Seminário mobiliza entidades por uma nova lei de mídia

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) realiza nesta sexta, 4 de maio, o seminário “Desafios da Liberdade de Expressão” em São Paulo (SP). O evento acontece no auditório do Sindicato dos Engenheiros (rua Genebra, 25 – Centro) e vai contar com a participação da deputada federal Luíza Erundina (PSB-SP), do publicitário Renato Meirelles e do jornalista Rodrigo Vianna, entre outros convidados (confira programação abaixo).

Neste momento, as articulações nos estados estão envolvidas em pautas regionais, como a pressão pela aprovação dos conselhos estaduais de comunicação. No entanto, não deixam de lado a perspectiva de construção da campanha em defesa da liberdade de expressão e por um novo marco regulatório das comunicações, que tem sido defendida pela sociedade civil desde a I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada no final de 2009. No seminário vai ser debatida uma série de ações conjuntas, envolvendo um amplo e diverso número de instituições e de lideranças nacionais para construir coletivamente a campanha.

O vice-presidente da Associação de Rádios Públicas do Brasil (Arpub), Orlando Guilhon, que também integra a coordenação executiva do FNDC, avalia que há uma grande convergência entre as entidades quanto à necessidade da campanha mobilizada pelo Fórum. “Há muita vontade de participar. A postura do FNDC (é) de conduzir o movimento, mas sem se arvorar ser dono do movimento, além de convidar redes, movimentos e entidades não organizadas pelo Fórum, mas que são parceiras na luta pela liberdade de expressão”, analisa. Ele cita como dois dos principais aliados a Campanha Banda Larga é um Direito Seu e o movimento dos blogueiros progressistas. Para Guilhon, o maior desafio no momento é rearticular e dar mais capilaridade ao movimento de comunicação, como ocorreu durante a Confecom, que mobilizou mais de 15 mil pessoas.

Rio de Janeiro

Na última plenária da Frente Ampla pela Liberdade de Expressão do Rio de Janeiro (Fale-Rio), foi apresentado o documento-base produzido pela coordenação do FNDC que estabelece as linhas gerais da construção da campanha pelo novo marco regulatório. Esteve presente o deputado estadual Robson Leite (PT), presidente da Frente Parlamente da Comunicação e da Cultura, com quem o movimento dialoga para apresentar um substitutivo ao Projeto de Lei do Conselho Estadual de Comunicação. “A ideia é reapresentar o novo PL em nome de um conjunto de deputados. Isso também vai requerer um processo de negociação, com corpo a corpo nos gabinetes. A Frente Parlamentar (na Assembleia) também conta com a participação da sociedade civil”, aponta Orlando Guilhon.

A Fale-Rio vai solicitar ainda reunião com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Melo, e planeja abrir diálogo com o Governo do Estado. No entanto, o presidente da Arpub alerta que a articulação não deve se fiar tanto no executivo, já que, antes, chegou-se a aprovar um projeto semelhante, apresentado pelo deputado Carlos Minc (PT), mas a governadora Rosinha Garotinho sancionou apenas o caput do projeto, desconfigurando a lei, e o Conselho nunca foi implementado. No próximo dia 7 de maio, a frente realiza reunião ordinária para tratar do encaminhamento do conselho e do prosseguimento da campanha por um novo marco regulatório.

Bahia

Na Bahia, segundo Pedro Caribé, integrante do Coletivo Intervozes, as organizações integrantes da Frente Baiana pelo Direito à Comunicação têm convergido para a atuação pelo funcionamento do Conselho Estadual de Comunicação, instalado em janeiro. Ele diz que as preocupações centrais das entidades têm sido a sustentabilidade e o planejamento do Conselho, principalmente para evitar o esvaziamento, garantindo subsídios e debates para qualificar as decisões e elaborar o Plano Estadual de Comunicação. “É importante haver rodadas de discussão para elaboração do Plano. Depois de apontada esses diretrizes, podemos construir uma nova Conferência, já no fim do mandato desta gestão, podendo a próxima assumir o Conselho numa função mais de avaliação e fiscalização do que foi deliberado”, prevê.

De acordo com Caribé, a radiodifusão pública e as verbas publicitárias são os pontos em deve haver maior incidência do Conselho. “São temas que podem dialogar com setores da sociedade que veem o Conselho com reticência, principalmente jornalistas. Além disso, são da alçada da Secom (Secretaria de Comunicação), o que não envolve outras secretarias para tomar decisão”, avalia. Ele prevê que, além do direito à internet banda larga, o Conselho baiano deve priorizar a promoção de direitos humanos, tema que sensibiliza os movimentos sociais e a radiodifusão comunitária, pauta histórica do movimento.

Pernambuco

Em fevereiro, Recife foi anfitriã do I Encontro Nacional de Direito à Comunicação (ENDC), organizado pelo Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) com a parceria de outras entidades do movimento de comunicação. Na avaliação do jornalista Ivan Moraes Filho, integrante do CCLF, o encontro foi importante para o fortalecimento do Fórum Pernambucano de Comunicação (Fopecom), articulação local que existe desde 2004. “Já podemos prever que a luta pelo marco regulatório e pelas políticas locais (conselho, mídia pública, educação para a mídia) serão o foco principal do fórum para este ano de 2012, que vemos como bastante estratégico”, indica.

Entre as pautas, ele vê a reivindicação do conselho de comunicação também como fundamental, embora o governo estadual ainda seja “refratário” à iniciativa. Ivan Moraes defende a realização de momentos de formação para fortalecer tanto a militância da comunicação quanto possíveis parceiros sobre o que se pretende com o marco regulatório. “O Cordel que eu fiz possivelmente será utilizado fartamente. Naturalmente, os temas que têm mais afinidade com a discussão local (conselhos, mídia pública etc.) são os mais discutidos por facilitarem a mobilização e articulação de diversos sujeitos”.

Outra questão que tem mobilizado o movimento de comunicação em Pernambuco é o desafio da criação da Empresa Pernambuco de Comunicação (EPC), cujo processo ainda não foi finalizado. Segundo Ivan, o papel da sociedade civil tem sido fundamental nesse processo, desde o início da reformulação da TVPE até agora, na pressão para que a empresa realmente saia do papel. Um grupo de trabalho composto prioritariamente por representantes de organizações sociais foi responsável por um relatório sobre o funcionamento da TVPE, pelo projeto de lei que cria a EPC e até pelo estatuto da empresa.

“É consenso não só no Fopecom, mas em diversas organizações que discutem comunicação em Pernambuco, a importância da consolidação da EPC como também do fortalecimento de outros veículos com, digamos, DNA público, como a rádio e TV Universitária e a rádio Frei Caneca. Esta, municipal, jamais saiu do papel”, critica.

Serviço

Seminário “Desafios da Liberdade de Expressão”

Dia 4 de maio de 2012 (sexta-feira), às 9h
Sindicato dos Engenheiros (rua Genebra, 25 – Centro)
Para participar envie um e-mail fazendo sua inscrição para o e-mail secretaria@fndc.org.br

PROGRAMAÇÃO

9h – 10h30 – O momento político e o foco da campanha
Luiza Erundina – Presidente da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação com Participação Popular)
Rui Falcão – Presidente do PT (a confirmar)
Altamiro Borges – Secretário de Questões da Mídia do PCdoB
Rosane Bertotti – Coordenadora Geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e Secretária Nacional de Comunicação da CUT

11h – Apresentação da proposta de campanha do FNDC
Executiva do FNDC

11h30 – Feedback sobre campanha e contribuições de especialistas convidados
Fátima Pacheco Jordão – Instituto Patrícia Galvão
Marcos Coimbra – Vox Populi (a confirmar)
Rodrigo Vianna – blog Escrevinhador
Renato Meirelles – Datapopular

13h – 14h30 – Almoço

14h30 às 17h30 – Discussão do documento de proposta da campanha com todos os participantes

Amarc incia ciclo de seminários sobre a regulação da comunicação comunitária

Redação – Observatório do Direito à Comunicação

A Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc Brasil) inicia neste sábado (28), em Fortaleza (CE), o ciclo de seminários “Uma nova lei para as rádios comunitárias: marco regulatório e direito à comunicação”. O evento busca capacitar a sociedade civil para o debate sobre a comunicação comunitária na nova proposta de regulação da mídia.

O ciclo de seminários irá percorrer as cinco regiões do país até novembro, quando será entregue ao goveno federal um documento com porpostas elaborado pelos participantes. A etapa Nordeste será realizada no auditório Rachel Queiroz do Centro de Humanidades da Universidade Federal do Ceará (UFC). Mais informações no e-mail seminarioamarc@gmail.com .

Com informações da Agência Pulsar

CPI do Ecad aprova relatório com propostas de mudanças e indiciamentos

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar possíveis irregularidades no Escritório Central de Arrecadação (Ecad) aprovou nesta quinta-feira (26), de forma simbólica, relatório propondo uma reforma profunda no sistema de cobrança e no pagamento dos direitos autorais. O documento aponta falta de transparência das finanças e da gestão dos recursos arrecadados e identifica práticas como cartel e monopólio na atuação do escritório. Com a aprovação do relatório, a CPI encerra seu funcionamento.

O texto, apresentado pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) em reunião nesta terça-feira (24), traz o resultado da investigação parlamentar sobre denúncias de irregularidades no órgão, com recomendações ao Ministério Público aos Poderes Executivo e Legislativo e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Para regular esse sistema, o relatório da CPI propõe, entre outros pontos, que o Congresso Nacional aprove, em regime de urgência, o projeto de lei que dispõe sobre o Novo Sistema de Gestão Coletiva de Direitos Autorais.

O projeto, proposto pela CPI, estabelece normas para o exercício das atividades do Ecad e das associações que cuidam de direitos autorais. O texto também prevê que as emissoras de rádio e televisão deverão, a cada trimestre, por meio da internet, disponibilizar planilhas com a relação completa das obras musicais executadas no trimestre anterior. A ideia é facilitar o controle dos direitos autorais.

Lindbergh Farias assinalou que o Ecad representou um avanço na gestão dos direitos autorais quando de sua criação, mas o sistema atual encontra-se obsoleto.

– Espero que com o resultado desse trabalho possamos criar um novo sistema de gestão coletiva de direitos autorais – disse o relator.

O relatório final da CPI também tira do Ministério da Cultura (MinC) e leva para o Ministério da Justiça (MJ) todas as questões relativas à gestão dos direitos autorais no país. Ele recomenda ao Executivo criar o Conselho Nacional de Direitos Autorais (CNDA) e a Secretaria Nacional de Direitos Autorais (SNDA), ambas subordinadas ao Ministério da Justiça.

Elas teriam competência para regular, mediar conflitos e fiscalizar a gestão coletiva de direitos autorais. A CPI também propõe que o Executivo envie com urgência ao Congresso Nacional projeto para reformar a Lei de Direitos Autorais (Lei 9610/1998).

Lindbergh sugeriu ainda que após a criação Secretaria Nacional de Direitos Autorais (SNDA) seja examinada pelo órgão a pertinência de criação de uma autarquia autônoma vinculada no âmbito do governo federal para gerir o sistema de arrecadação e distribuição de recursos referentes ao direito autoral de produções artísticas musicais.

Indiciamentos

A CPI do Ecad também propõe indiciamento de 15 pessoas pelos crimes de apropriação indébita de valores, fraude na realização de auditoria, formação de cartel e enriquecimento ilícito. Os nomes serão encaminhados ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, onde fica a sede do Ecad.

Atividades

A CPI foi criada em junho do ano passado para investigar supostas irregularidades praticadas pelo Ecad na arrecadação e na distribuição de recursos oriundos do pagamento referente ao direito autoral de produções artísticas musicais, e as possíveis ocorrências de abuso da ordem econômica e da prática de cartel.

Em quase um ano de trabalho, a CPI, presidida pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), realizou 18 reuniões, das quais 11 foram destinadas a oitivas, audiências públicas e diligências para colher o depoimento de artistas, produtores, especialistas, dirigentes e funcionários do Ecad.

Veja a lista de pedidos de indiciamento:

1. José Antônio Perdomo Corrêa (UBC): crime contra ordem econômica, apropriação indébita e falsidade ideológica.
2. Roberto Correa Mello (ABRAMUS) e José Alves da Silva (AMAR): crime contra ordem econômica, apropriação indébita, falsidade ideológica e violação do dever de lealdade (conflito de interesse).
3. Glória Cristina Rocha Braga Botelho (ECAD): crime contra ordem econômica, apropriação indébita e falsidade ideológica.
4. Marco Venício Mororó de Andrade (AMAR): crime contra ordem econômica e apropriação indébita.
5. Jorge de Souza Costa (SOCINPRO): crime contra ordem econômica, falsidade ideológica e crime de usura.
6. Chrysóstomo Pinheiro de Faria (SICAM): falsidade ideológica.
7. Angela Virginia de Rezende Lopes (ÁTIDA): apropriação indébita.
8. Edmilson Fernandes Machado (ÁTIDA): apropriação indébita.
9. Martha Estefaneli (ÁTIDA): apropriação indébita.
10. Cleide Santini (ÁTIDA): apropriação indébita.
11. José Alves da Silva (AMAR): falsidade ideológica.
12. Kleber da Silva (SBACEM): falsidade ideológica.
13. Maria Cecília Garreta Prats Caniato (ABRAMUS): apropriação indébita.
14. Denis Lobo (Presidente da SBACEM): crime contra ordem econômica.
15. Marcel Camargo de Godoy (Presidente da ASSIM): crime contra ordem econômica.

Veja o relatório final

Murdoch expõe relações entre mídia e poder na Inglaterra

Testemunhos do magnata australiano Ruppert Murdoch e de seu filho James Murdoch perante a Comissão Leveson estão fazendo novos estragos no governo de David Cameron e ameaçam derrubar ministro da Cultura, Jeremy Hunt, por suspeita de tráfico de influência no negócio envolvendo a compra da BSkyB pela News Corporation, do grupo Murdoch. Robert Jay, da Comissão, insina possibilidade de um pacto fáustico dos conservadores com o grupo em troca do apoio de Murdoch nas eleições de 2010.

Londres – Os dias de comparecimento do magnata multimidiático australiano Ruppert Murdoch e de seu filho James diante da Comissão Leveson estão começando a deixar um rastro de vítimas. O testemunho de James na terça-feira e a publicação dos email’s que trocou com seu lobista Frederic Micel pela aquisição do pacote acionário da BSkyB, provocaram a saída, quarta-feira ao meio-dia, de Adam Smith, assessor especial do ministro da Cultura Jeremy Hunt, que por sua vez foi jogado contra as cordas.

No parlamento, o líder da oposição Ed Miliband exigiu a renúncia do ministro Hunt por sua proximidade com os Murdoch quando devia ser um “juiz imparcial do interesse público” sobre o tema da ameaça que podia representar para a liberdade de imprensa a compra de todo pacote acionário da BSkyB pela News Corp. Hunt negou que tenha feito algo “inapropriado” e assegurou que não manteve nenhum contato direto com os Murdoch: sua permanência no cargo está por um fio.

Em suas mensagens a James Murdoch, o lobista cita Hunt diretamente ao falar do informe da agência reguladora de comunicação, Ofcom, sobre o tema. “Hunt pediu-me novamente que encontrássemos todos os erros legais que pudéssemos detectar no informe da Ofcom e que propuséssemos algumas soluções fortes e de impacto. Está disposto a se reunir na próxima terça ou quarta para discutir nossa apresentação”, escreve Frederic ao filho de Murdoch.

De modo mais claro ainda, no dia prévio ao anúncio que Hunt faria informando a decisão do governo sobre o negócio, Frederic assegura que o ministro da Cultura havia passado a ele informação direta sobre seus planos. “Consegui informação sobre os planos para amanhã (o que é absolutamente ilegal!). Muitos problemas legais, Hunt está tratando de obter uma versão favorável a nós”, disse Frederic.

A lupa da comissão não se deteve no ministro. Em seu testemunho, James Murdoch reconheceu que o primeiro ministro David Cameron havia discutido o tema da aquisição da BSkyB com ele durante um almoço natalino em 2010, na casa de Rebekah Brooks, ex-diretora da News International, o braço britânico da corporação midiática de Murdoch. O primeiro ministro havia admitido seu almoço com Murdoch, mas, em mais de uma oportunidade, negou-se a informar o teor da conversa. Em suas perguntas, o responsável pela Comissão Leveson, Robert Jay, insinuou a possibilidade de um pacto fáustico dos conservadores com o grupo em troca do apoio de Murdoch nas eleições de 2010: a acusação é potencialmente devastadora.

O apoio do “The Sun” aos conservadores foi tornado público e anunciado na primeira página do tabloide, mas James Murdoch negou que tivesse adotado essa posição em troca de favores do governo em temas como o da BSkyB ou do corte orçamentário na BBC, a “besta negra” do grupo Murdoch. Ruppert Murdoch fez o mesmo em seu testemunho nesta quarta-feira. O magnata australiano reconheceu seus frequentes encontros com os governos de Margaret Thatcher (1979-90), Tony Blair (1997-2007), Gordon Brown (2007-2010) e a atual coalizão conservadora-liberal democrata. Mas negou que, em algum caso, tenha trocado informação por apoio político.

Neste sentido, o mais explícito que disse foi que o ex-primeiro ministro trabalhista Gordon Brown declarou guerra a News International logo depois que o tabloide “The Sun” retirou o apoio ao trabalhismo e começou a respaldar o então líder da oposição David Cameron. Em uma declaração posterior, Brown negou que este diálogo tenha ocorrido e exigiu uma retificação de Murdoch que, nesta quinta-feira, prossegue com seu testemunho.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que a Região Norte é prioridade no PNBL

Em entrevista, ele afirmou que a internet na região não é boa. "As críticas e reclamações em relação a internet aqui são justas, temos uma defasagem muito grande na Região Norte. Até no Nordeste, que não é tão bem servido em termos de estrutura quanto o Sudeste ou o Sul, a internet é melhor. A região é prioridade no Plano de Banda Larga e é preciso correr para tirar o atraso da região", declarou.

Ele ressaltou as dificuldades de infraestrutura da região e disse apostar no projeto do Linhão de Tucuruí para trazer internet de qualidade para o Amazonas até 2013. "Também fizemos acordos entre a Telebras e empresas privadas para usar a fibra ótica já instalada no trecho entre Manaus e Coari. As cidades nesse trecho serão beneficiadas. Quem sabe até 2013 as pessoas param de reclamar que aqui não tem internet", disse Paulo Bernardo.

O Governo Federal investiu R$ 66,5 milhões para a conclusão do projeto. O ministro anunciou também que o projeto da construção de um satélite para levar banda larga à regiões mais afastadas dos grandes centros já foi aprovado pela presidenta Dilma e está em andamento.