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EUA e Europa já cancelaram ou não renovaram outorgas de rádio e TV

A possibilidade constitucional de uma rede de TV ou emissora de rádio ter rejeitada sua concessão não é uma exclusividade do Brasil. Recentemente, ganhou destaque a não renovação da concessão da RCTV, uma espécie de Globo venezuelana, pelo presidente Hugo Chávez. A empresa colaborou para insuflar, junto com setores conservadores, o golpe de Estado que afastou Chávez da presidência em abril de 2002. Contudo, o venezuelano não inventou a roda. Dados do jornalista chileno, Ernesto Carmona, presidente do Colégio de Jornalistas do Chile, mostram que o feito de Chávez é comumente realizado por diferentes motivos e lugares.

Ente os anos de 1934 e 1987, a Administração Federal de Comunicações (FCC na sigla em inglês), um órgão do governo dos Estados Unidos, fechou 141 concessionárias de rádio e TV. Em 40 desses casos, a FCC nem esperou que acabasse o prazo da concessão;

Na Inglaterra, o governo Margareth Thatcher cancelou a concessão de uma das maiores estações de TV do país, simplesmente por ter difundido notícias desagradáveis, embora verídicas; argumentou, simplesmente, que “se tiveram a estação de TV por 30 anos, por que deveriam ter um monopólio?”;

Também no Reino Unido, a autoridade estatal decretou, em março de 1999, o fechamento temporário do MED TV, canal 22; em agosto de 2006, revogou a licença da ONE TV; em janeiro de 2004, a licença da Look 4 Love 2; em novembro de 2006, a da StarDate TV 24; e em dezembro de 2006, revogou o canal de televendas Auctionworld;

Em 1999, o Canadá revogava a Country Music Television;

A Espanha revogou em julho de 2004 a concessão da TV Laciana (um canal a cabo) e, em abril de 2005, a das emissoras de rádio e TV de sinal aberto em Madri. Em 2005, o país revogou a TV Católica;

A França revogou a licença da V& em fevereiro de 1987, e em dezembro de 2004 fez o mesmo com a Al Manar. Em dezembro de 2005, fechou a TF1, por ter colocado em dúvida a existência do Holocausto;

A Rússia, em agosto de 2000, fechou uma emissora de TV por divulgar publicidade subliminar. Já em março de 2006, fechou a TV6

Em 2006, o Peru fechou dois canais de TV e três de rádio por não cumprimento da lei local.

Em nota, PSOL apóia campanha por democratização das concessões

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) divulgou na última semana nota em que declara apoio às manifestações ocorridas na sexta-feira (5/10), data em que foi lançada nacionalmente a Campanha por Democracia e Transparência nas Concessões de Rádio e TV. 

Leia a íntegra da nota divulgada pelo setorial de comunicação do partido.  

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No dia 5 de outubro, vencem as concessões de algumas das principais emissoras de televisão do país (Globo, RBS, Record, SBT). Este é, portanto, um momento adequado para denunciar a escandalosa concentração da propriedade dos meios de comunicação no país. Historicamente, as concessões de canais de TV, atribuição legal da União, são renovadas automaticamente, sem qualquer debate com a sociedade, ou análise do serviço cumprido por estas emissoras.

Os grandes grupos econômicos  em que se converteram esses privilegiados  concessionários de um bem público (os canais ou freqüências de transmissão)  rechaçam qualquer possibilidade de debate com participação popular sobre as concessões e mais ainda uma discussão sobre seus deveres como concessionários. Embora a Constituição proíba o oligopólio (propriedade nas mãos de poucos) dos meios de comunicação, as mesmas empresas detêm jornais, revistas, rádios e TVs em todo o país. Eles se opõem, com a poderosíssima moeda política do controle da mídia, a qualquer forma de regulamentação da comunicação social.

A cada tentativa de debater as concessões, ou de regulamentar qualquer aspecto do uso dos canais (como no recente episódio da classificação indicativa por horário), os barões da mídia e seus funcionários mais graduados levantam a bandeira da “liberdade de expressão”, tentando identificar normas reguladoras e democratizantes como “censura” e seus defensores como “ditadores”. A falácia do discurso reside justamente em que seu controle oligopólico dos meios de comunicação mais abrangentes e de maior alcance na sociedade é a maior trava à verdadeira liberdade de expressão no Brasil.

Afinal, um punhado de famílias concentra não somente a contabilidade do caixa dessas fábricas de fazer dinheiro que são as TVs como as decisões sobre programação, a linha editorial dos noticiários, o conteúdo cultural (quando têm algum conteúdo). Enquanto isso, 180 milhões de brasileiros, inertes, ficam submetidos a poucas opções de informação e entretenimento. Ao mesmo tempo, as rádios comunitárias —uma forma real de democratização da comunicação — são duramente atacadas pela Anatel e pela Polícia Federal, com o apoio irrestrito das grandes empresas que dominam o setor.

Pilar da dominação

Em seu I Congresso Nacional, realizado em junho, o Partido Socialismo e Liberdade decidiu pela criação de um Setorial de Comunicação e Cultura e aprovou uma resolução que afirma que "a dominação de classes no Brasil tem, no elevado grau de concentração da propriedade dos meios de comunicação, um pilar central. (…) Assim, o PSOL deve se colocar de forma decidida na trincheira da luta pela democratização dos meios de comunicação".

Recentemente, nossa companheira Luciana Genro, deputada federal pelo Rio Grande do Sul, equivocou-se, ao elogiar, em pronunciamento no Câmara, a RBS, afiliada da Rede Globo no RS e um dos principais oligopólios de comunicação do país. Porém, a companheira fez uma autocrítica, o PSOL-RS emitiu uma nota pública a respeito e Luciana reafirmou seu compromisso com a democratização da comunicação, através de um discurso na Esquina Democrática, em Porto Alegre.

O Setorial de Comunicação e Cultura do PSOL chama  a militância do partido como um todo a atuar efetivamente na construção da Semana Nacional pela Democratização da Comunicação, estimulando os movimentos sociais dos quais participamos a se engajarem nesse movimento.

Os mandatos populares do PSOL precisam apoiar concretamente esse processo de luta contra o oligopólio midiático e que nossos parlamentares ocupem as tribunas para colocar publicamente que o nosso partido tem lado na luta pela democratização da comunicação. O nosso lado é o da comunicação popular, é o da informação contra-hegemônica, é o dos movimentos sociais e do povo trabalhador e oprimido, vítimas sistemáticas da criminalização e domesticação capitalista operada pela mídia grande.

Para aprofundar essa discussão no partido e estruturar uma intervenção do PSOL mais transformadora no campo de luta pela democratização da comunicação iremos iniciar o processo de organização do 1º Encontro do Setorial de Comunicação e Cultura do Partido Socialismo e Liberdade. Contudo, a Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o decreto do Governo Lula (que estabelece o padrão japonês como pilar do sistema de TV Digital e assegura mais benefícios as grandes emissoras) e a decisiva participação dos militantes do PSOL na organização de base do movimento pela democratização da comunicação, já mostram, na prática, o compromisso do partido com essa luta.

No dia 5 de outubro, o Setorial de Comunicação e Cultura do PSOL estará nas ruas de todo o Brasil, junto com o restante da militância do partido, empenhado na luta pela democratização da comunicação. Gritaremos para todos ouvirem que os canais são do povo, e não dos empresários e que, por isso, exigimos um processo transparente e democrático de concessões de rádio e televisão. E defendemos o direito dos jornais, das Tvs e, em especial, das tão reprimidas rádios comunitárias a existirem, como forma mais legítima e democrática da população, em particular do povo trabalhador, exercer a liberdade de expressão atropelada pelo atual regime de concessões, pelo governo e pelo baronato da mídia.

Minc quer ajudar TV pública com Lei Rouanet

No lançamento do Programa Mais Cultura – que está sendo chamado de PAC da Cultura -, o governo anunciou ontem que mudará a Lei Rouanet, de incentivo a produções, para fazer com que projetos financiados pelo poder público sejam apresentados gratuitamente em locais públicos e à população de baixa renda. As mudanças na legislação devem ser enviadas para o Congresso até o final do ano e servirão, também, para turbinar a programação da TV pública, a nova rede de comunicação a ser lançada pelo governo no dia 2 de dezembro.

A Lei Rouanet – que oficialmente se chama Lei Federal de Incentivo à Cultura – permite que artistas façam a captação de recursos de empresas privadas para financiar filmes, peças de teatro e outras produções culturais. Essas empresas podem descontar o valor doado na hora de pagar o Imposto de Renda, desde que não ultrapasse 4% do total devido à União. Hoje, porém, não há nenhuma contrapartida social ou qualquer tipo de apresentação gratuita.

“As atividades culturais financiadas pelo poder público têm de ser disponibilizadas para centros públicos, como escolas, e para aquela parte da população que hoje não tem acesso”, disse o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, na apresentação do Mais Cultura. Um dos veículos para isso, de acordo com Ferreira, seria a TV pública.

Os filmes e outras produções audiovisuais seriam liberados para apresentação na TV assim que fosse “economicamente viável”. Ou seja, a intenção não é evitar o lucro com os filmes, mas permitir que a TV pública os apresente sem ter de competir com as grandes redes de TV nem de pagar, já que o governo fez o investimento inicial, através da isenção fiscal.

ESPETÁCULO EXTRA

Essas produções também poderiam ser apresentadas em videoclubes, que o governo pretende criar, em escolas e bibliotecas públicas. Outras produções financiadas pela Lei Rouanet, como espetáculos de teatro, dança ou outros, também teriam de participar de alguma forma.

Uma das possibilidades, de acordo com o secretário, é de um porcentual dos ingressos ser reservado para distribuição gratuita. Ou ainda que haja apresentações exclusivas para o público que não costuma ter acesso a esses eventos. 

As mudanças ainda estão sendo discutidas com a comunidade artística. “Queremos a adesão da área cultural. Não queremos impor nada”, comentou o secretário.

Ainda de acordo com Ferreira, há apoio de alguns grupos culturais à mudança na lei, mas também temores. “Existe a preocupação de que não afete a comercialização. A gente também não quer. Se afetar está errado, porque também trabalhamos com a idéia do fortalecimento de uma indústria cultural”, disse. “É um ganho. É ampliação de mercado, formação de platéias.”

Brasil bate recorde mundial em ações contra jornalistas

A liberdade de expressão parece não estar entre os pontos fortes da democracia brasileira. Existe uma ação de indenização por danos morais para cada jornalista que trabalha nos cinco principais grupos de comunicação do país (Folha, Globo, Estado de São Paulo, Editora Três e Abril). “Esse é um recorde mundial”, segundo a ONG Article 19, organização de defesa da liberdade de expressão fundada na Inglaterra e com escritório no Brasil desde o ano passado.

O levantamento feito pela revista Consultor Jurídico, e que embasou parte do diagnóstico elaborado pela ONG sobre a liberdade de expressão e informação no Brasil, constatou também que o valor médio das indenizações gira em torno de R$ 80 mil, 25% maior que em 2003. O salário médio de um jornalista brasileiro gira em torno de R$ 1,5 mil. “Enquanto grandes veículos são capazes de se proteger contra tais ações, a situação torna-se mais complicada em relação a veículos menores e jornalistas individuais”, alerta o relatório divulgado pela Article 19.

Muitos desses processos tratam de investigações sobre corrupção, envolvendo políticos e membros do Judiciário, “exatamente as pessoas que deveriam demonstrar maior tolerância ao escrutínio da mídia em razão da função que exercem”, analisa a ONG. Outra constatação trazida à tona é a de que um grande número de decisões de primeira instância tem constituído censura. Muitas liminares proíbem a publicação de informações.

Segundo o relatório, o Supremo Tribunal Federal revoga cerca de 80% das decisões julgadas procedentes. Diante desses dados, a diretoria da Article 19 concluiu que a alta porcentagem de decisões reformuladas demonstra a falta de conhecimento sobre os limites da liberdade de expressão ou revela o nível de pressão sofrida pelos juízes.

A entidade sugere programas de capacitação para juízes. As discussões devem girar em torno das indenizações por danos morais e também em uma tentativa de estabelecer algumas diretrizes sobre o valor das condenações. “Soluções não pecuniárias devem ser priorizadas. Indenizações devem ser utilizadas apenas quando outras soluções sejam insuficientes para remediar o dano causado pelas declarações difamatórias.”

Além disso, pretende encorajar a mídia desenvolver sistemas de auto-regulação, como padrões para as reportagens, ombudsman, comitê de ética.

Marco regulatório

“A legislação brasileira relativa à liberdade de expressão e informação é, na melhor das hipóteses, incompleta, na pior, seriamente problemática”, afirma a ONG.

Segundo a Article 19, o Legislativo brasileiro tem falhado em traduzir o direito à liberdade de expressão em leis que os protejam de forma efetiva. E critica que a Lei de Imprensa em vigor seja ainda aquela editada nos tempos da ditadura.

Para os especialistas consultados pela entidade, a quantidade de leis regulando o mesmo tema gera insegurança jurídica, porque dão ensejo a interpretações divergentes e “disposições duvidosas que abrem espaço para abusos contra a liberdade de expressão”.

A ONG internacional clama às autoridades brasileiras que preencham o que entendem como vácuo legislativo existente e que priorizem a adoção de um marco regulatório para a liberdade de expressão no Brasil.

“Toda e qualquer legislação adotada na área deve obedecer a padrões internacionais, ou seja, deve aplicar apenas restrições legítimas à liberdade de expressão e tais restrições devem ser adotadas a partir da observação e respeito aos direitos humanos, especialmente aqueles relativos à pluralidade, diversidade, acesso à informação, participação pública e controle social”, conclui.

Atos marcam lançamento nacional de campanha por democracia

Democracia, transparência e respeito à Constituição Federal. Estas foram as principais reivindicações das diversas organizações que promoveram o lançamento nacional da Campanha por Democracia e Transparência nas Concessões de Rádio e TV, que aconteceu nesta sexta-feira, 5 de outubro, em 16 capitais brasileiras.

Movimentos sociais, sindicatos, estudantes e ONGs saíram às ruas para marcar o início de uma série de ações que pretendem pressionar Governo Federal e Congresso Nacional a instituírem mecanismos de participação popular e critérios claros e transparentes para a renovação das concessões de radio e televisão.

É a primeira vez que grandes organizações como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), UNE (União Nacional dos Estudantes), MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), CMP (Central de Movimentos Populares), ABONG (Associação Brasileira de Ongs) e Marcha Mundial de Mulheres se unem a entidades que atuam diretamente no campo das comunicações – como o Intervozes e a Campanha pela Ética na TV – para promover o debate público sobre as concessões públicas de rádio e televisão.

Segundo as organizações, as manifestações marcam somente o início da campanha, que pretende promover uma série de iniciativas durante os próximos meses, como audiências públicas, manifestações populares e ações no campo jurídico. Com a campanha, o movimento busca discutir critérios para a outorga e a renovação das concessões e também ações contra irregularidades no cumprimento das responsabilidades pelos atuais concessionários, como excesso de publicidade, outorgas vencidas (mas ainda em funcionamento) e o controle ilegal de emissoras por parte de parlamentares. Também está na pauta de propostas do movimento o fim da renovação automática das outorgas; a instalação de uma comissão de acompanhamento das renovações composta por integrantes da sociedade civil e; a convocação imediata da Conferência Nacional de Comunicação, que dará as linhas gerais de um novo marco regulatório para as comunicações.

O movimento faz questão de deixar claro que não quer promover nenhum tipo de ‘caça às bruxas’, nem buscar aplicar sanções às emissoras que cumprem a legislação. “Os movimentos sociais não estão reivindicando nenhum tipo de censura. Queremos que se cumpram as leis do país e se construam mecanismos para avaliar se a Constituição está sendo cumprida. Isso é que é democracia. Não podemos aceitar o vale-tudo”, diz Luana Bonone, diretora de Comunicação da UNE. “Queremos que a sociedade seja a protagonista daquilo que a ela pertence. Não dá para aceitarmos que a sociedade fique refém de um sistema onde interesses que não são legítimos prevaleçam”, diz Antonio Carlos Spis, da Central Única dos Trabalhadores.

“Faltam critérios claros, baseados no interesse público, e também mecanismos que comprometam as emissoras com estes princípios”, lembra João Brant, do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. Segundo ele, mesmo os poucos limites impostos pelas regulamentações atuais não são observados pelas emissoras. Um dos mais óbvios é a restrição ao tempo destinado à publicidade. A legislação permite que apenas 25% da programação seja usada para este fim. “No entanto, temos verdadeiros supermercados eletrônicos funcionando em canal aberto”, lembra Brant.

Atos pelo Brasil

Em São Paulo, cerca de 500 pessoas ocuparam o vão livre do Masp e a avenida Paulista. Com a presença lideranças de sindicatos, movimentos sociais, organizações estudantis e parlamentares como a deputada Luiza Erundina (PSB) e Ivan Valente (PSOL), a manifestação percorreu a principal avenida da cidade. Durante o trajeto, representantes da campanha protocolaram na Justiça Federal Ação Civil Publica contra três emissoras que excedem o limite de 25% de tempo dedicado à publicidade comercial em sua programação.

Em Recife (PE), outras 500 pessoas se reuniram na Praça do Derby, no centro da cidade. No local, diversos movimentos sociais protestaram contra as irregularidades nas concessões e pediram democracia e transparência no modelo de outorgas.

Em Porto Alegre (RS), mais de 250 pessoas realizaram ato em frente a sede da RBS, onde realizaram a leitura de um Contrato Popular proposto às emissoras para as concessões. O ato contou com a presença de representantes de centrais sindicais, como CUT e Conlutas, estudantes e do movimento negro.

No Rio de Janeiro, uma panfletagem no centro da cidade distribuiu o jornal Hora Inteira, com matérias sobre democratização da comunicação. O jornal é uma sátira do Meia Hora, ligado ao grupo O Dia. Houve também exibição de vídeos sobre rádios livres e sobre o monopólio das comunicações. 

Em Vitória (ES), o lançamento da campanha foi realizado na Universidade Federal do Espírito Santo. No norte do estado, na cidade de Linhares, mais de 300 pessoas marcharam até a porta da TV Gazeta (Globo) e fizeram um enterro simbólico da emissora representando a necessidade de discutir critérios para a sua renovação.

Em Belo Horizonte (MG), mais de 300 pessoas participaram de ato em frente ao Palácio do Governo, de onde partiram para a Praça Sete.

Em Curitiba (PR), ativistas realizaram uma panfletagem na Boca Maldita ao meio dia e seguiram para o Festival de Cultura da UFPR, onde cerca de 200 pessoas receberam materiais explicativos da campanha.

Em Maceió (AL), houve manifestação no centro da cidade, com a participação de diversos movimentos sociais, sindicatos e organizações não governamentais locais.

Em São Luís (MA), representantes de diversas organizações distribuíram panfletos no centro da cidade e realizaram debate publico sobre democracia, política e mídia.

Em Cuiabá (MT), uma panfletagem no centro da cidade e um cortejo fúnebre da revista Veja marcaram o dia.

Em Brasília (DF), as manifestações ocorreram na quinta-feira, por conta do calendário da capital federal. Cerca de 200 pessoas foram ao Ministério das Comunicações reivindicar que o órgão cumpra a lei e fiscalize as concessões de radio e TV. O movimento também foi recebido pelo presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Na capital de Santa Catarina, Florianópolis, os manifestantes entregaram nas mãos do presidente Lula uma carta reivindicando a realização da Conferência Nacional de Comunicação.

Em Salvador e Manaus também aconteceram atos de lançamento da campanha.