Arquivo da categoria: Notícias

TV Cultura faz novo corte de custos e demite 150 funcionários em SP

A TV Cultura, administrada pela Fundação Padre Anchieta, informou ontem, por meio de nota, que desligou cerca de 150 funcionários do canal, todos da sede, em São Paulo.

Segundo a emissora, o corte faz parte de um projeto de reestruturação para adequar a grade, reduzir custos e investir em novos programas.

Desde o fim do ano passado já havia o boato de demissões entre os funcionários.

Por ser uma empresa pública, a lei proíbe a dispensa de contratados com carteira assinada três meses antes das eleições e até a posse do novo governo, que aconteceu no dia 1º de janeiro.

Todos os 150 funcionários eram contratados da emissora e pertenciam a diversas áreas.

No início de janeiro, a Cultura já havia fechado sua única sucursal no país. Desativou os trabalhos em Brasília e dispensou sete profissionais.

Coordenação criada no Ministério das Comunicações é criticada pela Abraço

A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) acredita que a criação de uma coordenação dedicada ao tema dentro do Ministério das Comunicações (Minicom) ainda não é suficiente para lidar com a demanda do setor. A entidade, que esteve reunida com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, nesta segunda-feira (7) continua a defender a instalação de uma subsecretaria para a área dentro do Ministério.

A avaliação do coordenador da Abraço, José Sóter, é que a Coordenação-Geral muda pouco a política para o setor. “Uma subsecretaria tem mais força, mais autonomia política”, defende. Assim como a nova coordenação criada, a subsecretaria também ficaria sob a tutela da Secretaria de Comunicação Eletrônica, atualmente ocupada por Genildo Albuquerque.

O Ministério já contava com um departamento para as rádios comunitárias. Segundo o Minicom, a novidade da coordenação criada seria que ela agilizaria os pedidos de habilitação de novas rádios, já que hoje esse processo é feito por um mesmo departamento que também avalia as rádios educativas e comerciais.

Além disso, a Coordenação-Geral de Rádios Comunitárias terá dois departamentos. Um para formulação de políticas para o setor e outro apenas para acelerar o andamento dos processos de outorgas em tramitação. Organização administrativa essa que ainda não satisfez a Abraço, já que não alteraria tanto o atual organograma do Ministério. “O departamento (atual) ainda não resolveu nada”, disse Sóter.

Coordenador

O nome mais cotado para assumir a Coordenação-Geral de Rádios Comunitárias é do atual chefe de gabinete da Presidência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Octavio Penna Pieranti. Antes desta função, Octavio foi coordenador-geral de TV e Plataformas Digitais do Ministério da Cultura (MinC). Pelo MinC, ele foi membro da Comissão Organizadora Nacional da Conferência de Comunicação, realizada no fim de 2009. A informação ainda não foi confirmada pelo Ministério.

José Sóter, da Abraço, afirmou que Octavio não tem relação com o movimento de rádios comunitárias. No entanto, não emitiu opinião prévia sobre o gestor. “Se ele entrar e desenvolver um trabalho para resolver os problemas do movimento, não terá problema. Se não fizer nada para mudar, com certeza terá oposição da Abraço”, ponderou Sóter.

Pauta

Na reunião com o ministro, a direção da Abraço apresentou um documento com 13 reivindicações do movimento, construídas pelos diretores durante o último congresso da Associação. Todas elas, segundo a entidade, dependeriam apenas de resolução do Minicom. O ministro Paulo Bernardo não emitiu opinião sobre os pontos, mas garantiu que sua equipe vai trabalhar para dar as respostas às solicitações em 90 dias, quando será feita nova reunião com as organizações das rádios comunitárias.

Uma das solicitações é que o Ministério não arquive mais sumariamente os pedidos de outorga de rádios que já funcionavam sem autorização. Segundo Sóter, essa política adotada atualmente afeta diretamente as rádios que tem um trabalho comunitário real, já que muitas dessas não esperam o aval do governo – que é lento e pouco transparente – para iniciar as transmissões.

O critério usado pelo Minicom para comparar projetos de rádios comunitárias que disputam um mesmo canal em determinado espaço também precisa ser alterado, de acordo com a Abraço. Atualmente, um critério que conta bastante é o número de assinaturas que a entidade pleiteante consegue, por meio de abaixo-assinado, em apoio ao seu projeto. Segundo a Abraço, isso possibilita que algumas organizações não-comunitárias consigam autorização para suas rádios se utilizando de coleta de assinaturas sem qualquer esclarecimento ao cidadão. “Isso não existe em lei. Defendemos que acabe com isso ou que não seja critério prioritário”, pede Sóter.

Já a revisão da Lei 9.612/98, que regula o serviço de radiodifusão comunitária, foi pouco tratada na reunião da Abraço com Paulo Bernardo. A Associação acredita que o novo marco regulatório trate da revisão de tal lei e, quando esse debate acontecer, espera fazer suas contribuições. Para vários especialistas e militantes da área, a lei em questão é um dos principais empecilhos para a ampliação e qualificação das rádios comunitárias no país.

De fato é bem provável que o assunto esteja presente no novo marco regulatório. Mas uma confirmação deve ocorrer apenas quando a proposta de projeto do governo vier à tona. Segundo Taís Ladeira, que também esteve reunida com Paulo Bernardo nesta segunda-feira (7) representando a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc), o ministro afirmou que este mês a discussão ainda circulará apenas dentro do Poder Executivo. Já a partir de março, a promessa é que o projeto entre em consulta pública e fique por dois meses para contribuições gerais.

A coordenadora do Programa de Legislação e Direito à Comunicação da Amarc fez uma avaliação positiva da conversa com o ministro. A Associação apresentou suas propostas de mudanças legais feitas a partir da realidade do país e também de outros países. Ela ficou com a responsabilidade de apresentar um estudo comparado – a pedido do Minicom – da situação das rádios comunitárias brasileiras com as da Argentina.

“Ele foi muito receptivo ao que dissemos. É gratificante ver que o Ministério saiu do patamar de balcão de negócios para um de formulador. Se a gente (movimentos da área) conseguir sair do patamar do confronto para o diálogo propositivo, podemos ter algum avanço ”, avaliou Taís Ladeira. As reuniões da Amarc e da Abraço com o ministro aconteceram separadamente.

Apesar de também ver avanços na relação com o governo (foi a primeira reunião da Abraço com o Minicom da história), Sóter tem avaliação menos otimista. “A versão que ainda está impregnada no Minicom é que as rádios são picaretas, não são comunitáras”, opina. Para o coordenador da Associação, ainda é preciso quebrar esse preconceito existente e fazer com que o Ministério compreenda que muitos desses problemas advém de erros políticos do próprio governo.

Reforma da política industrial terá eixo para TICs

Ao revisar as políticas industriais do país, o governo vai definir medidas específicas para o setor de telecomunicações. A promessa é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e sinaliza que houve sucesso nas negociações com as pastas da Fazenda e do Desenvolvimento.

A definição de política industrial voltada especialmente ao setor foi uma defesa do ministro logo que tomou posse. No sábado, 5/2, durante entrevista ao programa Na Varanda, realizado por blogueiros, jornalistas e integrantes do governo, a questão foi dada como certa.

“Estamos fazendo uma reforma na política industrial. Ela terá quatro eixos e um deles será ligados aos equipamentos de Tecnologias de Informação e Comunicações. Queremos incentivar fortemente essa indústria, até porque em grande parte o que temos no Brasil são montadoras”, disse Paulo Bernardo.

Durante a entrevista, transmitida pela internet e em clima descontraído, o ministro recebeu reclamações de pessoas que tiveram dificuldades de ouvir com uso de conexões do Gesac – os links via satélite contratados pelo Ministério das Comunicações que servem, essencialmente, como infraestrutura de acesso para telecentros.

O ministro afirmou que o programa Gesac está sendo expandido – serão conectados novos 11 mil pontos – mas não entrou no mérito da qualidade das conexões, principal ponto fraco da iniciativa. Na prática, são conexões de 512 kbps divididas por até 10 computadores. Segundo avaliação Minicom, cada máquina conta, em geral, com 40 kbps.

Paulo Bernardo disse, ainda, que nesta semana devem sair dois decretos com mudanças em ministérios, entre elas, a criação da Secretaria de Inclusão Digital no Minicom. Um dos decretos deve tratar das funções dessa nova estrutura, enquanto o outro permite a criação de funções gratificadas – ou seja, as vagas.

O ministro também voltou a falar sobre a definição de benefícios fiscais para os tablets. “O ministro Fernando Pimentel [Desenvolvimento] é favorável. Guido Mantega [Fazenda] à princípio é favorável. Mas temos que conversar com ele porque sempre tem o problema de orçamento. Quero fazer a conta de quanto é isso, mas acho que não vamos ter problemas e levar à presidenta uma proposta de baixar impostos”, explicou.

 

Investimento publicitário cresceu 19% em 2010

O Ibope divulgou nesta quinta-feira, 3, o ranking do investimento publicitário no Brasil em 2010, que chegou a R$ 76,256 bilhões, um crescimento de 19% em relação a 2009 (quando foi de R$ 64,003 bilhões). Vale destacar que nesta pesquisa não são considerados descontos ou negociações praticadas entre veículos, anunciantes e agências de propaganda. Espaços cedidos gratuitamente são valorados nos mesmos critérios por serem considerados espaços ocupados.

O meio com maior fatia continua sendo a televisão aberta, com 53% de participação no bolo publicitário, o que representou R$ 40,213 bilhões em 2010.

Os segmentos de jornais e revistas tiveram queda na participação, enquanto a Internet cresceu, e teve, em 2010, R$ 3,16 bilhões de investimento publicitário, e 4% de participação.

A TV por assinatura manteve a participação de 8% no bolo, e registrou R$ 6,330 bilhões em faturamento publicitário no ano passado.

O levantamento do Ibope Monitor considerou nove meios: TV aberta (37 mercados), revista, jornal, rádio, outdoor, TV por assinatura, cinema, Internet e mobiliário urbano.

 

Minicom pode tornar obrigatório o uso do Ginga nos aparelhos de TV

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, está disposto a tornar obrigatória a inclusão do meddleware Ginga, que proporciona a interatividade na TV digital, nos aparelhos de televisão produzidos no país. No programa Bom Dia, Ministro desta sexta-feira (4), Bernardo disse que ouvirá a Abinne (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) e o Fórum Brasileiro da TV Digital para saber quais as dificuldades para adoção do sistema.

“Primeiro vamos conversar, mas se for preciso tomarei a decisão de tornar o uso do Ginga obrigatório”, disse. Ele informou que ainda está discutindo com o ministro da Casa Civil,Antonio Palocci, sobre quem ficará com a coordenação da implantação da TV digital no país. Porém disse que já começará a trabalhar para garantir a interatividade.

Sobre a adoção de um sistema de rádio digital, o ministro ressaltou que os dois sistemas existentes no mundo – o Iboc, dos Estados Unidos e o DRM, da Europa – continuarão a ser avaliados. “Ainda não temos uma posição sobre qual dos dois será adotado”, disse.

Telefonia rural

Ainda no programa Bom Dia, Ministro, Bernardo afirmou que a licitação da faixa de 450 MHz, destinada a telefonia rural, será iniciada este ano. O ministro informou que o orçamento da União deste ano prevê o repasse de R$ 70 milhões para que a Polícia Federal compre os equipamentos necessários para migrar seus serviços, atualmente na faixa de 450 MHz, para a faixa de 380 MHz a 400 Mhz.