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Império fortalecido na América Latina pela compra de rádios e TVs

[Esta reportagem é publicada simultaneamente pelos jornais que compõem o GDA (Grupo de Diarios América): La Nación (Argentina), El Mercurio (Chile), El Tiempo (Colômbia), La Nación (Costa Rica), El Comercio (Equador), El Universal (México), El Comercio (Peru), El Nuevo Día (Porto Rico), El País (Uruguai), El Nacional (Venezuela) e O Globo (Brasil)]

O rádio foi o primeiro meio de comunicação usado pela Igreja Universal para alavancar sua expansão pela América Latina. Como fez no Brasil, ao dar os seus primeiros passos, quando alugava espaços nas programações radiofônicas no final dos anos 70, a Universal deu início ao seu império multinacional em 1999, na Argentina, com a compra de uma emissora de rádio.

Por meio de Ricardo Cis, seu representante no país, a igreja comprou a rádio Buenos Aires (AM 1350) por US$ 15 milhões.

No momento de declarar a compra por esse valor, a relação de bens de Cis – que nasceu em Bahía Blanca, Argentina, e trabalhou com comunicação no Brasil – era de 28.834 pesos. Posteriormente, declarou à Asociación Fiscal de Ingresos Públicos (AFIP) que tinha, no país, 8.173.559 pesos, o que não atingia o valor da rádio.

Desde então, a Universal tem se dispersado territorialmente na América Latina com a combinação de dois fatores: o estabelecimento de templos nas principais cidades, principalmente nas áreas mais pobres, e forte presença nos meios de comunicação, com canais próprios ou aluguel de espaços.

Na Argentina, a igreja também publica um jornal gratuito, chamado El Universal, que, na edição de 2 de novembro do ano passado, indicava 186.950 exemplares.

Além da Rádio Buenos Aires, a Universal também possui, na capital, a rádio FM 106.3 MHz, que transmite seus programas 24 horas por dia.

A exemplo do que faz no Brasil, em seus programas, a Universal promove a "Terapia do Amor", na qual casais buscam soluções para seus problemas sentimentais. Um aviso estimula: "Receba, na Terapia do Amor, as unções com as essências aromáticas nos últimos nove sábados do ano", diz o apresentador.

A igreja lança campanhas constantemente; por exemplo, em 9 de novembro, promoveu uma jornada de seis domingos "pela transformação da família".

Para tanto, transmite o "Programa da família" todos os dias, de segunda a sexta-feira, das 7h às 8h e de 0h a 1h, por um canal de notícias a cabo, o América 24, e por canais abertos, que também podem ser vistos por outras duas grandes redes a cabo.

Em novembro passado, na abertura desse ciclo de "transformação", no qual 1.500 pessoas lotaram o Templo da Fé, três câmeras da organização, uma delas instalada sobre um guindaste, filmavam tudo.

No Uruguai, o processo de ocupação da mídia aconteceu na mesma época. Se os fiéis eram poucos no início, quando os pastores atravessaram a fronteira nos anos 90, o ano 2000 marca a ruptura em relação à popularidade da igreja. A partir daí, a Universal começou a ter seu próprio espaço televisivo e maior oferta de serviços religiosos.

Em 2001, já contava com 14 igrejas. Os últimos dados são de 16 no interior e seis em Montevidéu, além de 28 locais de oração chamados de anexos.

Doações para fazer jornal

O primeiro passo foi a compra de meia hora no Canal 12 (um dos três canais abertos privados da capital), logo após o fim do noticiário da meia-noite, além de espaços no rádio. A partir de 2003, dois programas de TV nacionais passaram a divulgar testemunhos e imagens que reproduzem basicamente o que acontece nos templos. Atualmente, a Igreja tem espaços no Canal 10, Canal 12, Canal 4 e na rádio Imparcial, 1090 AM.

Os fiéis também se mantêm em contato por meio de um programa na rádio Continente, todos os dias, das 14h às 19h, e pelo Canal 10, nas madrugadas a partir das 0h30, todos os dias, com exceção dos sábados.

Na Colômbia, a igreja tem um espaço televisivo arrendado no Canal Uno, de propriedade do Estado, veiculado de segunda a sexta-feira, às 11h e às 23h30m; e, aos sábados, às 23h. O programa se chama "Centro de Ajuda Espiritual" e, além de ser uma extensão dos cultos do templo, oferece assessoria para que pessoas se libertem de "enfermidades, desgraças e má sorte".

Esse espaço é conhecido popularmente como "o programa dos cristãos brasileiros".

A equipe de comunicação produz peças publicitárias sobre novenas e campanhas, assim como programas de rádio e edita um jornal. Durante os cultos, é comum o pastor avisar que, na saída, cada pessoa receberá um jornal. Um envelope estará colado a ele para que, quando voltem, o tragam com sua doação para manter o jornal. O pastor argumenta que é uma forma de massificar a fé.

O crescimento no México foi reforçado por sua presença em meios eletrônicos, principalmente no Distrito Federal e na zona metropolitana do Valle de México, Michoacán, Cuernavaca, Mérida e outras cidades de Yucatán, Toluca, Monterrey, Puebla, Guadalajara, León, Tijuana, Veracruz e Culiacán. A Universal está presente nos sistemas Sky e Cablevisión, por meio do canal 4 da Televisa.

No Equador, além de contar com seus locais de oração (até 1999, 15 templos por todo o país) e de receber dinheiro de seus seguidores, um programa de televisão noturno é retransmitido, no país, pela TC Televisión.

Nos oito países onde foi feita esta reportagem, dirigentes da Universal foram procurados e não quiseram dar entrevista. No Brasil, o presidente da Universal, Jerônimo Alves, foi procurado e não se pronunciou.

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O crescimento na América Latina

COSTA RICA
Na Costa Rica, a Igreja celebra cultos na sua sede nacional e em outros cinco locais alugados no centro de San José, no populoso e popular Cantón de Desamparados e nas capitais das províncias de Cartago, Alajuela, Limón e Guanacaste. Também oferece cultos em salões comunitários de outras seis áreas urbanas e rurais, na maioria povoamentos pobres. Aluga horários em rádios e TVs.

MÉXICO
A Igreja Universal chegou ao México há 14 anos como uma organização civil. Em apenas três anos, aumentou o número de santuários, ou "endereços da felicidade", como são chamados, de 48 para 86 em todo o país. Estão situados nas cidades mais importantes (19 imóveis, que funcionavam como cinemas, servem de santuários e outros três foram teatros). Aluga horários em rádios e TVs.

COLÔMBIA
A Universal possui 62 sedes em todo o país. Em Bogotá, além do gigantesco templo principal, situado no bairro Restrepo, há outros 21 em diferentes pontos da cidade, principalmente em áreas populares. Aluga horários em rádios e TVs.

ARGENTINA
Na capital, a Igreja Universal tem oito templos; na província de Buenos Aires, 73; e no interior do país, outros 79, que destacam na sua entrada o lema "Jesus Cristo é o Senhor". Há, ainda, mais 20 templos em outras localidades menores. A igreja tem duas emissoras de rádio e aluga horários nas emissoras de TV.

BRASIL
Fundada em 1977 por Edir Macedo, a Igreja Universal conta com 23 emissoras de TV e 40 de rádio. Tem cerca de 4.500 templos (uma média de 10 novos por mês). É a terceira maior denominação neopentecostal do país, com 11,85% do total (quase 8 milhões de fiéis). De acordo com a própria igreja, seu patrimônio em 1995 era estimado em US$ 400 milhões.

URUGUAI
Em Montevidéu, a igreja conta com 14 pastores consagrados. Sua sede central fica no prédio do antigo cinema Trocadero. Também está presente nos departamentos de Artigas, Canelones, Cerro Largo, Colonia, Durazno, Paysandú, San José, Maldonado, Rivera, Tacuarembó e Salto.

* Reportagem de Fernan Cisnero, do El País (Uruguai); Claudio Gaete Hermosilla, do El Nuevo Día (Porto Rico); Lissette Cardona, do El Nacional (Venezuela); José Alberto Mojica Patiño, do El Tiempo (Colômbia); Mauricio Herrera, do La Nación (Costa Rica); Natalia Gómez Quintero, do El Universal (México); Jorge Rouillon, do La Nación (Argentina); Ana Minga, do El Comercio (Equador) e Chico Otavio, de O Globo.

Crise não impedirá que IPTV triplique a base de assinantes

Estudo da In-Stat's, divulgado nesta segunda-feira (20, revela que apesar da crise econômica mundial, o número mundial de assinantes do serviço de IPTV – serviço de TV via rede da operadora de telecom – deverá chegar a 71,6 milhões nos próximos cinco anos. Essa meta significa triplicar a atual base existente. O Brasil, que deverá liberar o mercado, é apontado como um dos fatores-chave para a massificação do serviço.

"Num curto prazo de tempo, vários países, entre eles o Brasil, a Coréia e a Índia, vão liberar a oferta do serviço por parte das teles. Esta flexibilização regulatória permitirá o incremento do IPTV", atesta Michelle Abraham, analista da In-Stat's. "Apenas poucos países, entre eles o Japão e a Argentina, mantêm restrições e não há previsão para liberar o serviço", completa.

Nos Estados Unidos, as operadoras Verizon e AT&T ofertam o serviço de TV por assinatura, inclusive no modelo IPTV – via suas próprias infraestruturas de rede. Outras titãs como a France Telecom, a Telefónica, a Deutsche Telecom e a China Telecom estão também com produtos ou próximas a lançar o serviço para seus assinantes.

O tema é contraditório. No IPTVLatinAmerica 2009, evento realizado na semana passada, no Rio de Janeiro, os dados do serviço IPTV na América Latina apresentados não foram tão animadores.

De acordo com o levantamento realizado pela TVTelco-LatAM, os investimentos em IPTV na região perderam 'espaço' para os realizados na oferta via DTH (satélite).

A razão apresentada para a queda do IPTV foi, exatamente, a questão regulatória – ainda indefinida nos três principais países da AL – Brasil, México e Argentina. Já o DTH, está liberado e as operações começam a ganhar força ao longo deste ano, em especial, no Brasil, com as ofertas comerciais da Oi, Embratel e expansão da Telefónica.

*Com informações do portal Cnet.News (www.cnetnews.com )

Contra oligopólio, saída é fortalecer mídias públicas e alternativas

Apesar de o tema do Fórum Social Mundial ter sido a Amazônia e a luta contra a destruição do meio ambiente, a caracterização da crise financeira mundial e as alternativas para sua superação rumo a um novo modelo de desenvolvimento apareceram como a preocupação mais recorrente nos debates do evento. Nas atividades com temática ligada à comunicação, não foi diferente. Especialistas, ativistas e lideranças de movimentos sociais discutiram o papel da mídia na crise e qual comunicação deve ser reivindicada para construir um modelo de desenvolvimento popular e democrático.

No debate "Comunicação e Desenvolvimento – Uma política de comunicação desde os povos", realizado no dia 31, Marcos Arruda, da rede Jubileu Sul, destacou a importância que os meios de comunicação vêm tendo para manter uma ilusão legitimadora da ordem econômica que agora evidencia sua insustentabilidade. "O paradigma de desenvolvimento que temos é mentiroso e é ligado também a um conceito falso de progresso, que trata desenvolvimento e progresso como crescimento econômico ilimitado”, afirmou Arruda. “Todo dia está no jornal as notícias sobre o crescimento. O problema não é crescer, mas deve ser buscar crescer e manter distribuindo.”

Na mesma mesa, Gilberto Maringoni, pesquisador do Instituto de Pesquisas Econômicas Avançadas (IPEA), lembrou que este comportamento se intensificou pelo fato da mídia ter se integrado, nas últimas duas décadas, ao capital financeiro. “Cada vez mais a mídia é assumida por grandes financistas internacionais. Um exemplo é o jornal O Estado de S. Paulo, que pertence a um consórcio de bancos liderado pelo Itaú”, assinalou.

Em outro debate, "A Comunicação dos trabalhadores na disputa ideológica", promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) no dia 30, o sociólogo Emir Sader alertou para a importância de entender a força desta ação dos conglomerados e como este aparato de publicidade, entretenimento e jornalismo agora opera para sustentar a opção pela manutenção do status quo mesmo que reformulado em razão da crise. “O sistema de valores que compõe o modo de vida americano é hegemônico. Embora os Estados Unidos estejam decadentes, o seu modo de vida continua se estabelecendo", afirmou.

A mídia pública como alternativa

Nos dois debates, os participantes apontaram a comunicação pública como a principal alternativa das forças contra-hegemônicas para pautar de fato junto à população um novo modelo de desenvolvimento. "Não há como fazer disputa ideológica sem fortalecer o campo público da comunicação: as [mídias] estatais, comunitárias, públicas e legislativas", defendeu Beto Almeida, coordenador da Telesur no Brasil.

Para Gilberto Maringoni, embora os meios alternativos, comunitários e livres devam também ser um campo a ser ampliado como expressão das vozes populares, é preciso superar uma possível dispersão em instrumentos robustos e de forte alcance no âmbito do Estado. “Como nós, que tentamos fazer mídia contra-hegemônica, podemos combater isso? Temos que fazer veículos alternativos, tudo isso, mas se a gente depender disso, não dá nem para sair. Só dá para contar com um ente para fazer frente a isso: é o Estado”, enfatizou. “Toda a nossa força deve ser pressionar o Estado para constituir meios de comunicação, transmitir estes meios. Ele só pode fazer isso se for democrático."

Maringoni destacou que esta luta passa por disputar, hoje, os recursos movimentados pelo Estado para a mídia, direcionados sobretudo aos grandes grupos comerciais. "Hoje, 60% da verba publicitária do governo vai para a Rede Globo, sendo que ela tem 52% de audiência", relatou.

Para Emir Sader, este contraponto necessário pela TV pública não deve se limitar ao jornalismo, abarcando também os conteúdos tradicionais televisivos: a dramaturgia, as artes e os esportes. "Não tem que ter vergonha: tem que ter muito recurso, tem que fazer novela. Nós não queremos disputar o marketing, mas o esporte, o noticiário, a música. A música é um elemento espiritual nas pessoas. Tem que ter apenas a música de combate, mas contemplar a dimensão de lazer, de espiritualidade das pessoas. O trabalhador precisa de consciência e lazer. Um lazer construtivo, de solidariedade", defendeu.

Organizar a comunicação popular

Igor Felippe, da área de comunicação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), no debate "Comunicação e Desenvolvimento", avaliou que a esquerda hoje sofre por ter apostado em tentar dialogar com a população por meio da mídia comercial, ao invés de criar seu próprio aparato de comunicação. "Como a esquerda não tem um jornal diário? Isso é uma vergonha”, questionou.

A saída, continuou está na construção de meios próprios dos movimentos sociais e organizações populares, como experiências que venham "de baixo para cima". "Nós não vamos conseguir dialogar com a sociedade por meio destes meios de comunicação. Temos que criar rádios comunitárias, jornais, blogs, etc. Isso vai nos ensinar a fazer comunicação.”

Entretanto, Felippe argumentou que a comunicação só será um instrumento de fato de propagação de um novo modelo se ela for feita no bojo de intensa luta social por um programa democrático e popular, promovida por um campo de esquerda mais articulado. "Hoje a esquerda está fragmentada. Temos que construir um programa unitário com propostas para este país. A única forma de romper esta conjuntura é a partir da luta social, não existe outra forma. É a luta social, são ações, marchas, protestos, fóruns, campanhas que vão conseguir furar este bloqueio. Fizemos o plebiscito da Vale do Rio Doce em 2007 e conversamos com mais de cinco milhões de pessoas, fizemos trabalho de base", disse.

Conclusões afins, ações nem tanto

Apesar dos balanços convergentes, as respostas a este quadro e à necessidade de construir um aparato de comunicação contra-hegemônico mantêm-se pouco articuladas. No último dia do Fórum Social Mundial (FSM), o Objetivo 4 da lista dos eixos organizativos do processo, relativo à democratização da comunicação, foi o único que não contou com uma assembléia para pensar ações conjuntas. Quanto aos meios alternativos, as articulações ainda esbarram na fragmentação.

Um sopro de ânimo foi a realização de mais um evento do Fórum de Mídia Livre no FSM 2009. Porém, o encontro não conseguiu avançar significativamente na organização das iniciativas alternativas para uma agenda comum, que paute um outro modelo de desenvolvimento. O risco disso é que, em um momento crítico e de oportunidades como a atual crise econômica mundial, a esquerda perca a batalha e não consiga pautar uma alternativa de fato.

Band planeja co-produções com independentes e apresenta programação 2009

A Band prepara para 2009 três projetos em co-produção com produtoras independentes brasileiras. A informação foi fornecida a este noticiário pelo vice-presidente do Grupo Bandeirantes Marcelo Meira, durante apresentação da nova grade de programação ao mercado publicitário e à imprensa nesta quarta-feira (28), em São Paulo. Um dos projetos a ser co-produzido com independentes será de dramaturgia, provavelmente uma minissérie; outro será da área cultural, que deve ter início em junho deste ano e se prolongar até junho de 2010; e um último é uma série de documentários.

Segundo o vice-presidente, a idéia é que se utilizem recursos dos artigos 1°A e do 3°A da Lei do Audiovisual, este último autoriza canais de TV, aberta ou por assinatura, a investirem 70% do imposto devido sobre a remessa de recursos enviados ao exterior na co-produção de obras audiovisuais brasileiras de produção independente. "Há um grupo de trabalho na emissora , formado por nossos próprios executivos, que estuda este mecanismo, para entendê-lo melhor. Dentro do possível, vamos utilizá-lo para essas produções", conta Meira.

Além desses três projetos, há dois reality shows em co-produção com a argentina Cuatro Cabezas: "E24", sobre a rotina nas salas de emergência de hospitais públicos; e "A Liga", com jornalistas incorporando personagens inusitados.

Não há novelas previstas para este ano na emissora, embora o início de uma produção não esteja descartada. "Acredito que não chegaremos a colocar no ar uma novela este ano, mas o projeto de teledramaturgia não foi abandonado", diz a diretora de produção e artístico, Elizabetta Zenatti.

Crescimento

A perspectiva de crescimento da Band para 2009 é otimista: 8% em relação ao ano anterior, segundo Meira. O diretor executivo comercial da emissora, Marcelo Mainardi, conta que mais de 50% das receitas previstas para 2009 já estão na casa. "Os eventos 'Band Folia' e 'Fórmula Indy' e o humorístico 'CQC' já estão com 100% de suas cotas vendidas", diz.

Sem eventos esportivos fortes este ano, a Band aposta na Copa do Mundo de 2010, para a qual sublicenciou os direitos para TV aberta. O vice-presidente diz que o grupo pretende também adquirir os direitos para transmissão em seu canal a cabo, Band Sports. Segundo Mainardi, para a exibição do evento, que será transmitido totalmente em HD, há duas cotas de patrocínio bem encaminhadas. No total, são cinco cotas em rede e uma local.

Programação

Em meio a intervenções do elenco do "CQC", para animar a platéia formada por publicitários, anunciantes e jornalistas, a Band apresentou as novidades de sua grade de programação para 2009. Entre as novas atrações estão os reality shows; o programa de variedades de Adriane Galisteu; um programa de debates com Silvia Poppovic; e um novo matinal de variedades. O futebol também tem destaque em 2009, com os Campeonatos Paulista e Carioca, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Copa Sul-Americana, Copa das Confederações, Copa do Mundo Sub-17 e Sub-20, Copa do Mundo Beach Soccer e Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2010, que também será exibida pela Band.

Sem TV linear, teles não querem mais distribuir conteúdo

"Vídeo sob demanda não basta para viabilizar a operação de uma operadora". Em resumo, é o que Carlos Watanabe [diretor de Novos Negócios e Vídeo-comunicação da Brasil Telecom] afirmou durante um painel dedicado ao tema no IPTV World Forum, que aconteceu nos dias 27 e 28 janeiro no Hotel Intercontinental, no Rio de Janeiro. Segundo ele, o Videon, como é chamado o serviço de vídeo sob demanda da Brasil Telecom (BrT), está sendo fornecido como modelo de teste comercial atualmente.

O serviço foi lançado no final de setembro de 2007 para a cidade de Brasília e parecia uma das apostas da operadora, com 1,5 mil conteúdos disponíveis e a formatação de importantes parcerias, como uma com a Warner Bros, na qual a produtora passaria a fornecer os primeiros conteúdos sob demanda para uma operação de IPTV em todo o mundo.

Questionado sobre o modelo de negócios, com a insinuação de que a propaganda seria a fonte de renda principal, Watanabe, novamente, reintegrou que "nem mesmo as propagandas fazem sentido se não tiver distribuição em larga escala, e isso só é possível com distribuição de TV linear".

Aguardando decisões

Como foi reportado ontem pelo IPNEWS, Watanabe e demais líderes de operadoras de telecomunicações aguardam nova revisão na regulamentação de TV a Cabo, a ser feita hoje (29), pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), durante reunião da Comissão Diretora da associação. Se aprovadas todas as mudanças, as teles poderão ter direito a fornecer conteúdo para todas as cidades brasileiras por meio de TV por assinatura, menos aos 500 maiores municípios.