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Fundo Setorial deve ser regulamentado até setembro

Há algumas boas notícias para o setor audiovisual, apontadas pelo presidente da Ancine, Manoel Rangel, em encontro com exibidores de cinema promovido pela agência e pelo BNDES nesta quinta, 3, na Cinemateca, em São Paulo. Pela primeira vez, ainda que de forma discreta, a Ancine expôs uma agenda para a regulamentação do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Segundo Rangel, a expectativa da agência, "embora existam obstáculos difíceis de serem superados", é que o FSA entre em funcionamento em setembro deste ano. Assim, a regulamentação estará pronta para entrar no orçamento do governo do próximo ano.

Segundo o presidente da Ancine, o FSA, no que se refere ao mercado exibidor, poderá atuar em financiamento, equalização de taxas de juros, participação em projetos de infra-estrutura e aquisição de capital de empresas brasileiras de exibição. Rangel chamou a atenção para a possibilidade de equalização de taxas de juros, que, associada à linha de financiamento ProCult, apresentada pelo BNDES aos exibidores no evento e já detalhada por este noticiário, permite que alguns projetos, dependendo da regulamentação, possam ser financiados com os juros pagos pelo FSA, cabendo à empresa o pagamento apenas do ativo.

Infra-estrutura

Manoel Rangel afirmou ainda que a Instrução Normativa que regula a captação de recursos incentivados para projetos de infra-estrutura em exibição, atualmente em consulta pública, deve ser publicada na próxima semana. A IN regula tanto a captação de investimentos, por meio do Artigo 1º da Lei do Audiovisual, quanto a captação de patrocínio, por meio do Artigo 1ºA da mesma lei. Segundo ele, a Ancine trabalhou com duas premissas nesta regulamentação: promover a desconcentração geográfica do parque exibidor, e não inibir o investimento privado.

Os investimentos e patrocínios por meio de recursos incentivados para os projetos de infra-estrutura em exibição variarão entre 20% e 95% do orçamento global do projeto, dependendo da população do município e da relação entre o número de salas e a população. Além disso, o percentual permitido deverá ser maior para projetos de reforma ou atualização de salas. Os projetos de implantação de novas salas deverão obedecer uma distância mínima entre complexos já existentes.

Mais incentivos e investimentos

Manoel Rangel lembra que já foram criados dois fundos dentro da regra dos Funcines, do Banco do Brasil e da Rio Bravo, este último ainda em operação, e destacou que existem projetos de "mais dois ou três" fundos, que deverão ser anunciados em breve.

Outro ponto abordado pelo presidente da Ancine foi a desoneração tributária para a importação de equipamentos. Segundo ele, a agência está preparada para assessorar na formatação, encaminhamento e acompanhamento do pedido de desoneração. Todavia, cabe às associações representativas tomar a iniciativa de procurar o governo.
Por fim, Manoel Rangel "convidou" os empresários da exibição à ação. "Criamos condições que estimulem, mas não temos condições de executar o trabalho em si, nem é o que buscamos", finalizou.

Produção não pode ser 100% incentivada, diz diretor da Ancine

O diretor da Ancine Nilson Rodrigues, em encontro promovido pela agência e pelo BNDES com exibidores em São Paulo, afirmou que os produtores de cinema deveriam dividir os riscos nos investimentos em seus produtos. Para ele a produção deve ser "mais agressiva", mais competitiva, afirmando que "uma produção 100% subsidiada não pode evoluir".

Rodrigues afirmou que, historicamente no Brasil, sempre se interpretou o apoio ao cinema "como estímulo à produção". Todavia, para ele, "qualquer iniciativa que não contemple o conjunto da atividade audiovisual é fadada ao fracasso". Rodrigues destacou que a Ancine vem formulando políticas que abriguem a distribuição e a exibição cinematográfica.

Active Image publicação autorizada.

Festival de Curtas em Direitos Humanos divulga filmes selecionados

Adital – Foi divulgada a lista com os 35 curtas-metragens selecionados para a mostra do Festival "Entretodos", organizado pela Comissão Municipal de Direitos Humanos (CMDH) de São Paulo. O Festival será realizado entre os dias 13 e 20 de maio na sede do Centro Cultural São Paulo (CCSP). A programação começa às 15hs e é gratuita.

Durante a coletiva de imprensa que divulgou o nome dos curtas escolhidos, o presidente da CMDH, José Gregori, apresentou a proposta do Festival como uma iniciativa inédita que pretende difundir e refletir sobre os  direitos fundamentais da pessoa mediante a produção audiovisual.

O objetivo do festival é difundir a universalidade, a indivisibilidade e a interdependência dos direitos humanos por meio de três blocos temáticos: Origem e deslocamento, Mundo interior, tecnocultura, Núcleos e nichos, Cotidiano, o lugar do corpo.

O que fez a escolha dos 35 vídeos júri foi presidido pela cineasta Ana Carolina e tem ainda a participação da vereadora Soninha; o secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge; o diretor do SescSP, Danilo Santos de Miranda; o jornalista André Fischer; o editor  da Revista Trip, Paulo Lima; a jornalista Marília Gabriela; o ator Lázaro Ramos; o músico Beto Villares; o artista plástico e cineasta Daniel Zarvos e o advogado ligado à área de direitos humanos Eduardo Szazi.

Os vídeos e/ou películas de até 15 minutos receberam os prêmios de melhor curta-metragem (R$ 20 mil), melhor direção estreante (R$ 7 mil) e melhor roteiro (R$ 7 mil) que serão entregues no encerramento do 1º Festival Municipal de Curtas-Metragens em Direitos Humanos.

Simultaneamente à Mostra Competitiva ocorrerá, no CCSP, a Mostra Paralela "Entre Outras" com palestras, oficinas, exposições de vídeo arte e fotografia. Também na programação paralela à do Festival serão exibidos curtas na periferia da cidade, com a participação de ONGs  que,em conjunto com a CMDH, se propuseram a levar a mensagem dos direitos humanos formulada pelos participantes.

A lista completa dos vídeos selecionados pode ser encontrada na página: www.entretodos.com.br .

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Relatório aponta desafios para o Brasil

Foi lançado, no último dia 24, o relatório sobre os resultados do Seminário Acesso à Informação como Instrumento de Mudanças Sociais. O evento, ocorrido em março, em São Paulo, marcou a fundação no Brasil da organização inglesa Article 19, que tem como eixo de atuação a luta pelo direito à informação pública no país. O encontro contou com a participação de 45 entidades envolvidas na defesa do direito à comunicação. 

O relatório descreve as discussões que ocorreram durante o seminário, fornecendo um diagnóstico da situação atual da liberdade de informação no país e uma visão geral dos principais obstáculos à realização do ‘direito a saber’. Os participantes identificaram inúmeros desafios que precisam ser enfrentados para que tenhamos governos mais transparentes. Entre eles, estão: o predomínio de uma cultura do segredo na administração pública brasileira, a tendência de apropriação pelos gestores públicos das informações públicas como se delas fossem proprietários, a falta de precisão e integralidade das informações fornecidas, a descentralização desnecessária das fontes de dados e a excessiva burocracia no funcionamento dos órgãos públicos. 

Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, os governos são obrigados a divulgar publicamente seus balancetes, mas geralmente isso se dá através da internet, veículo ainda restrito a poucos. Para Rosário de Pompéia, do Centro de Cultura Luiz Freire (PE) e do Coletivo Intervozes, há limitações na forma de divulgação pela internet. “Mesmo para quem tem acesso, não é fácil encontrar informações claras. Seria necessário que as informações técnicas fossem ‘traduzidas’ de maneira a serem compreendidas por um público mais amplo”, opina.
 

A Constituição Federal assegura o direito à informação para todos os cidadãos, mas a lei ainda carece da regulamentação necessária para tornar este direito efetivo. Já existe um projeto de lei sobre o assunto que espera votação no Congresso. Além disso, um projeto alternativo elaborado por um grupo interministerial encontra-se hoje nas mãos do presidente Luis Inácio Lula da Silva. Paula Martins, coordenadora do Article 19 no Brasil, se mostra otimista: “O questionamento das políticas governamentais de disposição das informações públicas é uma tendência mundial recente, e o Brasil tem tido iniciativas importantes neste sentido”. 

As iniciativas do seminário organizado pelo Article 19 somarão seus esforços às atividades do Fórum Nacional de Acesso à Informação. Na última reunião do Fórum, no final de março, foi lançada a Frente Parlamentar pelo Acesso à Informação Pública, que tem como coordenadores o senador Fernando Gabeira (PV-RJ) e o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). O objetivo da Frente é pressionar o Congresso por dentro para a aprovação de uma lei sobre o tema.  

Segundo Rosário de Pompéia, o acesso à informação é um dos pilares do direito à comunicação e é através dele que as organizações da sociedade civil podem fazer mobilizações efetivas: “Se não há acesso ao orçamento público, não é possível fazer uma análise adequada da conjuntura, traçar estratégias e, portanto, construir mobilização”. Paula Martins complementa: “existe uma pequena mobilização de advogados, jornalistas e parlamentares, mas ainda é necessário envolver as organizações e democratizar a discussão”. Este seria, para ela, o maior desafio em relação à pauta, além de, é claro, enfrentar a oposição velada dos governos.

Para ter acesso ao Relatório clique aqui.

 * Colaborou Mariana Pires.

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Projeto leva Revista Viração aos muros das escolas

Fruto do Programa de Ação Cultural (PAC) da Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo (SEC) o projeto Jornal Mural da Revista Viração finalizou na última semana sua segunda etapa, quando a segunda turma de jovens e professores do projeto se formou. “Com certeza tudo o que foi passado aqui será levado adiante. O curso foi descontraído, por isso tenho certeza que aprendi muitas coisas”, conta uma das alunas do grupo. Durante as oficinas, o desempenho de cada escola foi avaliado, levando-se em conta sempre a perspectiva da educação na comunicação, o envolvimento e a cooperação entre todos.
 
Após essa primeira fase de capacitação, os jovens e professores darão prosseguimento ao trabalho dentro de suas próprias escolas, onde deverão formar as equipes de comunicação para implementar o Jornal Mural. Começa então a segunda fase do Projeto, que inclui uma supervisão realizada pela equipe da Viração. “Vamos visitar as escolas durante o ano para dar assistência aos jovens estudantes e professores da equipe de comunicação e ver como estão saindo as edições do jornal mural”, explica Carol Lemos, coordenadora do Projeto.
 
Uma das professoras que participou do projeto, diz que “as expectativas são as de que a Viração continue nos acompanhando e apoiando, pois essa caminhada será longa. Espero que na escola todos gostem e apóiem, pois boa vontade não vai faltar para que tudo dê certo. O pessoal parece empolgado, principalmente com a festa que está sendo organizada para a apresentação do jornal a fim de conseguirmos mais parceiros”.
 
Cada equipe de comunicação também ficará responsável por enviar um relatório mensal sobre o andamento do jornal mural. Parte da produção desses jornais será publicada  no site da Viração, e passará a integrar também as edições da revista impressa, gerando outras formas de participação. Cada escola ainda receberá cinco edições da revista por mês que poderão ser usadas dentro da sala de aula.
 
As primeiras turmas
 
“Começamos discutindo as características do jornal mural, trocando experiências bem-sucedidas e mostrando a importância da montagem de uma equipe de produção do jornal dentro de cada escola”, explica Carol.
 
O curso aprofundou alguns conceitos de redação para mostrar as diferenças entre um texto comum e um jornalístico, por meio de oficinas de crônicas, contos, artigos, poesia, técnicas básicas de entrevistas e de reportagens. Sempre com a proposta de incentivar o trabalho em grupo e a cooperação entre os jovens e adolescentes, proporcionando um 'olhar' diferenciado para si mesmo, os outros, a cidade, o mundo, a história, além de promover o desenvolvimento da própria personalidade individual através da construção de textos.
 
A oficina de criatividade também fez parte da programação. Com atividades e dinâmicas, os jovens e professores buscaram uma forma para expressar seus sonhos e sentimentos, liberando talentos escondidos e, acima de tudo, recuperando o respeito por si, pelos outros e pelo coletivo.
 
Também são trabalhadas noções de estética, beleza e preservação dos espaços públicos, com conceitos de grafitagem e desenho, como resistência e expressão da nossa cultura. Estas oficinas são oferecidas por Vitor Massao, designer e arte-educador e Adriana Bergamaschi, designer da Viração.
 
Comparando os diversos canais de comunicação como a TV, o rádio, o jornal impresso, as revistas e a internet, o curso procura mostrar como é estruturada a notícia, desenvolvendo uma consciência mais crítica sobre a mídia em geral e uma visão mais realista da sociedade, de seu bairro e de seu cotidiano. Os responsáveis por essa oficina são os jornalistas do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.
 
Continuidade
 
O Projeto pretende, até o final do ano de 2007, capacitar 200 alunos e 100 professores da rede estadual de ensino. A escolha por esse tipo de comunicação não é por acaso. Para Paulo Lima, coordenador do Projeto e diretor da Revista Viração “o jornal mural é um veículo acessível a todas as faixas de renda. Ele possibilita que o público jovem discuta e reflita sobre os temas que lhe são importantes, que fazem parte de sua realidade, e sobre os quais tem carência de informação e esclarecimento adequado”.
 
Com a finalização desse segundo grupo, uma nova turma irá se iniciar em maio, e conta com mais 10 escolas das Diretorias Regionais de Ensino Norte 1, Norte 2, Leste 3 e Sul 1, da cidade de São Paulo.

* Com informações da Revista Viração (www.revistaviracao.com.br)

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Seminário discute Propriedade Intelectual e Direito do Consumidor

O Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor e o Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas no Rio de Janeiro, promoverão o seminário "Propriedade Intelectual e o Direito do Consumidor: Acesso ao Conhecimento (A2K), Cultura e Informação", no dia 17 de maio de 2007, das 9h00 às 18h00, no Auditório do Instituto Pólis, Rua Araújo, 124, Centro, São Paulo, SP.

Para participar acesse o site do Idec www.idec.org.br e faça sua inscrição.

O evento é gratuito e o número de vagas é limitado.

Programação:

9h00
Abertura

10h00
Os Custos do Conhecimento e a Cadeia Produtiva do Livro

11h00
Direitos Autorais e Reprografia: um equilíbrio possível?

13h00
Intervalo para Almoço

14h30
Tecnologias que tornam o Conhecimento escasso e o Direito do Consumidor

16h00
Liberdade, Cultura e Informação: construindo uma sociedade da colaboração

17h00
Lançamento da campanha pela mudança da lei brasileira de Direitos Autorais: consumidor-cidadão tem direito de copiar para uso privado sem fins lucrativos

17h45
Encerramento