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Pesquisa mostra como imprensa ajuda a construir valores no campo da educação

Com aguçado olhar sobre como a imprensa ajuda a construir valores no campo da educação, o professor de história da rede pública estadual paulista Geraldo Sabino Ricardo Filho esquadrinhou em seu trabalho de mestrado (publicado há dois anos em livro com o título de A Boa Escola no Discurso da Mídia), a evolução da idéia de educação de qualidade contida nas páginas da revista semanal Veja ao longo do tempo. Sua pesquisa parte do começo da publicação, quando esta ainda era dirigida por Mino Carta, que guiava suas diretrizes jornalísticas, e se deteve especialmente no período de 1995 a 2001, quando um grupo de educadores capitaneado pelo mineiro Cláudio Moura Castro alicerçou as bases de um discurso de qualidade no mundo escolar.

Em seu livro, o senhor mostra como a revista Veja criou e ratificou uma idéia de escola de qualidade. Quais os pontos centrais dessa construção?
Procuro demonstrar que a idéia de uma boa escola é uma construção coletiva de diversos atores pertencentes a campos diferentes, mas que se movimentam pelo campo educacional, ampliando suas fronteiras. Desse modo, o consenso em torno da boa escola não é prerrogativa da revista Veja, mas ela atua como um espaço de difusão de uma determinada prescrição pedagógica, contribuindo assim com a produção do consenso acerca do que poderia significar uma escola de qualidade.

Como um meio de comunicação adquire legitimidade social para realizar esse tipo de construção?
Um veículo de comunicação, qualquer que seja ele, não adquire legitimidade (de qualquer natureza) fora dos processos históricos em que ele está inserido. Quando se pensa em legitimidade, à maneira do [sociólogo Pierre] Bourdieu, há que se pensar as disputas que ocorrem no campo jornalístico, as estratégias de liderança nesse campo, o poder simbólico expresso em tiragens, segmentos de leitores, jornalistas prestigiosos, entre outras questões. No caso da revista Veja, por exemplo, ela era (ou ainda é) a quarta maior revista de informação semanal do mundo, com mais de 1 milhão de assinantes e uma projeção de mais de 5 milhões de leitores. Defendo, em meu trabalho, que o domínio da língua legítima contribui para a conformação de consensos, legitimando e sendo legitimado.

Esse caso atesta a tese de Bourdieu de que a escola transforma desigualdades culturais em desigualdades escolares?
Pierre Bourdieu redimensionou a pesquisa sociológica ao associar cânones científicos a objetos antes preteridos na academia. Seu itinerário de investigação é muito rico e diversificado, como os trabalhos com a sociedade cabila, na Argélia, reflexões sobre os jogos olímpicos, o campo da alta-costura parisiense, visitas aos museus, sistemas escola­res, intelectuais etc. No entanto, seu livro A Reprodução, traduzido no Brasil em meados da década de 1970, foi, durante muito tempo, o mais citado e apropriado de forma um tanto apressada. Assim, o epíteto reprodutivista acabou permeando um determinado discurso educacional, felizmente superado com trabalhos de Denice Catani, Jaime Cordeiro, Maria da Graça Setton, entre outros intelectuais.

E qual a essência dessa nova leitura da obra de Bourdieu?
Quando se fala numa escola que transforma desigualdades culturais em desigualdades escolares, é preciso considerar o percurso intelectual de Bourdieu para entender que sua obra apresenta um conjunto de conceitos, jamais sedimentados, mas refeitos empiricamente, que atestam suas inferências sobre o sistema escolar. Bourdieu não afirma que a escola conserva as estruturas sociais, ao contrário, enfatiza que o sistema de ensino contribui para conservá-las, o que é bem diferente, já que as desigualdades culturais têm origens nas formas de transmissão do capital cultural, especialmente nas famílias. Alguns desdobramentos de suas pesquisas, supostamente sem respostas, estavam nas questões de aquisição de capital cultural em crianças de classes populares que obtinham sucesso escolar, apesar do baixíssimo capital cultural de suas famílias, e foram ampliados em es­tudos de sociólogos como Bernard Charlot e Bernard Lahire. Contudo, apesar dessa contribuição importante, ainda é possível confirmar a tese de Bourdieu de que a escola contribui para conservar a estrutura social, sem que isso se constitua numa posição conservadora do pesquisador.

Boaventura Santos fala das crises de hegemonia e de legitimidade da universidade. Até que ponto a mídia contribui para isso no caso da reflexão sobre educação?
Essa pergunta é difícil, contudo é possível considerar alguns aspectos. Boaventura de Souza Santos fala em três tipos de crises que acometeram a universidade: a crise de legitimidade, a crise de hegemonia e a crise institucional. Talvez as crises mais sentidas sejam de hegemonia e institucional, já que a universidade tem que se haver com outras instâncias de produção de conhecimento que não funcionam com a mesma lógica científica tradicionalmente em voga na academia, com claro vínculo com o mercado. O desdobramento dessa questão se aduz pela crise institucional, mormente pelas formas de intervenção do Estado e os novos modelos de avaliação de desempenho e formas de financiamento. Paradoxalmente, a crise de legitimidade tem conotação diversa das outras crises já que ainda é forte o poder simbólico da universidade de outorgar e chancelar os títulos acadêmicos e o poder de distinção que eles representam socialmente. Nesse sentido, creio que a mídia não tem uma contribuição significativa no engendramento dessa crise, porque o campo educacional sempre abarcou diversos atores, oriundos de diversos campos que se movimentam na ampliação de suas fronteiras, o que significa afirmar que o campo educacional é heteronômico, ou dito de outra forma, qualquer ator se sente autorizado para falar sobre educação (políticos, intelectuais, jornalistas etc.). O problema é que a universidade perdeu parte do poder de prescrição pedagógica, acreditando que a sua autoridade era inconteste. Ledo engano!

Com as regras de publicação acadêmica, os professores universitários buscam inserção em muitos veículos de comunicação. Acredita que podem influenciar positivamente o campo jornalístico?
As regras de publicação têm estratégias diferentes na academia e dependem muito da posição dos atores em seu campo e do capital simbólico que lhes confere  poder de liderança e prestígio, expresso em conselhos editoriais de revistas especializadas, organização de editoras, controle dos cursos de pós-graduação, entre outras estratégias do Homo academicus. O clássico trabalho de Sergio Miceli Intelectuais e Classe Dirigente no Brasil permite desvendar as formas de construção de prestígio dos intelectuais brasileiros. Assim, ao contrário daquilo que ocorre na França, onde Bourdieu afirmava que os intelectuais que colaboravam na imprensa tinham prestígio menor em seus campos de atuação, sendo portanto intelectuais heteronômicos, no Brasil, a contribuição na imprensa é fator inconteste de prestígio desse intelectual em seu campo de atuação, conforme se pode observar em resenhas, lançamentos de livros, ou declarações feitas em notícias e reportagens, o que confere prestígio e legitimidade tanto ao veículo de comunicação como ao especialista consultado.

TV Atalaia é obrigada a veicular inserções sobre Direitos Humanos

O Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) acaba de conseguir uma importante vitória em favor da cidadania. A TV Atalaia (Record) assinou um acordo na 3a Vara da Justiça Federal se comprometendo, entre outras ações, a veicular nos intervalos do programa policial “Tolerância Zero”, no final da manhã, e do Jornal do Estado, telejornal noturno da emissora, inserções de 30 segundos com vinhetas temáticas sobre direitos humanos.

O acordo é fruto de uma ação civil pública movida contra a TV Atalaia – canal 8 – por veicular cenas e divulgar expressões agressivas a dignidade das pessoas no programa "Tolerância Zero", apresentado pelo radialista e policial civil Otoniel Rodrigues Amado, mais conhecido como "Bareta". A ação também foi movida contra o próprio apresentador, o Estado de Sergipe e a União Federal. Na tarde de ontem, em audiência, foi fechado um acordo proposto pela emissora e acatados pelas partes.

A TV se comprometeu em veicular, diariamente, as vinhetas de 30 segundos por um período de seis meses durante os intervalos dos dois programas. Os temas das inserções serão definidos pelo Ministério Público Federal, mas vão abordar os direitos humanos, tortura, combate à corrupção, lisura eleitoral, papel do Ministério Público, entre outros. O descumprimento, por parte da emissora, do acordo importa em multa de R$ 25 mil que será revertida para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

O procurador da República Paulo Gustavo Guedes Fontes, que atua na questão, disse que o acordo ficou bastante razoável. “Foi um trabalho árduo do MPF/SE, especialmente dos nossos servidores, em defesa da cidadania. É importante registrar o compromisso público do juiz federal Edmilson da Silva Pimenta, do representante da União e do Estado de Sergipe, além do interesse da emissora em resolver a questão”, avaliou o procurador.

Imagem – Ainda pelo acordo, a emissora fica proibida de exibir imagens de presos, notadamente se houver recusa, e nem suas fotos, buscando sempre o respeito a dignidade das pessoas. A TV também deve se restringir aos fatos ocorridos, abstendo-se de realizar conjecturas e suposições sobre os fatos e as pessoas envolvidas, muito menos externar juízo de valor sobre presos. Ficou a emissora proibida ainda de usar trucagem e animações, e o emprego de tom jocoso ou de ridicularização contra os entrevistados.

Diretamente ao apresentador, ficou acordado que ele não pode proferir qualquer tipo de injúria direta contra os presos; não incentivar ou fazer alusão que possa fomentar a prática de infrações penais, tais como tortura, abuso de autoridade, mesmo que de forma implícita; não incitar a desobediência às leis ou decisões judiciais. A própria emissora garante no acordo a proibição em seu programa do uso de palavras de baixo calão, palavrões, gestos ofensivos ou ainda insinuativos de violência policial ou contra presos.

A emissora ainda se comprometeu em abster-se de veicular propaganda de bebida alcoólica, fumo, além de não utilizar na propaganda de bebidas recursos gráficos e audiovisuais pertencentes ao universo infantil. O juiz Edmilson Pimenta, na audiência, disse que louvava o acordo firmado num tema de relevante interesse público, sem desprezar o dever de informar da imprensa e o direito da coletividade em ser devidamente informada, tudo isso sem prejuízo da vigilância e do dever do Ministério Público, como fiscal da lei, em fazer cumprir a Constituição Federal e as leis vigentes no País.

Desde 2003 – O procurador da República Paulo Fontes disse que, desde 2003, o MPF/SE vem acompanhando o programa televisivo de jornalismo policial que é veiculado diariamente entre às 12 e 14 horas. "Pelo horário, é assistido por crianças e adolescentes. O seu conteúdo é inadequado a esse público. Exibe, muitas vezes, cenas chocantes de cadáveres e lesões corporais, além de propagandas de bebidas alcoólicas", disse o procurador.

"O programa tem forte apelo sensacionalista e se vislumbram graves violações à ordem jurídica, como ofensas: aos direitos dos presos, com veiculação indevida de sua imagem; ao princípio da presunção de inocência; incentivo à prática da violência policial e da tortura; veiculação de palavras de baixo calão e imagens chocantes nocivas à formação de crianças e adolescentes, entre outras", completa Paulo Fontes.

Desde a notícia do ingresso da ação civil pública contra a emissora e o programa Tolerância Zero, os dirigentes da TV Atalaia informaram que tinham sido realizadas alterações na produção do programa para ajudar o que determina à legislação. O Ministério Público Federal vai continuar acompanhando.

Curso capacita professores para uso do rádio em sala de aula

Os professores participantes do projeto Correio Escola, da Rede Anhangüera de Comunicação (RAC), têm a partir de agora uma nova oportunidade para se envolver com a mídia e levá-la para a sala de aula. A partir desta semana, uma parceria com a Faculdade de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) possibilita que os professores participem de um curso de radiojornalismo, ministrado até o final do ano.

As aulas vão ocorrer nos estúdios de rádio da Faculdade de Jornalismo e serão ministradas pelo jornalista e professor Luiz Roberto Saviani Rey, que também leciona a disciplina na graduação. As aulas vão abordar a história da radiodifusão no Brasil, as características da linguagem e dos programas radiofônicos, além das técnicas de produção e edição. O objetivo do curso, segundo Saviani, é capacitar os docentes para que instituam o rádio como ferramenta educativa.

“Queremos que os professores dominem as técnicas de produção do rádio e possam utilizá-las para envolver os alunos e utilizá-las para divulgar informações na escola”, explicou Saviani, que há mais de 20 anos é professor na PUC-Campinas. “O curso de rádio é um sonho antigo da professora Cecília (Pavani). Eu resolvi abraçá-lo porque acredito na grande potencialidade do rádio como ferramenta educativa”, completou o professor, que ministra as aulas voluntariamente.

Capacitação

As aulas de rádio não são obrigatórias aos professores participantes do Correio Escola, que a cada 15 dias promove encontros com os docentes no auditório da RAC. As atividades na PUC-Campinas ocorrerão nas segundas-feiras em que não há atividades do projeto. “Esse curso é a grande novidade do ano para os professores”, explica a coordenadora e idealizadora do Correio Escola, Cecília Pavani.

A professora Iolanda Soldatti, da E.E. Professor Newton Pimenta Neves, é uma das participantes do Correio Escola que participarão do curso de rádio. Ela pretende ativar uma emissora que havia na escola. “Decidi fazer o curso para ter mais elementos para aplicar na produção de programas”, contou ela, durante a primeira aula, realizada na última segunda-feira.

O curso de rádio é mais um contato que os professores terão com a produção de mídias. Durante o ano, os docentes também participam da elaboração de jornais sobre assuntos relacionados à educação e à atualidade. Neste ano, já foram produzidos dois números: um sobre meio ambiente e outro sobre tecnologia na escola.

Órgãos do governo fazem balanço dos projetos de software livre

O presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Renato Martini, e o assessor do ITI, Ricardo Valle, participaram nesta quarta-feira (5/9) da reunião do Comitê Técnico de Implementação do Software Livre. O encontro reuniu os integrantes do comitê para avaliar as ações do governo na área de software livre e também apresentarresultados dos projetos desenvolvidos durante o ano de 2006 e no primeiro semestre de 2007.

Durante a reunião, Martini apresentou a publicação “Direito do Software Livre e a Administração Pública”, resultante do estudo feito a pedido do ITI pela Escola de Direito Rio da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e destacou a importância da disponibilização do texto de forma livre.

O documento oficial gerado pelo estudo está disponível no site do instituto. O presidente do ITI fez também um balanço do projeto Free Libre Open Source Software (FLOSSWorld), desenvolvido pela União Européia e que contou com a parceria de 17 organizações em 12 países, entre eles o Brasil.

O assessor da presidência do ITI, Ricardo Valle, apresentou o programa João de Barro, iniciativa coordenada pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), que tem o objetivo de desenvolver uma nova plataforma criptográfica para a Autoridade Certificadora Raiz da Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil).

Valle mostrou alguns resultados já obtidos no projeto, como a entrega dos três produtos previstos desde sua concepção:o hardware desenvolvido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o gerador aleatório criado pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para Segurança das Comunicações (Cepesc) e um software chamado Sistema de Gerência de Certificados (SGC), desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Na reunião, foi lançada a versão digital do livro “Desenvolvimento de Tecnologia Aberta”, cuja tradução ficou a cargo do ITI . “A nossa preocupação é a de combater muitos mitos a respeito do software livre. O documento tem muito a contribuir para quebrarmais um mito: de que software livre não é seguro”, observou Corinto Meffe, gerente de Inovações Tecnológicas da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI).

O Ministério do Meio Ambiente assinou o termo de disponibilidade de um software de geoprocessamento, o I3GEO, desenvolvido com tecnologia aberta, no portal do software público brasileiro (www.softwarepublico.gov.br).

O diretor de Tecnologia da Informação da Presidência da República, Maurício Marques, apresentou o novo portal do software livre no governo, que estará no ar até o fim de ano. O site foi desenvolvido pela equipe da presidência, com colaboração do grupo de trabalho de migração para o software livre. O endereço do portal continuará sendo o mesmo: www.softwarelivre.gov.br.

Além do presidente do ITI, participam da reunião o presidente do Serpro,Marcos Mazoni, o gerente regional da unidade da Dataprev no Rio Grande do Sul, Mário Teza, e o secretário da SLTI, Rogério Santanna.

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BNDES lança edital para investir R$ 12 milhões em cinema; R$ 1,5 mi serão para animação

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai investir até R$ 12 milhões em projetos de produção e finalização de filmes de longa metragem, realizados por empresas brasileiras independentes. O Edital de Seleção Pública, lançado no dia 5/9, abrange os gêneros de ficção, animação e documentário.

Somente poderão concorrer ao apoio do BNDES projetos já aprovados pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), com registro de emissão e distribuição de Certificados de Investimento Audiovisual na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), vinculada ao Ministério da Fazenda. Não serão aceitas inscrições de projetos que tenham sido apoiados em editais anteriores ou de diretores que estejam em dívida com o banco.

Dos R$ 12 milhões que o banco vai investir em cinema de longa metragem, R$ 1,5 milhão será para filmes de animação 'O BNDES considera que o setor de animação vem apresentando um desempenho muito bom no Brasil. Temos tido novos animadores com destaque. É um setor que tende a crescer muito', avalia a chefe do departamento de Economia da Cultura do BNDES, Luciane Gorgulho. 'E o Brasil tem um diferencial competitivo nesse setor pela criatividade dos nossos animadores. Além disso, é um setor, que é bastante gerador de emprego e de mão-de-obra qualificada e a animação tem várias vantagens como obra audiovisual'.

Gorgulho lembrou também que os filmes de animação apresentamum grande potencial de gerar receitas de licenciamento, de marcas derivadas da inclusão de, seus personagens, em diversos produtos de consumo. Da mesma forma, o segmento de finalização de obras audiovisuais, nos gêneros de ficção e animação, teve o valor do apoio majorado, sendo o aumento de 50% na categoria produção, que passou de R$ 500 mil para R$ 750 mil.

Gorgulho esclareceu que a etapa de finalização, em que a obra já foi filmada, engloba o trabalho de laboratório, legendagem, sonorização, que na maioria das, vezes é muito custosa.

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