Logitech revela primeiro decodificador para Google TV

 

A Logitech International exibiu na quarta-feira um decodificador de 300 dólares para o serviço Google TV, a ser lançado em breve, o que permite um primeiro vislumbre quanto à forma que terá o produto de TV que a gigante de buscas lançará na temporada de festas.

O Revue, que custará 299,99 dólares, está sendo alardeado como forma de assistir tanto a programas de TV quanto conteúdo de Web -o Google já fechou acordo com empresas como a HBO, da Time Warner, e a News Corp.- em um televisor que a Sony, do Japão, produzirá e venderá;

Mas Collin Gillis, analista da BGC Partners, disse que os consumidores podem hesitar diante do preço.

"Isso foi uma mudança," disse Gillis. "O preço de referência para um aparelho desse tipo, como determinou a Apple, seria de cerca de 99 dólares. Ou seja, é caro e ainda mais um aparelho a conectar."

A Apple no mês passado lançou um aparelho que permite acesso à Web via televisor, o Apple TV, que deve combater o Google TV e as empresas de TV a cabo pelo controle da sala de estar digital.

Gillis prevê que as vendas do Logitech Revue fiquem em larga medida confinadas aos consumidores "da tecnologia mais avançada."

Na quarta-feira a Logitech também revelou outros periféricos para o Google TV, como um controlador via teclado e um aparelho para videotelefonia.

O Google assinou acordos de parceria com diversas empresas de mídia e Internet, entre as quais a NBC Universal para programas da CNBC, e com a Amazon.com para filmes e programas de TV vendidos a pedido.

Os aparelhos que funcionarão com o Google TV estão sendo lançados este mês.

O rei das buscas Google está tentando capturar o mercado de publicidade televisiva, que movimenta 70 bilhões de dólares anuais, mas as empresas de tecnologia mais criativas e mais bem dotadas de recurso, por exemplo Microsoft e Apple, fracassaram em seus esforços nesse campo.

O Google TV representa um novo modo de distribuir o acervo de que a empresa dispõe no site de vídeo social YouTube. Mas o Google enfrenta resistência das empresas de mídia, preocupadas com a possibilidade de que televisores com acesso à Web prejudiquem seus negócios tradicionais com numerosas operadoras de TV a cabo.

Maria Rita Kehl é demitida de O Estado de S.Paulo

[Título original: Maria Rita Kehl: 'Fui demitida por um 'delito' de opinião']

 

A psicanalista Maria Rita Kehl foi demitida pelo Jornal O Estado de S. Paulo depois de ter escrito, no último sábado (2), artigo sobre a "desqualificação" dos votos dos pobres. O texto, intitulado "Dois pesos…", gerou grande repercussão na internet e mídias sociais nos últimos dias.

 

Nesta quinta-feira (7), ela falou a Terra Magazine sobre as consequências do seu artigo:

 

– Fui demitida pelo jornal o Estado de S. Paulo pelo que consideraram um "delito" de opinião (…) Como é que um jornal que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?

 

Veja trechos do artigo "Dois pesos". Leia abaixo a entrevista:

 

Maria Rita, você escreveu um artigo no jornal O Estado de S.Paulo que levou a uma grande polêmica, em especial na internet, nas mídias sociais nos últimos dias. Em resumo, sobre a desqualificação dos votos dos pobres. Ao que se diz, o artigo teria provocado conseqüências para você…

E provocou, sim…

 

Quais?

Fui demitida pelo jornal O Estado de S.Paulo pelo que consideraram um "delito" de opinião.

 

Quando?

Fui comunicada ontem (quarta-feira, 6).

 

E por qual motivo?

O argumento é que eles estavam examinando o comportamento, as reações ao que escrevi e escrevia, e que, por causa da repercussão (na internet), a situação se tornou intolerável, insustentável, não me lembro bem que expressão usaram.

 

Você chegou a argumentar algo?

Eu disse que a repercussão mostrava, revelava que, se tinha quem não gostasse do que escrevo, tinha também quem goste. Se tem leitores que são desfavoráveis, tem leitores que são a favor, o que é bom, saudável…

 

Que sentimento fica para você?

É tudo tão absurdo… A imprensa que reclama, que alega ter o governo intenções de censura, de autoritarismo…

 

Você concorda com essa tese?

Não, acho que o presidente Lula e seus ministros cometem um erro estratégico quando criticam, quando se queixam da imprensa, da mídia, um erro porque isso, nesse ambiente eleitoral pode soar autoritário, mas eu não conheço nenhuma medida, nenhuma ação concreta, nunca ouvi falar de nenhuma ação concreta para cercear a imprensa. Não me refiro a debates, frases soltas, falo em ação concreta, concretizada. Não conheço nenhuma, e, por outro lado…

 

…Por outro lado…?

Por outro lado a imprensa que tem seus interesses econômicos, partidários, demite alguém, demite a mim, pelo que considera um "delito" de opinião. Acho absurdo, não concordo, que o dono do Maranhão (senador José Sarney) consiga impor a medida que impôs ao jornal O Estado de S.Paulo, mas como pode esse mesmo jornal demitir alguém apenas porque expôs uma opinião? Como é que um jornal que está, que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?

 

Você imagina que isso tenha algo a ver com as eleições?

Acho que sim. Isso se agravou com a eleição, pois, pelo que eles me alegaram agora, já havia descontentamento com minhas análises, minhas opiniões políticas.

Oi investe no serviço de TV por assinatura pré-pago

Confiante no crescimento do mercado de TV paga, a Oi lança nesta semana serviços no Distrito Federal, Goiás, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará, mas já de olho na expansão para todo o país até o primeiro trimestre de 2011. A principal idéia é conquistar aqueles clientes que já utilizam os serviços da operadora em telefonia fixa, além de mirar em quem ainda não tem TV por assinatura.

 

A estratégia é se valer do serviço prestado via satélite (DTH) para conquistar clientes de menor poder aquisitivo, com pacotes iniciais de R$ 35 – quem não tem linha telefônica fixa da Oi paga R$ 20 a mais. Mas até o próximo ano também deve lançar uma modalidade pré-paga para a Oi TV. Até aqui, com ofertas nas regiões Sul e Sudeste (menos São Paulo) além de Bahia e Sergipe, no Nordeste, a Oi conquistou 300 mil assinantes.

 

“Nossa aposta é que o mercado de TV paga, que agora está chegando a 9 milhões de clientes no país, dobre de tamanho nos próximos anos. E se quisermos expandir a TV por assinatura, não dá para escapar de pelo menos testarmos a modalidade pré-paga”, diz o diretor de desenvolvimento tecnológico e estratégia da Oi, Pedro Ripper.

 

Ele explica que a Oi vai se valer da cadeia existente de recarga créditos, embora reconheça que ainda não se chegou aos valores que devem ser adotados no sistema pré-pago. Por enquanto, o maior crescimento está no DTH – 75% da base de clientes – e sobre aqueles que já tem a Oi como concessionária de telefonia fixa (80% dos assinantes da TV paga).

 

Já o cabo será direcionado para aqueles consumidores com maior poder aquisitivo, dispostos a contratarem serviços de alta definição, vídeo sobre demanda e eventualmente 3D, por exemplo. Nesse caso, para expandir o serviço além de Minas Gerais – onde a Oi comprou a WayTV – depende de novas outorgas da Anatel.

Aplicação da Ley de Medios se envolve em polêmica jurídica

A Suprema Corte da Argentina julgou favoravelmente o pedido do grupo Clarín, principal organização de mídia do país, que suspende prazo de um ano estabelecido pela Ley de Medios para que a empresa se desfaça de algumas de suas concessões de meios de comunicação. O tribunal afirmou, porém, que o conteúdo da lei é válido e deve ser respeitado.

 

A lei determinou um limite de veículos para cada empresa, medida que tem como objetivo desconcentrar os meios de comunicação, que tal como no Brasil estão concentrados em grandes conglomerados.

Ancine propõe criação de canal com varejo para combate à pirataria

Reproduzido do Site Tela Viva

 

A Ancine, por meio de seu superintendente de fiscalização, Túlio Faraco, propôs a criação de um canal entre a agência e os varejistas como um mecanismo de combate à pirataria. A ideia é que a União Brasileira de Vídeo (UBV) seja intermediadora no processo. Faraco participou de um encontro com o varejo promovido pela UBV na manhã desta terça-feira, 5, em São Paulo.

 

Segundo Tânia Lima, diretora executiva da entidade, o encontro foi organizado para auxiliar os varejistas no reconhecimento de DVDs e Bly-ray discs legais, já que as vendas aos consumidores tem apresentado crescimento e a entidade tem recebido denúncias de empresas que estão fornecendo material pirata. Tânia explica que os gêneros que têm sido frequentemente alvo de pirataria são os clássicos, o western e o infantil.

 

Ela sugeriu aos varejistas alguns cuidados: verificar a associação da distribuidora à UBV, verificar se o laboratório de replicação é certificado pela CDSA, verificar se há classificação indicativa no produto e consultar o database de lançamentos no site da UBV.