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Presidente Lula critica prisão de Julian Assange, fundador do Wikileaks

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta quinta-feira (09), a prisão do fundador do site Wikileaks, Julian Assange, e instou protestos contra o que classificou de restrições à liberdade de imprensa.

Acusado de estupro e agressão sexual supostamente cometido na Suécia, Assange, 39 anos, foi preso no Reino Unido, nesta semana, e assim permanecerá até o dia da audiência que decide sobre sua deportação. O juiz responsável pelo caso negou fiança ao jornalista.

"O rapaz do WikiLeaks foi preso e não estou vendo nenhum protesto pela liberdade de expressão. É engraçado. Não tem nada, nada pela liberdade de expressão e contra a prisão de um rapaz que estava fazendo um trabalho melhor do que o de muitos embaixadores", afirmou Lula durante o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A respeito das cartas sobre o Brasil enviadas pelo então embaixador norte-americano no país, Clliford Sobel, Lula declarou que é melhor manter-se calado a "escrever bobagens".

"A Dilma tem que falar para os seus ministros que se não tiver o que escrever, não escreva nada. Não escreva bobagem. Daí aparece o tal do Wikileaks e desnuda essa diplomacia", disse, segundo informa o portal G1.

Na opinião do presidente, o "culpado não é quem divulgou [o conteúdo de documentos secretos], é quem escreveu". "Fica registrado o meu protesto pela liberdade de imprensa", afirmou Lula ao término de seu discurso.

Audiência pública debate criação de Conselho Estadual em SP

Nesta quarta-feira (08/12), o auditório Franco Montoro da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) recebeu mais de 300 pessoas para realização de audiência pública que debateu a criação do Conselho Estadual Parlamentar de Comunicação – Consecom. De autoria do deputado estadual Antonio Mentor, líder da bancada do PT na Casa, o projeto de resolução n° 09/2010 prevê a criação de um conselho, dentre outras prerrogativas, para avaliar e propor políticas públicas de comunicação no âmbito estadual.

Outros Estados, como Bahia, Ceará, Rio de Janeiro, Alagoas e Piauí, também estão debatendo a criação de Conselhos de Comunicação. Em São Paulo, a peculiaridade é que a proposta do Consecom se dá no âmbito do Parlamento, aos moldes do já existente CCS (Conselho de Comunicação Social) do Senado Federal, criado em 1988 pela Constituição Federal e atualmente inoperante.

Tais debates que vêm ocorrendo Brasil a fora visam cumprir demanda da I Conferência Nacional de Comunicação, realizada em diversos municípios, Estados e no âmbito federal em 2009. Apoiada por consenso entre empresários participantes, sociedade civil e poder público, uma destas resoluções versa sobre a necessidade de criação de um Conselho Federal e de Conselhos Estaduais de Comunicação.

Em São Paulo, a audiência pública desta quarta-feira na Alesp foi dividida em dois eixos principais: “A propositura a luz da Constitucionalidade e da Legalidade” (Eixo I) e “Ameaça à Liberdade de Imprensa ou Exercício da Cidadania?” (Eixo II).

O Eixo I contou com a presença dos debatedores Igor Tamasauskas, advogado formado pela USP, ex-Subchefe Adjunto para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, e Sérgio Azevedo Redó, presidente da Comissão de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo. Ambos debatedores entendem a criação do Conselho como legal e atendendo os preceitos constitucionais.

Para Igor Tamasauskas, o Conselho será um importante órgão de debate, que possibilitará a vocalização da sociedade paulista na área da comunicação. “Seja pela limitação em função da garantia de ampla liberdade de expressão, seja pela limitação do que o Estado, enquanto ente da Federação, possa legislar sobre o tema, fica a pergunta: existe espaço para o Estado criar um órgão para tratar do assunto? A partir da análise do projeto de resolução, a resposta é positiva. Sim, existe espaço, sobretudo porque o Conselho tem o objetivo de fomentar, de discutir e conferir voz aos atores da sociedade e do próprio poder constituído, através de atos de entendimento e busca de resolução para as questões importantes que surjam sobre a Comunicação Social”, disse.

Sérgio Redó, da Associação Paulista de Imprensa e presidente da comissão de imprensa da OAB-SP, frisou o fato de o Conselho se restringir ao âmbito do Poder Legislativo e diferenciou os conceitos de regulamentação e controle de conteúdo. “Existe uma limitação sobre o pensamento existente sobre o assunto. Cercear o controle do conteúdo da comunicação é completamente distante de normatizar os processos e os procedimentos da comunicação, que é o que este projeto petende alcançar”. Redó criticou o vácuo deixado pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Lei de Imprensa, principalmente no que diz respeito ao Direito de Resposta, como exemplo da possibilidade de normatização na área.

Antes do encerramento do Eixo I a palavra foi concedida à platéia para intervenções sob o ponto de vista da legalidade e constitucionalidade do projeto. Uma das falas foi do deputado Rui Falcão (PT-SP), convidado também para compor a mesa. “Historicamente houve recusa dos setores poderosos de ter qualquer tipo de regulação. Aqui em São Paulo, há inclusive uma parceria neste debate com o deputado Edmir Chedid, do DEM, que também apóia esta iniciativa. Numa época de mudanças na legislação, de convergências de mídias, chegou o momento da criação deste Conselho, que vai convidar membros da sociedade, do poder público, da mídia comercial, e possui funções muito bem explicitadas”, afirmou.

“Fiscalizar não significa ter a prerrogativa de punir”

No Eixo II da audiência pública: “Ameaça à Liberdade de Imprensa ou Exercício da Cidadania?”, ainda sob condução dos trabalhos do deputado Antonio Mentor, o primeiro debatedor foi Sérgio Milleto, representante da Altercom (Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação), que demonstrou-se totalmente favorável a criação do Conselho e falou sobre o fato de as concessões públicas no Brasil manterem a lógica de serem passadas de pai para filho, sem avaliações da sociedade, justamente a quem deveria ser voltado um bem público, um serviço público. “Hoje, cada vez mais, os anunciantes controlam o conteúdo da comunicação, os valores da sociedade. E esta é a maior forma de censura. Com relação ao projeto, portanto, também teríamos que repensar o inciso sobre publicidade, repensar o fato de que as aferições de marketing share, que determinam para onde vão as verbas federais, devem ser revistas. Um site ou blog na internet hoje pode ter muito mais audiência que outros meios de comunicação”, disse.

O próximo a falar foi Wilson Malini, da Associação Paulista de Jornais (APJ) fazendo uma diferenciação entre imprensa escrita e radiodifusão por serem legislações e conceitos diferentes e demonstrando preocupação com a criação do Conselho. “É preocupante o trecho que diz “atuar em defesa do interesse público, abrangendo as atividades de imprensa escrita”, por ser um conceito muito genérico. Até onde este conselho poderia exercer uma pressão? Não usaria o termo censura, mas isso nos preocupa”. Para o representante da APJ, o jornalismo já possui diversas formas de controle social, como os observatórios de imprensa, os ombudsmans e jornais que contam com conselhos editoriais representativos da sociedade. Após, citou mensagem encaminhada pelo presidente da associação, Renato Zaiden, favorável a auto-regulamentação e contra qualquer tipo de conselho de comunicação atrelado ao Executivo.

O presidente do Sindicado dos Jornalistas de São Paulo, Guto Camargo, é favorável à criação do Conselho e centrou sua fala dando exemplos de outras áreas que possuem conselhos semelhantes, como saúde, moradia, segurança pública, educação, etc. “O conselho é plenamente justificável e, como já demonstrado, constitucional. Aliás, o papel destes conselhos no ordenamento jurídico brasileiro já está consolidado. A idéia de Conselho, como forma de organização, regulação, espaço para debates, no que se refere a criação e acompanhamento de políticas públicas, é hoje uma tradição brasileira”, disse.

O próximo debatedor foi Edilberto de Paula Ribeiro, presidente da Associação de Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP/ABERT). Justificando o fato de a AESP e a ABERT não terem participado da Confecom, Edilberto fez críticas ao posicionamento do governo federal no que se refere às demandas do seu setor. Dentre elas, citou a indefinição sobre o sistema de rádio digital, a entrada das operadoras de telecomunicações internacionais no âmbito da radiodifusão e a obrigatoriedade da Voz do Brasil. “O setor quer conversar sim, quer dialogar, mas antes quer ver os seus anseios e observações, também atendidas, para que depois as coisas possam ser encaminhadas”. Ao final, não se posicionou claramente sobre ser favorável ou contrário à criação do Conselho Estadual Parlamentar de Comunicação.

Os mesmos posicionamentos não foram tomados por Cícero Ferreira, diretor da ABRA (Associação Brasileira de Radiodifusores), encabeçada por RedeTV! e Rede Bandeirantes. Cícero, representando o presidente da RedeTV! e da ABRA, Amílcare Dallevo, citou o histórico de participação destas emissoras no processo da Confecom em 2009 e o quão importante é para a indústria a participação nestes debates. Cícero centrou sua fala na inovação tecnológica, referindo-se, por exemplo, ao Plano Nacional de Banda Larga e suas repercussões nas televisões e ao novo Marco Regulatório. Sobre esse assunto, disse que a ABRA vem centrando sua atenção no âmbito federal, participando inclusive do debate sobre a implementação de um Conselho Federal de Comunicação.

Walter Ceneviva, Vice-Presidente Executivo da Rede Bandeirantes, a exemplo de Cícero, falou da importância da participação nos debates mas que atualmente são necessárias mais ações do que discussões. Citou que pouquíssimas resoluções da Confecom, um ano depois de sua realização, foram colocadas em prática e que, portanto, achava desnecessário e indesejável o Conselho no Estado de São Paulo. Ao final, chegou a comentar que sua sensação é de que todos ali estavam perdendo tempo e que isso poderia dispersar ações concretas.

A última debatedora foi Bia Barbosa, integrante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. Representando a “Frente Paulista pelo Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão” iníciou sua fala contrapondo-se de forma veemente a afirmação de Walter Ceneviva de que todos ali estavam perdendo tempo. Após, citou a importância da criação do Conselho Estadual citando inúmeras irregularidades e violações de direitos previstos na Constituição no que se refere à Comunicação. Bia também defendeu o caráter deliberativo do Conselho e solicitou que cada segmento representado, seja o poder público, a sociedade civil ou o empresariado, eleja seus próprios representantes. “Sobre o artigo 22 da Constituição Federal, que diz ser competência da União legislar sobre Comunicação, fez a diferenciação deste Conselho que não propõe legislar sobre o tema, mas sim fiscalizar a legislação existente, cujo significado não é ter a prerrogativa de punir, mas de identificar as violações e simplesmente encaminhá-las aos órgãos responsáveis, seja o Ministério Público, o Ministério das Comunicações ou a Anatel”, afirmou.

Ao final, Bia direcionou-se aos veículos de comunicação ali presentes, tais como jornal Folha de S.Paulo, Estadão e Rádio CBN, que vêm se posicionando de forma contrária a implementação dos Conselhos Estaduais. Para ela, seria importante que o debate fosse de fato democrático nos espaços dedicados por estes veículos ao tema, já que geralmente a visão é parcial e não contempla atores da sociedade civil com formulação histórica sobre as questões. Ainda, seria importante a efetiva participação dos principais veículos neste debate, uma vez que não se trata de “um bicho de sete cabeças” e que a idéia central do Conselho é basicamente ampliar a discussão sobre Comunicação Social.

O projeto de resolução n° 09/2010 tramita atualmente na Comissão de Constituição e Justiça da Alesp e se aprovado passará pelas Comissões de Finanças e Orçamento e de Transportes e Comunicação antes de ser encaminhado pela mesa diretora para votação em plenário. Antes do final da audiência pública, a palavra foi novamente concedida à platéia, tendo se posicionado diversos atores, principalmente da sociedade civil organizada, fazendo sugestões de texto ao projeto de criação do Conselho, denunciando casos práticos de violação do direito à comunicação e solicitando que a liberdade de expressão no Brasil, enfim, seja de fato exercida por todos.

Hackers atacam Mastercard por cortar serviço ao WikiLeaks

Ataques de hackers ao site da Mastercard nesta quarta-feira prejudicaram pagamentos de usuários da empresa de cartões de crédito. O site foi um entre vários atacados por um grupo de hackers chamado Anonymous (Anônimo), que diz punir as empresas que deixaram de prestar serviços ao site WikiLeaks.

O WikiLeaks e o seu fundador, Julian Assange, vêm sofrendo uma forte pressão internacional, principalmente por parte dos Estados Unidos, desde que começaram a divulgar um pacote de mais de 250 mil mensagens diplomáticas secretas americanas, na semana passada.

A Mastercard, que deixou de permitir doações ao WikiLeaks, diz que o ataque não afetou pagamentos feitos por usuários do cartão de crédito. Mas a BBC foi contatada por uma empresa que disse que seus clientes enfrentaram uma queda completa do sistema.

A companhia, que não quis ter o nome revelado, afirmou que o serviço de autenticação de pagamentos online, conhecido como Mastercard's SecureCode, deixou de funcionar.

Leitores também relataram problemas com pagamentos pela internet. Não se sabe qual foi a dimensão do problema. A Mastercard não confirmou o ataque.

Mais cedo, o funcionário Doyel Maitra havia dito que o site corporativo da empresa – Mastercard.com – estava enfrentando um "tráfego pesado", mas que continuava acessível.

"Estamos trabalhando para restabelecer a velocidade normal do serviço. Não há impacto algum na capacidade dos usuários dos cartões Mastercard ou Maestro de usar seus cartões para transações seguras."

Ativismo virtual

O Anonymous, que assumiu a autoria do ataque, é um grupo de hackers ativistas que diz já ter atingido diversos alvos – incluindo o site dos promotores que acusam o fundador do Wikileaks, Julian Assange, de estupro.

A PayPal, que deixou de permitir doações ao WikiLeaks, também foi atacada.

A empresa de pagamentos diz que tomou a decisão após o Departamento de Estado americano determinar que as atividades do WikiLeaks eram ilegais nos Estados Unidos.

Outras empresas que se afastaram do WikiLeaks, como o banco suíço PostFinance, que congelou a conta de Assange, também sofreram ataques. O banco diz que o fundador do site forneceu informações falsas ao abrir a conta na instituição.

Especialistas em segurança dizem que os sites foram atacados por um mecanismo chamado DDoS (distributed denial-of-service attack), que faz com que as páginas saiam do ar.

Paul Mutton, da empresa de segurança Netcraft, diz que 1,6 mil computadores agiram na ação.

Antes do ataque à Mastercard, um membro do Anonymous que se intitula Coldblood (sangue frio) disse à BBC que várias ações estavam sendo executadas para afetar empresas que deixaram de prestar serviços ao WikiLeaks ou que supostamente estariam atacando o site.

"Sites que estão se curvando à pressão governamental se tornaram alvos", disse o hacker. "Como organização, nós sempre defendemos uma sólida posição sobre censura e liberdade de expressão na internet e nos voltamos contra os que buscam destruí-la por qualquer meio."

Segundo Coldblood, o "WikiLeaks se transformou em algo maior do que o vazamento de documentos e tornou-se o palco de uma batalha do povo contra o governo".

O hacker admitiu que os ataques podem prejudicar pessoas que tentam acessar os sites, mas disse que essa é a "única forma efetiva de dizer a essas companhias que nós, o povo, estamos descontentes".

O Anonymous também está ajudando a criar sites espelhos para o WikiLeaks, após seu provedor americano retirá-lo do ar.

Revista CartaCapital lança blog sobre WikiLeaks

A revista CartaCapital estreou, nesta quarta-feira (08), um blog sobre o WikiLeaks, em que a jornalista Natália Viana publicará informações em primeira mão sobre os documentos secretos divulgados pelo site fundado pelo australiano Julian Assange. Segundo informou o blog de Luis Nassif, Natália foi convidada pela organização de Assange para coordenar a publicação dos dados sigilosos sobre o Brasil com a imprensa nacional e, ainda, escrever reportagens independentes.

"Aqui neste blog vou ter a certeza de que o conteúdo inédito vai sair em primeira mão. E também vou dividir essa experiência na linha de frente do jornalismo", escreveu a jornalista.

A primeira postagem feita no blog fala sobre o caso Cablegate, que detalha os bastidores da diplomacia dos EUA e relações com países árabes e Israel, além de pedidos para que diplomatas norte-americanos espionassem membros da Organização das Nações Unidas (ONU). Os mais de 250 mil documentos expostos pelo WikiLeaks na última semana também citam o Brasil.

Uma série de telegramas revela mensagens enviadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ex-líder dos EUA, George W. Bush., e a forma como o Departamento de Estado norte-americano descrevia algumas figuras-chave do governo Lula. O senador Aloizio Mercadante, por exemplo, seria visto como "radical", de acordo com o blog sobre o WikiLeaks.

As informações secretas divulgadas pelo site geraram críticas e pressões de governos para tentar impedir a atuação do WikiLeaks. Países como EUA e França pediram a empresas de internet para não mais oferecer serviço de hospedagem a página. Além disso, o australiano entrou para a lista de procurados da Interpol, acusado pela Justiça da Suécia de ter cometido crimes sexuais. Ele foi preso na última terça (07), em Londres, Inglaterra, após se entregar às autoridades.

O responsável pelo WikiLeaks também teve sua conta encerrada pelo banco suíço PostFinance, que alegou que Assange mentiu ao informar seus dados. De acordo com um comunicado do site, a conta foi aberta para receber doações, que chegam ao valor de 31 mil euros. E as empresas de cartão de crédito Visa, Mastercard e Paypal anunciaram que bloqueariam os pagamentos feitos a organização.

Em retaliação ao bloqueio, hackers pró-Assange deixaram inoperantes os sites da Mastercard, Paypal e do banco suíço, nesta quarta, na chamada "Operação Payback". Segundo O Dia Online, o grupo confirmou os ataques pelo Twitter, e ainda brincou com o slogan da empresa de cartão de crédito. "Existem coisas que o Wikileaks não faz. Para todas as outras, existe Operação Payback".

De acordo com O Estado de S. Paulo, o cerco ao site tem sido criticado por organizações ligadas a comunicação, como a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA, sigla em inglês), e a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).

Brasileiro gasta, em média, R$ 118 por mês na internet, aponta Ibope

O consumidor brasileiro que compra na internet pertence predominantemente às classes A e B, tem grau mais alto de escolaridade, compra produtos de uso pessoal e gasta, em média, R$ 118 por mês em lojas online. Esta é uma das conclusões do estudo TG.net realizado pelo Ibope Mídia para traçar um perfil do comércio eletrônico brasileiro.

Entre os principais objetivos da navegação em lojas online, cerca de 80% dos internautas responderam que usam internet para comparar preços, 25% buscam um carro novo e 18% realizam compras profissionais. Cerca de 43% dos internautas costumam recorrer à internet antes de realizar compras e, se o produto tiver valor superior a R$ 1.500, buscam mais informações na web.

Mais de 66% dos consumidores online realizaram de uma a cinco compras nos últimos seis meses e 30% gastaram, pelo menos, R$ 224.

Livros continuam liderando a preferência dos consumidores com 30% das respostas, seguidos de telefones e acessórios para celulares (20%), eletrodomésticos (18%) e produtos de tecnologia pessoal (17%), como câmeras digitais, leitores de MP3.

Nos próximos seis meses, 25% pretendem comprar câmera digital, 17% telefone celular 3G, 17% telefone celular com câmera e 15% iPhone.

De acordo com o estudo, 61% dos consumidores online estão nas classes A e B, 35% na classe C e representa 4% nas classes D e E.

A idade média do consumidor das lojas virtuais é de 33 anos, aponta o Ibope. A maior parte dos consumidores online (48%) está na faixa etária de 25 a 44 anos de idade, enquanto 17% têm entre 20 e 24 anos e 15% estão na faixa de 15 a 19 anos. Consumidores de 45 a 54 anos representam 13% do público que compra online e apenas 6% têm entre 55 e 64 anos.

A parcela de solteiros também é mais representativa (49%). O estudo revelou, ainda, que 36% estão matriculados em instituições de ensino e até 32% falam uma segunda língua.

A pesquisa TG.net foi realizada entre maio e junho deste ano com 2.500 internautas do Brasil, com idade entre 15 e 64 anos, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Distrito Federal, além de Goiânia, Nordeste e no interior da região Sudeste. As cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo respondem por 37% do total dos compradores.