Dilma quer internet sem fio de graça para usuário de aeroportos brasileiros até julho

A presidenta Dilma Rousseff quer que os aeroportos brasileiros ofereçam o serviço de internet sem fio, gratuitamente, até o final de julho. O serviço será implantado primeiro nos grandes aeroportos. A informação é da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman.

“A presidenta Dilma quer internet gratuita nos aeroportos. Se não der no início [do mês], queremos pelo menos que pegue o final de julho”, disse a ministra hoje (27) em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto.

O governo está elaborando um plano a ser implementado nos aeroportos também no mês de julho, período em que a movimentação aumenta nos terminais em função das férias escolares. A intenção é evitar problemas como grandes atrasos nos voos e overbooking (venda de passagens acima da capacidade dos voos). “Temos que ter bom gerenciamento da nossa malha aérea. A presidenta Dilma quer receber relatórios com análise circunstanciada dos voos com grandes atrasos”, disse a ministra.

O plano deve ser finalizado até o começo da próxima semana e está sendo elaborado com a participação da Secretaria de Aviação Civil e da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

Gleisi destacou a responsabilidade da Infraero em garantir o bom atendimento aos passageiros. “A Infraero tem que ser responsável pela população que utiliza os aeroportos”. A ministra disse que o governo quer também analisar as condições de tomadas para computadores, escadas rolantes e banheiros.

Nesta tarde, a presidenta Dilma Rousseff reúne-se com o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencout, para discutir o plano.

Empresas e governo fecham acordo para PNBL

As empresas de telefonia fixa e o governo federal fecharam um acordo para o início efetivo do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Depois de meses de disputa, as concessionárias finalmente aceitaram oferecer um serviço de acesso rápido à internet por R$ 35 em todos os municípios, como queria a presidente Dilma Rousseff.

Onde não for economicamente viável para as teles ofertar banda larga fixa por R$ 35 o megabit por segundo, sem a obrigação de o consumidor adquirir junto uma linha de telefone, os consumidores poderão contar com uma banda larga móvel, pelo mesmo preço, segundo revelou ao Estado o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

'Eles estão propondo que vão oferecer (banda larga de um mega a R$ 35) e, onde tiverem dificuldade de vender o serviço sem a linha fixa, como lugares de grande concorrência, farão a oferta com o braço móvel', disse Bernardo. Segundo ele, está em fase final de ajustes um termo de compromisso que será assinado até quinta-feira, em que as concessionárias de telefonia fixa assumirão essas obrigações.

Como a banda larga móvel demanda a aquisição de um modem, estão sendo negociadas melhores condições de preço e parcelamento do equipamento, para que isso não seja uma barreira de entrada para novos usuários de internet rápida, disse Bernardo. Outro ponto em discussão é o limite de download que será oferecido para o PNBL.

Sanções. Ainda há um impasse para que o acordo seja efetivamente chancelado. Uma fonte disse ao Estado que as empresas não querem sofrer sanções da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), caso não cumpram a oferta do PNBL. 'O governo não vai colocar dinheiro e ainda querem nos punir por descumprir um plano que eles elaboraram?', questionou um executivo de uma das concessionárias.

O ministro, porém, deixou claro que não há possibilidade de se fechar o acordo sem que sejam impostas sanções às empresas em caso de descumprimento. 'Não estamos interessados em multar, mas se fizermos o termo sem sanções fica inócuo; aí vira só declaração de intenção.'

Bernardo esteve ontem com a presidente Dilma, que quer que seja estabelecido um cronograma de cobertura do PNBL até junho de 2014, bem como que a velocidade seja aumentada gradativamente até 5 megabits, por um preço acessível à população.

Bernardo deixou claro, porém, que o governo não subsidiará as empresas para ofertar banda larga a R$ 35. 'Como vou colocar dinheiro se estou convicto que elas vão ganhar muito dinheiro com isso?' Para o ministro, o modelo de negócio das empresas, hoje baseado em vender o serviço para poucos clientes, a um preço mais alto, deve mudar para ofertar banda larga em escala a preços menores.

Para Lembrar

O renovação dos contratos de concessão das concessionárias de telefonia fixa (Oi, Telefônica e Embratel) deveriam ter sido assinados no fim do ano passado, mas as negociações se estenderam neste ano, por causa do desacordo entre as empresas e o governos sobre as metas de universalização.

O governo resolveu negociar, junto com essas metas, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Durante as negociações com o governo, as empresas expressaram temores de que a oferta de pacotes de baixo custo em cidades grandes poderia prejudicar seus resultados e a própria competição.

 

Governo busca parcerias privadas também para levar PNBL até áreas rurais

Para levar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) a áreas rurais, a Telebrás busca empresas privadas e investidores para serem parceiros, disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Nesta sexta-feira (17), ele informou que devem ser realizadas licitações específicas para serviços de telefonia e internet no campo.

"Nosso orçamento não é folgado", admitiu Bernardo em apresentação em congresso do setor em São Paulo. "Queremos atrair parceiros (para projetos de infraestrutura)", disse Bernardo. Ao admitir a participação de agentes privados, ele reforça a mudança de proposta no plano conduzida durante a gestão da presidenta Dilma Rousseff.

Em maio de 2010, o PNBL foi lançado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de garantir, até 2014, acesso à internet de alta velocidade a 4.283 municípios brasileiros, onde o serviço não é oferecido ou tinha preço elevado. As concessionárias alegavam que o investimento para levar a conexão a municípios pequenos não teria retorno financeiro suficiente.

Inicialmente, o governo previa usar uma rede de fibra ótica de 30 mil quilômetros – incluindo trechos pertencentes a estatais – para reduzir o custo ao consumidor final. A Telebras aparecia como um agente importante e forte, com a possibilidade de atuar até na oferta de conexão em alta velocidade em locais onde a iniciativa privada não rebaixasse os valores aos patamares almejados.

A perspectiva mudou e as parcerias com provedores privados ganharam espaço. A mudança foi vista com cautela por ativistas que defendem o direito à comunicação e foi criticada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Na semana passada, a Telebrás assinou o primeiro contrato de fornecimento de banda larga dentro do PNBL com o provedor de acesso Sadnet, em Santo Antônio do Descoberto (GO). O preço será de R$ 35.

Made in Brazil

Durante o evento desta sexta, Paulo Bernardo deu ênfase à política industrial do atual governo, que prevê incentivos para atrair fabricantes de dispositivos eletrônicos. No final de maio, uma medida provisória passou a incluir computadores tablets no regime que dá incentivos fiscais para a produção de bens de informática.

A inclusão dos tablets na chamada "Lei do Bem" permite que o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) baixe nestes produtos de 15% para 3%. Além disso, a alíquota do PIS/Cofins cai de 9,25% para zero.

Até 2016, 236,2 milhões de residências terão TVs 3D no mundo

Redação – Tela Viva

O esforço dos fabricantes de integrar a tecnologia 3D em um número cada vez maior de TVs, principalmente nos modelos conectados e de LED, deve fazer com que a penetração de aparelhos com a capacidade de exibir conteúdos em 3D passe dos 0,2% registrados mundialmente em 2010, cerca de 2,9 milhões de residências, para 16,9% de penetração em 2016, totalizando 236,2 milhões de domicílios com TVs 3D.

Mas esse crescimento não deve ser acompanhado pelo consumo de conteúdos 3D, pelo menos não até que a tecnologia evolua o suficiente para promover uma experiência tridimensional mais próxima do natural, sem a necessidade de óculos. A análise é parte do estudo “Global 3D TV Forecast”, divulgado nesta terça, 21, pela Informa Telecoms & Media.

O relatório estima que dos 236,2 milhões de residências com TVs preparadas para exibir conteúdos 3D em 2016, apenas um terço, (78,5 milhões de domicílio) consumirão efetivamente esse tipo de conteúdo.

 

Anatel prorroga consulta pública do edital de de 3,5 GHz para 25 de julho

Redação – Tela Viva

A Anatel aceitou o pedido de prorrogação da consulta pública do edital de venda da faixa de 3,5 GHz feito pela Abert e adiou o final da consulta para o dia 25 de julho. Segundo a assessoria da agência, a decisão foi tomada na última terça, 21, por meio de circuito deliberativo à noite, quando não era mais possível que fosse publicada no Diário Oficial desta quarta, 22. Assim, a postergação deve ser publicada até sexta, 24.

Além da prorrogação da consulta, a Abert pede que a Anatel apresente estudos que comprovem que a utilização de sistemas de rádio banda larga na faixa de 3,5 GHz não afeta as trasmissões da banda C do satélite, usada por cerca de 20 milhões de domicílios com antenas parabólicas e pelas próprias emissoras de TV.

Segundo a entidade, o problema está na potência permitida aos sistemas de wireless broadband. Até 2005 a potência máxima que poderia ser utilizada na faixa de 3,5 GHz era de 2 Watts (W). Mas em 2010 a Anatel alterou esse limite para 4W até 5 anos e depois disso até 30W. Segundo radiodifusores, operadoras de satélite e fabricantes não existem filtros capazes de impedir a interferência e o desenvolvimento de novos produtos poderá ser muito custoso, especialmente para os usuários de antenas parabólicas. A Abert aposta que um estudo da UIT realizado no final do ano passado com as mesmas conclusões dos testes feitos pelos radiodifusores no Brasil seja capaz de sensibilizar a agência. Não se sabe se a Anatel de fato aceitará criar um grupo de trabalho para discutir o tema, como pede a Abert.