CGI cria blog para discutir governança na internet

Redação – Observatório do Direito à Comunicação

Interessados em debater o desenvolvimento, a administração e o uso da internet no Brasil têm agora mais um espaço reservado para a discussão desses temas. O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI) criou um blog que visa, além de tratar desses assuntos, ser um canal direto de comunicação com diversos setores da sociedade.

Os primeiros posts piblicados trazem um pouco da experiência dos conselheiros do CGI no 7º Fórum de Governança de Internet (IGF), realizado no Azerbailjão. Para conferir clique aqui .

Guarani e Kaiowá lançam carta exigindo direito de resposta à Revista Veja

Redação – Observatório do Direito à Comunicação

Grupos indígenas denunciam o racismo e o estímulo ao ódio difundido por uma reportagem publicada na Revista Veja no dia 4 de novembro. Os Gruarani e Kaiowá lançaram uma carta pública coassinada por cerca de cinquenta organizações exigindo o direito de resposta.

Segundo a carta, a Veja "não perdeu 'a oportunidade de apresentar, mais uma vez, a imagem dos Guarani e Kaiowá como seres incapazes, como [se] nós indígenas não fossemos seres humanos pensantes. Fomos considerados como selvagens e truculentos'". Um abaixo-assinado exigindo direito de resposta será enviado ao Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPF-MS).

Curso discute trabalhadores e comunicação na América Latina

Redação – Observatório do Direito à Comunicação

Núcleo Piratininga de Comunicação promove entre os dias 21 e 25 de novembro a 18ª edição de seu Curso Anual de Comunicação. “Os Trabalhadores e a Comunicação na América Latina” foi o tema geral escolhido deste ano.

Além de discussões sobre mídia no Brasil e na América Latina, mídia e criminalização da pobreza, marco regulatório, TV pública e estatal, dentre outros, o evento conta com oficinas práticas. O curso será realizado no Rio’s Presidente Hotel, que fica na Rua Pedro I, 19, no Centro do Rio de Janeiro (próximo à Praça Tiradentes).

Jornalista goiano é assassinado em Pernambuco

O jornalista goiano Lucas Fortuna, 28, foi encontrado morto com marcas de espancamento, afogamento e perfuração no domingo (18/11) pela manhã na praia de Gaibú, no município de Cabo de Santo Agostinho (PE). O jovem, militante do movimento LGBT, estava em Pernambuco exercendo uma de suas paixões, a arbitragem de campeonatos de vôlei, a serviço da Federação Goiana de Voleibol. Amigos, familiares e companheiros de militância vêem sinais de homofobia no crime.

Lucas era conhecido por sua militância ativa e, segundo Elaine Gonzaga, sua amiga e companheira de luta no grupo LGBT Colcha de Retalhos, sempre se empenhou para que a bandeira pela democratização da comunicação fosse incluída na pauta do movimento como fundamental. Quando estudante da graduação Lucas foi importante também para que a discussão da diversidade sexual fosse levantada nos fóruns do movimento estudantil. A Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação Social (Enecos), da qual foi um dos coordenadores em 2005 e 2006, lançou nota de pesar citando-o como “um dos jovens que sonhava com um mundo melhor e mais justo, onde todos e todas tivessem o direito de amar; independente de sua cor, crença, sexo ou posição social”

A extrema violência do crime sofrido, assim como as condições em que foi encontrado o corpo (semi-nu) e com a carteira de identidade rasgada sugerem um caso de homofobia. Mesmo que haja suspeitas de que tenha sido vítima de roubo, não está descartado para seus companheiros o fato de que Lucas foi alvo de ódio preconceituoso. “O fato de ser um latrocínio não apaga o fato de ser um crime de ódio”, afirma Elaine. Estes são crimes geralmente não noticiados e contabilizados como casos de preconceito, mas são claramente diferenciados do latrocínio “comum” pois ocorrem “sempre com requintes de crueldade”, ressalta. O PT, partido ao qual era filiado, também lançou nota exigindo apuração dos fatos , declarando que "as agressões físicas verificadas no corpo de Lucas caracterizam-se pelos requintes de crueldade típicos dos crimes motivados por homofobia".

Lucas Fortuna participou ainda, durante a graduação em jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG), de projeto de extensão de rádio junto ao grupo indígena dos Guarani Kaiowá, e organizou diversas paradas gays na capital goiana. Uma de suas principais lutas recentes estava ligada à aprovação do PL 122, que pune atos de homofobia e que tem na bancada evangélica liderada pelo também goiano Deputado João Campos (PSDB) um dos seus principais obstáculos.