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Anatel irá “equalizar” metas de qualidade do SMP com as do SCM

Embora já tenha passado por consulta pública, o regulamento de qualidade do Serviço Móvel Pessoal (SMP) deverá sofrer mudanças. De acordo com Bruno Ramos, gerente geral de comunicações pessoais terrestres da Superintendência de Serviços Privados da Anatel, é preciso "equalizar" as regras de qualidade do SMP com as do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), cuja consulta pública foi aprovada nesta quinta, 4, pelo conselho diretor da agência. Ramos disse que ambos os regulamentos serão aprovados até 31 de outubro, como determina o decreto que instituiu o PGMU III. Não se sabe, entretanto, até que ponto o nível de exigência que a Anatel está criando para a oferta SCM será estendida para o serviço de banda larga prestado pelo SMP.

Regras para o SCM

Conforme havia antecipado este noticiário, a proposta do Regulamento de Gestão da Qualidade do SCM, aprovado para consulta por 30 dias, estabelece que as empresas de SCM deverão ofertar inicialmente no mínimo 60% de qualidade contratada, percentual que chegará em 80% depois de dois anos.

Além disso, de acordo com a proposta do regulamento de qualidade, as empresas deverão cumprir metas de velocidade instantânea e velocidade média, que serão auferidas por um software a ser disponibilizados aos assinantes gratuitamente pelas empresas.

A velocidade instantânea é auferida em cada medição feita pelo software. O resultado não pode ser menor do que 20% da velocidade máxima contratada pelo assinante, tanto para download como para upload, em 95% das medições. A meta de 20% é válida para os primeiros doze meses, contados a partir da entrada em vigor do regulamento. Nos doze meses seguintes, será de 30% e, a partir de então, 40%.

Já a velocidade média, é o resultado da média de todas as medições realizadas no mês na rede da prestadora. A meta inicial é de 60%, nos doze primeiros meses. Nos doze meses seguintes será de 70% e, a partir de então, 80%.

O usuário poderá a qualquer momento verificar a velocidade da sua conexão e essa informação é enviada para a prestadora, que depois a repassa para a Anatel. O software também fará medições periódicas em momentos que o computador não estiver sendo usado para que não haja distorções. Além disso, a agência poderá usar um software diferente para fazer a medição e, em caso de divergência, prevalece o dado da Anatel.

As informações relativas aos indicadores de qualidade devem ser encaminhadas à Anatel a partir do sexto mês contado da entrada em vigor do regulamento. Já o cumprimento das metas de qualidade será exigido a partir do nono mês, e vale apenas para operadoras com mais de 50 mil assinantes.

Debate

Na próxima semana, dia 9 de agosto, a conselheira da Anatel, Emília Ribeiro, falará sobre a proposta de qualidade para a banda larga sugerida pelo conselho durante a ABTA 2011, que acontece em São Paulo. Mais informações pelo site www.abta2011.com.br.

 

Deputado denuncia irregularidades da campanha “Sou Agro”

O deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) entrou com uma representação ética na última sexta-feira (29) junto ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), pedindo ao órgão que emita liminar para suspender a campanha “Sou Agro”. Segundo o deputado, ao contrário do que preveem as normas do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, o material não deixa claro quem é o anunciante da campanha.

Amplamente divulgada nos meios de comunicação, a propaganda “Sou Agro” é ilustrada pelos atores globais Lima Duarte e Giovanna Antonelli. Apenas nos dois últimos segundo da peça televisiva é apresentada a sigla ABMR&A, cujo significado não é apresentado.

De acordo com o deputado, “o cidadão brasileiro está sendo privado de seu direito à informação de quem são os verdadeiros responsáveis pela campanha: empresas como a Cargill, Bunge, Vale, Monsanto e Nestlé, além de diversas associações corporativas de empresas que atuam na área, como a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso, a Associação Brasileira de Celulose e Papel e a União da Indústria de Cana de Açúcar”. “Qual a razão dessa omissão?”, indaga.

A representação do deputado pede que a campanha só volte a circular novamente depois de se adequar às normas previstas no Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. Se considerar procedente a denúncia, a Conar deverá encaminhar a representação a um membro do Conselho de Ética, que irá produzir um parecer a respeito.

 

 

Por contrato com a Fifa, governo federal vai gastar até R$ 200 milhões para ajudar Oi

O governo federal planeja gastar até R$ 200 milhões para levar estrutura de internet de banda larga para os 12 estádios que serão utilizados na Copa do Mundo de 2014. A empresa "Oi" de telecomunicações é quem tem contrato de exclusividade com a Fifa para prover banda larga nas arenas, mas afirma que compete ao governo federal prover a estrutura física que leve os cabos de fibra ótica até os estádios.  O trabalho deverá ficar a cargo da estatal Telebrás.

Nas próximas semanas, o  Ministério das Comunicações e a "Oi" definirão uma matriz de responsabilidades para separar o que deve ser feito por cada um. Mas, segundo o diretor de banda larga do ministério, Artur Coimbra de Oliveira, a pasta já reservou R$ 200 milhões para a atividade. "O governo federal assinou compromissos com a Fifa, em 2007, dentro do processo de escolha do país que iria sediar a Copa de 2014", avisa o executivo.

De fato, o país se comprometeu com 11 garantias que vão desde isenções tributárias até "estimular a expansão do uso de redes e serviços de telecomunicações pelos serviços de interesse público e providenciar a entrega de um moderno sistema de telecomunicações e tecnologia para a Copa". Para o Ministério das Comunicações, é esta cláusula, a 11ª Garantia, que obriga o governo federal a providenciar toda a estrutura de banda larga para os estádios, ainda que tenha que fazer uso de dinheiro público.

"Vamos definir junto à Fifa e à sua prestadora de telecomunicações, a Oi, o que deve ser feito por cada um. Mas fato é que estamos obrigados a fornecer a estrutura de fibra ótica. Caso eles não queiram fazer, podemos oferecer incentivos fiscais para outras empresas tomarem o negócio ou deixar o serviço a cargo da Telebrás", afirma Oliveira.

O acordo do governo com a Fifa prevê a conclusão da infraestrutura de telecomunicação para a Copa do Mundo até dezembro de 2012 em nove arenas, que são as que serão utilizadas na Copa das Confederações. Nas outras três, que serão utilizadas apenas na Copa, em 2014, o prazo de entrega da estrutura é dezembro de 2013. A arena de Recife (PE), em virtude da distância em relação ao centro da cidade, é a que demandará o maior investimento em cabos de fibra ótica.

A definição das responsabilidades de cada parte se dará depois de reuniões e negociações entre a Oi, a Fifa, os ministérios dos Esportes e das Comunicações, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e o COL (Comitê Organizador Local), comandado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Oliveira não se preocupa com prazos e afirma que tudo ficará pronto até com uma certa folga. O projeto da Copa no Brasil tem três etapas. A primeiro, montado em 2009 e 2010, é focado em obras de infraestrtura básica, como estádios e aeroportos. O segundo é o que envolve a questão da transmissão das partidas e toda a área de telecomunicação do evento. Seu prazo de conclusão (do projeto) é o final deste ano. O terceiro corresponde à operacionalização da Copa, e só terá terminado em 2013. O governo afirma ainda não ter definido quanto vai gastar nas últimas duas etapas. Na primeira, o Ministério dos Esportes fala em R$ 23 bilhões.

Procurada pelo UOL Esporte, a Oi não se pronunciou até a publicação desta reportagem.

Provedores terão que fornecer medidor de velocidade das conexões

A proposta do regulamento de qualidade do Serviço de Comunicação Multimídia determina que os provedores de acesso à internet disponibilizem a todos os usuários uma ferramenta gratuita capaz de medir a velocidade das conexões, como forma de cada um verificar o cumprimento da meta estabelecida – ou seja, que o acesso deve garantir, em média, 60% da velocidade contratada.

Essa ferramenta, nos moldes da que foi utilizada no programa de medição da banda larga, realizado pelo Inmetro, Comitê Gestor da Internet e Anatel, deverá ser certificada e acessível a todos os internautas, novos e antigos, até seis meses após a publicação da nova regra. O cumprimento efetivo da meta de velocidade passará a valer – e, portanto, ser efetivamente cobrado e sujeito a sanções da Anatel – 9 meses depois da aprovação do regulamento.

O norma proposta pela relatora do tema, conselheira Emília Ribeiro, também prevê que os indicadores de cumprimento, ou não, das metas de qualidade serão tornados públicos tanto na página da Anatel na internet quanto nos sites das próprias prestadoras. As empresas terão, ainda que elaborar cartilhas de orientação que expliquem as metas de qualidade e como obter e usar a ferramenta de medição de velocidade.

A questão da velocidade, no entanto, deverá sofrer um ajuste por recomendação do CGI.br. Trata-se de uma correção de conceito, mas com impacto na qualidade dos acessos. Isso porque o programa de medição da banda larga utilizou dois tipos de avaliação. Uma, chamada de “velocidade instantânea”, reflete a mediana da velocidade verificada em cada medição. A outra, “velocidade média”, corresponde a média das velocidades aferida em todas as medições durante um mês.

O efeito prático é que a velocidade instantânea aceita a garantia de 20% daquela contratada. O índice de 60% é referente à velocidade média. Isso significa que uma medição feita em determinado momento poderá ter como resultado uma conexão com apenas 20% daquela que foi contratada, sem que isso constitua desrespeito à norma. No entanto, ao longo do mês a média não poderá ser inferior a 60%.

Vale dizer que eventualmente o acesso poderá ficar mais lento. Mas isso só poderá acontecer de forma pontual. Afinal, para que seja respeitada a meta de 60%, nos acessos que apresentarem essa conexão mais baixa será preciso uma compensação – ou seja, velocidades mais próximas dos 100% contratados, de forma que a média mensal respeite o patamar mais alto definido pelo regulamento.

A proposta prevê que esses índices serão gradualmente elevados. As metas de 20% e 60% valerão para os primeiros 12 meses. Em seguida, os patamares mínimos das velocidades “instantânea” e “média” passarão para 30% e 70%. E a partir do terceiro ano de vigência do regulamento, os percentuais serão de 40% e 80%. Ou seja, em três anos os acessos não poderão jamais cair abaixo de 40%, eventualmente, sendo que a experiência média dos internautas deve garantir 80% da velocidade contratada.

Todos esses percentuais valerão para o que a proposta chama de Período de Maior Tráfego – compreendido entre as 10h e 21h. A expectativa é que nos demais horários as velocidades, dada a potencial redução de internautas conectados, sejam ainda mais próximas do que foi efetivamente previsto na contratação do serviço.

Para garantir que a ferramenta de medição de velocidade seja utilizada, o regulamento prevê que os canais de atendimento dos provedores deverão estar capacitados a orientar os assinantes quanto à obtenção, instalação e uso – sendo que o risco pelas falhas desse software, que deverá estar disponível nos sites das empresas, será das prestadoras.

Paulo Bernardo vai compor o Comitê Gestor da Internet

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, vai ocupar a vaga de representante do ministério no Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Seu suplente é o secretário de Telecomunicações do MiniCom, Maximiliano Martinhão.

Como representante do Ministério do Planejamento, foi indicado o secretário de Logística e Tecnologia da Informação, Delfino de Souza. Seu suplente é João Batista Ferri de Souza, diretor de Governo Eletrônico da SLTI.

Para representar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior foi indicado o subsecretário de Planejamento, Orçamento e Gestão da pasta, Luiz Antônio de Souza Cordeiro. Ele terá como suplente Sidnei Yokoyama, coordenador-geral de Modernização e Informática do mesmo ministério.

Adriano Silva Mota (titular) e Cleto Spotto (suplente) vão representar o Ministério da Defesa no CGI.br. Já como representantes da Casa Civil foram indicados o subchefe para Assuntos Jurídicos, Ivo da Motta Azevedo Correa, como titular, e o assessor especial, André Barbosa, como suplente.

As indicações foram publicadas na edição desta quinta-feira (4) do Diário Oficial da União. As novas designações completam a renovação do comitê.