Cresce o número de denúncias de pornografia infantil

Reproduzido da Folha de Pernambuco

 

Relatório apresentado pela organização não-governamental SaferNet – responsável pela Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos – revelou que só este ano foram recebidas mais de 35 mil denúncias de pornografia infantil, o que implica em uma média de 500 denúncias por dia.

No ano passado, foram 267.089 denúncias de imagens pornográficas envolvendo criança e adolescente, o dobro do que em 2006. O aumento não tem um único fator, mas razões como o crescimento da base de usuários de internet no Brasil que, hoje, passa de 40 milhões e cresce a 20% ao ano. A lei atual tipifica como crime apenas os atos de produzir e passar as imagens com pornografia infantil adiante, na forma de divulgação, venda ou apresentação.

 

(Da Redação) 

Nem concorrência nem submissão

A televisão pública, diga-se com clareza, ainda não existe no Brasil. Emissoras independentes do mercado e dos governos de plantão, mantidas e controladas pela sociedade, são, por enquanto, sonhos, promessas ou, na melhor das hipóteses, projetos em construção. Obra que vem se erguendo aos poucos, de várias formas. Essa heterogeneidade pode ser virtude, mas dá margem a incompreensões, que convém aclarar.

A TV Cultura e a TV Brasil, as duas maiores emissoras oriundas de um modelo educativo-estatal em transição para o modelo cultural-público, padecem no momento com um desses mal-entendidos. Numa lógica de telenovela, comentários de formadores de opinião e reportagens de imprensa têm colocado a emissora paulista no papel de "vilã", ao cobrar de outras estações pelo direito de retransmitirem seus programas, enquanto a TV Brasil desempenha o papel de "boazinha", por oferecer "de graça" toda a sua programação.

Há dois anos, o Senado aprovou a criação da Empresa Brasil de Comunicação, a quem cabe criar a Rede Nacional de Comunicação Pública. Seus recursos, assegurados pelo Orçamento da União, permitem sustentar a oferta graciosa de conteúdos e até o financiamento da modernização ou projetos de produção das afiliadas.

Já a TV Cultura surgiu há 40 anos, para oferecer aos contribuintes paulistas (que a financiam) educação, cultura, informação e formação crítica para o exercício da cidadania, sob a fiscalização de um Conselho Curador, democrático e plural. Depois de alcançar todo o estado de São Paulo, passou a disponibilizar seu conteúdo pelo satélite, cobrindo todo o país. E, por anos a fio, ofereceu a outras emissoras toda a sua programação – sem ônus para elas, mas também sem qualquer contrapartida para si.

O surgimento da EBC impôs uma mudança de rumo nessa política. A atitude paternalista vem sendo substituída por acordos pontuais e flexíveis com emissoras educativas ou comerciais, em pacotes ajustados às necessidades de cada uma, sem interesse, obrigação ou ônus da Cultura em ser "cabeça de rede".

Se o estado de São Paulo investe mais de R$ 80 milhões/ano, com esforço, para produzir ou comprar os programas exibidos por sua TV pública, por que outros estados, interessados nesses programas, devem recebê-los graciosamente? Por que não ajudam a custeá-los, na medida de suas possibilidades?


Contrato de retransmissão

Recentemente, a Rede Minas adquiriu um pacote anual de dez programas da TV Cultura pelo valor mensal equivalente ao custo de produção de um único episódio de um desses produtos. Negociações semelhantes acontecem com as TVs Educativas do Rio Grande do Sul e do Paraná, a TV Brasil Central (GO) e outras emissoras.

A TV Cultura não integra a rede liderada pela TV Brasil, mas rejeita a condição de concorrente. Tanto que, na cidade de São Paulo, os transmissores da TV Brasil estão sediados na torre da Cultura, por um acordo em que ninguém saiu perdendo.

Quatro de nossos melhores programas – Roda Viva, Viola Minha Viola, Cocoricó e Vila Sésamo – são exibidos há quase dois anos pela emissora federal e afiliadas, com base num contrato de retransmissão que aporta recursos importantes para sua própria manutenção e aperfeiçoamento. Outros programas estão sendo negociados e já há co-produções em andamento. O primeiro é Almanaque Brasil, em pré-produção.

Governo vs. oposição não interessa a ninguém

Em 2007, quando a TV Brasil começou a operar, as emissoras que hoje integram sua rede exibiam uma programação composta majoritariamente por produtos oferecidos pela TV Cultura (49%) e pela TVE do Rio (31%), cabendo à produção local os 20% restantes. Hoje, 68% da programação exibida nas mesmas emissoras são gerados pela TV Brasil, 14% pela TV Cultura e 18% são de produção local. Os dados são de setembro de 2009, os mais recentes disponíveis.

Sem subordinação nem concorrência, a TV Cultura continua aberta à cooperação com todas as emissoras públicas brasileiras, como já faz com suas congêneres de Angola, Argentina, Cabo Verde, Colômbia, Coreia do Sul, Costa Rica, Chile, Equador, Espanha, Grã-Bretanha, Guiné-Bissau, Macau, México, Moçambique, Panamá, Peru, Porto Rico, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Uruguai e Venezuela -em muitos casos, por meio de programas idealizados pelo Ministério da Cultura.

Transpor a lógica partidária, governo versus oposição, para o campo da TV pública não interessa a ninguém. A partidarização desse campo certamente não ajuda a lavrá-lo melhor.

Projeto susta restrição a propaganda de medicamento

Reproduzido da Agência Câmara

 

A Câmara analisa o Projeto de Decreto Legislativo 1650/09 , do deputado Milton Monti (PR-SP), que susta resolução editada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que limita a propaganda de medicamentos (RDC 96/08).

O deputado lembra que a Advocacia Geral da União (AGU) emitiu parecer considerando inconstitucional a resolução da agência. "A competência para legislar sobre publicidade é privativa do Congresso Nacional", ressalta Monti.

O projeto será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ir ao Plenário.

 

(Rodrigo Bittar)

Brasil tem 25 milhões de internautas

Reproduzido do TeleTime News

 

54% da população brasileira acessa a Internet. A informação faz parte da 21ª edição da pesquisa Internet Pop, realizada pelo Ibope Mídia para aferir os hábitos de uso de Internet dos brasileiros. Segundo o levantamento, 25 milhões de brasileiros costumam conectar-se à rede, ainda que de vez em quando. Isso representa um aumento de 5 pontos percentuais em relação à base de 2008, quando esse percentual foi de 49%.

Entre as pessoas que acessam a web por meio de outros equipamentos que não o computador, 66% o fazem pelo celular, 21% pelo smartphone com tecnologia de terceira geração (3G), 9% por computador de mão (palm top) e 3% por smartphone sem tecnologia 3G. Dentre estas pessoas, 25% acessam a Internet diariamente. Os dados foram aferidos em onze capitais do País, além de Campinas e Florianópolis, a partir de mais de 17 mil entrevistas com a população acima de 10 anos.

 

(Da Redação)

Band e Globo têm assento privilegiado no transporte público de São Paulo

Quem já usou transporte público na cidade de São Paulo já deve ter percebido em alguns ônibus dois monitores de TV suspensos na parte esquerda dos veículos – antes e depois da catraca. O "projeto" das TVs móveis existe desde 2007 e, atualmente, em um universo de 15 mil veículos municipais, 985 transmitem para os passageiros o conteúdo centralizado por três empresas: a Bus Mídia TV, a BusTV e a TVO.

Duas delas estão ligadas a grandes grupos de comunicação: a TVO faz parte do Band Outernet (pertencente ao grupo Bandeirantes), e a Bus Mídia transmite conteúdo da Rede Globo, “de qualidade reconhecida no Brasil e no mundo”, avisa o site da empresa. A primeira opera em mais de 300 veículos, enquanto a segunda, em 500. Isso confere aos dois grupos de radiodifusão citados mais de 80% de participação neste novo mercado.

O conteúdo global da Bus Mídia é composto por resumo das novelas da emissora; e matérias do Fantástico, Jornal Nacional, Globo Repórter, “dentre outros programas de grande credibilidade”, acrescenta o site. A TV da Band, no entanto, passa conteúdo específico para essa mídia: “temos diferenças de público e hábitos em cada um dos modais do transporte urbano. Estas diferenças são consideradas na criação dos conteúdos”, diz Fábio Ribeiro, diretor da TVO.

A exibição da TVO é feita em programas de 1 hora que se repetem, com 18 minutos de publicidade, 18 minutos para informações da SPTrans (empresa que gerencia o serviço) e 24 minutos de informações e entretenimento.

Negócios

A mídia móvel tem sido anunciada como um espaço publicitário exclusivo: “Em meio a essa programação [TV Globo], são comercializados espaços publicitários nos quais o anunciante é visualizado por mais de 7 milhões de passageiros por mês na cidade de São Paulo, com grandes diferenciais: em um momento de mínima dispersão; em uma viagem muito mais agradável para os passageiros”, diz o site da Bus Midia.

Além da TVO, a Band Outernet também possui a TV Minuto desde 2008 (transmitida nos trens do Metrô) e a Next Midia. Fábio explica o interesse da Band pelas mídias móveis: “O comportamento da audiência, principalmente nos grandes centros urbanos, vem se adaptando aos novos hábitos e limitações. As mídias “out-of-home” estão cada vez mais presentes nas vidas destas pessoas. É natural que um grupo de comunicação com emissoras de TV, rádios e jornais também atue neste segmento”.

Segundo a assessoria de imprensa da SPTrans, o objetivo até o momento é oferecer informação e entretenimento para o usuário do sistema de transporte coletivo da cidade. Quanto à abertura para outros grupos produtores de conteúdos, novos credenciamentos podem ser feitos desde que haja interesse por parte das empresas ou cooperativas de ônibus no serviço oferecido pela empresa de comunicação. E também desde que os interessados arquem com os custos da instalação do sistema, como os monitores de TV. Não há nenhum gasto por parte da Prefeitura.

Conteúdo

As regras de programação são relativamente simples. Elas estão na portaria SMT 61/09 (de agosto do ano passado) da Secretaria Municipal de Transportes. As empresas deverão disponibilizar a programação diária via link de internet, e a programação semanal gravada em DVD, com uma antecedência de cinco dias úteis. O conteúdo deve ser autorizado pela SPTrans.

Quanto ao conteúdo, não é permitido veiculação de mensagens políticos partidárias, que promovam a discriminação, o uso de armas, ou que induzam os usuários ao consumo de bebidas alcoólicas e drogas, e nem informações que atentem contra a moral, os bons costumes e a dignidade da família (Art. 8º da portaria SMT 61/09).

Segundo a portaria, 30% da grade de programação da mídia dentro dos ônibus fica reservada para uso preferencial de mensagens de caráter institucional, campanhas educativas e de utilidade pública, realizadas ou apoiadas pela prefeitura. Antes, essa cota era de 10%. Mesmo que o projeto exista desde 2007, só em agosto passado foi estabelecido que áudio é proibido nas TVs móveis.

TV ou “Mídia Digital Móvel”?

Quando surgiram em 2007 as TVs móveis, a portaria fundadora do assunto (SMT 79/07) dizia respeito à aprovação de veiculação, transmissão de dados e exploração de mensagens publicitárias na parte interna dos veículos, sem ser mais clara que isso sobre que aparelho afinal seria instalado. Em 2009, tivemos a Portaria 61/09 – SMT, que é a vigente, e que iniciou o uso do termo “programação televisiva”.

Fábio Ribeiro, diretor da TVO prefere o termo Mídia Digital Móvel: “Definitivamente não é uma TV. Tem outra linguagem, sem som, criada especialmente para a situação em que o público está, dentro do ônibus se deslocando pela cidade”.

Proliferação

Também existem TVs móveis nos transportes públicos em outras cidades do país. A BusTV, por exemplo, possui filial no Rio de Janeiro, e franquias em Salvador, Recife, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Fortaleza.

No Rio de Janeiro, o Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) autorizou, em 22 de dezembro, a transmissão de programação da Rede Globo em ônibus intermunicipais de todo o Estado. A emissora é a única que já tem um planejamento dentro da nova tecnologia. Por enquanto só a Viação Rio Ita incorporou o sistema em 80 ônibus das linhas “Alcântara-Castelo“ e “Alcântara-Botafogo“.