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Rede Nacional de Comunicação Pública leva programação da TV Brasil a 100 milhões de brasileiros

No dia 3 de maio começa a transmissão simultânea da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). Formada pelos quatro canais próprios da EBC, por sete emissoras universitárias e por 15 emissoras públicas estaduais, a rede levará a programação da TV Brasil para cerca de 100 milhões de brasileiros, de 23 estados. Esse número de canais da rede sobe para 765 já que algumas das parceiras dispõem de redes particulares, constituídas por geradoras afiliadas e retransmissoras próprias. Além dos canais de TV aberta, a TV Brasil também pode ser acessada pelos telespectadores na TV por assinatura e por meio da parabólica (banda C).

Para facilitar a coordenação da RNCP, será constituído um Comitê de Rede que se reunirá duas vezes por ano para discussões sobre programação, questões jurídicas e de marketing relativas à rede. A instalação do Comitê será formalizada nesta terça-feira (27), no Rio de Janeiro, com a presença de representantes de todas as emissoras.

Já estão em tramitação os processos para assinatura com as emissoras da rede dos contratos de prestação de serviços jornalísticos. Por meio deles, a EBC repassará mensalmente recursos às TVs para que incrementem a produção de conteúdos jornalísticos regionais para veiculação na programação de rede.

Estrutura

Ao ser criada, a EBC herdou da União três emissoras já existentes como canais federais: a TV Nacional, em Brasília, e as TVEs do Rio de Janeiro e do Maranhão. E em seu primeiro ano de existência recebeu as outorgas (analógica e digital) de São Paulo. Estas quatro emissoras são operadas pela própria EBC.

Por força de lei, pertencem também à EBC as outorgas de emissoras operadas por universidades federais, nas quais a gestão é compartilhada. Existem emissoras universitárias em Pernambuco, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Paraíba e Roraima. Outras duas novas emissoras, em Rondônia e Amapá, serão viabilizadas ainda este ano.

Já com as emissoras públicas estaduais, a EBC tem assinado contratos de formação de rede desde o final do ano passado. Mas mesmo antes da existência de contratos formais, a empresa, desde o início de seu funcionamento, ofereceu programação para essas emissoras. Em dezembro de 2007, a TV Brasil respondia por 32%, em média, pelo conteúdo exibido por elas; hoje, esse número saltou para mais de 70%.

Todas essas ações da EBC buscam cumprir a missão existente na Lei nº 11652/2008, de criação da empresa, que determina a constituição da RNCP, uma rede de abrangência nacional tanto para a transmissão quanto para a produção de conteúdo.

TV por assinatura e parabólica

A distribuição da programação dos canais da EBC pelas operadoras de TV por assinatura em todas as tecnologias utilizadas no país é obrigatória. No final de 2009, mais de 6,8 milhões assinantes da TV paga recebiam o sinal da TV Brasil. Na TV a cabo, que detém 61% dos clientes deste tipo de serviço, o sinal da TV Brasil ficou disponível para 98% dos assinantes.

A programação da TV Brasil também é distribuída gratuitamente para quem possui a antena parabólica que capta no satélite Brasilsat C2 o sinal da TV para todo o País. Hoje a estimativa sobre a quantidade destas antenas varia entre 14 e 20 milhões de equipamentos. De acordo com pesquisa realizada pelo Datafolha, dos 10% de brasileiros que declaram assistir a TV Brasil, 42% o fazem pela parabólica, 36% pela televisão aberta e 22% pela TV por assinatura.

Histórico

A Rede Pública de Televisão começou a ganhar forma em dezembro de 2007, quando foi convocada a reunião inaugural do Comitê de Formação da Rede. Participaram do encontro 22 emissoras públicas com dimensão estadual ou metropolitana.

Ligadas a governos de estados, universidades federais e estaduais, essas emissoras, acrescidas da TV Brasil, representam mais de 95% do poder de cobertura do chamado campo público, que congrega ainda canais fechados universitários e comunitários, emissoras institucionais e televisões educativas locais.

O Comitê de Formação de Rede se reuniu outras vezes ao longo de 2008 e, apoiado em conceitos e exigências contidos na lei instituidora da EBC, consolida política voltada para a articulação da rede pública. Nela, ao contrário das redes comerciais, as relações entre os integrantes da Rede Pública se processam de forma horizontal, as diferenças constituem um valor e a regionalização dos conteúdos é um pressuposto. Outro elemento diferenciador é o estimulo à produção local, inclusive para veiculação na grade nacional, com a EBC fazendo aporte de recursos.

Após um longo processo de debate ficou estabelecido que haveria um limite de dez horas e meia para as transmissões nacionais simultâneas, sendo quatro delas reservadas para produções dos integrantes da Rede que não a EBC. Também são definidos os horários de grade da rede nacional e a natureza dos programas. Criam-se três categorias de participação das emissoras na rede: associado, que retransmite na íntegra as dez horas e meia; parceiro, menos de dez horas e meia até o limite mínimo de três ; e colaborador, três horas.

A ação seguinte foi a edição, pelo Conselho Administrativo da EBC, de norma que regula todas as relações entre a EBC e as emissoras associadas. No segundo semestre de 2009 começaram a ser discutidos os termos específicos dos acordos com cada uma das emissoras interessadas em fazer parte da Rede Pública de Televisão. Desde o final do ano passado, esse contratos estão sendo assinados. Ainda em abril, começaram a ser assinados os primeiros contratos de coprodução da EBC com integrantes da Rede. Com isso crescerá a quantidade de programação regional incluída na grade da TV Brasil.

Governo entrará na oferta de banda larga apenas no atacado

O governo decidiu que o Estado não deverá entrar diretamente no mercado de oferta de banda larga ao consumidor final. Em matéria publicada nesta segunda-feira, 26, pela Agência Brasil, o coordenador de programas de inclusão digital do governo federal e do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), Cezar Alvarez, anunciou que o governo ficará restrito a oferta de redes "no atacado", atuando como um regulador dos preços finais no mercado.

"A média de preços praticada hoje no mercado é de cerca de R$ 1,4 mil. Nós queremos vender por menos da metade. Nós só venderemos para quem se comprometer a ter qualidade e preço final", afirmou Alvarez. Este "preço final" deverá ser de R$ 35, cenário mais favorável às contas da empresa pública que controlará a oferta das redes do governo. Nas simulações de cenários obtidas por este noticiário e divulgadas em fevereiro deste ano, a oferta na ponta a R$ 35 por 512 kbps prevê uma venda de capacidade de rede a R$ 200 para os prestadores de serviço.

Telebrás

Na mesma entrevista, Alvarez confirma que já está decidido o uso da Telebrás como a gestora das redes públicas. A revitalização da estatal foi questionada por alguns setores do governo, especialmente o Ministério da Fazenda, mas a decisão já estaria tomada em prol do uso da estatal, segundo o coordenador. O governo pretende ainda investir na ampliação da rede pública de fibras das elétricas, que será usada no PNBL.

"Queremos chegar na Copa do Mundo com uma rede capilatizada com mais um fornecedor capaz de oferecer novos serviços", afirmou Alvarez. Essa expansão da rede pode ser feita tanto por meio de investimentos públicos diretos, quanto em parceria com as teles, de acordo com o assessor especial da Presidência da República. Esses investimentos atingirão o backbone público e o backhaul.

Financiamento

Para estimular a adesão das empresas nos mais diversos níveis da cadeia de telecomunicações, o governo tem negociado a criação de uma linha de financiamento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) superior a R$ 5 bilhões, valor bem além do disponível atualmente, disse Alvarez à Agência Brasil. Além disso, Alvarez confirmou que existirá uma política de isenção tributária voltada ao atendimento das populações de baixa renda, sem contar outros incentivos fiscais para oferta de equipamentos e de serviços já anunciadas em momentos anteriores.

A expectativa da equipe de construção do PNBL é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva bata o martelo para iniciar o projeto nos próximos dias, garantindo assim o início da participação estatal no mercado de atacado de banda larga ainda neste ano. Segundo Alvarez, a oferta a R$ 35 para o consumidor final deve ser possível dentro do prazo de um ano.

Movimento dos Sem Mídia pede auditoria de institutos de pesquisa

O Movimento dos Sem Mídia (MSM), presidido pelo blogueiro Eduardo Guimarães, entrou com uma representação na Procuradoria Geral Eleitoral para que se abra uma auditoria dos quatro maiores institutos de pesquisa que publicaram recentemente resultados de pesquisas sobre a sucessão presidencial. Eles têm apresentado diferenças consideráveis, e a proposta é que a auditoria sirva para investigar possíveis fraudes na realização e divulgação desses resultados.

Os quatro grandes grupos em questão são o Datafolha, o Ibope, o CNT/Sensus e o Vox Populi. O início das suspeitas de fraude começou com a publicação de duas pesquisas: uma do Datafolha, no dia 27 de março, que apontava o pré-candidato José Serra (PSDB) na frente, com uma diferença de 10% sobre a pré-candidata Dilma Rousseff (PT); e outra do Vox Populi, publicada sete dias depois, que apontava um resultado bem diferente: de 3 a 5% de distância entre os dois principais candidatos à presidência.

Após a publicação da pesquisa do Vox Populi, o grupo Folha, por meio do jornal, publicou uma série de matérias questionando o resultado da pesquisa. No dia 13 de abril, a briga entre os institutos se acirrou com a publicação das intenções de voto levantadas pelo Instituto CNT/Sensus, que apontou que a diferença entre os candidatos petista e tucano estava então entre 0,4 e 2,88 pontos percentuais.

Todas essas informações foram enviadas pelo blogueiro Eduardo Guimarães junto com a representação de pedido de auditoria das últimas pesquisas eleitorais. Pela lei, a divulgação de pesquisas fraudulentas é crime com direito a detenção e pegamento de multa de até R$ 106.410,00.

A ação do MSM pede que a Justiça monitore e eventualmente audite todas as próximas pesquisas divulgadas até antes das eleições.

Eduardo Guimarães afirma que se trata de um exercício de cidadania, sem interesses político-eleitorias. Segundo ele, sem a lisura nos institutos do pesquisa, as eleições acontecerão "sob o signo da trapaça, da esperteza, da malandragem, da injustiça, da prepotência, da opressão do poder econômico", escreveu. Ele qualifica a iniciativa do MSM como uma "vacina democrática" para o pleito deste ano.

A íntegra da ação do MSM pode ser encontrada aqui.

Câmara, Senado e Assembleia de SP inauguram canal conjunto de TV

Será inaugurada na quinta-feira (29) a transmissão do canal digital 61, que terá programação simultânea da TV Câmara, da TV Alesp e da TV Senado na cidade de São Paulo. A inauguração ocorrerá na Assembleia Legislativa de SP, às 19 horas, com a participação dos presidentes da Câmara, Michel Temer; do Senado, José Sarney; e da Assembleia Legislativa, Barros Munhoz.

A parceria para a transmissão definitiva do canal 61, com as programações simultâneas da TV Câmara e da TV Alesp, foi assinada em julho de 2009. Agora, a TV Senado também passa a ser transmitida pelo canal.

A transmissão experimental começou em outubro de 2008, com um transmissor de baixa potência. Nesta semana, serão inaugurados transmissores que somam 15kw. Isso permitirá que a TV Câmara, a TV Alesp e a TV Senado cheguem aos quase 20 milhões de habitantes da metrópole de São Paulo em sinal aberto, gratuito e com alta qualidade. Por meio do canal, a sociedade poderá acompanhar os trabalhos realizados pelo Poder Legislativo de forma transparente.

Multiprogramação


O canal 61 funcionará pelo sistema de multiprogramação, que permite a transmissão de até quatro programações simultâneas, em sinal aberto e gratuito. Em uma próxima etapa, haverá a inclusão dos sinais das TVs de câmaras municipais onde os sinais dos transmissores estejam disponíveis.

O modelo de operação que está sendo testado em São Paulo servirá de referência para a expansão da rede legislativa de TV digital em todo o País. Esse modelo foi proposto pelo deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE) no Projeto de Lei 277/07, já aprovado na Câmara e agora em análise no Senado.

Economia de recursos

A Câmara dos Deputados adquiriu os transmissores do canal 61, enquanto a Assembleia Legislativa de São Paulo é responsável pela oferta da torre onde os equipamentos estão instalados, na Fundação Padre Anchieta, e pelo custeio.

O valor da aquisição dos transmissores estava orçado em R$ 8 milhões, mas baixou para R$ 3,35 milhões durante o processo licitatório.

Cresce número de queixas contra serviços de Telecom em março

O número de reclamações sobre os serviços de telecomunicações na Anatel voltou a crescer em março e chegou a 145.393 ante as 110.233 queixas registradas em fevereiro. O número só é menor do que o registrado em março do ano passado, quando foram anotadas 146.150 reclamações. A telefonia móvel, que detém a maior base de clientes (179 milhões), motivou 66.711 queixas no mês passado, enquanto a telefonia fixa, com menor número de usuários (42 milhões), ficou com 50.827 do total de reclamações registradas no mês de março.

Em fevereiro, as queixas contra a telefonia móvel chegaram a 50.876 e contra a telefonia fixa, 37.864. Já o serviço de acesso à internet, que em fevereiro motivou 14.609 reclamações, em março gerou 19.304 queixas. O serviço de TV por assinatura fechou o mês de março com 6.651 queixas, número superior ao registrado em fevereiro, de 5.378 reclamações. Outros serviços de Telecom foram responsáveis por 1.900 queixas em março.

Entre as celulares, a Brasil Telecom recebeu o maior número de queixas, seguida da Aeiou. A Sercomtel e a Vivo foram as menos reclamadas em março. As principais causas das reclamações na telefonia móvel foram cobrança, atendimento, serviços adicionais, desbloqueio, cancelamento, reparo, promoções e planos de serviços.

A TIM ficou na liderança das reclamações registradas na Anatel no mês de março contra a telefonia fixa, seguida da Telefônica. As menos reclamadas foram as operadoras Sercomtel e Intelig. Os motivos das queixas foram reparo, cobrança, instalação de acessos individuais, atendimento, mudança de endereço, planos de serviço, bloqueio e cancelamento.

Na TV por assinatura, os principais motivos das queixas registradas em março foram contra cobrança, reparo, atendimento, cancelamento, instalação, programação e mudança de endereço. Nos acessos à internet, predominaram as queixas contra reparo, instalação, cobrança, cancelamento, atendimento e mudança de endereço.

Em novembro de 2009, foram registrados os menores números de queixas contra os serviços de telecomunicações na Anatel em 12 meses: 106.225.