Argentina cria primeira empresa estatal do mundo para medir audiência da mídia

Redação – Portal Imprensa

O setor de Comunicação do governo de Cristina Kirchner quer inaugurar, até o fim deste ano, uma empresa estatal para medir a audiência das companhias de mídia argentina, noticia O Estado de S. Paulo.

O órgão, que está sendo criado pela Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual, pretende concorrer com o Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística (Ibope), empresa que atualmente realiza a aferição de audiência no país.

Para o vice-governador eleito da Província de Buenos Aires, Gabriel Mariotto, é "necessário criar um sistema público de medição". Ele afirma que a presença do Ibope é um "monopólio" no mercado argentino.

A "nova" empresa deverá ser a primeira estatal do mundo a realizar medição de audiência para veículos de comunicação.

USP realiza ‘3º Encontro Brasileiro de Educomunicação’ em dezembro

Redação – Portal Imprensa

O Departamento de Comunicações e Artes da ECA (USP) promoverá, entre os dias 2 e 3 de dezembro, o "3º Encontro Brasileiro de Educomunicação", no Campus Butantã. O evento comemora a primeira década de implantação da área no Brasil e também apresenta o curso de especialização no assunto, que será instituído na universidade em 2012.

"O curso da USP decorre do esforço de gestores culturais e educadores em sua luta pela ampliação dos espaços de expressão, garantindo que os estudantes não apenas se tornem protagonistas de seu próprio processo de produção do conhecimento, mas também decidam sobre como fazer a gestão dos recursos da informação a partir de suas próprias decisões", ressaltou o professor Ismar de Oliveira Soares, chefe do departamento da ECA e responsável pela implantação do "Projeto Educom.rádio", em 455 escolas da Prefeitura. A medida pretende formar, aproximadamente, 12 mil pessoas, entre professores, alunos e membros das comunidades educativas.

Além dele, também a professora Maria Teresa Queiroz, pesquisadora da Universidade de Lima, no Peru, e a jornalista Sílvia Bacher, coordenadora da organização "Las Otras Voces", que realiza projetos de uso do rádio em espaços educativos na Argentina, dividirão, com os presentes, no evento, suas experiências na área.

Outra inovação do "3º Encontro Brasileiro de Educomunicação" é a "ViradaEducom", iniciativa criada pela organização em parceria com a Prefeitura de São Paulo, que convida os educomunicadores de diversos programas e projetos a postarem suas produções nas redes sociais.

Projeto antipirataria nos EUA endurece penas e opõe poderosos

Um projeto de lei antipirataria on-line que reforça penas para quem viola propriedade intelectual nos EUA põe em fronts opostos setores do Congresso do país, gigantes da área de entretenimento e titãs da internet, apoiados por juristas e acadêmicos.

A proposta em questão recebeu o nome de Sopa (Lei para Parar com a Pirataria On-line, em inglês). Repleta de conceitos vagos, sua receita encontrou oposição até da líder democrata na Câmara, a deputada Nancy Pelosi.

As críticas ao projeto, apresentado em outubro, mirando sites e firmas estrangeiros, não significam que a sociedade americana apoie a violação de copyright.

Pesquisa feita em agosto, encomendada pela Universidade Columbia e paga com ajuda do Google, aponta que só 16% acham correta a distribuição de conteúdo pirata em sites abertos ou redes sociais. A maioria (52%) defende punição à prática.

A cacofonia está, então, em como deve ser essa punição e qual o caminho até ela.

"O Sopa é um projeto de lei perigoso, que ameaça o setor mais vibrante da economia, o comércio na internet", escreveram os professores de direito Mark Lenley, David Levine e David Post, das universidades Stanford, Elon e Temple, em carta ao Congresso.

"Ela destoa da política externa dos EUA, que defende a internet aberta. Regimes opressores poderão usá-la para justificar a censura em seus países", diz, acrescentando que o Sopa põe em risco a liberdade de expressão.

A preocupação central dos juristas, contudo, é com a via sumária que a lei propõe.

Por ela, a Procuradoria Geral (Ministério da Justiça) pode ordenar o bloqueio imediato de um site suspeito e o corte de seus vínculos com anunciantes e intermediadores financeiros. Sem notificação nem processo legal.

"É um desastre", diz Evgeny Morozov, autor de "The Net Delusion: The Dark Side of Internet" (a desilusão da rede: o lado escuro da internet). "O projeto é incoerente com a 'liberdade na internet' pregada pelos EUA –se algo assim emergisse na China ou no Irã, Washington se oporia", escreveu ele à Folha.

Clay Shirky, outro teórico respeitado, se referiu ao projeto em seu Twitter como "um enorme passo atrás".

A favor da lei, estão as indústrias de cinema, TV e música; a aliança das empresas de software (que inclui a Apple e a Microsoft); e provedoras de TV a cabo e internet.

No campo oposto, Google, Yahoo!, YouTube, Facebook, Foursquare e Mozilla, que afirmam que a linguagem vaga do projeto torna portais, sites de busca e redes sociais legalmente responsáveis por abrigar sites e links com conteúdo pirata e passíveis das mesmas penas: bloqueio sumário e veto a anunciantes.

Com esse ônus, a lei busca monitorar com lupa o conteúdo. As empresas, porém, dizem que é tarefa impossível e que seriam levadas a censura preventiva.

Outra brecha é a definição de sites trapaceiros e conteúdo pirata. Interpretações elásticas, alertam os críticos, podem servir de fachada à censura. Pense no Wikileaks.

Parlamento Europeu aprova pedido por regras de neutralidade de rede

Um mês após sua aprovação por unanimidade pela Comissão de Indústria, Investigação e Energia do Parlamento Europeu, a plenária adotou na última quinta-feira (17), por voto da maioria, uma resolução em defesa da “internet aberta e neutra”, à frente da reunião do Conselho de Transporte, Telecomunicações e Energia da União Europeia, planejada para o dia 13 de dezembro, para decidir quais medidas o bloco de países irá adotar para proteger a neutralidade de rede.

O documento pede que a Comissão Europeia avalie, no prazo de seis meses após a publicação do relatório da investigação do Organismo de Reguladores Europeus das Comunicações Eletrónicas (BEREC, na sigla em inglês) sobre o tema, “se novas medidas regulatórias serão necessárias para assegurar a liberdade de expressão, a liberdade de acesso à informação, a liberdade de escolha para consumidores, e o pluralismo da mídia, gerar competição e inovação efetivas e facilitar amplos benefícios para o uso da internet por cidadãos, empresas e governos”.

A decisão foi comemorada por defensores da internet livre, que desde a aprovação da Agenda Digital Europeia, em abril, vinham criticando a posição de sua comissionária, Neelie Kroes, de “esperar pra ver” ao invés de regular a atuação das operadoras sobre as redes, que segue as conclusões do BEREC em seu relatório de 2010, em que afirma que “os incidentes (de violação de neutralidade de rede) até agora têm sido poucos e, na maior parte, foram resolvidos sem necessidade de intervenção regulatória. O BEREC acredita que, no momento, seria prematuro considerar mais intervenções com relação à neutralidade de rede no nível da União Europeia”.

“Embora a resolução contenha falhas, é uma forte declaração política a favor da internet aberta”, escreveu o site La Quadrature du Internet, lembrando que o texto aprovado pelo Parlamento Europeu não cita sanções contra provedores que restrinjam o acesso à internet e permite a interpretação de que o gerenciamento de rede por operadoras móveis podem ser aceitos sob o pretexto de excesso de tráfego.

A proposta do BEREC para regras de neutralidade de rede e transparência esteve em consulta pública até o último dia 2. O órgão regulador planeja publicar ainda outro relatório sobre a qualidade dos serviços de internet no primeiro semestre de 2012.

Clique aqui para ver a íntegra da resolução aprovada pelo Parlamento Europeu, em inglês.

Emissoras legislativas participam de evento sobre TV digital

Deputados e vereadores de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, além de diretores e funcionários de emissoras legislativas estaduais e municipais, vão participar, nos próximos dias 1º e 2 de dezembro de um workshop sobre TV digital em Pouco Alegre (MG). O evento é promovido pela Associação Brasileira de TVs e Rádios Legislativas (Astral), entidade que reúne mais de 40 emissoras do Poder Legislativo em todo o país.

No workshop de Pouso Alegre, representantes da TV Câmara e da TV Senado vão detalhar os principais pontos de seus projetos de expansão digital.

O workshop sobre TV digital terá painéis com informações técnicas, jurídicas e operacionais voltadas para a transmissão do sinal digital das emissoras legislativas, além de demonstrações práticas da tecnologia e visitas a fábricas de equipamentos.

O encontro será na Câmara Municipal do município, que fica exatamente a meio caminho entre Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP), à margem da rodovia Fernão Dias. Pouso Alegre é um polo regional de eletrônica e a visita a empresas de tecnologia é um dos pontos do programa do evento.

"Além disso, a opção por Pouso Alegre mostra uma das prioridades da Astral, que é estimular a expansão do sinal digital nos municípios, por meio de suas respectivas emissoras legislativas", disse Evelin Maciel, do conselho de cooperação técnica da Astral.

Expansão do sinal
A Astral representa emissoras que tem o objetivo de levar ao cidadão as discussões e votações do Poder Legislativo municipal, estadual e federal. "E o sinal aberto digital é a ferramenta tecnológica que vai tornar isso possível em todo o país", disse o presidente da entidade, Antonio Vital.

O presidente da Câmara Municipal de Pouso Alegre, vereador Moacir Franco, destacou o papel das TVs legislativas para garantir a transparência: "A sociedade pode conhecer o trabalho dos políticos e ao mesmo tempo ajudá-los e, junto com eles, participar do desenvolvimento e crescimento da região, da cidade, do município, do estado e do nosso País."

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