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UFES é setenciada a pagar indenização por Cine Falcatrua

Uma sentença da juíza substituta da 6ª Vara Federal Cível, Renata Coelho Padilha Gera, julgou parcialmente procedente os pedidos indenizatórios do Consórcio Europa contra a Universidade Federal do Espírito Santo por conta do Cine Falcatrua. Trata-se de um projeto defendido em curso de extensão da universidade que, em 2004, promoveu exibições públicas de cinema usando cópias de filmes 'ilegais' obtidas através da Internet. O caso é relevante também por ter sido o primeiro no Brasil a envolver a questão dos downloads ilegais de conteúdos audiovisuais pela Internet, explica o advogado Marcos Bitelli, autor da ação.

O Consórcio Europa pediu a abstenção das exibições públicas de obras por ela licenciadas e a destruição dos equipamentos usados para as exibições. Além disso, pediu indenização por danos patrimoniais e morais.

A UFES deverá pagar multa diária de R$ 10 mil por novas infrações semelhantes. Também, foi condenada a pagar ao Consórcio Europa, a título de dano material, o valor correspondente aos custos de aquisição para distribuição da obra exibida,

Conforme a fundamentação na sentença da juíza, os pedidos do Consórcio Europa partem do pressuposto de que a UFES violou normas de direitos autorais, de propriedade intelectual e de exclusividade quanto à distribuição de produtos. No caso analisado, referente à exibição do filme "Fahrenheit 911", a juíza Renata Coelho Padilha Gera considerou que "a autora (o Consórcio Europa) não pode valer-se da violação a direitos autorais ou de propriedade industrial, uma vez que não é a detentora de tais direitos". Contudo, "a ré (a UFES), ao adquirir a mesma obra, para fins de exibição pública, através de canal não autorizado, causou prejuízo à autora, de ordem patrimonial, uma vez que referido produto só poderia ser adquirido licitamente através da distribuição desta".

Prefeito agride jornalista de rádio comunitária

AMARC denuncia la agresión física sufrida por Sandra Landauro Rato, periodista de Radio Chami, por parte de Diómedes Veneros Ortecho, alcalde de la ciudad de Otuzco, ubicada al noroeste del país en el departamento de La Libertad.

El 13 de noviembre de 2007, Landauro fue expulsada violentamente de una sesión del Consejo Municipal de Otuzco por el propio alcalde, quien tomándola fuertemente del brazo y a los empujones le gritó y amenazó diciendo que tenía "asuntos pendientes" con ella y su radio. Ver foto con resultados de la agresión en http://www.cnr.org.pe/noticia.php?id=20171

La periodista estaba cumpliendo con su tarea con la autorización debida, pero según Oscar Fajardo, director de Chami Radio, la reacción violenta de Veneros se debe a las investigaciones difundidas por la emisora sobre presuntos actos de corrupción cometidos por esta persona durante su gestión como alcalde.

En declaraciones al programa “Diálogo Directo” de la Coordinadora Nacional de Radio (CNR), Fajardo aseguró que “Veneros es un alcalde que  no ha sido transparente en su gestión, por lo cual Chami Radio ha hecho vigilancia sobre su trabajo y está incómodo por las labores que hacemos”.

Fajardo señaló al Instituto Prensa y Sociedad (IPYS) que, en lo que va del año, y debido a su programa de vigilancia ciudadana, sus periodistas han sufrido diversas amenazas. En enero y febrero pasados, los periodistas de Chami Radio ya habían sido impedidos de ingresar varias veces a las sesiones del Concejo Provincial en Otuzco.

Emissoras convidam Lula para evento de lançamento

As duas principais associações de radiodifusores, Abert e Abra, estiveram nesta quarta-feira, 14, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para convidá-lo à cerimônia que marcará o início das transmissões digital da televisão brasileira. O evento está confirmado para o dia 2 de dezembro, na Sala São Paulo, a partir das 19h. Para o presidente da Abert, Daniel Slaviero, a festa também marcará um feito único na história recente. "Vai ser o primeiro pool de emissoras fora de uma cadeia nacional no Brasil", destacou.

Na conversa, que foi fechada ao público, Lula teria se mostrado disposto a participar do evento, mas a confirmação da presença do presidente ficará a cargo de sua assessoria, segundo informou Slaviero ao deixar o Palácio do Planalto. As emissoras continuam mantendo o cronograma de lançamento da TV digital e as associações estão confiantes de que, até o início de 2009, todas as capitais estejam recebendo o sinal digitalizado. Após São Paulo, a previsão é lançar a transmissão no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, no primeiro semestre de 2008.

Custo

Com a agenda fluindo bem, segundo as radiodifusoras, a preocupação atual tem sido o custo dos equipamentos digitais. Slaviero acredita que os set-top boxes estarão à venda no mercado já a partir do primeiro semestre de 2008, mas aceita que o preço não deve ser o mais acessível. Isso, no entanto, é visto com tranqüilidade. Na opinião do presidente da Abert, o processo natural de formação de um mercado consumidor fará o preço cair. Ele citou o mercado de DVDs como exemplo, onde os equipamentos caíram de R$ 3,2 mil para R$ 150 com o passar do tempo.

Mas o contato com o governo mostrou às empresas que há interesse público em estimular esse mercado. Casa Civil e Ministério das Comunicações estão estudando desonerações de impostos e até mesmo um programa de importação dos equipamentos em um primeiro momento. Planos para estimular o financiamento dos aparelhos nas vendas no varejo também estão em análise. Participaram também do encontro com as empresas a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e os ministros das Comunicações, Hélio Costa, e da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins.

A pedido da Abert, Anatel prorroga consulta pública de canais UHF

A Anatel decidiu prorrogar para até o dia 26 de novembro a consulta pública 833, que destina 10 novos canais de UHF para geradoras de TV. A consulta, cujo prazo para contribuições terminava hoje, foi atacada com veemência pelos radiodifusores, já que, pela proposta, a agência iria destinar quatro desses canais, nas cidades pequenas, para as operadoras de telecomunicações de telefonia fixa, de comunicação multimídia ou de telefonia celular também prestarem o serviço.

A reação dos radiodifusores contou com o apoio do ministro das Comunicações, Hélio Costa, que na semana passada encontrou-se com o presidente Lula para reclamar da proposta da agência. Com tanta pressão, a Anatel decidiu chamar os dirigentes da Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV), que representa as emissoras comerciais de TV para conversar, e prorrogou o prazo de envio de sugestões.

Com a mudança sugerida pela agência, as repetidoras de TV que hoje ocupam os canais 60 a 69 no espectro de UHF serão transferidas para outras bandas, para que, em 700 cidades de médio porte e capitais brasileiras onde as freqüências estão congestionadas, possam ser implantados os canais de TV pública criados pelo governo. Nos demais quatro mil municípios, conforme a consulta,  seriam alocados seis canais de 6 MHz para as emissoras de TV tradicionais e outros quatro canais seriam destinados para empresas de telecom. 

Fórum Nacional dos Pontos de Cultura tira Comissão Nacional para 2008

Fechando a TEIA 2007, ocorrida em Belo Horizonte de 7 a 11 de novembro, a plenária final do Fórum Nacional dos Pontos de Cultura(FNPC) tentou sistematizar, no último domingo, as propostas dos quase 400 Pontos participantes do encontro, e fechar uma agenda política comum de atuação. A plenária contou com representantes de cerca de 300 Pontos (muitos retornaram às suas regiões nesse último dia) e durou cerca de 5 horas. 

Como encaminhamento prático e por votação foi definida uma Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, que vai contar com 48 representantes: um representante de cada Estado e do Distrito Federal e um representante de cada eixo do Programa Cultura Viva (Escola Viva, Cultura Digital, Ação Griô), somados a um representante de cada segmento artístico que recebeu proposta de inclusão na plenária, como é o caso das Comunidades Indígenas e Comunidades Tradicionais / Herança Intangível.

Os nomes dos representantes dos Estados e segmentos devem ser indicados à comissão provisória dos Pontos até o dia 31/11, prazo questionado por diversos Pontos.

Outros pontos

Apesar do longo período de reunião, muitos temas caros à agenda política dos Pontos de Cultura ficaram de fora da tensa e barulhenta plenária final, como a continuidade do Programa Cultura Viva com a sucessão ministerial, a sustentabilidade dos Pontos e a alteração na legislação a eles relacionada.

Não houve também um documento oficial aprovado – a não ser a carta de análise conjuntural, lida na abertura do FNPC e objeto de dissenso durante o encontro. Além disso, as propostas dos grupos, que se reuniram por região, foram lidas, mas não tiveram espaço para serem debatidas, deixando, para muitos, uma lacuna no resultado do encontro.

“A forma das deliberações foi imediatista. Não esgotamos as discussões antes de chegarmos à decisão por uma comissão.”, relatou Ana Paula Jones (Ponto de Cultura Raízes da Tradição – PE), que propôs o segmento Comunidades Indígenas e Comunidades Tradicionais / Herança Intangível para ter assento na Comissão Nacional, com aceite da plenária. Kátia Mendes completou: “Saímos de lá sem conseguir encaminhar a plataforma política desse Fórum. Os próprios Pontos não perceberam a sua importância política”.

Para os organizadores, os trabalhos na plenária foram realizados no limite das possibilidades e a própria decisão por uma comissão nacional já indica uma evolução política dos Pontos de Cultura. “O encaminhamento dessa comissão, com a composição escolhida, é essencial nesse momento político, para não ficarmos à mercê das circunstâncias”, afirmou Alexandre Santini (Ponto de Cultura Tá na Rua – RJ), da Comissão Organizadora.

Política

De acordo com Santini, o resultado da plenária final deixou clara a força dos Pontos no atual momento político. “Os Pontos de Cultura são um fator de pressão o tempo todo. O Ministério da Cultura sabe disso e reconhece a necessidade de fortalecer-nos”, diz ele, que alerta: “Mas é preciso que o Fórum Nacional exista concretamente para a interlocução com o Ministério, e que tenha legitimidade”.

Para Ana Paula Jones, essa legitimidade é central, mas já saiu prejudicada da própria plenária do FNPC. “Não houve sentimento de pertencimento pelos Pontos, principalmente na plenária, onde se percebeu uma condução autoritária dos trabalhos”, disse. Para ela, o alcance dessa legitimidade depende de um consenso na tomada das decisões. A crítica é dirigida à comissão organizadora do Fórum, que dirigiu os trabalhos da plenária e que se manteve como comissão provisória até a escolha dos nomes definitivos. Muito se reclamou da condução do debate, desde a falta de espaço para a fala dos Pontos até a supressão de propostas e confusão nos encaminhamentos.

“O que essa comissão fez foi subestimar os Pontos de Cultura e acharque a gente não tem capacidade de percepção”, bradou Mãe Lúcia, representante de vários Pontos de Cultura relacionados à Ação Griô na Bahia.

Daqui para frente

Do Fórum emergem algumas questões a serem resolvidas, tanto no aspecto político quanto organizacional dos Pontos. Uma delas é a eventual separação entre TEIA (encontro nacional dos Pontos, envolvendo a apresentação de seus trabalhos artístico-culturais) e do próprio Fórum, que teria um viés mais pragmático e político. Segundo Santini, “há uma proposta de realização anual do FNPC, sendo a primeira em Brasília, e bienal da TEIA, a fim de focarmos esforços”.

A idéia diz respeito ao fato de as programações de ambos serem muito densas para a conciliação. “Só o espírito superior pode estar em vários lugares ao mesmo tempo”, reclama Mãe Lúcia.

Outra hipótese levantada pelos Pontos durante o Fórum foi o de descentralizar a TEIA 2008, produzindo encontros menores nas diversas regiões do país. Além disso, a partir de agora deve ser discutido o financiamento do encontro, já que houve críticas por parte de alguns Pontos aos patrocinadores.

No mais, outras duas questões constam no rol da tarefas da Comissão Nacional a ser escolhida. A primeira seria a eleição do Ponto de Cultura proponente do projeto da TEIA 2008 na Lei Rouanet. A outra seria o fortalecimento da própria rede dos Pontos para um primeiro objetivo imediato: a articulação de bancadas parlamentares que proponham alterações nas leis que regulam o Programa Cultura Viva, que financia os Pontos.