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Hélio Costa cobra ‘disposição’ da indústria para popularizar TV digital

Após admitir que lamentavelmente o país ainda não produza conversores de TV digital em número suficiente para atender a população, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou hoje (17) que falta engajamento da própria indústria para popularizar a nova tecnologia.

“Infelizmente, até agora, não vi uma disposição da indústria de realmente produzir dentro da expectativa e da necessidade da TV digital. Temos, em média, 200 mil conversores nos mercados por mês. Se tivéssemos um milhão, todos seriam vendidos”, afirmou, durante entrevista a emissoras de rádio, no programa Bom dia, Ministro.

Hélio Costa lembrou que, há cerca de um ano – quando o conversor foi lançado no Brasil –, o preço por aparelho chegava a R$ 1,4 mil. Na época, o próprio ministro criticou o valor do equipamento e incentivou que a população aguardasse uma queda nos preços para comprar os conversores. Atualmente, porém, o aparelho é vendido a R$ 240, o que, segundo ele, é um preço acessível. O ministro voltou a insistir que, caso a indústria se mostrasse disposta a aumentar a oferta de conversores, a população teria mais acesso ao serviço digital.

Minicom não responde ao Congresso Nacional sobre uso da faixa de 2,5 GHz

O silêncio do Ministério das Comunicações sobre as questões relacionadas à suspensão da certificação de equipamentos para a prestação de serviços de banda larga via WiMax na faixa de 2,5 GHz, onde operam hoje empresas de MMDS, tem indignado o deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC). Na reunião da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTI) agendada para essa quarta-feira (16), o parlamentar deverá pedir que sejam tomadas providências com relação à falta de explicações do Minicom sobre a decisão de não certificar os equipamentos.

No dia 29 de outubro de 2008, a CCTI aprovou um requerimento de autoria de Bornhausen pedindo explicações formais sobre o assunto. Como todo requerimento de informações, este continha um prazo para a emissão das respostas. Acontece que o prazo em questão venceu no dia 9 de dezembro e até agora nem o Minicom, nem a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) – que por ser o órgão técnico, poderia ter respondido ao requerimento – não prestaram os esclarecimentos solicitados. Por conta dessa omissão em atender ao requerimento, Bornhausen pedirá que a comissão tome as medidas cabíveis para censurar a conduta das autoridades.

Em princípio, o caso pode gerar uma denúncia de crime de responsabilidade na medida que o Executivo tem por obrigação responder os requerimentos formais de esclarecimentos feitos pelo Legislativo. Mas essa é uma medida extrema e o mais provável é que a comissão não a adote. O ponto de protesto do deputado será o descaso dos órgãos competentes em esclarecer a situação, que perdura há meses sem qualquer explicação formal sobre a não certificação dos equipamentos.

Quando apresentou o requerimento, Bornhausen disse a este noticiário que suspeitava que a Anatel estivesse sofrendo pressões por parte de empresas interessadas em reduzir a oferta de MMDS como forma de reduzir a potencial competição na banda larga por meio desta tecnologia. O parlamentar chegou a criticar o "corpo mole" da agência reguladora em emitir os certificados como uma forma de prejudicar os investimentos no setor.

Os deputados da CCTI querem saber, por exemplo, se a suspensão tem sido mantida por interferência por parte dos agentes econômicos na Anatel; quem tomou a decisão de suspender ou negar certificados nesse segmento; quais os fundamentos jurídicos da decisão; se há uma política pública que justifique este comportamento; e se as empresas que estão tendo certificações negadas pela agência estão recebendo a devida justificativa da decisão.

Anatel recorre ao TCU para rever medida que suspendeu votação de anuência prévia

O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) remarcou para amanhã de manhã (às 9h30) a reunião que faria hoje para decidir sobre a fusão da Oi com a Brasil Telecom. Até lá, a agência espera que o Tribunal de Contas da União (TCU) tenha acatado o seu pedido de reconsideração. Se o ministro relator, Raimundo Carreiro, não reconsiderar a decisão de mandar suspender a anuência prévia, caberá ainda recurso ao presidente do tribunal, informam fontes da agência.

A defesa da Anatel já foi protocolada no tribunal pela sua procuradora, Ana Luiza Ribeiro, e o chefe de gabinete da Anatel, Rodrigo Barbosa.

A primeira reunião de amanhã será uma continuidade da sessão de hoje, que foi suspensa. Se a agência conseguir ganhar no TCU, haverá ainda tempo para que o processo seja concluído amanhã, mesmo que um conselheiro peça vistas ao processo. A segunda reunião para a votação final seria realizada, então, no período da tarde. É provável que um dos conselheiros apresente voto em separado.

Salvaguarda

Há dúvidas se a cautelar concedida pelo tribunal, que impede a aprovação da fusão, faria parte da salvaguarda prevista contrato de compra da Brasil Telecom, de que a multa de R$ 490 milhões não seria cobrada caso alguma decisão judicial paralisasse o processo. O problema é que o tribunal é uma entidade administrativa e não judiciária. Mas não parece que os vendedores estariam dispostos a exercer o break up fee, forçando o fim do acordo e o desembolso da multa nesse atual momento econômico.

Anatel consulta Casa Civil, BNDES e AGU sobre recurso contra decisão do TCU

O recurso à medida cautelar expedida pelo Tribunal de Contas da União (TCU) suspendendo a deliberação da anuência prévia para a compra da Brasil Telecom pela Oi ainda era objeto de intensa movimentação na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) durante esta quarta-feira (17). Segundo fontes qualificadas, a preocupação é traçar politicamente a estratégia para tentar reverter a situação.

A Anatel mantém conversas com a Casa Civil, a Advogacia-Geral da União (AGU) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para afinar o discurso e organizar em quais níveis a agência deverá recorrer. O BNDES é acionista da Oi e interessado no negócio.

Remarcada

A reunião de deliberação foi remarcada para a manhã desta quinta-feira (18), em horário 30 minutos anterior à outra reunião já agendada para as 10 horas. Até lá, o primeiro movimento, considerado inevitável, é a apresentação de um agravo regimental no próprio TCU, único instrumento recursal na alçada do próprio tribunal de contas. Apesar de ser uma alternativa, demover o ministro Raimundo Carrero e demais ministros do TCU de suas convicções sobre o trabalho da Anatel pode não ser tão simples. Dentro da Anatel há quem acredite ser praticamente impossível derrubar a liminar ainda nesta quarta-feira (17). Técnicos da agência foram ao TCU prestar esclarecimentos.

Política

A segunda alternativa é mais delicada, segundo a fonte. Trata-se da solicitação de um mandato de segurança direto no Supremo Tribunal Federal (STF). É essa estratégia que está sendo analisada com o alto escalão do governo porque a medida pode ter efeitos políticos bastante negativos na relação entre os poderes. Um mandato de segurança tem sido considerado até o momento uma alternativa extrema já que colocaria em embate direto Executivo (Anatel) e Legislativo, ao qual o TCU é ligado. Mas caso o TCU não reverta a cautelar, a Anatel pode ser obrigada a lançar mão do pedido direto ao Supremo.


TCU suspende votação de anuência prévia para BrT-Oi na Anatel

O dia decisivo para a criação da BrT-Oi já começou turbulento. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi surpreendida com uma medida cautelar emitida pelo ministro Raimundo Carreiro, do Tribunal de Contas da União (TCU), suspendendo a deliberação da agência sobre a anuência prévia para a compra da Brasil Telecom pela Oi. Por conta da cautelar, a Anatel remarcou a reunião do Conselho Diretor, inicialmente prevista para às 10h, para às 15h30.

Segundo informações preliminares do TCU, a agência estaria tomando a decisão sobre a BrT-Oi sem informações suficientes sobre a operação, daí a emissão da cautelar. O perigo apontado pelo ministro é que a operação prejudique o erário público. Para conseguir reverter a suspensão, a Anatel terá que entrar com um agravo no TCU.

Argumentos

O pedido do TCU está baseado no trabalho da Secretaria de Fiscalização de Desestatização (Sefid), que constatou a falta de estudos e dados precisos sobre os impactos para o consumidor e concorrência; deficiência no controle de bens reversíveis; falta de dados sobre os ganhos de eficiência das concessionárias e os impactos nas tarifas; a falta de um modelo de custos; ausência do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC); falta de transparência no processo; insuficiência das atividades preparatórias para a instrução do processo e a possibilidade de grave lesão ao interesse público.

A suspensão é sobre a deliberação tanto na reunião desta quarta-feira (17), quanto na de amanhã (18). O TCU ouvirá a Anatel em 15 dias para prestar esclarecimentos.

A Anatel vai recorrer junto ao TCU com agravo de instrumento, mas não está afastada a hipótese de recurso junto ao Supremo Tribunal Federal.

A íntegra do despacho do TCU está disponível na homepage do site TeleTime.