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Rádios Comunitárias fazem bem à saúde, conclui pesquisa da USP

Se por um lado, alguns afirmam que Rádios Comunitárias podem derrubar aviões, pesquisa realizada na USP conclui que as mesmas podem ser grandes aliadas na eliminação, redução ou prevenção de riscos sanitários.

Analisar via programação das rádios comunitárias: "8 de Dezembro" situada na Cidade de Vargem Grande Paulista e "Cantareira", situada na Vila Brasilândia, município de São Paulo e junto aos discursos de seus ouvintes, como se dá a comunicação de riscos sanitários inerentes ao campo da vigilância sanitária e qual é a influência destas mensagens nos hábitos cotidianos desses ouvintes, foi o objetivo da dissertação de mestrado " A contribuição da comunicação para a saúde: Estudo de comunicação de risco via rádio na Cidade de São Paulo", defendida pelo publicitário Marcellus William Janes, na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, no último dia 05 de Setembro de 2007.

O resultado da pesquisa identificou nas rádios analisadas grande relação com suas comunidades e a percepção do sentimento de posse que os mesmo tem pelas rádios. As populações do entorno de abrangência das rádios vêem nas mesmas, aliadas na comunicação de riscos a que estão expostos.

Dentro desse quadro, a pesquisa concluiu que as rádios comunitárias podem ser um espaço de comunicação em saúde pública através de processos educomunicativos, ou seja, processos onde a comunicação tem papel educativo sobre a população, estimulando uma comunicação de riscos sanitários mais eficiente e democrática, enquanto formador de cidadania. Na educomunicação, a recepção é crítica e interage com a emissão, resignificando a mensagem, a partir de sua experiência de vida local, social, cultural, educacional, religiosa, etc.

HD Radio/Iboc vai reduzir espectro de frequências em 30%

Se a implantação do rádio digital alimentava expectativas quanto ao aumento do número de emissoras, melhorias na qualidade do som e o fim das interferências na transmissão das emissoras AM, a escolha do padrão pode resultar no inverso.

Segundo especialistas, a implantação do sistema HD Rádio (também conhecido como Iboc) pode provocar o desaparecimento de um terço das emissoras. Em São Paulo, por exemplo, deixariam de funcionar 13 das 39 emissoras comerciais em atividade na cidade, entre as locais e as que têm área de cobertura na região metropolitana. Isso porque, para que comece a transmitir simultaneamente os sinais analógico e digital, cada emissora vai dobrar de espaço: dos atuais 200 kHz, passará a 400, diminuindo as possibilidades de ocupação do espectro em aproximadamente 30%.

“Com o HD Rádio, algumas emissoras comerciais serão prejudicadas, pois deixarão de existir, e outras, beneficiadas pela redução de concorrência. Mas qual será o critério para decidir quem fica e quem sai?”, pergunta o engenheiro e pesquisador Marcus Manhães.

No afã de realizar rapidamente a transição, o Ministério das Comunicações prescindiu de levantamentos sobre as implicações econômicas, políticas e sociais da escolha [veja matéria]. Claramente favorável ao sistema norte-americano, o órgão sequer realizou testes comparativos entre os padrões, e faz ouvidos moucos às críticas que o HD Rádio vem sofrendo de engenheiros, dirigentes de emissoras públicas e representantes de rádios comunitárias.

Falso IBOC

Dois padrões são compatíveis com o sistema de radiodifusão brasileiro: o HD Rádio, desenvolvido pela empresa norte-americana iBiquity Digital Corporation (que apresenta os sistemas AM IBOC e FM Iboc) e o Digital Radio Mondiale (DRM), desenvolvido por um consórcio europeu.

Os radiodifusores e o ministro Hélio Costa apresentam o sistema norte-americano como o mais adequado à realidade brasileira. Sua justificativa é o fato – imprescindível, segundo eles – de o Iboc manter as emissoras em suas freqüências atuais.

O conceito de Iboc (In Band on Channel) é transmitir sinais analógico e digital em um mesmo canal. O sistema norte-americano, contudo, não é um Iboc de fato. Em vez de manter os dois sinais no espaço ocupado pela emissora originalmente, de 200 kHz, o sinal digital é alocado nas laterais, avançando sobre outras emissoras.

“O sistema da iBiquity”, observa o engenheiro Takashi Tome, “parte do pressuposto de que o espectro está esparsamente ocupado e que os canais adjacentes estão livres”. Nas regiões metropolitanas brasileiras, onde o espectro é congestionado, esse procedimento pode causar interferências e, na prática, suprimir emissoras.

Não há qualquer garantia de que quando o sinal analógico seja suprimido a emissora voltará ao seu tamanho anterior. A própria iBiquity já propôs a ampliação das emissoras, após a implantação do rádio digital, para 250 kHz, sob justificativa de melhorar a recepção.

Atualmente, está em desenvolvimento um DRM em modo Iboc. Com uma diferença fundamental do modelo da iBiquity: “o sinal fica estritamente confinado ao próprio canal (ou seja, é um Iboc verdadeiro) e, assim, não interfere nas emissoras adjacentes”, diz Tome. 

Pressa

A Universidade de Brasília, em parceria com a Radiobrás, anunciou que irá testar o DRM – até agora, apenas o HD Rádio foi testado no Brasil. Segundo Lúcio Martins da Silva, professor do Departamento de Engenharia Elétrica da UnB, é inviável escolher o padrão agora. “A menos que não se espere pelos testes”, conclui.

A Anatel, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que aguarda a finalização dos trabalhos na UnB para realizar a avaliação com o padrão DRM. A agência enfatiza, porém, que sua função é subsidiar as decisões do Ministério das Comunicações, que é o responsável pela decisão sobre os padrões e sobre o cronograma de implantação do rádio digital no país.

O ministro Hélio Costa declarou à imprensa, em diferentes ocasiões, que a decisão tem de ser tomada com urgência e que não é possível esperar pelos resultados de testes com o DRM. Procurado pela reportagem, o Ministério das Comunicações afirmou que todas as informações sobre o rádio digital estão disponíveis em seu site na internet.

Minicom diz que vai informar emissoras sobre regras para renovação

Diante da polêmica em torno da renovação de concessões de radiodifusão, o ministério das Comunicações deve tomar pelo menos uma medida concreta no curto prazo. Enviará às emissoras um ofício chamando a atenção para três pontos:

1) os processos de renovação devem seguir as novas determinações do Congresso Nacional, decorrentes dos trabalhos da Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicação;

2) eventuais mudanças de vinculação das retransmissoras terão processo de consulta pública para saber do interesse das respectivas comunidades em ter o sinal de determinada geradora ou não (hoje, os proprietários das retransmissoras simplesmente informam o Minicom sobre a mudança de afiliação);

3) Operações de compra e venda de concessões de radiodifusão não poderão incluir também as retransmissoras. Ou seja, se uma rede de TV for ser transferida a outro proprietário, apenas as geradoras podem ser negociadas, como prevê a legislação. No caso das retransmissoras, a transferência dependerá de processo de consulta pública.

O Minicom entende que estas e outras questões confusas em relação à legislação de radiodifusão deveriam ser repensadas em uma Lei de Comunicação mais ampla, mas atribui à Casa Civil a responsabilidade sobre esse processo, já que há um grupo de trabalho criado para tanto.

Centros de pesquisa desenvolvem WiMax para usar com TV digital

O Instituto de Pesquisas Eldorado e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um protótipo de WiMax que funciona em freqüência menor que 1 GHz. As versões padronizadas da tecnologia funcionam nas faixas de 2,5 GHz e 3,5 GHz. Os pesquisadores propõem que a tecnologia de banda larga sem fio seja usada no canal de UHF, que fica abaixo de 1 GHz, para o canal de retorno da TV digital. O canal de retorno leva informações da casa do telespectador para a emissora (ou a internet).

Durante o evento Futurecom, o Eldorado mostrou um computador ligado a uma antena comum de UHF, para comunicação de dados. 'Vamos lutar para que o WiMax 700 (como foi batizado o sistema) seja reconhecido como padrão', disse Paulo Ivo, gerente-executivo de Desenvolvimento de Negócios do Instituto Eldorado.

O Eldorado também preparando um piloto de cidade digital com o WiMax 700. 'Esperamos conseguir de R$ 300 mil a R$ 500 mil do Ministério das Comunicações e do Ministério de Ciência e Tecnologia para o piloto', afirmou Ivo.

Existem empresas e centros de pesquisa trabalhando em soluções de banda larga sem fio em freqüências abaixo de 1 GHz nos Estados Unidos e na Europa. A tecnologia é promissora porque, em dois anos, o governo americano vai retomar os canais de TV que eram usados para o sinal analógico e revendê-los em um leilão. A partir de 18 de fevereiro de 2009, nos EUA, só irá ao ar o sinal digital. Os canais leiloados serão destinados à banda larga.

Tribunal dos EUA multa mulher por fazer download de músicas

Um tribunal do estado de Minnesota decidiu que Jammie Thomas, uma mãe solteira de 32 anos, deverá pagar uma multa de US$ 220 mil (R$ 400 mil) por ter baixado e compartilhado ilegalmente 24 músicas usando a rede de computadores.

As seis gravadoras que estão processando Thomas cobraram US$ 9.250 (R$ 17 mil) por cada música pirateada, mas a multa poderia ter chegado a milhões de dólares, pois segundo as empreas ela teria compartilhado até 1.700 músicas pela internet.

Até agora, a Associação Americana da Indústria fonográfica (RIAA, na sigla em inglês) já entrou com 26 mil processos contra indivíduos acusados de compartilhar músicas pela rede, mas esta é a primeira vez que uma disputa vai parar no tribunal.

Mais de 10 mil processos já foram resolvidos, depois que os acusados concordaram em pagar até US$ 5 mil (R$ 9 mil) por infringir as leis de direitos autorais.