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TV Cultura terá segundo canal a partir de dezembro

A TV Cultura entrará na era digital, em dezembro deste ano, fazendo multiprogramação. A idéia da emissora é lançar, já no final do ano, o embrião de um segundo canal, voltado à formação universitária, contou a este noticiário Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV.

Será um canal de formação continuada, realizado em parceria com o governo do Estado de São Paulo, através das secretarias da Cultura e de Ensino Superior, além da rede de instituições universitárias do estado.

Segundo Markun, não interessa neste momento à Cultura investir em alta definição, pois o perfil da programação não exige este recurso. "Para o nosso conteúdo, o HD não muda muito. A função do digital para nós é mais de multiplicar as possibilidades de informação", disse o presidente.


A Cultura já comprou o transmissor digital, da Harris. Através de um convênio com a Radiobrás, a emissora paulista compartilhará sua torre de transmissão com os canais estatais, como TV Câmara e TV Justiça, e também com a nova TV pública federal. Em troca, estas entidades contribuirão para a atualização da infra-estrutura de transmissão.

Active Image TELA VIVA News.

Pesquisa revela que irregularidades são a marca das FMs de São Paulo

Confira os links do dossiê produzido pelo equipe do Observatório do Direito à Comunicação sobre a situação da emissoras de FM na cidade de São Paulo:

1. Irregularidades são a marca das outorgas de FM em São Paulo

2. Mais de 90% das emissoras estão com outorgas vencidas

3. Mais da metade das emissoras não têm outorga da capital

4. De forma irregular, grupos controlam até cinco emissoras

5. Confira aqui a lista completa das emissoras em operação em São Paulo

Errata: Diferentemente do publicado originalmente no texto "De forma irregular, grupos controlam até cinco emissoras", os irmãos Paulo e José Masci de Abreu já não controlam em parceria rádios na capital paulista. O grupo CBS é controlado por Paulo, que aparece como sócio ou diretor diretamente em 5 rádios. Já José de Abreu tem participação apenas na Rádio Atual. Nessa mesma rádio, uma das diretoras é Luci Rothschild de Abreu, mulher de Paulo Abreu, que tem participação (como sócia ou diretora) em outras três rádios do grupo CBS, inclusive na Rádio Tupi, em que divide a sociedade com seu marido.

Interferência da ONU fortalece posição de países emergentes

A batalha diplomática sobre a gestão mundial da internet tomou novo rumo com a intervenção do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon. Em um movimento que vem ao encontro da posição expressa pelos países emergentes, Ki-moon direcionou o Fórum de Governança da Internet – que será realizado de 12 a 15 de novembro, no Rio de Janeiro -, para a discussão sobre a governança da rede mundial de computadores.

Essa intervenção, porém, foi antecedida por um aparente compromisso informal dos emergentes, incluindo o Brasil, de não insistir mais para que a gestão da web passe ao controle da ONU ou de um órgão intergovernamental. O Brasil já dá sinais de que pode aceitar que a rede continue sob a gerência da Organização da Internet para Designação de Nomes e Números (Icann, na sigla em inglês), desde que o organismo seja reformado e se torneindependente do governo americano.

Um dos principais negociadores brasileiros, o coordenador do Comitê Gestor da Internet no Brasil, Augusto Gadelha, não fala de compromisso, mas de 'maturidade' na negociação.

Na prática, esse entendimento enterrou a idéia brasileira de trazer o gerenciamento da internet para a União Internacional de Telecomunicações (UIT). 'Criou-se um estresse com a demanda do Brasil, mas hoje a própria UIT reconhece que não deve assumir esse papel', diz Gadelha. 'Não somos contra a Icann; o que queremos é que ela seja representativa, independente e fora do controle de um só governo.'


Durante reunião preparatória ao fórum, realizada ontem em Genebra, o representante especial do secretário-geral da ONU, o indiano Nitin Desai, confirmou a intervenção de Ki-moon e atribuiu a aceitação dos países até entãocontrários ao fato de 'se sentirem mais confortáveis no processo'.

A Icann gerencia a rede por meio de um contrato com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos. O acordo atual – que foi renovado recentemente, sob novas bases -, termina em 2011. Para Gadelha, a Icann já é menos dependente do governo americano, mas em grau ainda insuficiente. Ao mesmo tempo, ele disse que a presença dos EUA na entidade foi importante para evitar que interesses de grandes companhias privadas prevalecessem no organismo.

A Icann tem o controle dos 'nomes de domínio' – os endereços que permitem navegar na rede e enviar e-mail. É a entidade que decide, após aprovação do Departamento de Comércio, quem opera nomes genéricos com sufixos como '.com'. Registrar esses nomes movimenta milhões de dólares por ano.

A União Européia quer que as decisões da Icann não sejam mais ratificadas pelo Departamento de Comércio dos EUA, mas por um comitê internacional com representantes de governos e do setor privado. A Icann já tem o Comitê Consultivo Governamental (GAC, na sigla em inglês), mas muitos dizem que ele não tem poder efetivo. Para os europeus, o comitê deveria assumir um papel mais relevante.

A batalha sobre o controle da web aumentou à medida que os países passaram a ver a rede como questão de segurança nacional. Na falta de um acordo entre os países, a ONU criou o Fórum de Governança da Internet para propor soluções. Na primeira edição, em Atenas (Grécia), a pressão americana e de outros países industrializados deixou o tema de fora. Para o encontro do Rio, os EUA insistiam em diluir a questão central e política em discussões técnicas.

A articulação do Brasil, Argentina, China, Índia e outros emergentes conseguiu incluir o tema na agenda. O secretário-geral da ONU nomeou também como co-presidente do encontro do Rio o brasileiro Hadil da Rocha Vianna, que terá papel central na discussão. Os negociadores brasileiros não esperam decisões no Rio, nem querem que issoocorra agora. A idéia é primeiro equilibrar a participação no debate. O Brasil espera a presença maciça dos países latino-americanos e banca a participação dos países de língua portuguesa pobres. No encontro de Atenas, apenas 5% dos participantes eram de nações em desenvolvimento.

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CCT da Câmara vota projetos referentes à telefonia móvel

A pauta de votação da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados desta quarta-feira, 5, diz respeito diretamente às operadoras de telecomunicações. Dois projetos podem ser votados, com possíveis impactos sobre os serviços das empresas de telefonia móvel. O primeiro deles é o projeto de lei 4547/04, da deputada Maria Helena (PSB-RR), que proíbe a diferenciação de tarifas da telefonia celular por categoria de usuários. A proposta extinguiria os chamados planos de tarifas, que prevêem tarifas mais baixas para quem paga contas mais altas. O relator, deputado Eunício Oliveira, recomenda a aprovação da proposta.

Já o projeto de lei 5891/05, do deputado Fernando de Fabinho (DEM-BA), obriga as operadoras de celulares a informarem ao usuário sobre a utilização dos créditos de cartão telefônico e os preços do serviço pré-pago. Pelo projeto, o usuário de celular pré-pago passaria a ter direito de receber um aviso eletrônico, ao final de cada ligação, informando o total de créditos disponíveis e a data limite para sua utilização.

O texto vai mais longe, e dá ao usuário o direito de receber, gratuitamente, o demonstrativo mensal de utilização dos créditos, com informações como destino da ligação, horário, duração e valor da chamada, custos adicionais, especificação do plano de serviço do assinante e tributação incidente. O relator, deputado Rômulo Gouveia (PSDB-PB), recomenda a aprovação da matéria na forma de um texto substitutivo. Ele considerou inviável a emissão mensal de demonstrativos detalhados do uso do serviço e propôs o envio de aviso eletrônico mensal com informações simplificadas sobre utilização, saldo e data limite de uso dos créditos remanescentes.

A CCT também poderá votar pedido de prorrogação do prazo de funcionamento da subcomissão especial destinada a analisar mudanças nos atos de outorga e renovação de concessão dos serviços de radiodifusão. O pedido, feito pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que preside a subcomissão, prevê prorrogação por 90 dias. A subcomissão foi instalada em 28 de fevereiro deste ano, com prazo inicial de 60 dias, já prorrogado uma vez em maio.

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CPI Abril-Telefônica: deputado diz que ‘não tem como não instalar’

O deputado Luiz Couto (PT-PB), ao contrário das maioria dos parlamentares, que evita falar no assunto, é enfático: 'Não retirarei minha assinatura'. Ele é um dos signatários do requerimento que pede abertura da CPI para investigar denúncia de ilegalidade na compra da operadora de TV por assinatura TVA, do Grupo Abril, pela empresa espanhola Telefônica.

Ele admite que ouviu comentários de que haveria um movimento para 'abortar' a CPI. 'O próprio líder do PSDB fez pronunciamento contrário e outras lideranças estariam se movimentando, mas se tem número regimental de assinaturas e fato determinado, não tem como o Presidente (da Câmara, Arlindo Chinaglia) não instalar', afirmou.

'É fundamental investigar, para que a verdade possa aparecer. A população tem direito à verdade. Ela (CPI) deve ser instalada e ter o trabalho aprofundado para se saber o que está acontecendo, se houve falcatrua', diz o parlamentar petista.

Couto afasta a possibilidade de haver influência do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) no pedido da CPI. 'Não é retaliação, vamos fazer isso aqui independente dessa questão', garante o parlamentar.

Expectativa

A expectativa é de que se aguarde o desfecho do caso Renan no Senado para que seja instalada a CPI. Com isso, afastaria a possibilidade de 'contaminação', como diz o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), nas investigações.

Na semana passada, o conselheiro Antônio Bedran, da Anatel, decidiu retirar da pauta da reunião de quarta-feira (29) os processos que tratam da compra da TVA pelo grupo Telefônica em São Paulo, e dos reflexos no Brasil da compra da controladora da Telecom Itália pela empresa espanhola Telefônica. A Anatel alegou que precisava de mais tempo para analisar com cuidadoas implicações da compra.

Na Câmara, a oposição manobra para 'abortar' a CPI, mesmo com todos os critérios atendidos – 182 assinaturas – 11 a mais do que o mínimo exigido de 171 e o fato determinado. O líder do PSDB, deputado Antônio Carlos Pannunzio (SP), apresentou em plenário, na semana passada, questão de ordem contra o pedido do deputado Wladimir Costa (PMDB-PA) de instalação de CPI. Ele alega que não há a ilicitude apontada na negociação.

Na semana passada, o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP) admitiu que existe fato determinado, de acordo com parecer técnico da secretaria geral da Mesa, mas informou que era necessário 'prudência' na análise do caso. 'A assessoria jurídica da Câmara está dando continuidade à análise do pedido de CPI, e estas discussões em plenário são um elemento a mais para embasar uma decisão', disse.