CBC elege nova diretoria

O Congresso Brasileiro de Cinema (CBC) elegeu durante seu último encontro, ocorrido entre os dias 12 e 14 de maio, em Atibaia, SP, sua nova diretoria. João Baptista Pimentel Neto, ex-diretor de Comunicação da última gestão do CBC, é o novo presidente.

A diretoria eleita traz como plataforma principal a continuidade e o compromisso com o audiovisual. Dentre esses compromissos, João Pimentel se comprometeu em reforçar a luta para aprovação das matérias constantes de uma agenda legislativa que contempla o PLC 116, a PEC 150, o Vale Cultura, a Reforma da Lei Rouanet e a Reforma da Lei do Direito Autoral.

O novo presidente também afirmou que dará continuidade ao diálogo com o Ministério da Cultura (Minc), através da Secretaria do Audiovisual (SAV) e da ANCINE, com o foco de ampliar os recursos orçamentários para o setor audiovisual, destinados aos editais de fomento, distribuição e difusão.

O elefante na sala do ministério

O Ministério da Cultura, capitaneado por Ana de Hollanda, vem enfrentando críticas desde a troca de governo. A razão principal é um verdadeiro elefante na sala: o descompromisso da nova administração com as políticas e conquistas realizadas nos oito anos anteriores. Dentre elas, a transformação do Ministério da Cultura, com seu orçamento minguado, de coadjuvante em protagonista de debates nacionais e globais. Some-se a isso a frustração de quem é da área cultural e votou na presidente Dilma esperando continuidade e está pronta a receita para mais crises. Esses fatores colocaram a ministra sob o olhar atento de uma multidão de pessoas que, pela internet, acompanha, repercute e debate cada um dos seus passos. É só pesquisar no Twitter a qualquer momento para ver a constante discussão.

 

Um dos primeiros atos da nova ministra, realizado ainda em janeiro, foi a retirada da licença Creative Commons do site do ministério. A licença autorizava o uso amplo do conteúdo publicado, uma boa prática que faz sentido. Governos do mundo inteiro estão preocupados em promover o acesso amplo ao conteúdo que disponibilizam. Por isso adotam cada vez mais a licença Creative Commons (veja uma lista de projetos .gov em CC aqui: bit.ly/doBkKz).

 

alô, ministra

 

Na hora de justificar a remoção, a ministra deu uma explicação nada convincente. Alegou que foram retiradas porque são “propaganda” e que seria necessário fazer uma “licitação” antes de adotar o CC. O Creative Commons não é um serviço nem um produto, mas sim um padrão de licenciamento. Não faz sentido falar em licitação (Alô, ministra, aqui um livro para entender por quê).

 

A afirmação causou perplexidade especialmente porque o ministério traz com grande destaque na sua página principal as logomarcas do YouTube, do Flickr e do Twitter, todas empresas privadas com fins lucrativos. E isso acontece, obviamente, sem nenhuma licitação. Se essa é uma questão importante para a ministra, o Twitter poderia ser substituído pelo Identi.ca, site concorrente do microblog, só que baseado em código aberto (e todos os posts são automaticamente licenciados em Creative Commons).

 

O Flickr, escolhido pelo ministério para hospedar suas fotos, poderia ceder lugar para o Wikimedia Commons, projeto aberto e sem fins lucrativos para armazenar imagens e outros recursos audiovisuais. O próprio YouTube poderia dar espaço ao Archive.org, que funciona como um grande arquivo da internet e armazena coleções de vídeos, incluindo de arquivos governamentais. Só que diferentemente do YouTube, o Archive.org não exibe anúncios quando os vídeos são exibidos.

 

Em meio a todo esse debate, está uma questão de fundo pouco falada. Em dezembro de 2010 foi aprovado o Plano Nacional de Cultura , transformando em lei um conjunto de diretrizes para as ações do ministério. O plano é ambicioso e complexo. Prevê desde passos amplos para universalizar o acesso e promover a diversidade até pontos específicos como reformar a lei de direitos autorais e regular o Ecad. Até agora ele está esquecido pelo novo ministério.

 

Com isso, cresce a impressão de que o MinC assume novamente o papel de coadjuvante, deixando de lado não só o Plano Nacional de Cultura, mas também as grandes questões que ousou um dia levantar. Tudo trocado por um discurso desconexo e irreal.

 

*Ronaldo Lemos, 34, é diretor do Centro de Tecnologia da FGV-RJ e fundador do site www.overmundo.com.br .

 

MinC realiza seminário em Brasília para discutir o Anteprojeto de Lei que modifica a LDA

Redação – Ministério da Cultura

O Ministério da Cultura, por meio da Diretoria de Direitos Intelectuais (DDI/MinC) realizará nos dias 31 de maio e 1º de junho, o Seminário A Modernização da Lei de Direitos Autorais: contribuições finais para o APL. O evento tem como objetivo finalizar o processo colaborativo de elaboração e aperfeiçoamento do Anteprojeto de Lei (APL) que altera e acresce dispositivos à Lei de Direitos Autorais ( 9610/98). O Seminário, aberto a participação de todos os interessados, acontecerá no Auditório do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.

A inscrição, que é gratuita, deve ser feita mediante o preenchimento do formulário próprio que deverá ser enviado pelo email direito.autoral@cultura.gov.br. As vagas serão garantidas por ordem de inscrição, sendo que o programa do Seminário será divulgado em breve.

Maiores esclarecimentos podem ser obtidos na Diretoria de Direitos Intelectuais (DDI) do Ministério da Cultura (MinC), pelo telefone (61) 2024-2640 ou pelo e-mail direito.autoral@cultura.gov.br.

 

França espera US$ 3,5 bi com venda de licenças 4G

A França espera obter pelo menos 2,5 bilhões de euros (3,53 bilhões de dólares) pelas frequências de telefonia móvel de quarta geração (4G) que planeja leiloar junto às operadoras de telecomunicações em breve, disse o ministro da Indústria Eric Besson ao jornal "Le Figaro".

A França finaliza os preparativos para o leilão do espectro de telefonia móvel 4G, que determinará o panorama do terceiro maior mercado europeu de telecomunicações por muitos anos.

O governo havia anunciado anteriormente que esperava receber pelo menos 2 bilhões de euros no leilão, mas Besson afirmou que o montante mais alto se equiparava ao de leilões semelhantes nos Estados Unidos, Suécia e Alemanha.

"A França não deve vender suas frequências a preço de liquidação", afirmou Besson, em entrevista publicada na segunda-feira, 16/05.

O ministro acrescentou que o leilão será dividido em diversos lotes para impedir que concorrentes com grandes recursos financeiros, como a France Telecom, comprem a maior parte das frequências e com isso conquistem grande vantagem diante de rivais menores como a Bouygues e a novata Iliad, que está ativando seus serviços.

As frequências 4G à venda são de dois tipos. Há quatro lotes em oferta na faixa dos 800 megahertz, a mais procurada por sua capacidade de conduzir volumes pesados de tráfego por grandes distâncias. Besson afirmou que o montante mínimo que o governo aceitaria por esses lotes seria de 1,8 bilhão de euros.

Há também a faixa dos 2,6 gigahertz, na qual há mais frequências disponíveis mas com qualidade inferior, e cujos lotes serão vendidos a preços mais baixos. Besson afirmou que o governo havia estabelecido preço mínimo de 700 milhões de euros por essas frequências.

Perguntado sobre o cronograma do leilão, Besson informou que o governo lançará o processo oficial em junho e aceitará lances até setembro. A decisão dos vencedores será anunciada em outubro para os lotes de 2,6 gigahertz e em novembro para a faixa dos 800 megahertz.

Sem recursos, Minicom aposta em parcerias para acelerar PNBL

O governo aposta na parceria entre Telebrás e operadoras privadas para construção backbone e backhaul, como forma de assegurar o avanço do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) este ano. Segundo o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, as negociações com a TIM/Intelig e GVT estão avançando e as empresas já manifestaram interesse em investir em implantação de rede onde não há a presença das fibras da Eletrobras ou da Petrobras.

“Nós temos a recomendação expressa da presidente Dilma Rousseff de avançar nesse área”, disse Alvarez. Ele chegou a rebatizar o plano, que completou um ano nesta quinta-feira (12), de “PNBL Acelerado”.

Nesta semana Alvarez recebeu o presidente da Telecom Itália, Franco Bernabè, que reafirmou o interesse em firmar parceria com a Telebrás para investir em rede, já manifestada em encontro anterior entre o presidente da TIM Brasil, Luca Luciani, e o ministro Paulo Bernardo.

Segundo Alvarez, a direção da GVT também manifestou interesse em otimizar o uso das redes no país, seja por meio de compartilhamento ou por construção de infraestrutura de backbone e backhaul onde ainda é necessário, sempre em parceria com a estatal. “A Sercomtel e a CTBC serão parceiras da Telebrás, além da Oi, Telefônica e Embratel”, disse o secretário-executivo.

A busca por parceria para construção de redes é a forma que o governo encontrou para driblar as limitações orçamentárias deste ano. A Telebrás deve ter seu orçamento limitado a R$ 366 milhões em 2011, recursos insuficientes para atender as metas projetas de atender 1.163 cidades com a rede pública. Não há, sequer, condições técnicas para atender a mais de 800 municipios este ano.

Novas metas

Além das parcerias com operadoras privadas, as novas metas para a Telebrás devem incluir o atendimento as três capitais do Sul (Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis), antes previstas para 2012. “Nessas cidades, a atuação da Telebrás terá a ajuda dos governos estaduais”, antecipou Alvarez.

Outra meta prevista do PNBL é fortalecer o cinturão do Ceará e as conexões internacionais, que saem daquele estado. E ainda a antecipação do atendimento à região Norte, antes previsto para 2014.