Acesso móvel à internet cresce 211,63% em 2009

Reproduzido do Tele.Síntese

A banda larga móvel apresentou crescimento de 211,63% em 2009, pulando de 2,78 milhões de acessos em dezembro de 2008 para 8,66 milhões em igual período do ano passado. Só em dezembro, o número de adições líquidas de aparelhos 3G e minimodems chegou a 544 mil. Em novembro de 2009, o número de terminais registrado era de 8,11 milhões.

A implantação da banda larga móvel no Brasil começou em meados de 2008. A expectativa da Anatel é de que o acesso móvel à internet supere as conexões fixas, avaliadas em 13,5 milhões, ainda este ano.

(Da redação)

OiTV começa a oferecer canais Telecine

Reproduzido de TeleTime News

A OiTV passou a oferecer aos seus assinantes nesta segunda, 18, os canais Telecine. Os cinco canais premium da Globosat são oferecidos em um pacote adicional ao pacote básico por R$ 39,90. Conforme apurou este noticiário, a OiTV fechou com a Net Brasil também a exibição do canal básico de filmes da Globosat, o Megapix, que deve entrar no line-up da operadora em breve. Contudo, não foram negociados os outros canais da programadora e, por enquanto, não há perspectivas para entrada dos canais na operação da Oi.

Vale lembrar, a Oi foi a única das novas operadoras que apostou no lançamento do serviço sem os canais Globosat, alegando que a inclusão de todos os canais básicos da programadora inviabilizariam o serviço com preço popular.

A OiTV conta com um pacote básico formado por 26 canais, que custa R$ 49,90; um pacote adicional com mais 17 canais, por R$ 14,90; dois pacotes da HBO, que custam R$ 19,90, com três canais, e R$ 29,90, com dez canais; além de um pacote adulto, por R$ 14,90.

(Fernando Lauterjung)

Novo secretário de comunicações do México nega renovação de concessão à Telmex

Ao contrário de seu antecessor Luis Téllez, o novo titular da Secretaria de Comunicações e Transportes (SCT), Juan Molinar Horcasitas, não se comprometeu a renovar a concessão de TV da operadora Telmex no México. Segundo ele, aliás, ainda não há uma definição clara sobre a alocação do espectro 2,5 GHz. "Nessa banda há concessões vencidas que devem voltar ao poder do Estado. Precisamos também reorganizar o espectro porque com a mudança tecnológica ele se tornou muito mais produtivo do que há 20 anos, período da outorga das concessões", explica. "A reorganização de um espectro não é um assunto trivial, mas um caso no qual se deve consertar um carro com o motor funcionando e fazê-lo com cuidado, pois há concessões vencidas, outras por vencer e demais que estão vigentes por um bom tempo", acrescenta.

Horcasitas lembrou também que o espectro de 2,5 GHz foi inicialmente concedido para o fornecimento de serviços de televisão via MMDS e evoluiu para o provimento de sinais de banda larga.

A operadora Movistar (MVS) mantém uma série de litígios na justiça mexicana contra a decisão da Comissão Federal de Telecomunicações (Cofetel) de alterar sua posição original e negar a renovação das frequências vencidas de 2,5 GHz, porém a SCT ainda não definiu se adotará um modelo semelhante ao de outros países, onde essa banda foi segmentada e partes licitadas a outras operadoras, ou se atende a demanda da MVS e renova as licenças.

Governo Kirchner alerta sobre monopólio em Telecomunicações

O ministro do Planejamento Federal, Julio De Vido, braço direito da presidente Cristina Kirchner na área econômica, afirmou hoje que existe um "monopólio" no mercado de telecomunicações da Argentina. Por esse motivo, De Vido ameaçou suspender a licença de operação da Telecom Argentina, filial no país da Telecom Italia. A empresa está na mira do governo argentino desde o ano passado.

Analistas de mercado ressaltam que a presidente Cristina pretende forçar a Telecom Italia a abandonar sua filial no país, de forma a que esta possa ser adquirida por empresários argentinos amigos do governo.

De Vido mostrou-se visivelmente irritado com a decisão da Justiça argentina de anular temporariamente a ordem da Comissão Nacional de Defesa da Competência à Telecom Italia para que esta venda suas ações na filial argentina da Telecom. Desta forma, com a decisão da Justiça, ocorrida na sexta-feira, fica suspenso o cronograma de desinvestimento que o governo argentino havia imposto há duas semanas à empresa no país.

Nesse intervalo, a Justiça avaliará se a entrada da espanhola Telefónica na Telecom Italia, por intermédio da empresa Telco, cria o risco de "abuso do mercado", alertado por De Vido.

O ministro considera que existe uma "concentração monopolista" no setor, já que a Telefónica poderia ter "acesso à informação sensível e estratégica de seu principal concorrente na Argentina".

A Telecom e a Telefónica são as maiores operadoras de telefonia na Argentina desde a privatização do setor implementando pelo governo do ex-presidente Carlos Menem, no início dos anos 90.

De Vido não descartou uma eventual reestatização da Telecom Argentina. O ministro citou os casos anteriores do Correio Argentino, os ramais ferroviários San Martín e Roca, a empresa Águas Argentinas e a Aerolíneas Argentinas, reestatizadas nos últimos sete anos.

Diversos empresários argentinos estão de olho na eventual venda dos ativos da Telecom Argentina, entre os quais Eduardo Eurnekián, dono da Aeroportos Argentina.

Documento da Conferência Nacional de Cultura critica ‘monopólio da comunicação’

A 2ª Conferência Nacional de Cultura, prevista para ocorrer entre os dias 11 e 14 de março deste ano, traz em seu texto base críticas e propostas aos meios de comunicação. Segundo informou o jornal O Estado de S.Paulo no último domingo (17), o documento sugere regionalização de conteúdo em emissoras de TV e rádio e rechaça a formação de grupos dominantes no setor.

"O monopólio dos meios de comunicação (mídias) representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos, onde a televisão e o rádio são os equipamentos de produção e distribuição de bens simbólicos mais disseminados, e por isso cumprem função relevante na vida cultural", diz o item 1.4 do texto, que aborda Cultura, Comunicação e Democracia.

O documento, ao defender a ampliação dos conteúdos regionais em emissoras de comunicação, cita a Carta Magma de 1988 como embasamento.

"Tão necessário quanto reater o vínculo entre cultura e educação é integrar as políticas culturais e de comunicação. Nesse sentido, os fóruns de cultura devem unir-se na luta pela regulamentação dos artigos da Constituição Federal de 1988 relativos ao tema. Entre eles, o que obriga as emissoras de rádio e televisão a adaptar sua programação ao princípio da regionalização da produção cultural, artística e jornalística, bem como o que estabelece a preferência que deve ser dada às finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, à promoção da cultura nacional e regional à produção independente", defende o artigo 221 da Conferência.

O texto ainda cita que, embora sejam organizadas por meio de necessidade do mercado, as emissoras privadas do setor não devem ser únicas e prioritários no país. O documento da Conferência ocorre menos de um mês após o governo gerar polêmica, com o Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH) – com restrições à imprensa – e a Conferência Nacional de Comunicação.

Segundo a secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, Silvana Lumachi Meireles, os itens do texto base da Conferência seguem decisões regionais e não há razão para reações. "Não há nenhum ponto polêmico, porque as propostas passaram pela análise de 2.992 municípios de todos os Estados que fizeram as suas conferências. Nesse universo representativo, esses temas não geraram polêmica", disse.

Silvana também negou que o texto-base  tenha por objetivo interferir no controle da mídia do país. Segundo ela, a pasta "cumpre sua parte em atendimento à reivindicação da sociedade civil" e o documento se baseia "no direito à informação e não de controle da liberdade".