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TV Brasil acusa Anatel de negligência em SP

Reproduzido da coluna Outro Canal da Folha de S. Paulo

Presidente da TV pública federal, a jornalista Tereza Cruvinel acusou ontem a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de “negligência”. Segundo Cruvinel, há quatro meses os transmissores e antenas da TV Brasil estão prontos para serem instalados em São Paulo, mas isso não ocorre porque a Anatel não consegue resolver um problema de interferência do sinal da TV pública numa rede de telefonia móvel.

As licenças da TV Brasil em São Paulo, nos canais 68 (digital) e 69 (analógico), ainda são provisórias. Ao fazer testes de transmissões no canal 69, a TV Brasil detectou que seu sinal causava interferências graves no serviço da Nextel.

“A responsabilidade [pelas interferências] é da Anatel”, diz Cruvinel. “A solução aventada pela Anatel seria trocar de canal, o que nos causaria um prejuízo de US$ 400 mil. Não aceitamos. A outra solução foi colocarmos filtros contra interferências. Mas os filtros da Nextel, segundo a Anatel, estão sempre em testes”, afirma.

“Achamos que há negligência. Talvez não houvesse tanta demora se fôssemos uma televisão comercial”, acusa. A TV Brasil pretendia estrear em São Paulo em 2 de dezembro, mas os transmissores atrasaram.

A Anatel informou que continua analisando os testes com filtros da Nextel e que estuda alternativas para o caso. A agência não se manifestou sobre a acusação de negligência.

PL-29 vai para Comissão de Defesa do Consumidor e tramitação fica ainda mais lenta

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados aprovou o requerimento do deputado Cezar Silvestri (PPS-PR) para que o Projeto de Lei 29/07 seja apreciado pela Comissão de Defesa do Consumidor (CDC). Com isso, o atual substitutivo do deputado Jorge Bittar (PT-RJ) terá de esperar novamente os prazos regimentais para ser votado e pode, inclusive, ser trocado por outro texto que venha do relator da nova comissão.

A estimativa é que este novo trâmite atrase a votação em quase um ano. Para tentar evitar o prejuízo, Bittar estuda apresentar um pedido para que o projeto tramite em regime de urgência. Isso significa reduzir o tempo de tramitação nas comissões (além da CDC, a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática – CCTCI – e a Comissão de Constituição e Justiça – CCJ), fazer com que todas apresentem pareceres ao mesmo tempo e que apenas o Plenário decida sobre o teor final do projeto.

O regime de urgência, no entanto, depende de acordo entre lideranças.

Com informações da TeleTime News

Órgãos federais adotam protocolo em favor de padrão aberto de documentos eletrônicos

Um grupo de 11 órgãos e empresas ligadas ao governo federal assinou hoje (27/8) o Protocolo Público de Intenção de Adoção do Formato Aberto de Documentos (Protocolo Brasília). Com isso, assumem o compromisso de usar o padrão ODF – formatos de arquivos livres para aplicação de escritório –, fazendo a troca de documentos entre elas com esse formato. Além disso, devem compartilhar soluções em padrão aberto com todos os usuários.

A adesão ao protocolo significa um grande incentivo ao uso de software livre no país. De um lado, servirá para divulgar os padrões abertos e estimular o uso pelo público externo das entidades, por exemplo, os clientes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. De outro, a adoção dos formatos abertos vai resultar em investimentos destes órgãos no treinamento de seus funcionários e no desenvolvimento de soluções nestes padrões.

Assinaram o protocolo, além da Caixa e do o Banco do Brasil, o Serpro, a Dataprev, a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Instituto de Propriedade Intelectual (Inpi), o Instituto de Tecnologia Industrial (ITI), a Companhia de Abastecimento(Ceab), a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento (SLTI) e o Ministério das Relações Exteriores.

A assinatura foi realizada na abertura do Congresso Internacional Sociedade e Governo Eletrônico (Consegi), organizado pelo Serpro em Brasília.

Com informações da Tele.Síntese

Usuários aproveitam consulta pública para fazer queixas sobre TV paga

Reproduzido do PayTV News

A grande massa de comentários à consulta pública sobre mudanças no Regulamento de Proteção e Defesa dos Direitos dos Assinantes dos Serviços de Televisão por Assinatura foi de pessoas físicas. E, assim como o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), os comentários foram quase todos em apoio à decisão da Anatel de impedir a cobrança do ponto extra. Os usuários, em geral, alegam que não acham justo pagar pelo serviço e ainda precisarem contratar a colocação dos pontos em outros cômodos da casa. Há dezenas de comentários idênticos feitos por pessoas diferentes, o que leva a crer que algumas manifestações foram organizadas.

Mas o mais interessante dos comentários dos usuários não é a defesa da gratuidade do ponto extra. São as queixas colocadas em relação a outros aspectos do serviço de TV por assinatura. As manifestações cobrem uma variedade de temas, que incluem o fato de não haver must-carry nas operações de DTH, a impossibilidade de se adquirir canais individualmente em lugar de pacotes de programação, a falta de recursos dos set-tops de TV por assinatura, a limitação a gravação de alguns programas, o tempo de fidelidade exigido pelas operadoras em algumas promoções e o excesso de comerciais na programação de TV paga.

Senado aprova Emília Ribeiro no Conselho Diretor da Anatel

O Plenário do Senado aprovou Emília Ribeiro para o Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Foram 42 votos favoráveis e 15 contrários.

Emília é assessora técnica da Presidência do Senado e já fazia parte do Conselho Consultivo da Anatel. Sua indicação para o Conselho Diretor foi bancada pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, e contou com o apoio de Renan Calheiros (PMDB-AL) e do senador José Sarney (PMDB-AC).