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Anatel arrecada R$ 2,7 bilhões com banda H e sobras

A Anatel arrecadou um total de R$ 2,7 bilhões por 60 lotes de subfaixas de frequência utilizadas para a prestação do serviço, da banda H e das sobras, em dois dias de leilão. O ágio médio da licitação foi de 30,59%, mas variou de zero a 964,44%.

A Nextel, que arrematou 11 dos 13 lotes da banda H e um lote das sobras, gastou R$ 1,420 bilhão e a Vivo, que ficou com 23 lotes das sobras, desembolsou R$ 1,021 bilhão.

A Claro arrematou 15 lotes das sobras por R$ 173,6 milhões e a TIM, que ficou com 8 lotes, gastou R$ 81 milhões. A Oi e a CTBC ficaram com um lote da banda H, com desembolsos de R$ 16,2 milhões e R$ 30,5 milhões, respectivamente.

Mais de 50 lotes das sobras não receberam proposta. As sobras licitadas são remanescentes das faixas de 800 MHz, 900 MHz, 1.800 MHz, 1.900 MHz e 2.100 MHz em todo o país.

Os vencedores da licitação deverão cumprir compromissos de abrangência, de forma a expandir a prestação do serviço móvel em prazos determinados. As operadoras terão prazo de até 12 meses para oferta do serviço, após a assinatura dos contratos.

Evento na Câmara dos Deputados critica abordagem da questão homossexual pela mídia

No entendimento do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), por mais que exista espaço para o tema nos telejornais, e até mesmo certo respeito pela questão em telenovelas, os programas humorísticos, por sua vez, constroem estereótipos.

"Queria entender o que justifica esse comportamento das emissoras", afirmou o parlamentar, segundo informações da Agência Câmara.

Já para o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, a construção de estereótipos negativos fica por conta dos programas policiais e religiosos.

Apesar de reconhecer o avanço no debate do assunto nos últimos anos, o coordenador-geral da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Igo Martini, admitiu que é preciso evoluir ainda mais. Ele destacou que crescem os relatos de agressões e preconceitos contra os homossexuais no país, e propôs uma legislação específica.

"Mesmo na teledramaturgia há estereótipos no tratamento dos homossexuais. É preciso aprovar a lei que trata desse preconceito", disse Martini.

Apesar das críticas à mídia, a desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Maria Berenice Dias, ressaltou que a imprensa atua como parceira ao reportar casos de agressão.

"Não há tema social que mais ocupe espaço que os ligados à causa homossexual. Qualquer delito homofóbico e avanços na causa são sempre muito debatidos", destacou.

Atualmente, tramita na Câmara um Projeto de Lei, de autoria da ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP), que criminaliza a homofobia.

Contratos atuais ganharão extensão de prazo e revisão das metas para maio de 2011

Menos de 24 horas depois do encontro com os presidentes das concessionárias de telefonia fixa, o ministro das Comunicações, José Arthur Filardi, anunciou nesta terça-feira, 14, que o governo adiará em quatro meses a assinatura dos novos contratos de concessão. Pelas regras em vigor, a revisão deveria ocorrer até 31 de dezembro deste ano, mas a necessidade de conciliação das metas de universalização propostas pela Anatel para as teles tornou o adiamento inevitável. Filardi estava mais otimista ontem, quando projetou que os problemas envolvendo o Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU III) poderiam ser solucionados em 30 ou 40 dias. Mas hoje, o ministro confirmou que a assinatura dos novos contratos, e consequente edição do PGMU e do Plano Geral de Metas de Qualidade – só ocorrerá em 2 de maio de 2011.

O adiamento de quatro meses já havia sido definido em reunião de autoridades do setor com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada, conforme antecipou este noticiário. A ideia é que as negociações ocorressem até 30 de abril, mas a data que constará no contrato será 2 de maio por uma mera questão prática: a primeira data escolhida cai em um sábado, daí a postergação para o primeiro dia útil de maio.

Continua válida a contrapartida imposta às teles de retirar as duas ações judiciais contra o PGMU III e a Telebrás para que a mesa de negociações seja efetivamente aberta. Filardi disse que conversou por telefone com todos os presidentes de concessionárias e que os executivos garantiram que as ações serão retiradas até esta quarta, 15. "Eu não acredito que alguém assumirá essa responsabilidade de manter as ações nessas circunstâncias", afirmou o ministro, otimista de que a promessa será cumprida.

Mais tempo

Pesou na decisão de confirmar sumariamente o adiamento, mesmo antes do movimento esperado das teles na Justiça, a necessidade de mais tempo para a conciliação do PGMU dentro do próprio governo. Um dos grandes problemas enfrentados é a falta de fontes de financiamento que assegurem os recursos para que as teles cumpram as metas exigidas. Uma das hipóteses trabalhadas dentro da Anatel é o fim do recolhimento do ônus da concessão, taxa bianual de 2% sobre o faturamento bruto das teles paga ao Tesouro Nacional a cada biênio para a manutenção da licença. O Tesouro Nacional, no entanto, não tem mostrado grande disposição em abrir mão desses recursos para viabilizar o PGMU III.

Nova mudança contratual

Mas, para que o adiamento seja viável, o governo terá que mexer nos contratos em vigor. O motivo é que as próprias concessões trazem claramente a data limite para a revisão periódica das licenças: 31 de dezembro de 2010. O jeito de viabilizar a assinatura apenas em maio de 2011 sem caracterizar uma "quebra contratual" é a assinatura de um aditivo aos contratos em vigor alterando a data prevista no documento.

Só que essa manobra terá que ser feita a toque de caixa para que os aditivos sejam assinados ainda neste ano. Pelas regras do setor, qualquer mudança contratual tem que passar, obrigatoriamente, por consulta pública. O prazo mínimo de discussão com a sociedade é de 10 dias pelo regimento da agência. Faltando 16 dias para a data-limite prevista nos contratos em vigor, a agência terá que colocar as minutas dos aditivos em consulta pública apenas pelo prazo mínimo e correr para fechar o processo a tempo de assiná-los antes do fim do ano.

A previsão é que a consulta seja aberta ainda nesta semana, talvez na quinta-feira, 16. Deixando o documento em debate por apenas 10 dias, restará pouco menos de uma semana para a Anatel analisar as contribuições, respondê-las e consolidar o processo de aprovação dos aditivos formalmente. Ainda assim, a equipe do Ministério das Comunicações mostrou-se tranquila de que a alteração será feita em tempo hábil.

Reunião técnica

O ministro contou que a reunião técnica, prevista para ocorrer na tarde de hoje no Minicom, acabou não acontecendo por conta da decisão do governo de tocar o projeto de adiamento da assinatura dos novos contratos. Acontece que uma reunião técnica foi, sim, realizada nesta terça, mas na Anatel, pela manhã. No encontro, que contou com a presença do presidente da agência, embaixador Ronaldo Sardenberg, e do conselheiro João Rezende, técnicos da Anatel, das empresas e assessores dos gabinetes dos conselheiros fizeram o acerto sobre como formalizar o adiamento da assinatura contratual.

De fato, após esse encontro, o debate no ministério tornou-se desnecessário, como o próprio ministro Filardi frisou, apesar de não ter comentado nada sobre o encontro coordenado pela agência reguladora. Nesse mesmo encontro teria sido definido que as negociações só começarão de fato no novo governo, em fevereiro do próximo ano. O futuro ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, cuidará pessoalmente da escolha dos coordenadores da negociação, segundo fontes do governo. Filardi confirmou apenas que Bernardo já indicou seu chefe de gabinete, Genildo Lins de Albuquerque Neto, para acompanhar as conversas até o momento.

O governo não acredita que a decisão de adiar todo o processo de revisão contratual seja um sinal de derrota de sua equipe na construção das novas metas do PGMU. "Não vejo como uma derrota. Vejo como uma prova de responsabilidade do governo porque, se há uma reclamação do outro lado, é importante que o governo esteja sensível para ouvir o que está sendo dito. Até porque é melhor evitar que uma decisão do governo possa ser contestada no futuro", analisou o ministro Filardi.

Brasil ultrapassa 16 milhões de conexões banda larga em junho

Ao fim do primeiro semestre, o Brasil tinha 16,19 milhões de conexões banda larga ativas, sendo 12,3 milhões através de redes fixas e 3,89 milhões em redes móveis. Em comparação com dezembro de 2009, houve um crescimento de 7,9% no total de conexões. A penetração de banda larga no País era de 8,49% ao fim de junho. No estado de São Paulo, a penetração alcançava 13,98%. Os dados fazem parte do 14º Barômetro Cisco, levantamento realizado em parceria com o IDC. Foi considerado como acesso em banda larga qualquer conexão a partir de 256 kbps.

 

Entre os acessos fixos, o crescimento da base, entre dezembro de 2009 e junho de 2010, foi de 7%. A tecnologia predominante nas conexões fixas continua sendo o ADSL, que somava um total de 8,42 milhões de acessos ao fim de junho, contra 3,59 milhões de conexões a cabo e 284 mil de tecnologias fixas sem fio e satélite. Uma das descobertas importantes do estudo é que a velocidade média dos planos melhorou no primeiro semestre do ano, sem que os preços aumentassem na mesma proporção. Em junho, os acessos acima de 2 Mbps passaram a representar a maior fatia da base, respondendo por 36,5% do total. A maior parte da base de banda larga fixa é de assinantes residenciais (88%). A penetração de banda larga fixa era de 6,45% no Brasil ao fim de junho.

 

A respeito do mercado de banda larga móvel, o estudo informa que o crescimento de sua base foi de 10,6% em relação a dezembro de 2009. Em junho, 78,1% das conexões de banda larga móvel eram para uso residencial ou pessoal e 31,73% estavam concentradas no estado de São Paulo.

Por desconfiança, Argentina cria concorrente do Ibope

Paira um clima de tensão na relação midiática entre Brasil e Argentina. O país vizinho anunciou que prepara um concorrente estatal para o sistema de medição de audiência dos programas de TV. A nova empresa, a ser criada entre maio e junho de 2011, vai rivalizar diretamente com o brasileiro Ibope, que também domina o setor por lá. As informações são do jornal O Globo.

Quem confirmou a novidade foi o diretor da Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual da Argentina (Afsca), Gabriel Mariotto. Segundo ele, a ideia do Governo é evitar o monopólio no sistema, tendo em vista que "todos duvidamos do Ibope e que sua medição é manipuladora". “Não podemos permitir que o monopólio de uma empresa privada brasileira se imponha em toda a América Latina", completou Mariotto. (Por aqui, a Record também já desconfiou do ibope. Relembre a polêmica).

Veja como funciona o Ibope:

O diretor argentino acredita que um novo player no mercado trará mais equilíbrio na divisão financeira e distribuição de publicidade. Segundo O Globo, após a aprovação da Lei de Serviços Audiovisuais, o governo recebeu mais de 15 mil pedidos de organizações sociais a fim de obter licenças para lançar novos meios de comunicação.

Essa mesma lei de mídia, aprovada recentemente pela presidente Cristina Kirchner, tem causado dor de cabeça, além de afetar o bolso brasileiro. Segundo estimativa da Apro (associação de produtoras), publicada por Maria Cristina Frias, na Folha de S.Paulo, a nova norma vai causar perda de faturamento de R$ 450 milhões por ano para o Brasil.

A Argentina adotou medida nacionalista para os critérios de mídia. Restringiu em sua TV a veiculação de vídeos filmados em outros países. Segundo informa a Folha, com a nova lei, passam a ter avais apenas comerciais gravados lá e com pelo menos 60% de atores argentinos no elenco. Isso prejudica agências e produtoras brasileiras. "O cliente vai preferir concentrar a produção lá. Em menos de um mês, alguns anunciantes já abandonaram trabalhos no Brasil", afirma Sônia Piassa, diretora-executiva da Apro, ao jornal.

"É ruim isso ocorrer justo agora que o consumo está crescendo aqui e deveria atrair a atenção de clientes internacionais", completa Luiz Lara, presidente da Abap – Associação Brasileira das Agências de Publicidade.