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Ministério orienta Anatel a ser rigorosa com emissoras de TV digital que adotarem multiprogramação

Enquanto a fiscalização da Anatel, por orientação do ministro das Comunicações, Hélio Costa, tenta identificar emissoras de televisão que promovem a distribuição de multiprogramação, a equipe do ministério prepara o projeto de regulamentação que será submetido ao Grupo Executivo da TV Digital, que reúne 11 ministros de Estado, com objetivo de estabelecer as condições para a oferta de programas múltiplos. A multiprogramação é uma das principais vantagens que a compressão do sinal, promovida pelo processo de digitalização da radiodifusão, traz ao mercado, mas depende de elaboração e edição de regras próprias.

No momento, a única multiprogramação permitida pelo ministério é em caráter experimental, com autorização de testes científicos pela Anatel, segundo informa uma fonte do Minicom. O ministério quer, segundo a mesma fonte, impedir abusos como a abertura a terceiros de canais disponíveis à multiprogramação digital – o que hoje é proibido por lei. "Só pode haver transmissão de canal único, até que a regulamentação seja aprovada", afirmou a fonte. Por isso, denúncias que chegarem ao ministério serão prontamente direcionadas à ação fiscalizatória do órgão regulador. O flagrante de desrespeito à restrição será punido pelo ministério com sanções que vão de multas à suspensão da outorga do serviço, segundo a fonte.

Ministério do Trabalho cria comissão para regulamentar profissão de jornalista

Reproduzido da Agência Brasil

O Ministério do Trabalho instituiu hoje (25) um grupo de estudo para propor alterações na legislação a fim de regulamentar a profissão de jornalista.

A comissão, criada por meio da Portaria n.º 342 publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União, "terá três integrantes do Ministério do Trabalho, três representantes das categorias profissionais e três representantes das categorias econômicas".

O grupo tem 90 dias para apresentar relatório final ao ministério.

Embratel recorre a órgãos de defesa da concorrência para impor condições à fusão BrT-Oi

As grandes concessionárias de telefonia do país começam a deixar mais claras suas posições em relação à fusão entre Oi e Brasil Telecom. A Embratel, controlada pelo grupo Telmex, entrou esta semana com pedidos de impugnação da operação nas secretarias de Direito Econômico (SDE) e de Acompanhamento Econômico (SAE) do Ministério da Justiça. Mas os pedidos são para que os órgãos de defesa da concorrência imponham restrições em áreas relacionadas às telecomunicações que vão além do segmento de telefonia., não para barrar a operação de fusão.

Ou seja, a Embratel está preocupada com os serviços de transmissão de dados, já que ela é hoje a única a ter cobertura nacional para isso. O surgimento da BrT-Oi criaria uma rede nacional alternativa e poderia dificultar ainda mais o acesso da Embratel às redes locais, dominadas pelas concorrentes.

Já o presidente da Telefónica, Antônio Carlos Valente, parece menos preocupado. Ontem (23/7), declarou que não acredita que as investigações da Polícia Federal sobre Daniel Dantas e o Grupo Oportunity, que incluem a negociação da BrT-Oi, vá impedir ou mesmo atrasar a revisão do Plano Geral de Outorgas (PGO). As mudanças no PGO são condição para a fusão e foram, inclusive, motivadas pelo anúncio do negócio. Mas para Valente, “no PGO haverá uma mudança de regras que será feita em função do processo de convergência e da consolidação empresarial que acontece no mundo”.

Com informações de O Estado de S. Paulo.

Bittar acredita que faltam “poucos ajustes” para aprovar PL-29

Para o relator do Projeto de Lei 29/2007, deputado Jorge Bittar (PT-RJ), ainda é possível encontrar consenso no Congresso para aprovar o texto no retorno do recesso parlamentar. O deputado acredita que são poucos os pontos onde há “reais divergências”. Na verdade, acredita que apenas um ainda se mostra complicado: as cotas de canais nacionais.

A versão mais atual do PL prevê que uma mesma programadora não possa ter mais de 25% dos chamados canais incentivado, canais de programadoras nacionais e com conteúdo majoritariamente brasileiro. A nova redação foi apresentada por Bittar depois de ser sugerida pelos grupos Bandeirantes, Abril e Record e entidades que representam os produtores independentes. “Quando o acordo que havíamos costurado foi abandonado e começaram a chegar as emendas propondo a derrubada de todo o Capítulo V, tive que buscar apoio em quem tinha interesse na proposta”, disse o deputado. “Acho que é só uma questão de retomar os diálogos para que os ajustes necessários sejam feitos.”

Os ajustes terão de ser feitos pelo próprio relator. Ontem, a Mesa Diretora da Câmara negou o recurso apresentado pelo deputado Miro Teixeira (PDT/RJ) para que fosse reaberto o período de apresentação de emendas ao PL-29.

Com informações da TelaViva News.

Deputado propõe proibir venda de equipamentos para rádios sem outorga

Projeto do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) apresentado à Câmara dos Deputados proíbe a venda de equipamentos de transmissão de radiodifusão para empresa ou entidade que não tenha outorga para a exploração desse serviço.

A proposta prevê multa de R$ 100 mil a empresa que vender equipamento de radiodifusão para emissoras ilegais. O dinheiro arrecadado será revertido para o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel). O projeto altera a Lei Geral de Telecomunicações (9.472/97).

O projeto será analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Por tramitar em caráter conclusivo, não precisará passar pelo Plenário para ser aprovado.

Com informações da Agência Câmara