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Philips lança set-top box fabricado na China

A Philips começa a distribuir nesta quinta, 22, sua linha compatível com o Sistema Brasileiro de TV Digital. São dois televisores de LCD (de 42" e 52", custando R$ 7.999,00 e R$ 12.999,00, respectivamente), um modelo de set-top box e dois modelos de antenas, uma interna e outra externa amplificada.

O set-top box da Philips, por enquanto, é importado da China. Segundo Walter Duran, diretor de tecnologia da Philips, a produção em Manaus deve começar no primeiro semestre de 2008. Segundo ele, a fabricante optou por trabalhar com equipamentos importados em um primeiro momento para conseguir atender à demanda de produtos antes do início das transmissões digitais, no dia 2 de dezembro. Ainda segundo Duran, a custo do equipamento deve cair com a nacionalização da produção. "Produzir no Brasil é mais barato que importar", afirmou.

O set-top box da Philips foi desenhado, segundo Duran, para um mercado exigente, contando com uma espécie de media center. O equipamento tem guia de programação eletrônica, conta com saída HDMI em alta-definição, assim como vídeo composto, componente e S-video, além de áudio digital. Vem equipado com uma entrada USB, capaz de reproduzir fotos, músicas e vídeo de um pen drive no televisor.
Para o lançamento, a Phlips oferece o set-top box em um kit composto pelo aparelho, antena interna, pen drive de 1 GB e todos os cabos de conexão (inclusive o HDMI), custando R$ 1.099,00.

A antena interna, individualmente, é vendida por R$ 39,90, enquanto o modelo amplificado para instalação externa custa R$ 109,00.
A fabricante promete ainda, para o primeiro trimestre de 2008, um receptor 1-Seg, para conexão em notebook, que custará R$ 370,00.

 

Comissão aprova PL 29 com cota de 50% para conteúdo nacional

Foi aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados nesta quinta, 22, o substitutivo do deputado Wellington Fagundes (PR/MT) ao PL 29/2007, que cria novas regras para o mercado de TV por assinatura. Em relação à terceira versão do substitutivo, já adiantada por este noticiário, apenas uma alteração significativa: ao acatar voto em separado do deputado João Maia (PR/RN), Fagundes aceitou incluir, no artigo 17 do seu substitutivo, uma obrigação de cumprimento de cota de programação ao serviço de TV paga.

Pela redação proposta, o empacotamento dos Serviços de Comunicação Audiovisual Eletrônica por Assinatura e demais modalidades de serviços de TV por assinatura deve ter pelo menos 50% de produção nacional, dos quais pelo menos 10% devem ser de produção independente. Note-se que esta obrigação vale para qualquer operador, mesmo dos serviços já existente, e devem ser incorporadas no prazo de dois anos. Ou seja, metade do conteúdo da TV paga deverá ser nacional, caso o projeto fique como está e seja aprovado. Produção independente, segundo a definição do substitutivo, é qualquer conteúdo que seja produzido por empresas sem vínculos com radiodifusores ou empresas prestadoras de serviços de telecomunicações.

Must-carry

Há também, no substitutivo aprovado, uma pequena modificação na regra de must-carry. A alteração prevê que as retransmissoras da Amazônia Legal, que têm status de geradora, também sejam contempladas pelas regras, que prevêem a obrigatoriedade por parte dos operadores de TV paga (exceto MMDS analógico e Serviço Especial de TV pó Assinatura – TVA) de levar o sinal das geradoras, salvo decisão comercial da emissora de TV.

Uma outra mudança de redação deixou claro que empresas concessionárias de serviços de telecomunicações e empresas de Serviço Móvel Pessoal (SMP) não podem comprar eventos nacionais. Anteriormente, a palavra “nacional” estava ausente.

Tramitação apertada

Segundo o deputado Wellington Fagundes, todo o projeto foi discutido com os deputados Júlio Semeghini (PSDB/SP) e Jorge Bittar (PT/RJ), da Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicação, próxima etapa da tramitação. Dessa forma, acredita Fagundes, fora os aspectos referentes a conteúdo, que o deputado Bittar já manifestou interesse de discutir e incluir, pouca coisa deve ser modificada. “Agora fica a critério do deputado Bittar avaliar as modificações que ele queira fazer, mas ele acompanhou toda a discussão na nossa comissão e manifestou sua concordância com o projeto”.

Fagundes informa que recebeu um pedido do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, para que o processo seja terminativo, o que significa que ele não pode ter um número excessivo de alterações na próxima comissão. Se tiver, o projeto vai a plenário.

De qualquer maneira, o prazo de tramitação está extremamente apertado. Existem algumas discussões regimentais para a abertura ou não do prazo de emendas. Em princípio, são cinco sessões ordinárias de prazo inicial, depois o deputado relator (Jorge Bittar) apresenta o seu relatório ou substitutivo. Se for um substitutivo, com alterações, há um novo prazo de cinco sessões de emendas antes de o projeto poder ser colocado em votação. Nesse caso, seria praticamente impossível a aprovação do projeto pela comissão ainda este ano, já que o recesso parlamentar começa dia 23 de dezembro. A outra alternativa é o relator não preparar um novo substitutivo, o que agiliza a votação. E para complicar, o deputado Julio Semeghini, que preside a comissão, deve se ausentar na próxima semana. Segundo a secretaria da comissão, isso afasta a possibilidade de que qualquer decisão seja tomada nesse período.

Ciclo debate relação da comunicação com o ambiente escolar

Internet, lan-houses, TV digital e a popularização dos computadores. De que forma essas inovações estão impactando a educação? Este é o tema do ciclo de debates "A Comunicação Invade a Escola!" que acontece de 27 a 29 de novembro no auditório do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC). Promovido pela Bem TV – Educação e Comunicação o evento começa sempre às 16 horas com a exibição de vídeos, jornais, sites e spots de rádio produzidos por jovens de escolas públicas de todo o país.

No primeiro dia de discussão o tema será "A Escola em Tempos de Transformação Social". A proposta é avaliar a forma como a escola está (ou não está) acompanhando as profundas transformações por que passa a sociedade contemporânea, a partir da recente revolução tecnológica na área de comunicação. O segundo debate aborda especificamente o impacto e uso da "Internet na Escola".

No dia 27 serão analisados os espaços e perspectivas de ação protagônica do jovem no ambiente escolar. Nesse dia haverá ainda o lançamento da publicação "A Comunicação Invade a Escola!", que apresenta a experiência da Bem TV no desenvolvimento do projeto Educomunicar, realizado em parceria com o Instituto Unibanco.

O projeto, que inclui o ciclo de debates "A Comunicação Invade a Escola!" entre suas atividades, já capacitou 60 professores de 20 escolas públicas (municipais e estaduais) de Niterói para usar a comunicação como metodologia pedagógica. Rádios escolares, fanzines, jornais, vídeos e websites desenvolvidos por crianças e jovens surgiram como desdobramento dessa capacitação em 7 das escolas parceiras. Em 2007 pelo menos outros 10 projetos de comunicação terão início em estabelecimentos de ensino envolvidos este ano com o projeto.

Para mais informações, acesse www.bemtv.org.br ou escreva para bemtv@bemtv.org.br
Telefone para contato: 21-3604-1500 (Aline)

Rádios públicas querem acabar com imagem de ‘chapa branca’

A oportunidade para as rádios públicas se desvincularem da imagem de veículos de comunicação “chapa branca” está na ampliação da discussão sobre o papel dessas emissoras. A avaliação é do diretor da Associação de Televisões e Rádios Legislativas (Astral), Diógenes Dantas, que participou hoje (22) do 1º Fórum Nacional de Rádios Públicas, no Rio de Janeiro. 

O fórum vai debater um novo modelo de gestão para transformar as rádios públicas em veículos mais independentes e com foco nos interesses do cidadão. Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, Dantas disse que as rádios devem prestar serviços ao público sem se preocupar "com quem está no poder". Assim, acrescentou, elas escapam de uma gestão estatal e caminham para um modelo de gestão pública. “Precisamos discutir um novo marco legal e formas de financiamento para que possamos ter recursos para contratar profissionais de qualidade. Queremos fazer rádio e televisão pública com qualidade”.

A competitividade com os veículos comerciais de comunicação também será um dos temas abordados no fórum.  “As rádios e TVs comerciais têm os espaços delas. Na verdade, buscamos ampliar o espaço dos veículos públicos de comunicação. Concorrência resulta em melhoria na qualidade dos serviços. Quanto mais concorrência, melhor".

O 1º Fórum Nacional de Rádios Públicas é coordenado pela secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. O debate começou ontem (21), no Rio, e segue até amanhã (23).

Human Rights Watch pede fim da censura a canais de TV árabes

A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch pediu, na última terça-feira (20), ao governo de Dubai que autorize dois canais de televisão do Paquistão a operarem dos Emirados Árabes Unidos, para que retomem imediatamente suas transmissões.

Os canais a cabo Geo e ARYOne tiveram suas transmissões cortadas no Paquistão no dia 3 de novembro, quando Musharraf impôs o estado de emergência, mas foram transmitidos via satélite e pela internet até sexta-feira (16) à noite, quando foram totalmente suspensos.

'Musharraf não contente em amordaçar a crítica cobertura de sua repressão dentro do Paquistão pela imprensa, agora está pressionando Dubai a segui-lo em sua repressão à informação independente', disse o diretor para a Ásia da Human Rights Watch, Brad Adams.

O grupo também saudou a visita da embaixadora americana no Paquistão, Anne Patterson, aos escritórios do canal Geo na cidade de Karachi na última segunda-feira (19).

'Os Estados Unidos deveriam pedir publicamente que seu estreito aliado Dubai suspenda as proibições. O governo de Dubai deveria se recusar a ser cúmplice do ataque de Musharraf contra a liberdade de expressão', disse Adams em um comunicado.

Amina Rustamani, chefe do organismo que supervisiona a imprensa em Dubai (Emirados Árabes Unidos), disse à AFP no sábado que sua agência está considerando como autorizar a retomada das transmissões dos canais paquistaneses.