TV Globo terá programação veiculada em estações de metrô de São Paulo

A programação da TV Globo estará disponível nas estações de metrô de São Paulo a partir de julho. O serviço contará com notícias online e resumo dos principais acontecimentos do dia anterior, seguindo o mesmo padrão do que já é transmitido em algumas linhas de ônibus.

De acordo com a coluna de Keila Jimenez, no jornal O Estado de S. Paulo, o serviço será prestado pela empresa Busmagia, e cada estação de metrô de São Paulo terá 40 aparelhos de TV, espalhados desde a entrada até as plataformas de embarque.

A Busmagia prevê que cada passageiro gastará, em média, sete minutos assistindo à programação da Globo exibida nos televisores. No próximo dia 16, testes serão realizados na estação Paraíso.

ANJ lança cartilha com orientações para jornais na cobertura das eleições

Reproduzido do Comunique-se

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) lançou uma cartilha em que orienta seus associados na cobertura das eleições. O guia trata de pesquisas eleitorais, proporcionalidade entre os candidatos, direito de resposta, denúncias, colunista candidato, propaganda eleitoral, entre outros temas.

De acordo com a ANJ, os jornais podem manifestar seu apoio a candidatos em editoriais, desde que a conduta não configure abuso do poder econômico. A cartilha também diz que os veículos devem dar tratamento equilibrado para os candidatos com a mesma projeção eleitoral.

Além de orientar a atuação dos impressos, o guia explica o que pode e não deve ser feito no meio online. A cartilha também fala das regras para a propaganda eleitoral, liberada na imprensa escrita a partir do dia 06/07.

Para conhecer o material, clique aqui.

Os provedores sempre querem mais

Da mesma forma que cada cabeça é uma sentença, as operadoras de comunicação brigam permanentemente por espaço, cada uma a seu modo. A estratégia da Vivo é deixar para trás as obrigações de metas de cobertura e passar das 600 localidades atendidas hoje para 2.832 até o final de 2011. Apesar de ser o agente do SMP que dispõe de menos faixas de frequência, exceção feita ao Estado de Minas Gerais, lembra o vice-presidente de regulamentação Ércio Zilli: 55 MHz em relação ao limite de 80 MHz. Por que a decisão de avançar? “Porque a demanda pressionará pelo serviço, por mais velocidade e capacidade. E quanto mais usuários, mais acesso à internet”, afirmou em mesa de debates no Seminário Wireless Broadband – a Banda Larga sem Limites, organizado pelas revistas Teletime e TiInside, hoje, em São Paulo. Para o executivo, com segurança jurídica e visibilidade da regulamentação, a Vivo avalia que existe demanda e viabilidade econômica para aumentar sua oferta.

De seu lado, a Nextel também quer expandir fronteiras e ir além do mercado corporativo, destaca Alfredo Ferrari, vice-presidente da empresa, que considera fantástica a evolução do mercado brasileiro, mas que ainda não está maduro. Ele está preocupado com o que chama de “socialização” da banda larga, e pergunta qual o caminho para ensinar o cliente a fazer bom uso do serviço nas localidades rurais e remotas. Já a Neotec rebate veementemente a acusação de “estar sentada” em cima do filão do espectro que ocupa. “Afinal, banda larga não é só uma questão de mobilidade, mas também de portabilidade”, argumenta. Ferrari também aponta para o poder usufruído por quem dispõe de radiofrequência, cuja concentração acaba por impedir a concorrência. “A regulamentação do MMDS não muda desde 2000, o que inviabiliza a competição. E sem mudanças nas regras atuais, não há futuro para a tecnologia”, queixa-se.

Espectro, sempre na berlinda

Como não poderia deixar de ser, o fator espectro segue na ordem do dia. Tanto na pauta da Anatel, como dos provedores, cujos serviços seguem devoradores de banda. Do lado do órgão regulador, promessas de que leilões e editais saem no segundo semestre. Este o tema central de painel do Seminário Wireless Broadband – a Banda Larga sem Limites, organizado pelas revistas Teletime e TiInside, hoje, em São Paulo. No caso da banda H, o grande desafio da agência, diz Bruno Ramos, gerente de regulamentação, o edital será similar ao de 2007 e o grande desafio da Anatel em relação à faixa é o mesmo: vender em bloco para abrir caminho para entrada de um novo competidor, ou fatiar a banda – questão que será discutida pelo conselho.

Em relação à 3,5 GHz, destinada basicamente à tecnologia WiMAX, não há novidades, e o respectivo edital está na área técnica do órgão regulador, informa Ramos. E, a considerar a presença de uma centena de interessados no leilão anterior, a Anatel conta com a participação de grandes e pequenos agentes na disputa. Quanto à 2,5 GHz, os operadores MMDS seguem brigando por espaço, mas o Brasil acompanhará as tendências do mercado mundial, de acordo com o gerente, enquanto o problema da banda de 450 MHz, é sua superpopulação, na qual se inclui a Polícia Federal.

Globo abre evento de TV paga e revela nova postura

Reproduzido da coluna Outro Canal da Folha de S. Paulo

A ABTA, principal feira de TV paga do Brasil, será aberta por Roberto Irineu Marinho, presidente das Organizações Globo. É a primeira vez em 18 anos de evento que o dono da maior rede aberta do país dá tal prestígio ao encontro da TV fechada.

A presença de Marinho revela a nova postura da Globo diante da acirrada concorrência de outras mídias. Se antes a Globo preferia manter certa distância desse tipo de exposição, a ordem agora é se vender ao mercado como uma "estação de mídia" e não apenas de televisão e se aliar à TV por assinatura e à internet.

Na feira, estará no centro dos debates o projeto de lei que libera empresas de telefonia na TV paga e cria cotas para programação nacional. A proposta, que tramita atualmente no Senado, desagrada a TV por assinatura, que não quer o estabelecimento das cotas. Além disso, a convergência entre as mídias volta a estrelar o evento.

A ABTA acontecerá de 10 a 12 de agosto, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, e deve contar com 10 mil participantes. (Laura Mattos)