Chega a Cuba o primeiro cabo submarino de fibra ótica

Cabo submarino de fibra ótica ligando Cuba e Venzuela chegou à ilha caribenha após uma viagem de 19 dias do barco francês Ille de Batz, como parte da primeira etapa do sistema ALBA1. Conexão física entre as duas nações derruba séculos de isolamento e abre uma brecha no bloqueio estadunidense contra Cuba. Embaixadores da China, Jamaica e França, que apóiam o projeto, participaram da histórica cerimônia de chegada do cabo submarino em solo cubano.

O cabo submarino de fibra ótica que enlaça Cuba com Venezuela tocou terra hoje na praia de Siboney, nesta província oriental, como parte da primeira etapa do sistema ALBA 1.

O vice-presidente cubano Ramiro Valdés encabeçou o ato de recepção junto a Hamadou Touré, secretário geral da União Internacional de Telecomunicações; Manuel Fernández, vice-ministro de Telecomunicações de Venezuela, e outras personalidades.

Wilfredo Morales, presidente da Empresa de Telecomunicações Gran Caribe, a cargo das obras, expressou que se cumpriu o cronograma e em julho próximo deve entrar em operações o sistema, que chegará até Oito Rios, na vizinha Jamaica.

Fez uma contagem deste empenho, iniciado em 2007 pelo presidente Hugo Chávez com a criação dessa entidade mista e com um ponto culminante com a viagem de 19 dias do barco francês Ille de Batz, que trouxe a conexão a costa cubana. Manuel Fernández realçou o simbolismo da conexão física entre as duas nações, que derruba séculos de isolamento.

O Ministro cubano da Informática e as Comunicações, Medardo Díaz, realçou que o cabo submarino abre uma brecha no bloqueio estadunidense contra Cuba e reforçar a soberania nacional nas telecomunicações.

Destacou que o sistema tem bases auto-sustentaveis e sem ânimos de lucro, como uma ferramenta que fortalecerá o desenvolvimento dessa esfera no país e na região.

Os embaixadores da China, Jamaica e França compartilharam com diretores e trabalhadores das empresas envolvidas no tendido do cabo e as pessoas do Conselho Popular Siboney, ponto de acesso desse talento tecnológico.

Número de internautas brasileiro cresce 20% em 2010

O Brasil é o oitavo país no mundo em número de internautas, tendo passado o Reino Unido em outubro de 2010. O dado é da pesquisa Estado da Internet no Brasil, da ComScore, que apontou a existência de 40 milhões de internautas no país no final de 2010, um crescimento de 20% em relação ao ano anterior.

Segundo Alex Banks, gerente geral da Comscore Brasil, a tendência é que o número de internautas brasileiro passe rapidamente o da França, colocando o país entre os sete que mais acessam a Internet. A pesquisa da Comscore, vale destacar, contabiliza apenas o uso da Internet por pessoas de mais de 15 anos de idade, em casa ou no trabalho, descartando o uso da Internet em lan houses, por exemplo.

A Comscore calcula que o número atual de internautas seja de 45,1 milhões, projetando o número de internautas com 6 ou mais anos de idade, mas ainda em acesso residencial ou no trabalho. Segundo Banks, que fez apresentação à imprensa nesta quarta, 9, levando em conta o uso da Internet em outros ambientes, o números de usuários brasileiros chega a 77,3 milhões.

Além de despontar no volume de acesso, o Brasil também se destaca no tempo gasto conectado. O internauta brasileiro passa, em média, 24,3 horas por mês conectado, o que representa duas horas a mais que a média mundial.

No consumo de vídeo online, o internauta brasileiro também está acima da média. A pesquisa da Comscore mostra que o Brasil é o quinto país mundial em acesso ao Youtube, e deve chegar à quarta posição em poucos meses. Segundo Banks, o consumo de vídeos no Youtube no país apresentou crescimento ainda maior que o de acesso à Internet. A audiência do portal de vídeos no Brasil cresceu 33% no período de um ano, aponta ele.

Forum SBTVD questiona subsídio oficial para massificar TV Digital

Luiz Queiroz – Convergência Digital

O Forum SBTVD questiona a necessidade de subsídio oficial para massificar a TV Digital no Brasil. O presidente da entidade, Roberto Franco, lembra que a TV analógica, hoje, com 97% de penetração, cresceu sem qualquer tipo de subsídio formal. "Há países adotando esse modelo, mas aqui não sei se é necessário efetivamente", salienta. Executivo reconhece, no entanto, que o conversor será um elemento crucial para a transição analógica/digital.

O presidente do Fórum, Roberto Franco, se encontrou nesta quarta-feira, 09/02, com o ministro das comunicações, Paulo Bernardo. Após o encontro, Franco disse, em entrevista à imprensa, que a questão do Ginga não foi posta à mesa – apesar de nota oficial do ministro dizer que o governo espera uma proposta oficial da indústria para o uso do middleware de interatividade nos conversores embutidos nas TVs (leia matéria).

Franco observou ainda com relação ao Ginga que há muita impaciência e ansiedade para massificar o seu uso. "Fizemos um trabalho sem igual. O Ginga é o único software reconhecido mundialmente. Temos um produto que funciona. Há soluções no mercado. Mas tudo tem o seu tempo", frisou.

 

Rede central que vai atender o PNBL está contratada

A Telebrás já contratou os principais equipamentos de rede para implementação do backbone (espinha dorsal) que viabilizará a conexão com banda larga de 4.283 municípios até 2014. Nesta quarta-feira, dia 09 de fevereiro, a estatal assinou com a empresa Medidata o contrato para o fornecimento da solução Core da Rede IP, no valor de R$ 24,3 milhões. Esse será o núcleo que vai congregar os links de comunicação e equipamentos mais robustos para o roteamento de tráfego concentrado da rede.

"A parte mais importante da rede da Telebrás vai ser implementada por estes equipamentos já que permitirão trasportar um volume muito grande de informações", destacou o presidente da Telebrás, Rogério Santanna. De acordo com os fabricantes, esses equipamentos permitem atender a mais de um bilhão de chamadas de vídeos simultâneas.

O contrato permitirá o o atendimento de 2.274 Pontos de Presença da Rede localizados nos Anéis Sudeste e Nordeste, contemplando as 1.163 cidades que devem ser conectadas pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) ainda este ano. O valor total licitado pela Telebrás para este tipo de equipamentos e serviços, no entanto, é de R$ 60,5 milhões que podem ser contratados no período de um ano, já que a modalidade de aquisição utilizada foi pregão eletrônico com registro de preços.

O Core da Rede IP integra um conjunto de soluções que estão sendo contratadas pela Telebrás para a implementação da rede nacional de telecomunicações. Entre elas, sistemas auxilares e serviços de borda também necessários para a implementação da rede IP, além de equipamentos ópticos e de rádio.

Além desta solução, a Telebrás já contratou o fornecimento de infraestrutura para os Pontos de Presença (POPs) dos Anéis Sudeste e Nordeste, no valor de R$ 62,5 milhões, bem como os equipamentos e serviços DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing) que vão iluminar as fibras ópticas da rede, atualmente apagadas. O valor deste contrato é de R$ 17,5 milhões e compreende o atendimento a 46 POPs da rede no Anel Sudeste e de 73 POPs no Anel Nordeste.

Segundo o presidente da Telebrás, a instalação dos equipamentos começará assim que forem finalizadas as negociações com o setor elétrico e a Petrobrás para obter a cessão de uso das fibras ópticas que serão utilizadas para a implantação da rede de telecomunicações. A Telebrás vai remunerar as empresas do setor elétrico, bem como a Petrobrás, pela o aluguel das fibras ópticas utilizadas.

Nos próximos dias deve ser assinado também o contrato com a Datacom para o fornecimento dos equipamentos de borda da Rede IP, no valor de cerca de R$ 110 milhões. Já a licitação para os sistemas auxiliares da rede IP está em fase de conclusão.

Também deve ocorrer em breve a assinatura do contrato com o consórcio vencedor do pregão de rádio, e com as empresas que vão fornecer torres e postes. Ambas compreendem a solução de enlaces de rádios digitais cuja função será distribuir o sinal do backbone (espinha dorsal da rede) até a sede dos municípios contemplados pelo PNBL.

Ministro reforça importância da interatividade na TV Digital

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ressaltou a necessidade de reforçar a interatividade na TV Digital. Em reunião com o presidente do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), Roberto Franco, nesta quarta-feira, Bernardo pediu que fosse encaminhado ao ministério um resumo com a posição do Fórum sobre a obrigatoriedade de adoção do middleware Ginga pelos fabricantes de televisão no país. “A ideia é fazermos um debate sobre a interatividade para massificar a TV Digital, e não elitizá-la com elevação dos preços”, explicou o ministro.

O Ginga é a ferramenta que garante a interatividade, permitindo ao telespectador fazer compras, acessar saldos bancários e consultar dados da Previdência Social, por exemplo – tudo por meio da televisão. A interatividade é uma das diretrizes estabelecidas pelo decreto de adoção da TV Digital no Brasil, ao lado da mobilidade e da portabilidade.

O presidente do Fórum, Roberto Franco, destacou a importância da boa relação entre a entidade e o MiniCom para a implantação do padrão nipo-brasileiro de TV Digital. “O fórum brasileiro é uma iniciativa inédita que tem o objetivo de levar as políticas públicas do setor de telecomunicações até a sociedade”, frisou. A entidade reúne representantes dos setores de radiodifusão, indústria e área acadêmica, entre outros.

Expansão internacional

Durante a reunião, também ficou acertada a participação brasileira no IV Fórum Internacional ISDB-T, no Chile. O evento reunirá representantes dos 12 países que aderiram ao padrão nipo-brasileiro de TV Digital: Brasil, Japão, Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Equador, Filipinas, Paraguai,Reuniao_Forum_TV_Digital1_09_02 Peru, Venezuela e Uruguai. O Secretário de Telecomunicações do MiniCom, Nelson Fujimoto, que também participou do encontro no ministério, destacou a importância da presença do governo no fórum internacional, já que o Brasil liderou a expansão do sistema nipo-brasileiro, principalmente na América Latina. “Essa é uma leitura que os próprios parceiros japoneses têm de que o papel do Brasil foi muito importante e fez a TV Digital se expandir”, acrescentou.

O fórum no Chile deverá reservar um espaço exclusivo para as discussões e trocas de experiências entre representantes de governo. De acordo com Fujimoto, é relevante que o evento consiga integrar os países não só técnica, mas também politicamente. O fórum também deverá convidar outras nações interessadas em adotar o sistema nipo-brasileiro de TV Digital, como Angola, Nicarágua e Guatemala. O evento ocorre semestralmente desde 2009 e já foi realizado no Peru, Argentina e Brasil. O principal objetivo é garantir a harmonização das normas técnicas entre os países que já adotaram o padrão nipo-brasileiro.