Faturamento da mídia cresce 2,07% em 2009, aponta Inter-Meios

Reproduzido do Tela Viva News

Internet foi a mídia que apresentou maior crescimento em 2009, enquanto guias e listas voltou a ser a mídia que mais perde, conforme mostra estudo do Projeto InterMeios, do jornal Meio&Mensagem, que levantou o investimento publicitário na aquisição de mídia entre janeiro e novembro de 2009. Segundo o levantamento, o investimento na compra de mídia cresceu 2,07% em 2009. As empresas do meio faturaram nos onze meses R$ 19,81 bilhões, contra R$ 19,40 bilhões no ano anterior.

A TV aberta apresentou crescimento de 5,68%, com faturamento de R$ 12,03 bilhões e participação no bolo publicitário de 60,74%. A TV por assinatura também cresceu, ainda que mais modestamente. O faturamento com publicidade do meio não acompanhou o crescimento da base de assinantes. O meio faturou R$ 726,47 milhões, o que representa um crescimento de 0,52% em relação ao ano anterior. A participação no bolo publicitário foi de 3,67%.

O faturamento das empresas de Internet com mídia cresceu 23,27%, chegando a R$ 827,03 milhões, representando 4,18% do bolo publicitário. O segundo meio que mais cresceu foi de mídia exterior, recuperando-se da queda após a Lei Cidade Limpa, que retirou os outdoors de São Paulo. O crescimento registrado foi de 11,68%, chegando a R$ 588,96 milhões. Com isso, o meio tem participação de 2,97% no bolo. O meio rádio cresceu 8,58%, com faturamento de R$ 884,24 milhões e participação no bolo de 4,46%.

As mídias que perderam faturamento em 2009 foram guias e listas, com queda de 20,79%, participação no bolo de 1,68% e faturamento de R$ 333,05 milhões; cinema, que perdeu 10,41% de seu faturamento, chegando a R$ 71,57 milhões e participação de 0,36%; jornal, com faturamento de R$ 2,83 bilhões, o que representa uma queda de 9,54% e uma participação no bolo de 14,3%; e revista, com queda de 8,52%, faturamento de R$ 1,51 bilhões e participação de 7,64%. (Da Redação)

Empresas e empreendedores de comunicação alternativa realizam seminário em São Paulo

Visando a formação de uma entidade representativa desse grupo de empresários progressistas, pequenos empresários de comunicação contra hegemônica que estiveram presentes na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) realizarão um seminário no dia 27 de fevereiro. O encontro reunirá também estudantes, acadêmicos e membros da sociedade civil.

Os realizadores acreditam que o fortalecimento do setor poderá representar uma alternativa para os Cursos de Comunicação, professores e principalmente estudantes, "porque existirão outras oportunidades de ensinar, de aprender e de trabalhar nas mais variadas plataformas de mídia que nossas empresas representam". O encerramento do seminário se dará com a leitura da Carta de Princípios e a declaração do lançamento da entidade que representará os interesses políticos e empresariais do nosso grupo.

O evento acontece em São Paulo, no hotel Maksoud Plaza (Alameda Campinas, 150), entre as 8h e as 18h.

Começa hoje a Pré-Conferência Setorial do Audiovisual

Reproduzido do Tela Viva News

[Titúlo original: Pré-Conferência Setorial do Audiovisual começa nesta terça]

A Pré-Conferência Setorial do Audiovisual, que faz parte da II Conferência Nacional de Cultura (CNC), acontece de 23 a 25 de fevereiro, em Brasília. O objetivo é debater as propostas setoriais para a implantação de políticas públicas a serem encaminhadas para a CNC e eleger os dez delegados que representarão o audiovisual das cinco regiões brasileiras na conferência. Cerca de 160 pessoas se inscreveram como candidatos a delegados. Os participantes da Pré-Conferência podem efetuar seu credenciamento na terça-feira, 23, das 17h às 19h. Somente poderão se inscrever como delegados os participantes que constam na lista divulgada no site http://culturadigital.br/setorialaudiovisual/

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, abrirá o evento no dia 24, às 9h, ao lado do secretário Executivo, Alfredo Manevy; do secretário do Audiovisual, Silvio Da-Rin; do presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Manoel Rangel; e de representantes do Congresso Brasileiro de Cinema (CBC) e do Fórum do Audiovisual e Cinema (FAC). A programação completa encontra-se no site http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/02/programacaopreconfav_final.pdf (Da Redação)

Para Rogério Santanna, plano de banda larga estimulará a concorrência

Reproduzido do Tele.Síntese

O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, afirmou hoje, durante o 21º Encontro Telesíntese, que a universalização da banda larga é uma política estratégica para qualquer país desenvolvido, seja para o aumento da produtividade das empresas nacionais, como também para o acesso à informação. O que está sendo levado em consideração, no caso do Brasil, é a disponibilidade do serviço com qualidade e a questão geográfica. “O Brasil do interior é um país esquecido e as estratégias do governo devem levar em consideração os rincões do país. O governo possui um compromisso social e deve utilizar os mecanismos de que dispõe para levar concorrência nos lugares do país onde não existe concorrência”, afirmou Santanna.

O Secretário explica ainda que há questões de demanda a serem resolvidas no país e que podem levar a um colapso do backhaul no país: uma delas é o fato de 32 milhões de usuários da classe C, que podem pagar pelo serviço de banda, não terem acesso a rede por falta de infraestrutura, outro problema diz respeito às pessoas que não têm acesso por morarem em regiões pobres do país, onde a banda larga ainda não chegou. “Existem planos de telefonia celular para as classes mais baixas. Levando-se em consideração que o serviço de telefonia móvel no Brasil é um dos mais caros do mundo, porque não são criados serviços de banda larga também para essas classes”, questionou. (Cora Dias)

Alvarez nega uso de informação privilegiada no caso Telebrás

O assessor especial de Inclusão Digital da Presidência da República, Cezar Alvarez , negou o uso de informação privilegiada no governo  sobre a reativação da Telebrás, conforme matéria publicada hoje no jornal Folha de S. Paulo. Ele frisou que a utilização das fibras ópticas das empresas de energia elétrica através da Eletronet  para levar banda larga à população mais pobre é uma discussão pública e que já vem sendo tratada há mais de cinco anos. "É um tema que vocês vão encontrar registros na imprensa desde 2004”, ressaltou

“Das informações que detenho, da tranquilidade de como vimos trabalhando essa questão publicamente, não tenho o menor constrangimento de dizer que o plano de banda larga não se afastará um centímetro de suas diretrizes a partir dessa matéria”, disse Alvarez, que reconheceu não ter inteiro conhecimento das denúncias. “Fui informado por vocês”, completou.

Pela matéria publicada na Folha, o ex-ministro José Dirceu prestou serviços ao grupo empresarial privado que seria beneficiado pela reativação das fibras da Eletronet, que serão usadas pela Telebrás. A Star Overseas Ventures comprou participação na massa falida da Eletronet da americana AES por R$ 1. O presidente da empresa, também ouvido pela Folha, confirma a contratação da empresa de José Dirceu, mas nega que o seu trabalho de consultoria estaria voltado para o mercado brasileiro.

Sobre a possibilidade de o tema ser investigado no Congresso Nacional, por meio de CPI, que será proposta pelo deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC),  Alvarez disse que respeita as prerrogativas do legislativo, mas espera que não seja mais uma razão para adiar a necessidade de banda larga que o país tem. “No limite, essa idéia de CPI é para fugir da discussão dos problemas que este próprio partido tem em outras searas, mas é da legitimidade do Legislativo acompanhar e fiscalizar o Executivo, que o faça”, disse.

Em relação a valorização das ações da Telebrás, que em dois dias subiram mais de 15% depois que o presidente Lula confirmou a intenção do governo em reativar a estatal, Alvarez afirmou que desconhece o mecanismo de alta das ações na bolsa e reafirma que o uso de informação privilegiada vem sendo combatido no governo desde 2004.

Alvarez,entretanto, reconheceu que a empresa deverá mesmo ser reativada. “A Telebrás reúne as condições para gerir os ativos públicos da Eletrobrás, da Petrobras, mas também da articulação desses ativos com as redes municipais e estaduais, que são de posse dos governos estaduais e municipais’, disse. Segundo ele, a decisão final virá na próxima reunião do plano, que acontecerá no final de março ou início de abril, com o presidente Lula.

Cezar Alvarez foi um dos palestrantes do 21º Encontro Tele.Síntese, que discute os Desafios da Banda Larga, em Brasília.