inicialmente, pela proposta, as emissoras teriam que transmitir no mínimo duas horas semanais de programação audiodescrita. Esse tempo vai aumentando gradativamente, até a obrigação de transmitir 24 horas semanais de conteúdo audiodescrito no prazo de 11 anos.

As emissoras que ainda não transmitem em sinal digital terão o mesmo prazo para adaptação, mas este será contado a partir da autorização para operação no novo sistema.

Na proposta original da Portaria 310/2006, a veiculação inicial seria de duas horas diárias, no mínimo, depois de vinte e quatro meses ou dois anos de carência para preparação das emissoras. A acessibilidade aumentaria gradualmente, e ao fim de 10 anos, a programação seria 100% acessível. Comparativamente, a nova proposta é bem mais limitada, já que ao final de 11 anos a quantidade satisfatória de programação acessível é de 24 horas semanais. Essa medida vai contra os interesses de 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial.

Resultados da conferência de comunicação são tema de audiência pública em Niterói

Na próxima terça-feira, dia 8 de dezembro, às 19h, a Câmara deVereadores de Niterói promoverá audiência pública para discutir as propostas de políticas locais aprovadas na Conferência Municipal de Comunicação Social. No rol de propostas, estão a criação do Conselho Municipal de Comunicação e a implementação do Fundo Municipal de Comunicação Social.

Conferência de Comunicação de Niterói, realizada em agosto na Universidade Federal Fluminense (UFF), contou com a participação de mais de 200 pessoas, entre representantes da Prefeitura, da Câmara dosVereadores, empresas jornalísticas, provedores de internet, sindicatos de trabalhadores, universidades, associações de moradores, diretórios acadêmicos e diversas outras instituições da sociedade civil. Apoio a rádios e TVs comunitárias, novos critérios para distribuição de verbas públicas, reformulação da TV Câmara, abrindo espaço para os movimentos sociais, são outros pontos aprovados na Conferência. Agora, todos serão levados aos vereadores da cidade para análise, com o objetivo de transformá-los em leis municipais.

Inscrições para 130 observadores livres a partir do dia 3

Reproduzido da Assessoria de Imprensa – 1ª Confecom

A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (1ª Confecom) acolherá observadores da sociedade civil que queiram participar da plenária nacional, que será realizada em Brasília entre 14 e 17 de dezembro. A partir das 12h (horário de Brasília) da próxima quinta-feira, dia 3, serão abertas as inscrições para 130 “observadores livres” no site oficial da conferência na internet (confecom).

O critério de seleção será a ordem de chegada – os primeiros 130 internautas que finalizarem a inscrição estarão dentro da 1ª Confecom. Além dos delegados, o evento, que pela primeira vez discutira a comunicação no Brasil, contará com a participação de convidados especiais, palestrantes e observadores. Do total de 350 observadores, 220 serão indicados pelos três setores que participam da conferência (movimentos sociais, empresários e poder público), e 130 vagas foram destinadas à participação da sociedade através de inscrições pela internet.

Vale lembrar que os “observadores livres” somente poderão acompanhar as plenárias, sem acesso aos grupos de trabalho (onde os temas serão tratados em profundidade antes da votação). Eles também não terão direito a voz. Os custos com viagem, estadia e alimentação serão de inteira responsabilidade dos participantes.

PL 29: Globo volta a pressionar contra cotas de conteúdo nacional

Reproduzido de TeleSíntese News

A aprovação do projeto de lei 29, que cria novas regras para a TV por assinatura, pela comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, está por um fio. As organizações Globo não querem mais apenas diminuir o poder da Ancine e resolveram se insurgir também contra o produtor independente e as cotas de conteúdo nacional estabelecidas pelo relator do projeto, deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB/CE). Os executivos da empresa têm procurado os deputados da comissão argumentando que, do jeito como está formulado o projeto, o modelo de negócios do grupo ficaria comprometido e isso, argumentam, a emissora não poderia aceitar.

A Globo quer simplesmente a eliminação de todo o artigo 17 do projeto. Este artigo estabelece que, a cada três canais de espaço qualificado oferecido ao assinante, um canal tem que ser nacional, onde pelo menos 1/3 de cada um deles deve ser preenchido por produção independente. Os canais qualificados são os de filmes, novelas, programas de auditório, etc. Além de não aceitar a cota de três para um, a emissora alega que a produtora independente é uma novidade criada pelo atual relator do projeto, visto que nem a proposta do deputado Jorge Bittar (PT/RJ)- quem criou as cotas para o audiovisual nacional- previa a participação de produção independente nos pacotes das TVs pagas.

(Miriam Aquino)