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Câmara arquiva projeto que limitaria jogos às 22 horas

A novela acabou e São Paulo não verá seus jogos de futebol terminarem às 23h15. Na tarde de quarta-feira (16), a Câmara Municipal realizou votação para decidir se mantinha ou derrubava o veto do prefeito Gilberto Kassab (DEM) ao Projeto de Lei nº 564/06, proposto pelos vereadores Agnaldo Timóteo (PR) e Antônio Goulart (PMBD).

Na votação de ontem, apenas cinco vereadores mantiveram suas posições iniciais, a favor do projeto e contra o veto de Kassab: Celso Jatene (PTB), Claudio Fonseca (PPS), Cláudio Prado (PDT), Marco Aurelio Cunha e Sandra Tadeu, ambos do DEM. Os próprios autores do PL que limitava o horário dos jogos, os vereadores Timóteo e Goulard, favoreceram a decisão do prefeito.

Em seu rápido discurso, o vereador Antônio Goulart disse que solicitava a manutenção do veto para que a Casa pudesse trabalhar em um novo projeto "mais completo" e que "vai resolver de vez" a situação. No entanto, o novo projeto a que Goulart se refere não estabelece horários, ideia principal do PL 564/06. Segundo ele, o novo projeto "tem apoio de várias torcidas, pessoas que acompanham o dia a dia do futebol".

O Veto

O veto de Kassab foi publicado no Diário Oficial da União no dia 5 de abril. A decisão foi tomada tempos depois de o projeto ter sido aprovado, em 11 de março, com 43 votos a favor, 2 contra e 3 abstenções.

Kassab teve apoio da Globo, que chegou a ir à Câmara Municipal para pressionar os vereadores a não aprovarem o projeto. Os jogos durante a semana são iniciados geralmente às 21h50, logo após a novela das oito, trama de maior audiência na casa. Com a antecipação dos jogos, a grade teria que ser alterada para que o futebol entrasse mais cedo na TV.

A Federação Paulista de Futebol, comandada por Marco Polo Del Nero, também era contra o projeto. Del Nero chegou a ameaçar levar os jogos da capital para o interior se o PL fosse aprovado. Ele declarou que os clubes paulistas podem ser impedidos pela Conmebol de participar da Taça Libertadores a partir de 2011 sob o argumento de que não caberiam nos moldes atuais de transmissão.

Alvarez deve assumir Conselho Administrativo da Telebrás

O coordenador dos programas de Inclusão Digital da Presidência da República, Cezar Alvarez, deve assumir o Conselho Administrativo da Telebrás. A decisão final ainda depende da realização de assembléia-geral da estatal, ainda sem data marcada. Atualmente, o conselho é presidido por Ronaldo Dutra de Araújo.

A informação foi confirmada pelo presidente da empresa, Rogério Santanna, que espera apresentar mais novidades sobre a nova estrutura da Telebrás na primeira quinzena de julho, após prévia comunicação ao mercado. Ele adiantou que está estudando a mudança da sede da estatal para um espaço maior e que continua negociando com a Anatel a devolução de pelos menos 50 dos 179 funcionários cedidos. A contratação de novos funcionários por meio de concurso somente poderá ser pensada no próximo ano, disse.

Santanna disse que não há discussão sobre o fechamento de capital da Telebrás, embora reconheça que isso possa ser feito. Ele, pessoalmente, se diz contra porque vê vantagens na transparência, exigida para as companhias abertas, para sua administração. “O Tesouro Nacional detém 89% das ações da empresa com direito a voto, portanto não vejo necessidade disso”, disse.

Outra possibilidade da empresa, de vender ações por meio de oferta pública (OPA)
também não está sendo discutida. “Os fundamentos da Telebrás não são bons, já que a estatal tem dado prejuízos, mas isso poderá ser debatido mais para frente”, disse. Pelos estudos preliminares, a ativação da Telebrás poderá apresentar resultados positivos após quatro anos.

Para Santanna, mesmo sem ainda atuar no mercado, a reativação da Telebrás já está dando resultado, com a oferta de serviços mais baratos pelas operadoras e até em cidades onde ainda não atendiam. “O principal papel da estatal é fazer isso mesmo, incentivar a competição e reduzir o preço final da conexão em um terço e isso, de alguma forma, já começou a acontecer”, disse.

Rogério Santanna participou hoje da abertura do II Fórum Nacional de Cidades Digitais, que acontece em Brasília.

Fórum Brasil Digital deve estabelecer critérios para definir cidades do PNBL

A definição de critérios para a escolha das 100 cidades onde serão implantadas inicialmente as ações do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) deve ser o tema do primeiro debate do Fórum Brasil Digital, espécie de mesa de negociações com representantes do governo, iniciativa privada e sociedade civil, que será instalado na próxima quarta-feira (23). Essa é a expectativa do presidente da Telebrás, Rogério Santanna, que precisa dessa decisão para iniciar os planos de atuação da estatal.

Além disso, ressaltou Santanna, o amplo debate sobre a forma de escolha evitará que haja desconfiança de politização da escolha. Pelo projeto inicial do governo, o PNBL será implantado em 100 cidades das regiões Sudeste e Nordeste, além de 15 capitais, onde há facilidade de ativação das fibras óticas das companhias elétricas e de construção do backhaul.

Para as próximas discussões do fórum, Santanna prevê a questão da escolha dos municípios que serão beneficiados com o programa de cidades digitais, da desoneração da carga tributária incidente sobre os serviços de telecomunicações e até a velocidade mínima prevista para as conexões à internet. “A velocidade de 512 Kbps tem sido motivo de muitas críticas, embora a maioria dos acessos do país seja feito por meio de velocidades menores, mas ainda há espaço para negociações”, disse, lembrando que essa definição sequer saiu no decreto que instituiu o PNBL.

Nessa primeira reunião do fórum, o presidente da Telebrás defende a participação ativa dos secretários de Fazenda e de Ciência e Tecnologia dos estados e dos prefeitos. “Sem a participação das administrações municipais, que estão mais próximas dos cidadãos, o plano tem menores possibilidades de prosperar”, disse. A participação de representantes do Congresso Nacional também é considerada por ele como crucial.

Santanna ainda prevê maior negociação com as operadoras e disse que já recebeu sondagens da Vivo para compra de capacidade especialmente no Norte do país. Ele disse que está aberto a todas as propostas, mas disse que somente dará preço especial para operadoras que oferecerem o preço final da conexão estabelecido pelo governo.

Folha leva ombusdman ao Twitter “mais para ouvir do que para falar”

Um dos poucos veículos de mídia brasileiros a manter o cargo de ombusdman em seus quadros, a Folha de S. Paulo estreia, nesta quarta-feira (16), mais uma forma de o leitor manifestar sua opinião sobre o conteúdo publicado pelo jornal. Trata-se do perfil do ouvidor no Twitter, mantido pela atual ombudsman Suzana Singer.

A estreia, informa Marcos Strecker, editor de Mídias Sociais do jornal, faz parte dos planos de expansão do setor. "Já são vinte canais oficiais da Folha no Twitter e estamos abrindo novas páginas no Facebook", disse ao Portal IMPRENSA.

À reportagem, Suzana explica qual será a tônica do perfil. "O objetivo é tentar aproximar o ombudsman de um leitor mais jovem e que, em geral, não tem costume de procurar o jornal para dar a sua opinião. É um canal novo, mais para ouvir do que para falar. Mas colocarei posts dando dicas para matérias, textos sobre jornalismo, eventos e também algumas críticas pontuais da edição do dia da Folha e da Folha.com".

Para conhecer e seguir o perfil, clique aqui. http://www.twitter.com/folha_ombudsman

Pesquisa revela hábitos de informação dos brasileiros

[Título original: TV Globo é a emissora mais assistida pelos brasileiros, revela pesquisa]

A Rede Globo foi apontada como a emissora favorita dos brasileiros, em pesquisa feita em março deste ano pela Meta Pesquisa de Opinião, encomendada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom). Foram entrevistados moradores de 12 mil domicílios em 539 cidades do país, entre homens e mulheres com mais de 16 anos e diferentes faixas de renda e escolaridade.

Segundo a Secom, 69,8% dos brasileiros disseram ter preferência pela Globo, enquanto 13% optaram pela TV Record, 4,7% tem como emissora favorita o SBT, e 2,9% escolheram a Band. A pesquisa teve como objetivo identificar os hábitos de informação da população brasileira e fornecer dados para orientar as estratégias de comunicação do governo federal.

O levantamento da Secom revelou que 96,6% da população assistem televisão, sendo o meio de comunicação com maior abrangência no país. Os canais abertos são vistos por 83,5% dos entrevistados. Apenas 2,7% afirmaram ver apenas canais pagos.

Os telejornais foram considerados por 64,6% dos entrevistados como os programas de maior relevância, seguido das novelas (16,4%) e dos programas esportivos (7,2%). O "Jornal Nacional", da Rede Globo, teve 56,4% de preferência na pesquisa. O "Jornal da Record" aparece com 7,4%.

Willian Bonner, apresentador do "JN", foi apontado como o comunicador mais confiável, com 33,7% da preferência dos ouvidos, seguido por sua esposa e colega de bancada Fátima Bernardes, com 18,1%.

A pesquisa da Secom também revelou dados sobre os hábitos de busca de informações do brasileiro, pelo rádio, internet, revistas e jornais. 46,1% dos entrevistados afirmaram ler jornais, sendo que 24,7% leem diariamente, 30,4% uma vez por semana e 42,3% as edições dominicais.

As revistas são lidas por 34,9% dos pesquisados. A Veja lidera a preferência, com 50,4%. O rádio é ouvido por 80,3% das pessoas, predominando as FMs (73,5%). E a internet é acessada por 46,1% dos brasileiros, que navegam cerca de 16,4 horas semanais.

Os dados da pesquisa da Secom foram divulgados em 8 de junho.