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Tanure confirma fim da versão impressa do Jornal do Brasil

O empresário Nelson Tanure confirmou que o Jornal do Brasil deixará de circular na versão impressa e passará a contar apenas com a versão online. A data da última edição do jornal será divulgada entre quarta e quinta-feira desta semana.

O fim da edição impressa se deve às dívidas acumuladas pelo jornal, estimadas em R$ 100 milhões, além da queda na circulação. Tanure chegou a procurar um comprador para o jornal, mas não o encontrou e decidiu manter o veículo apenas na internet.

“A decisão de acabar com o papel está sendo tomada esta semana. Teremos uma decisão na quarta-feira ou na quinta-feira. Provavelmente, seremos o primeiro jornal a estar apenas na internet. É algo que está acontecendo no mundo todo”, afirmou Tanure em entrevista ao O Globo.

O empresário confirmou também que demitiu o presidente do JB, Pedro Grossi, que defendia a manutenção da versão impressa. “Eu demiti o Pedro Grossi porque ele era a favor de continuar no papel”.

Grossi comunicou seu afastamento em carta enviada ontem (12/07) aos editores e diretores do jornal. No entanto, ele só deixará o cargo de diretor-presidente quando a empresa anunciar o fim da edição impressa.

O Jornal do Brasil é um dos mais antigos do país, com a primeira edição publicada em 1891. Atualmente, o veículo conta com 180 funcionários, sendo 60 jornalistas na Redação. O jornal circula com tiragem de 17 mil exemplares durante a semana e de 22 mil aos domingos.

Com informações de O Globo.

TV Cultura oferece novo posto a jornalista

A TV Cultura ofereceu ontem um novo cargo ao jornalista Gabriel Priolli após especulações de que ele seria afastado de suas funções por causa da produção de reportagem sobre o custo dos pedágios nas estradas de São Paulo.

Segundo informações de fontes da emissora, Priolli participou de reunião com a direção na qual lhe foi oferecido o cargo de assessor na vice-presidência de Gestão. Pela proposta, ele trabalhará diretamente com o vice-presidente da TV pública, Ronaldo Bianchi. Priolli não respondeu se aceitará ou não a proposta. Procurado pelo Estado, ele disse que não quer se pronunciar sobre os acontecimentos.

A assessoria de imprensa da TV Cultura informou que Priolli foi "remanejado" do cargo de coordenador de expansão de redes para o cargo de assessor da vice-presidência. A emissora considera a polêmica sobre rumores de ingerência política "caso encerrado e esclarecido".

Informal

O jornalista, segundo a assessoria, nunca exerceu oficialmente o cargo de diretor de jornalismo, apesar de ter colaborado de maneira informal com ao setor. O cargo de coordenador de jornalismo permanece vago desde o desligamento de Paulo Fogaça, em 14 de junho.

A TV Cultura exibiu, na noite de sexta-feira, a reportagem sobre os pedágios. Diante de rumores sobre censura prévia à reportagem, o PT de São Paulo anunciou que poderia pedir análise do caso ao Ministério Público Eleitoral. O episódio gerou protestos do candidato do PT ao governo, Aloizio Mercadante, que fora entrevistado para a reportagem, assim como o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. O candidato Fábio Feldman (PV), segundo sua assessoria, foi entrevistado às pressas na tarde de sexta-feira para a reportagem.

Com a transmissão na TV, o departamento jurídico do PT e a liderança do partido na Assembleia analisam se há sentido em fazer representação ao Ministério Público. A reportagem, de 3 minutos e 9 segundos, informava sobre o reajuste dos pedágios e as propostas dos candidatos.

Serra nega interferência na TV Cultura

Em entrevista concedida nesta segunda-feira (12/07) à TV Alterosa, o candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, negou ter pedido o afastamento de Gabriel Priolli da direção de Jornalismo da TV Cultura.

“Eu nem soube, eu nem sabia quem era o diretor. Aí você tem os twitters e os blogs sujos que vão espalhando na esperança de fazer pauta para a imprensa. Se teve algo que nunca tutelei, foi a TV Cultura. Ao contrário, é o governo federal que tem as suas emissoras usadas de maneira política muito clara”, afirmou, criticando a Empresa Brasil de Comunicação.

A polêmica em torno de Priolli surgiu na última semana. Na quinta-feira (08/07), junto com o seu afastamento da direção de Jornalismo da Cultura, uma matéria sobre os pedágios nas rodovias paulistas não foi ao ar. De acordo com a emissora, o jornalista ocupava o cargo temporariamente, apenas para cobrir a saída repentina de Paulo Fogaça.

Sobre a reportagem, a emissora informou que ela não foi ao ar por não ter entrevistado todos os candidatos ao governo paulista, mas foi exibida no dia seguinte.

Com informações do Correio Braziliense.

Governo quer conversor de TV digital mais barato para atender às classes D e E

São Paulo – Representantes do governo e da iniciativa privada iniciaram hoje (12) os estudos para baratear o custo dos conversores de TV digital. A medida inclui a possibilidade de incentivos fiscais, como redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

A meta é facilitar, principalmente, o acesso ao equipamento pelas classes D e E (que representam 30% da população brasileira – cerca de 16 milhões de famílias de um total de 54 milhões), afirmou o assessor especial da Presidência da República para a Área de Políticas Públicas em Comunicação, André Barbosa.

Ele apresentou hoje a proposta do governo aos integrantes do conselho deliberativo do Fórum Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD), que se reuniu na capital paulista. Entre as ideias apresentadas, está a ampliação das linhas de crédito para aquisição do equipamento, na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil, com planos cujas prestações fiquem em torno de R$ 17 por mês. Barbosa disse que as propostas do grupo de estudos ficarão prontas em seis meses.

De acordo com o assessor, além de ter em casa uma melhor qualidade de imagem e som, os consumidores de baixa renda poderão ter acesso aos serviços de interatividade como, por exemplo, marcação de consultas médicas em órgãos públicos, educação à distância e compra de produtos.

Barbosa destacou que, desde o início do ano, quando começou a obrigatoriedade de os televisores com 32 polegadas já saírem de fábrica com os conversores embutidos, foram vendidos no país 2 milhões de aparelhos. “Acreditamos chegar nos 5 milhões até o final do ano. Porém, estão sendo atendidas as classes C para cima, deixando de fora as classes D e E, que têm na televisão a sua única fonte de informação. Nossa proposta é chegar a essa população”, disse ele.

O ano de 2013 foi definido por decreto presidencial como o marco para tornar obrigatória a cobertura da TV digital em todo o país. Em 2016, o sistema analógico será extinto. O presidente do fórum, Frederico Nogueira, informou que o Brasil tem avançado com velocidade acima da de muitos países com o mesmo perfil econômico e, de 2007 até agora, o processo de migração do sistema analógico para o digital já atingiu 7 milhões de aparelhos.

Ele esclareceu que o grupo de estudos irá subsidiar o governo com informações que possam ajudar na tomada de decisões. Para Nogueira, a transição de governo não deverá criar nenhum empecilho ao andamento das discussões. “O Brasil já atingiu uma maturidade tão grande, tanto na área social quanto na econômica que, seja qual for o governo, será priorizada a política pública para a conclusão da migração da TV digital e inclusão das comunidades mais carentes”.

Na avaliação dele, o tratamento deve ser o mesmo adotado no caso dos computadores, cujo custo foi gradualmente reduzido com o aumento da demanda.

Edição: Vinicius Doria

Notebook do UCA chega a mais 48,9 mil alunos nesta semana

O Ministério da Educação entrega esta semana mais 48,9 mil notebooks a 112 escolas públicas selecionadas no programa Um Computador por Aluno (UCA). Até agora mais de 52,7 mil computadores distribuídos em unidades de ensino de diversos estados do país. Até o fim do ano, serão entregues 150 mil computadores portáteis a alunos de 300 escolas da rede pública. A distribuição do equipamento faz parte da política de tecnologias da informação e da comunicação (TICs). Os professores passam por capacitação para uso do equipamento.

O modelo do laptop tem quatro gigabytes de armazenamento, 512 megabytes de memória, tela de cristal líquido de sete polegadas, bateria com autonomia de três horas e peso de até 1,5kg. É equipado para rede sem fio e com conexão de internet. O custo de cada equipamento é de R$ 550. O investimento total, R$ 82 milhões.  

As escolas foram escolhidas pelas secretarias estaduais de educação e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). O programa teve a fase inicial em cinco escolas do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal. (Da redação, com assessoria de imprensa)