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Google propõe sistema de micropagamentos para jornais

Grandes veículos da mídia impressa têm lutado para concorrer com o conteúdo gratuito da internet e, alguns casos, sofrem com o medo de obter prejuízo. Mas isso deve mudar. Pelo menos se um plano proposto pelo Google achar de fato a solução para tornar os sites de jornais rentáveis.

A Associação de Jornais dos Estados Unidos (NAA) solicitou recentemente à companhia e a outros grupos como Microsoft, IBM e Oracle uma saída para permitir a cobrança pelos acessos a notícias na internet.

O Google foi a primeira empresa a propor uma solução viável chamada de micropagamentos em que são cobrados valores inferiores a US$ 0,50.  Seu projeto deve derivar do já existente GoogleCheckout.

A principal dificuldade era encontrar um sistema de transações financeiras online que permitisse a transferência de quantias tão pequenas sem despesas muitos altas.

No documento de resposta à Associação Americana de Jornais, o Google afirmou que os conteúdos mais importantes podem se tornar uma fonte de renda sustentável e que "aberto a todos" não precisa significar necessariamente "gratuito”.

A plataforma para pagamentos online do Google ainda está em fase de desenvolvimento, mas seu lançamento está previsto para 2010. (Informações Terra)

Livro analisa a história da TV aberta no Brasil

Será lançado no dia 17 de setembro, às 20 horas, em Brasília, o livro “TV, poder e substância: a espiral da intriga”, de Luís Carlos Lopes. O evento ocorrerá no Restaurante Carpe Diem, localizado no SCLS 104, Bl. D, Loja 1. A obra analisa vários aspectos da existência da TV aberta no Brasil. É fruto de centenas de horas de pesquisa sobre os seus conteúdos e significados, constituindo-se em um esforço de interpretação deste meio de comunicação fundamental e hegemônico do conjunto das mídias técnicas brasileiras.

A obra parte do princípio que só se pode falar desse meio, considerando suas imbricações com a vida política e cultural do país. O trecho, abaixo reproduzido, dá algumas pistas do que esperar do seu conteúdo. O livro estará proximamente disponível nas boas casas do ramo.

“A veiculação dos artefatos publicitários está na origem da TV brasileira, concebida como a mais eficiente máquina de vender produtos e idéias, jamais imaginada. Ao contrário do que os sensos comuns dizem, a programação usual é o intervalo dos reclames cada vez mais sofisticados e capazes de atrair milhões de consumidores. Esta máquina ainda não foi superada pelas mais recentes, no que se refere a sua capacidade de vender e convencer. Por isto, nela se concentram investimentos massivos que estão longe de optar pelo seu abandono ou substituição. Este processo vem sendo continuado na TV por assinatura e experimentado, com características similares, pela Internet.

A TV, portanto, teve que desenvolver parâmetros de sintonização com as culturas pré-existentes, antes de ser a principal entidade produtora da cultura nacional. Absorveu o que existia, devolvendo ao público uma programação compreensível e capaz de atrair o gosto popular, sem se desgastar junto aos interesses políticos e publicitários a que estava e ainda está ligada. Hoje, no mundo da cultura das mídias, ela já pode se autorreproduzir, citando a si próprio repetidamente e de modo incansável. Desenvolveu-se de modo monstruoso e sem muitas possibilidades de autocrítica, devido seu imenso sucesso empresarial e sua forte ligação com inúmeras fontes de poder.”

Justiça mantém bloqueio das ações da Intelig, mas libera transação com a TIM

Em mais uma decisão, a Justiça do Trabalho manteve o bloqueio das ações da Intelig em favor do pagamento de dívidas trabalhistas da Gazeta Mercantil, mas o corregedor-geral, ministro Carlos Alberto Reis de Paula, autorizou a conclusão da operação de troca de ações negociada com a TIM. ‘No mundo do trabalho, deve-se ponderar valores que busquem equilíbrio entre a iniciativa empresarial com os direitos trabalhistas”, ponderou o magistrado.

Na mesma decisão, o ministro suspendeu o bloqueio da conta da Holdco Participações, empresa proprietária da Gazeta Mercantil e da Intelig, que tinha R$ 200 milhões bloqueados por conta da mesma dívida. Em seu parecer, o ministro acatou a argumentação da defesa, que reclamava a ocorrência simultânea de dois arrestos: das ações e da conta.

Na semana passada, a juíza Maria Aparecida Duenhas, do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, indeferiu o pedido de liminar da Holdco que tentava desbloquear as ações da Intelig.

YouTube negocia aluguel de filmes

Segundo o jornal The Wall Street Journal, o YouTube está em negociações com estúdios de cinema de Hollywood para oferecer aluguel de filmes via streaming ainda em setembro. A matéria aponta ainda que Lions Gate, Sony, MGM e Warner estão envolvidos nas negociações.

A reportagem afirma que nenhum acordo foi fechado ainda, mas que entre os principais pontos da negociação estão a forma com que a receita do serviço de aluguel de filmes seria dividida entre o YouTube e seus parceiros, e se os filmes estariam também acessíveis por meio de celulares.

Segundo o jornal, os alugueis devem custar em torno de 3,99 dólares cada.

Um teste do serviço deve ser programado ainda para este mês, enquanto as negociações com os estúdios continuam.

Durante a palestra Digital Age 2.0 2009, o pelo cofundador do serviço, Chad Hurley já havia anunciado que umas das estratégias da empresa seriam os investimentos em reprodução de vídeos mais longos e com melhor qualidade.

Para comemorar o aniversário de 25 anos do filme “Ghostbusters”, o YouTube fechou uma parceria com a Sony para exibir o filme na íntegra dentro do site.

Com anulação do informe das multas, até 200 multas devem ser revalidadas

A decisão de determinar a retirada dos informes sobre multas elevadas dos processos contra as concessionárias e não reconhecer o estudo que deu origem a estes documentos, formalizada na quarta-feira, 9, com a publicação de despacho no Diário Oficial da União, deu início a outro grande esforço da Anatel. Com os informes invalidados, a agência terá agora que reverter aproximadamente 200 suspensões de multas, concedidas por conta das considerações presentes nesses documentos. Os efeitos suspensivos estão relacionados com cada um dos Procedimentos de Apuração por Descumprimento de Obrigação (Pados) onde os informes estavam anexados.

As suspensões da aplicação das multas com base nos informes foram concedidas pela Presidência da Anatel com a intenção preservar os direitos das partes. Após realizar auditoria na agência, a Controladoria-Geral da União (CGU) já havia recomendado a revisão imediata dos efeitos suspensivos deferidos com base nos informes, por entender que esses documentos sobre o impacto econômico e financeiro das multas consistiam em "fornecimento indevido de subsídio para contestação" das sanções.

A decisão de manter as suspensões, por ora, foi justificada pela agência como uma decisão "técnico-decisória" que pretendeu "garantir nos autos dos processos questionados, ante a presença do fumus boni iuris e do periculum in mora, maior segurança aos interessados", conforme resposta encaminhada pela Chefia de Gabinete da Anatel à CGU obtida por este noticiário. O fumus boni iuris e do periculum in mora – "fumaça do bom direito" e o "perigo da demora" – são dois conceitos comumente usados para a concessão de decisões liminares ao levar em conta que a demora na decisão poderia prejudicar as partes. Esse cenário, no entanto, mudou após a decisão de "não conhecer" o estudo técnico que embasou a criação dos informes.

Agora, cada um dos Pados suspensos por conta dos informes deve ser retomados e as multas homologadas serão executadas. Segundo alta fonte da Anatel, o processo de revogação das suspensões já teve início, junto com a decisão de "desentranhar" os informes das ações administrativas. A lógica que está sendo usada é que, como o estudo de impacto econômico e financeiro foi invalidado pelo Conselho Diretor, as suspensões não têm mais razão de ser e os argumentos presentes nos informes – como a possibilidade de um "risco sistêmico" para o setor caso as multas fossem executadas – não são cabíveis.

Mas além do esforço de reativar os diversos Pados onde a Anatel anexou os informes, e que totalizam mais de R$ 1,163 bilhão em multas, a agência também terá trabalho por muito tempo, invalidando a presença dos informes em outros inúmeros processos. Isso porque as concessionárias pediram a anexação dos informes em diversos processos fora da lista inicial da Anatel, que só considerava os Pados com sanções acima de R$ 50 mil. Nestes casos, a Anatel não tem como exigir a retirada do informe, já que se trata de documento levado aos autos pelas partes e não pela agência reguladora. Para cada um desses processos a Anatel terá que emitir uma análise invalidando o que havia dito a superintendência.