Arquivo da categoria: Notícias

Ministério das Comunicações quer VoIP no Gesac

O Ministério das Comunicações divulgou hoje, em seu portal ( www.mc.gov.br ) a consulta pública do edital do Gesac, que irá contratar 20 mil conexões banda larga para serem instaladas em todo o território brasileiro. Conforme o Tele.Síntese antecipou, a licitação será dividida em três lotes: umvoltado para as regiões remotas, e que será atendido por satélite e outros dois lotes que poderão ser atendidos por qualquer tecnologia de banda larga com fio ou sem-fio.

Voz sobre IP

Uma importante novidade foi incluída nesse edital: os vencedores da licitação terão que tornar disponíveis as facilidades para que todos os pontos de acesso do Gesac consigam se comunicar entre si por Voz sobre IP (VoIP). E não é só. O Ministério está prevendo que os pontos Gesac também possam fazer ligações interurbanas ou locais pela tecnologia de VoIP para qualquer outro telefone da rede pública pelo menos trinta minutos por mês. E está disposto a pagar R$ 0,40 centavos o minuto da ligação.

Qualquer empresa ou consórcio que tenha licença de serviços de telecomunicações poderá disputar o pregão, que será pelo menor preço. As três propostas mais baratas irão disputar, em viva voz, quem leva cada um dos lotes. Uma única empresa pode vencer os três lotes.

Telecentros

Além de instalar e operar as conexões, as empresas vencedoras terão que gerenciar e manter os pontos de presença, dar atendimento técnico presencial e fazer a gestão local do telecentro, além de treinar os monitores locais.

Seis tipos de velocidades serão contratadas: desde 256 Kbts para o downlink e 64 Kbts para o uplink até 8 Mbts para o downlink e 1 Mbts para o uplink.

 Active Image

 

Governo e sociedade civil vão apontar diretrizes

BRASÍLIA – Apesar da Constituição Federal prever a existência complementar dos sistemas privado, estatal e público de comunicação no seu Artigo 223, a situação do principal meio do país, a televisão, evidencia um forte desequilíbrio favorável ao setor privado. As emissoras comerciais somam 80% das 350 TVs existentes no brasil, obtêm mais de 90% da audiência e arrecadam 95% das receitas disponíveis ao setor. Mas a condição de primo pobre dos veículos não comerciais começa a mudar. Teve início nesta terça (8) em Brasília o I Fórum Nacional de TVs Públicas, encontro que reúne as entidades de TVs legislativas, universitárias, educativas e comunitárias, além de integrantes do governo e representantes da sociedade civil. 

Como explicaram as autoridades governamentais presentes à abertura do evento, ele é o ápice de um processo iniciado em setembro de 2006 (leia matéria "Campo das TVs públicas monta Fórum para fortalecer setor"). Após a realização de diagnósticos das entidades que compõem o que foi apelidado de campo público e da realização de grupos de trabalho para elaboração de propostas em diversos temas, a reunião aberta agora vai tentar produzir acordos entre os presentes de linhas gerais para a televisão pública no país.  

As falas da solenidade de abertura já deram mostra de que o principal assunto do evento deverá ser o formato da rede pública anunciada pelo governo federal. Inicialmente apresentada pelo ministro das comunicações, Hélio Costa, a iniciativa foi deslocada para a responsabilidade do recém-nomeado ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins.  

Em sua fala na cerimônia e em entrevistas, Martins afirmou que o governo já possui algumas definições preliminares sobre como funcionará a nova rede. Ela será comandada por uma cabeça-de-rede do governo federal constituída a partir da fusão das emissoras da Radiobrás com as TVEs do Rio de Janeiro e do Maranhão, todas vinculadas ao Executivo Federal. O seu caráter público deverá ser garantido por uma gestão democrática que a proteja tanto do mercado quanto dos governos.  

“A idéia é tirar da mão de qualquer palácio o controle de qualquer decisão”, explicou Franklin Martins. Não estando em nenhum destes dois pólos, o controle seria feito pelo público a partir de um conselho formado por representantes da sociedade civil, que terá papel de orientador, fiscalizador e operativo ao mesmo tempo.  

O presidente da Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), Jorge da Cunha Lima, afirmou que a garantia do caráter público de uma TV só é possível se a mesma for “intelectual e administrativamente independente”. Isso inclui o desafio de impedir que o financiamento seja uma forma da autonomia formal não se concretizar, como ocorre em diversas emissoras educativas que, embora tenham conselhos representativos de gestão, acabam cedendo a pressões dos governos estaduais por serem estes a ter a chave do cofre.  

Embora a proposta de financiamento da rede pública não esteja pronta, Franklin Martins adiantou que há acordo em garantir que as receitas venham de diversas fontes para diminuir a dependência das verbas orçamentárias. Entre outras fontes de financiamento estariam, além dos recursos do orçamento, a prestação de serviços, o patrocínio de empresas, doações e verbas de fundos já existentes. Questionado sobre a possibilidade de publicidade na rede, reivindicação apresentada pelas educativas nas discussões iniciais do Fórum, tanto Franklin Martins quanto Gilberto Gil afirmaram não ser uma boa opção pelo risco de desvirtuar a lógica da rede pública.  

A busca por recursos tem como motivação principal o objetivo de dotar a rede pública de condições para desenvolver uma programação de qualidade. Para o ministro Gilberto Gil, o conteúdo veiculado na rede deve ter “qualidade estética, mas sem abrir mão da ética”. Na fala do titular da pasta da Cultura e de outros debatedores do primeiro dia do Fórum, se repetiu a defesa de uma TV generalista, que produza e difunda informação, cultura, arte e dramaturgia. O único tipo de conteúdo que ainda divide os presentes é o entretenimento, defendido em uma nova dimensão por uns e relegado à produto exclusivo das TVs comerciais por outros.  

Independente dos gêneros e formatos, outro consenso que transpareceu nas exposições é a necessidade da TV pública ser um espaço de divulgação da diversidade brasileira. Na opinião de Gilberto Gil, a melhor forma de cumprir esta finalidade é abrir espaço para a produção independente. “A produção independente atende aos requisitos fundamentais por que ela pode ser coisa mais representativa da diversidade regional e do pensamento. Ela expressa mais livremente o pensamento da sociedade brasileira. Ela é mais democrática, mais barata”, defendeu. As políticas de governo, continuou, devem propiciar não só o acesso à informação e à cultura, mas também aos meios e equipamentos para produzi-los, aproveitando as possibilidades de novas tecnologias como a internet. 

Cronograma
Uma das preocupações surgidas é como garantir que esta já velha agenda sobreviva na chegada de novos tempos, mais especificamente na transição da TV analógica para a digital. “Se a TV pública não se estruturar como rede nacional de TV pública pra isso [a chegada da TV digital], terá perdido o ultimo trem”, alertou Franklin Martins. Ele afirmou à imprensa que a idéia do governo é estar com a rede em funcionamento, mesmo que experimental, quando da entrada das primeiras emissoras na transição para o sistema digital, marcado para dezembro deste ano para os veículos da cidade de São Paulo.  

Segundo o cronograma apresentado pelo ministro, em até 60 dias o governo espera ter uma proposta mais acabada para enviar um Projeto de Lei ao Congresso em agosto ou setembro. Para que isso aconteça, um dos principais nós que já começa a ser desatado no Fórum é a relação entre o governo federal e as emissoras educativas estaduais existentes. Franklin Martins defendeu como “natural” a liderança do governo para a formação da rede, mas afirmou que ela não se dará de maneira “imperial”. Será, sim, uma construção coletiva.  

O presidente da Abepec, Jorge da Cunha Lima, deu um recado sutil, mas certo. “A rede pública não nasce de decreto, mas da convenção dos conteúdos, da soma da capacidade de produzir de cada estado e da relevante transmissão disso em caráter nacional”. As educativas não querem ser coadjuvantes, mas concretizar que seu papel será relevante na construção da rede.  

Se conseguir equalizar esta tensão, o governo terá dado um importante passo para a constituição da rede pública. Correndo por fora, as demandas das emissoras legislativas, universitárias e comunitárias ainda continuam nos documentos e nos bastidores. Em meio à força do debate sobre a rede do governo, estes setores terão de correr para colocar suas pautas na Carta de Brasília, documento final do encontro, e não assistirem que o Fórum reservado ao campo público finalize com propostas para apenas uma parte deste.

 

Para acessar o link original, clique aqui.

 

Active Image

Expectativa cerca Fórum de TVs Públicas

Cercado de expectativa, começa nesta terça-feira (8/5), em Brasília, o I Fórum Nacional de TVs Públicas, evento promovido pelo Ministério da Cultura, Radiobrás, TVE, Casa Civil e Secretaria Geral da Presidência da República, com o apoio das associações das emissoras do campo público (comunitárias, universitárias, públicas e estatais) e de organizações da sociedade civil. 

Ápice de um processo iniciado em 2006 com os trabalhos de sete grupos temáticos (financiamento; legislação e marcos regulatórios; missão e finalidade; configuração jurídica e institucional; tecnologia e infra-estrutura; programação e modelo de negócios; migração digital), que discutiram e apontaram os princípios a serem considerados pelo governo, o fórum nasceu para enfrentar um dos principais desafios do Brasil no campo das comunicações: a instituição, na prática, do que determina o Art. 223 da Constituição Federal, ou seja, a complementariedade dos sistemas público, privado e estatal na radiodifusão brasileira.

Em um ambiente onde as emissoras privadas são hegemônicas, a fase final do fórum deve necessariamente debruçar-se não só em como o Estado brasileiro irá fortalecer as emissoras diretamente controladas pelo Estado (do Legislativo, Judiciário e Executivo), mas principalmente em como irá efetivar um Sistema Público de Radiodifusão, não-comercial e não-estatal, ou seja, autônomo em relação aos governos e ao mercado. Incluem-se neste perfil de emissoras, além da TVs públicas propriamente ditas, também as do chamado “campo público”, como as tevês universitárias e comunitárias.

 

Para os idealizadores do fórum, que terá aproximadamente 600 participantes, a iniciativa já pode ser considerada uma conquista. Segundo José Roberto Garcez, presidente da Radiobrás, “apenas o processo de aproximação entre as entidades do campo público de televisão e o acúmulo retratado nos dois cadernos de debates já publicados significam um grande avanço. O fórum servirá para aproximar ainda mais outros setores envolvidos com a televisão pública no Brasil e aprofundar as propostas para a elaboração de um plano de trabalho”.

Os desafios do fórum

A expectativa do professor Venício Lima, pesquisador do Núcleo de Estudos de Mídia e Política da Universidade de Brasília (UnB), entretanto, vai além. Lima defende que o encontro de quatro dias seja um espaço de reflexão sobre o campo público, mas que também produza propostas que influenciem os debates que estão acontecendo no âmbito do grupo de trabalho criado na Secretaria de Comunicação Social pelo ministro Franklin Martins. “Não faz sentido esta comissão entregar um relatório que não leve em conta este processo”, afirma, ressaltando que o grupo formado por Martins teria 30 dias para apresentar uma proposta, prazo que coincide com a data de realização do fórum.

 

O presidente da Radiobrás, porém, esclarece que o grupo de trabalho deve apresentar neste primeiro momento propostas básicas para questões de gestão, financiamento e modelo de rede, mas “a partir dessa proposta, devemos estabelecer uma discussão ampla, levando em conta os debates proporcionados pelo Fórum de TVs Públicas, até a definição de um modelo que atenda efetivamente as necessidades da população brasileira de contar com uma rede efetivamente pública de televisão”, diz Garcez.

 

Na mesma direção, o professor Laurindo Leal Filho, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo acredita que haverá uma inter-relação entre o grupo de trabalho e o fórum. “O encontro vai coincidir com os primeiros 30 dias em que estão sendo decididas, pelo grupo formado na secretaria, questões-chave como financiamento, controle e rede. Depois, haverá mais 60 dias de prazo até a elaboração do decreto. A expectativa é de que o fórum contribua para a redação do decreto”, afirma Lalo.

 

Uma das organizações da sociedade civil que participa do processo desde 2006, o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, ressalta que o fórum é o ambiente ideal para buscar uma definição consensual do significado do termo “público”. “Quando o ministro Hélio Costa afirmou que teríamos uma TV ‘pública do Executivo’, causou uma confusão conceitual que precisa ser desfeita definitivamente. Afinal, televisão estatal, de governos, dos legislativos ou do Judiciário, é uma coisa. Televisão pública, controlada pela sociedade, é outra”, afirma Jonas Valente, membro da organização.

 

Gabriel Priolli, presidente da ABTU – Associação Brasileira de Televisão Universitária, aponta questão semelhante: “Ainda existem muitos pontos que precisam ser esclarecidos em relação à rede pública de TV anunciada pelo governo. O primeiro desafio, que é também demanda do fórum, é separar conceitualmente o que é TV estatal e o que é TV pública, como manda o Artigo 223 da Constituição Federal. Depois isso precisa ser formalizado, transformado em lei específica. O governo precisa decidir se a proposta que está apresentando é de uma rede estatal ou de uma rede efetivamente pública”.


Além de uma rede pública?

A avaliação de organizações da sociedade civil como o Intervozes é de que o ideal seria que o fórum introduzisse uma discussão mais ampla sobre outras mídias, evoluindo do debate sobre uma rede televisão para a de um sistema público de comunicação, que seja discutido em uma Conferência Nacional de Comunicações, que envolva outros setores da sociedade civil.

 

Para Garcez, da Radiobrás, as principais respostas que o grupo de trabalho designado pelo presidente Lula e coordenado pelo ministro Franklin Martins deve dar estão relacionadas a este debate. “O importante é que, pela primeira vez, se discute a necessidade de adotar o princípio constitucional (da complementaridade dos sistemas)", diz.

 

Não há, entre os participantes do fórum, entretanto, a intenção de negar a comunicação direta do Estado com os cidadãos, como expõe Priolli: “Os três sistemas devem coexistir, como diz a Constituição. O Estado também precisa se comunicar com a sociedade através da televisão. Mas a rede pública precisa ser controlada pela sociedade, com conselho gestor formado pela sociedade, onde o governo também poderá participar, mas sem maioria”.

 

Outro debate fundamental que deve acompanhar as discussões do fórum é sobre como será formada a rede pública de televisão. Se a proposta de criação da rede tem adesão geral, há diferenças sobre como ela deve nascer. Para Laurindo Leal Filho, por exemplo, “o ideal seria a criação de uma nova rede de televisão, de abrangência nacional, forte, que faça frente às redes comerciais e que aproveite, de alguma forma, a produção das emissoras já existentes, desde que esta programação seja compatível com a grade nacional”, explica.

 

Já a ABTU, pondera, e afirma que a nova rede pública só terá possibilidade de se constituir sobre uma rede já existente de canais. “Será preciso um grande esforço coletivo de vários canais e dos vários governos estaduais”, afirma Priolli.

 

Por parte do governo, a estratégia ainda está indefinida. Garcez explica que “a realidade brasileira impõe a construção de modelo que leve em conta a extrema diversidade e as condições já instaladas. Não frutificará um projeto que imponha um modelo de cima para baixo. Já existe no Brasil um conjunto de emissoras públicas de vários tipos que não podem ser ignoradas ou desprezadas. Elas representam a diversidade brasileira em todas as regiões, mas será preciso também criar condições de produção para quem mais atores entrem em cena”, diz.

O embrião da rede e a questão do financiamento

Além da garantia de autonomia em relação ao Estado e ao mercado, outro desafio é apontar as formas de financiamento, tanto da nova rede de televisão quanto das emissoras do campo público, especialmente as comunitárias e universitárias. Para Leal Filho, a aplicação de recursos do governo federal nas emissoras já existentes é insuficiente e incompatível com a criação de uma rede nacional. “Estas emissoras têm atuação fragmentada. É jurídica e politicamente inviável constituir uma rede aproveitando só o que já existe hoje”, diz. “Os recursos do governo federal devem ser canalizados na construção de uma nova rede nacional de TV, competitiva, não só para fazer número e dizer que existe. Precisa ter audiência, um outro patamar de qualidade”, conclui.

 

A questão do financiamento é exatamente um dos três eixos sobre os quais o grupo de trabalho criado pelo governo está debruçado. “Mas já existe a determinação de que essa rede pública não pode copiar os modelos de financiamento das emissoras privadas, pois isso afetaria o resultado final que deve ser uma programação desvinculada de interesses comerciais”, informa Garcez.

 

Sobre a utilização das estruturas de TVE e Radiobrás, Garcez é categórico: “Não poderia ser diferente. Precisamos integrar as emissoras do governo federal para dar exemplo de racionalidade dos gastos públicos. As estruturas de programação e administrativa das duas instituições precisam se aproximar e abranger a participação da sociedade na definição das diretrizes estratégicas das emissoras”, completa.

 

Valente, do Intervozes, também defende a possibilidade de aproveitar as estruturas das emissoras já existentes, mas ressalta o dilema: “estas estruturas serão usadas para uma rede de emissoras públicas efetivas ou para um canal comandado pelo Executivo? Defendemos que seja para a primeira opção e temos a convicção de que será um desperdício não aproveitar o momento para criar o embrião de um Sistema Público de Comunicações”. Priolli, da ABTU, concorda: “Esta é a melhor oportunidade que temos em décadas para discutir a televisão pública. O Fórum é uma espécie de Constituinte da TV pública brasileira. Será uma oportunidade de redefinir tudo, de estabelecer parâmetros para que a partir daí tenhamos políticas públicas efetivas para o setor”.

 

Mas, se a expectativa é grande e os desafios são muitos, entre os participantes do Fórum impera a certeza de que a iniciativa se tornou um momento de extrema relevância para os que defendem a democratização das Comunicações.

 

*

 

Este Observatório estará presente em Brasília nos quatros dias do I Fórum Nacional de TVs Públicas e fará uma cobertura diária dos debates. Acompanhe.

 

Active Image

Markun é eleito novo presidente da Fundação Padre Anchieta

O jornalista Paulo Markun é o novo diretor-presidente da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura e das Rádios Cultura AM e FM. Na eleição desta segunda (07) pela manhã, seu nome foi referendado por 38 dos 41 conselheiros da fundação presentes ao pleito. Markun, que era candidato único ao cargo, assume no dia 14 de junho um mandato de três anos, substituindo Marcos Mendonça, que ocupava a presidência desde 2004.  

Nascido em São Paulo, em 1952, e jornalista profissional desde 1971, Markun já foi repórter, editor, comentarista, chefe de reportagem e diretor de redação em emissoras de televisão, jornais e revistas. Diretor e apresentador do programa Roda Viva, transmitido pela TV Cultura às segundas-feiras, às 22h40, ele recriou na internet o Jornal de Debates. Preside ainda o Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de Santa Catarina e é autor de oito documentários e doze livros.

O Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta deu posse também a cinco novos conselheiros. Eugênio Bucci,
Gustavo Ioschpe, Luiz Gonzaga Beluzzo, Matinas Suzuki e Rubens Barbosa assumiram como membros eletivos nos lugares de Fábio Lucas, Margarida Cintra Gordinho, Carlos Alberto Pastore, Miguel Jorge e Regina Meyer. Milu Vilela e o próprio Marcos Mendonça foram reconduzidos a membros eletivos e seguem integrando o órgão. 

Eleição quase anônima 

Desde que seu nome foi oficializado como candidato ao cargo, Markun não falou à imprensa. Marcaram este período o silêncio dele e do então presidente Marcos Mendonça e a não disfarçada aprovação do nome de Markun por parte do governo estadual de São Paulo.  

O silêncio privou a população paulista e brasileira do debate. A eleição para a direção da fundação que administra o maior orçamento de uma TV educativa do país aconteceu de forma quase anônima, evidenciando os limites do caráter público da Fundação (veja matéria sobre o tema publicada no Observatório da Comunicação).   


Candidado, Markun divulgou apenas um documento com diretrizes para uma eventual gestão . Entre os pontos estava um que, segundo a assessoria de imprensa da TV Cultura, foi enfatizado na reunião desta segunda pela maioria dos conselheiros: a necessidade da consolidação da TV Pública no Brasil.

 

Active Image