MiniCom e Confaz discutem isenção de ICMS para banda larga

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, recebeu nesta terça-feira, em Brasília, o secretário de Fazenda da Bahia, Carlos Marques. O assunto da reunião foi a desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) arrecadado pelos Estados , o que deve baixar o preço da tarifa de assinatura da internet banda larga.

O secretário de Fazenda da Bahia é também coordenador do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), entidade que reúne os secretários de Fazenda, Finanças ou Tributação de cada Estado e do Distrito Federal, além do ministro da Fazenda.

Segundo o ministro Paulo Bernardo, caso os Estados abram mão da cobrança do ICMS sobre o serviço, o preço da assinatura mensal poderá chegar a até R$ 29 após a implementação concreta das metas do Programa Nacional de Banda Larga. Nos Estados que não abrirem mão da cobrança do imposto, o preço da assinatura deverá ficar em cerca de R$ 35.

O representante do Confaz ressaltou que todos os Estados mostraram interesse em aderir à proposta do governo, mas, na visão dele, algumas observações apresentadas por parte dos Estados precisam ser levadas em consideração. “O governo deve garantir que as empresas vão reduzir efetivamente os preços para o consumidor final”, afirmou.

Negociações

Na próxima sexta-feira, dia 18, um grupo de trabalho do Confaz que está avaliando o tema e representantes das operadoras de telefonia deverão se reunir para dar prosseguimento às negociações.

Distrito Federal, São Paulo e Pará já fazem parte do acordo para desoneração proposto pelo Governo Federal. A meta é que todos os Estados façam adesão à parceria para baratear as tarifas de assinatura de banda larga.

Ecad lança sistema de monitoramento eletrônico das rádios

O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), responsável por cobrar direitos autorais de execuções de músicas em ambiente público no Brasil, lançou um sistema de captação e identificação automática dos fonogramas tocados nas rádios brasileiras. É o que informa reportagem do jornal Brasil Econômico, publicada na última sexta-feira (18/2).

Foram investidos cerca de R$ 2,5 milhões no desenvolvimento – que teve início em 2008 – e instalação da tecnologia, já utilizada em três capitais – Goiânia, Vitória e Salvador – e em processo de implantação em outras, como São Paulo. A projeção é que o CIA Rádio – como é chamado o sistema – esteja presente em todas as capitais até junho.

Atualmente, nas capitais, o Ecad monitora as rádios gravando a transmissão e identificando manualmente as músicas. No interior, as próprias rádios enviam planilhas com sua programação musical.

Criado a partir de uma parceria entre o Ecad e Centro de Estudos em Telecomunicações (Cetuc) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), o CIA Rádio é capaz de identificar automaticamente as músicas executadas pelas emissoras de rádio.

O professor do Cetuc e coordenador do projeto na PUC-Rio, Marco Grivet, explica que o novo sistema faz uma análise da evolução da frequência sonora na música e, com isso, extrai uma espécie de impressão digital dos fonogramas. Cada uma dessas marcas únicas é armazenada em um banco de dados.

Quando a gravação do áudio de uma rádio chega ao Ecad, o sistema primeiramente identifica o que é e o que não é música. Depois, compara cada música com as impressões digitais acústicas já armazenadas no banco de dados. Somente quando o sistema não consegue reconhecer algum faixa, devido à baixa qualidade do áudio ou porque a impressão digital correspondente não está presente no banco de dados, entra a intervenção humana. Segundo Grivet, a taxa de acerto do sistema oscila entre 85% e 95%.

Em 2009, o Ecad arrecadou R$ 374 milhões em direitos autorais e distribuiu R$ 318 milhões aos titulares filiados – compositores, intérpretes, músicos, editores e produtores fonográficos – e a associações de músicos.

*Com informações do jornal Brasil Econômico

MDIC discute produção de conteúdo

A Secretaria de Inovação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) realiza a segunda reunião do Grupo de Trabalho sobre Conteúdos Digitais, nesta quarta-feira (16/03), no Rio de Janeiro. O encontro faz parte da programação do Rio Content Market, evento internacional de conteúdo multiplataforma, voltado para a indústria televisiva e mídias digitais.

Entre os assuntos em destaque está a criação de um Programa Clusters de Animação e Jogos Eletrônicos voltados aos Arranjos Produtivos Locais. A idéia é articular o setor empresarial, entidades de classe do setor audiovisual e instituições de ensino com o objetivo de formular um projeto de núcleo de excelência em capacitação.

Também vai ser discutida a formulação de um projeto de estímulo à produção de conteúdos digitais interativos. O objetivo é capacitar profissionais da área audiovisual para atender as demandas de conteúdos digitais multiplataformas oriundas do novo padrão da televisão brasileira de TV Digital, o ISDB.

Grupo de Trabalho sobre Conteúdos Digitais está ligado ao Fórum de Competitividade de Tecnologia da Informação, conduzido pela Secretaria de Inovação do MDIC. Representantes de empresas de software, de entidades de pesquisa de computação e de empresas do setor de informática também compõem o GT sobre conteúdos digitais.

A reunião marcada para o próximo dia 16 tem a coordenação do diretor do Departamento de Tecnologias Inovadoras, João Batista Lanari Bó.

Criada Frente Parlamentar pela Democratização da Comunicação e da Cultura do Rio

Foi aprovada na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro a proposta do vereador Reimont (PT) que cria a Frente Parlamentar pela Democratização da Comunicação e da Cultura. A Frente conta com a adesão de mais de 26 parlamentares e terá o vereador propositor como presidente.

De acordo com a proposição, a qualquer momento os demais vereadores poderão solicitar adesão à Frente Parlamentar, para isso devem solicitar sua inclusão ao presidente da casa. Ao contrário dos Blocos, as Frentes Parlamentares da Câmara não representam uma aliança partidária sob liderança de um só vereador. Elas propõem a união dos vereadores, independente de partidarismos, para a formação de um grupo que vise um interesse comum.

Ministério Público cobra obrigações contratuais e deixa operadores de cabo preocupados

Uma ação do Ministério Público Federal em Jaú/SP contra a BigTV e a Net Serviços (que comprou a BigTV) está deixando operadores de TV por assinatura preocupados. O MPF está questionando as empresas pelo suposto descumprimento de obrigações contratuais, entre eles e a obrigação de cobertura da cidade em que o serviço é prestado. A preocupação de operadores de TV por assinatura ouvidos por este noticiário é que, na prática, isso gere uma onda de questionamentos semelhantes, já nem todas as operações atendem rigorosamente todas as obrigações estabelecidas nos contratos de concessão.

A ação civil pública do MPF em Jaú/SP começou a tramitar no dia 11 de março, sexta-feira passada. Segundo a ação, há um ano venceu a obrigação de operadora atender a 90% dos domicílios, mas o índice efetivo de atendimento era de 48,5%. A BigTV teria pedido adiamento desse prazo contratual em 2007. Segundo apurou este noticiário, esta situação se repete em várias operadoras de TV a cabo que entraram no mercado a partir de 1999. Apenas estas empresas têm obrigações de cobertura, já que as metas eram parte dos editais lançados em 1997 e foram anexadas aos contratos das empresas vencedoras. Na ocasião da licitação, quem se comprometesse com as metas mais agressivas de cobertura ganhava mais pontos técnicos. Praticamente todas as empresas optaram por se comprometer com o máximo de obrigações, para não perder pontos preciosos na disputa.

Anatel

A ação do Ministério Público Federal também é contra a Anatel, que deveria ter fiscalizado. O pedido do MPF é para que em 30 dias seja apresentado um cronograma de expansão das redes para atender ao estabelecido em contrato.

A Anatel vem desde 2009, segundo fontes da agência, mandando ofícios para as operadoras cobrando o cumprimento das metas de cobertura. Na verdade, as primeiras metas começaram a vencer logo após o início da operação de cada operadora de TV a cabo, já que os índices a serem atendidos eram progressivos, mas a partir de 2009 todos os índices teriam que ter sido atingidos nas outorgas que entraram em funcionamento em 1999. Segundo fontes da agência, não existe ainda nenhuma ação sancionadora, mas a Anatel está exigindo o cumprimento das metas até o início do processo de renovação dos contratos de concessão. Como as outorgas de cabo valem por 15 anos e o processo de renovação começa dois anos antes, em 2012 as operadoras que venceram os editais a partir de 1999 terão que estar com suas responsabilidades contratuais cumpridas. Informalmente, operadores de TV a cabo alegam que seria inviável colocar rede disponível para atender a 90% dos domicílios de uma cidade, já que dificilmente isso terá algum retorno econômico. Alegam ainda que essa obrigação não existe para todas as operadoras de cabo e que ainda que seja um item do contrato, seu cumprimento inviabilizaria a prestação do serviço como um todo.

De fato, os operadores de cabo mais antigos, cujas concessões vencem no final deste ano e já estão em processo de renovação, não têm as mesmas obrigações de cobertura. As maiores operadoras de cabo do Brasil estão nesta condição, pois são originárias das antigas licenças de DISTV convertidas em outorgas de cabo em 1996.

A ideia da Anatel, segundo posicionamento do conselho diretor no final do ano passado, é que estas operadoras também tenham obrigações de cobertura como contrapartida ao fato de só pagarem o custo administrativo da outorga (R$ 9 mil) na renovação. Contudo, tudo isso ainda depende da publicação da nova versão do Regulamento de TV a Cabo, que está no conselho diretor.