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Conselho Curador da EBC aprova plano de trabalho para 2012

O Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) aprovou hoje (8) o plano de trabalho para 2012. Elaborado pela Diretoria Executiva da empresa, o plano estabelece as prioridades da instituição para o ano, como o fortalecimento da rede pública de televisão, a busca por maior autonomia financeira, a qualificação da programação e o aumento gradual do alcance e audiência de todos os veículos públicos da EBC.

Os conselheiros registraram aspectos positivos do plano, como a busca pela qualificação editorial e técnica da programação dos veículos da EBC, e solicitaram que alguns temas sejam aprofundados em discussões ao longo do ano. No encontro, o diretor-presidente da empresa, Nelson Breve, convidou o Conselho Curador a participar do planejamento estratégico da instituição, que apontará ações, metas e objetivos a médio e longo prazo para a EBC.

Os conselheiros destacaram a cobertura multimídia feita pela EBC durante o Fórum Social Temático, em Porto Alegre (RS), e reforçaram a importância de a empresa buscar construir algo semelhante durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que começa no dia 20 de junho no Rio de Janeiro. O Conselho Curador também aprovou a criação de uma comissão para pleitear no Ministério do Planejamento que a EBC não seja atingida por grandes cortes orçamentários em 2012 a fim de não prejudicar a produção da empresa e seus conteúdos educativos, culturais e jornalísticos.

Dois novos conselheiros foram empossados na reunião de hoje. O novo titular do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, assumiu a vaga deixada pelo atual ministro da Educação, Aloizio Mercadante e o maestro e compositor Wagner Tiso entrou na vaga antes ocupada pelo advogado José Paulo Cavalcanti. A próxima reunião do Conselho Curador está marcada para o dia 14 de março, em Brasília.

O Conselho Curador da EBC é um órgão autônomo que tem a função de aprovar e observar a aplicação do plano de trabalho e a linha editorial de todos os veículos da empresa – Agência Brasil, Radioagência, TV Brasil, TV Brasil Internacional e oito emissoras de rádio. Ele é composto por 22 membros: 15 representantes da sociedade civil, quatro do governo federal (ministros da Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), um da Câmara dos Deputados, um do Senado Federal e um representante dos funcionários da empresa.

Censura do Pipa e Sopa tem germe no Brasil

Para Marcelo Branco, o 1º coordenador da Campus Party e da área de mídias sociais da campanha de Dilma Rousseff à presidência em 2010, o Brasil não está imune aos movimentos legislativos que preveem a censura na web, altamente em voga em países como os Estados Unidos. "O Pipa e o Sopa brasileiros têm um germe na reforma da Lei do Direito Autoral do Ministério Público", gritou ao microfone para os campuseiros enquanto dançava a música "eu sou a mosca que posou na sua sopa".

Segundo Branco, a reforma da Lei proposta pelo Ministério Público possui uma armadilha que pode prejudicar, em consonância com o discurso do rapper Emicida também na Campus Party, um dia antes, a população na medida em que beneficia as gravadoras e os grandes estúdios de produções audiovisuais. Para o especialista, isso é similar ao Pipa – Protect IP Act – e ao Sopa – Stop Online Piracy Act, duas das mais polêmicas leis norte-americanas que legislam em favor dos direitos autorais e da propriedade intelectual das obras.

"Pela lei no Brasil, se a empresa se sentir prejudicada, ela pode tirar o site que tiver um conteúdo não autorizado com direito autoral do ar na mesma hora. Isso é inconstitucional. Isso é censura e está errado", afirmou. Branco entende que, na verdade, o Congresso deveria estar trabalhando sobre o Marco Civil, que legisla plausivelmente a web brasileira, dentro dos dizeres da Constituição. "Este é um ganho da sociedade brasileira", disse.

No momento, porém, a discussão do Marco Civil está suspensa por tempo indeterminado. Também na Campus Party, na terça-feira, o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que o projeto do Marco Civil da internet no Brasil não possui opositores e que, dentro de pouco tempo, a pauta deve ser retomada.

Campus Party 2012

A Campus Party, o maior evento geek do planeta, realizado em mais de sete países, acontece entre os dias 6 e 12 de fevereiro de 2012. A sede é o Pavilhão de Exposições do Anhembi Parque, na zona norte de São Paulo (SP). Pelo quinto ano consecutivo no Brasil, a edição de 2012 já começou batendo recordes: todas as entradas foram vendidas em 22 dias em setembro do ano passado.

Com 7 mil participantes, sendo 5 mil acampados no local , a Campus Party oferece neste ano mais de 500 horas de conteúdo. Os principais nomes desta edição são Michio Kaku, conhecido como o "físico do impossível", Sugata Mitra, pesquisador e professor de Tecnologia Educacional da Newcastle University, Julien Fourgeaud, gerente de produtos e negócios da Rovio, John Klensin, pesquisador do MIT, e Vince Gerardis, co-fundador da Created By, entre outros.

A programação do evento tem transmissão ao vivo pelo http://live.campus-party.org e aqueles que quiserem interagir com a transmissão pelas redes sociais podem enviar perguntas para os palestrantes. As hashtags exclusivas para cada uma das áreas de conteúdo são: Ciência – #cpbrCI; Cultura Digital – #cpbrCD; Entretenimento Digital – #cpbrED; Inovação – #cpbrIN e Palco Principal – #cpbrMainStage. A hashtag oficial do evento é #cpbr5.

O Terra cobre o evento direto do Anhembi Parque, e, além do canal especial Campus Party 2012, os internautas podem acompanhar as novidades pelo blog Direto da Campus.

Entidade Aferidora da Qualidade será conhecida dia 29

Está confirmada para o dia 29 deste mês a escolha da Entidade Aferidora de Qualidade (EAQ), que será responsável pela execução do procedimento de aferição dos indicadores de "Garantia de Taxa de Transmissão Instantânea" e de "Garantia de Taxa de Transmissão Média" relativos ao SMP e dos indicadores de rede do SCM, bem como pelo desenvolvimento de software para medição das taxas de transmissão. A seleção será feita por comissão formada por representantes das operadoras, sobretudo da parta comercial das propostas, porque são elas que pagarão pelo serviço.

As empresas que apresentaram propostas foram ISPM – Serviço de Informática, Nic.br – Núcleo de Informação e Coordenação.br, ABR Telecom – Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações, e PwC – PricewaterhouseCoopers. O prazo inicial foi prorrogado do dia 1º para 3 de fevereiro, em função de questionamento das empresas.

Entre os requisitos técnicos exigido da entidade está à apresentação de uma solução que possua método para validar junto à operadora dados relativos à medição, como produto contratado, mudança de pacote no período, estouro de franquia. A solução deve garantir a não identificação do cliente pela prestadora.

A comissão de seleção é formada pelos seguintes integrantes:

GVT
Renato Paschoareli (titular)
Wanderson Marconi (suplente)

TIM
João Sant’ Anna (titular)
Luiz Alonso Gonçalves Neto (suplente)

Telefônica/Vivo
Alfredo Sirufo Colosimo (titular)
Rodrigo Pimenta (suplente)

Algar Telecom
Hugo Vidica Mortoza (titular)
Neiva Miranda Coelho (suplente)

Nextel
Luiz Henrique Mansur (titular)
Milene Inez Tasca (suplente)

Embratel/Claro/ NET
Carla Moreira Cândido (titular)
Raimundo Duarte (suplente)

Oi
Evllyn Viana (titular)
Filipe Borges (suplente)

Cabe à Anatel irá analisar a aderência regulatória das propostas.

Encontro em Recife pressionará governo Dilma por nova lei da mídia

Entidades militantes da democratização da comunicação no Brasil promovem, de quinta-feira (9) a sábado (11), em Recife (PE), o I Encontro Nacional sobre o Direito à Comunicação, para pressionar o governo a apresentar proposta de atualização da lei que rege a atuação das emissoras de rádio e TV. A exemplo do embargo norte-americano contra Cuba, o atual Código Brasileiro de Telecomunicações também completa 50 anos em 2012 (em agosto).

O encontro será realizado na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Terá participação da deputada Luíza Erudina (PSB-SP), coordenadora de frente parlamentar sobre mídia alternativa, dos professores Venício Lima (UnB) e Marcos Dantas (UFRJ), conhecidos defensores da causa, e entidades como Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) e Associação Brasileira das ONGs (Abong).

“O Executivo precisa assumir a pauta por um novo marco regulatório das comunicações e provocar o Legislativo”, diz documento conjunto da Abong com mais duas entidades que estarão no encontro (SOS Corpo e Loucas de Pedra Lilás).

Para quem acha a atual legislação ultrapassada, a pressão é mesmo necessária. A presidenta Dilma Rousseff não considera um novo marco regulatório uma prioridade. Na mensagem que mandou ao Congresso listando os planos do governo para 2012, o assunto recebeu apenas uma e vaga menção. “Pretende-se revisar o regulamento de radiodifusão comunitária e prosseguir com as ações voltadas à atualização do marco legal das comunicações eletrônicas”, diz o texto.

O projeto de um novo marco regulatório deixado pelo governo Lula ao governo Dilma está no ministério das Comunicações, que refez o trabalho, para ampliá-lo e incluir também a modernização da Lei Geral de Telecomunicações (LGT), que é de 1997. O ministro Paulo Bernardo pretende colocar a proposta em consulta pública, antes de fechá-la. Mas só o fará com aval da presidenta.

Favorável a um novo marco regulatório, o PT pretende aproveitar a eleição municipal deste ano para que seus candidatos e militantes façam campanha pela mudança, numa tentativa de criar um clima mais propício na sociedade. O plano faz parte de um documento aprovado no fim do ano passado sobre como o partido se comportaria no pleito municipal.

Ancine pode esvaziar cotas e permitir verticalização

Aprovada em 2011 depois de quatro anos de tramitação, a Lei nº12.485, que define um novo marco regulatório para a TV por assinatura, pode ter parte de seus avanços democráticos esvaziados no processo de regulamentação. As propostas de normas de aplicação apresentadas pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) dão espaço para que dois dos pontos mais importantes da lei tenham sua aplicação enfraquecida. Por um lado, abre-se caminho para que canais que se declarem 'impossibilitados' sejam dispensados da obrigação de cumprimento de cotas de conteúdo brasileiro e independente, sem que haja critérios claros para isso. Por outro, a proposta relaxa conceitos relativos  ao controle das etapas do serviço, abrindo brechas para que empresas como a Globo continuem controlando tanto a programação quanto os pacotes de canais.

Quase 24 anos após a Constituição Federal estabelecer como princípios a promoção da cultura nacional e regional, o estímulo à produção independente e a regionalização da programação nas emissoras de rádio e televisão, é a TV por assinatura que poderá inaugurar, ainda que de forma tímida, os preceitos previstos na Carta Magna. O novo serviço de Acesso Condicionado (SeAC) reserva recursos para a produção independente e regional e impõe cotas de conteúdo nacional e independente em canais e pacotes que serão comercializados aos assinantes. Além disso, ela busca separar as funções de  infraestrutura e provimento de conteúdo, a fim de evitar a verticalização e gerar maior diversidade e competição no setor.

A proposta de regulamento da Ancine normatiza as funções de programadoras (empresas que organizam o conteúdo audiovisual em canais) e das empacotadoras (empresas que organizam os canais em pacotes) de TV por assinatura, além de fiscalizar o cumprimento das cotas de conteúdo. A diretoria da Agência colocou em consulta pública duas minutas: uma de regulamento geral da Lei e outra que altera a Instrução Normativa 91, que versa sobre o registro de agente econômico . A Agência realizará duas audiências públicas para discutir essa regulamentação , uma no Rio de Janeiro nesta quinta, 9/2, e outra em São Paulo no próximo dia 13. As contribuições para a consulta podem ser feitas até 3 de março. Enquanto isso, entidades da área já apresentam preocupações com os efeitos do novo regulamento.

Mais conteúdo nacional e independente?

A aprovação das normas propostas pela Agência possibilita  a dispensa de cumprimento de cotas, que a lei prevê como exceção, pode se tornar uma possibilidade corrente para as programadoras. A cota mais afetada por esse dispositivo seria a que reserva 3h30 por semana, em horário nobre, para conteúdos brasileiros, válida para todos os canais de espaço qualificado. Canais de espaço qualificado, segundo o regulamento, são aqueles que apresentam em seu horário nobre mais de 50% de obras audiovisuais dos tipos ficção, documentário, animação, reality show, videomusical e programas de variedades realizado fora de auditório. Na prática, são os tipos de produção que podem ganhar 'vida própria' fora dos canais de origem e serem realizados por produtoras independentes. Qualquer canal com essas característica deve respeitar a cota de 3h30 de conteúdos nacionais por semana, sendo metade deles produzido por produtoras independentes. Canais como o Multishow, GNT, Sony, Warner, Fox, Telecine e HBO seriam enquadrados neste perfil.

A outra cota imposta pela Lei é a obrigatoriedade das prestadoras do novo serviço incluírem em seus pacotes canais brasileiros de conteúdo qualificado. Pelo menos 1/3 dos canais de conteúdo qualificado deve ser brasileiro, até o limite de 12 canais. Destes canais nacionais, outros 1/3 não podem ter vículos com distribuidoras e empacotadoras, sendo programados por empresas brasileiras independentes. Também está previsto que pelo menos dois desses canais tenham  12 horas de programação brasileira independente, sendo que um deles não pode ter vínculo com emissoras de televisão.

O relaxamento da obrigações de cotas já é previsto genericamente em lei, mas pode se tornar um problema efetivo se a regulamentação deixar muitas possibilidades em aberto. No texto proposto pela Ancine estão indicados critérios genéricos para análise da dispensa, como porte econômico, tempo de atuação, perfil da programação e número de assinantes. Além disso, a Agência deixa a porta aberta para o acréscimo de outros critérios ao incluir a expressão 'entre outros'.

Para João Brant, do Intervozes, a proposta de Instrução Normativa (IN) que regulamenta a 12.485/11 apresentada pela Ancine “é complexa, mas deixa brechas que ameaçam o espírito da lei”. Brant aponta o problema com o artigo 33, que deixa totalmente em aberto a possibilidade do não cumprimento das obrigações. “Tanto o pedido de dispensa quanto a resposta da Agência devem ser explicados, mas os critérios são muito vagos. Assim, abre-se um perigoso precedente para que o cumprimento das cotas seja dispensado sem que haja um motivo justificável para tal”. Segundo ele, essa permissividade pode ser especialmente prejudicial aos produtores independentes e aos canais brasileiros que buscam um lugar ao sol diante do poder dos grandes estúdios estadunidenses e da Globosat.

Tereza Trautman, diretora-presidente da empresa Conceito A, gestora do CINeBRaSiL TV e, programadora independente sem vínculo com emissoras de TV, concorda com a avaliação de Brant. “Sinceramente, é incompreensível que a IN, depois de 32 artigos estabelecendo pontualmente como deve ser feito o cumprimento da Lei e como será a sua fiscalização, tenha um artigo desses permitindo a dispensa integral ou parcial do cumprimento das cotas. Sem dúvida, pelo menos da forma que está redigido, este artigo está fora de propósito”, aponta.

Esvaziamento do poder regulatório

Também está em consulta uma proposta de alterações na IN 91, que normatiza o registro dos agentes econômicos pela Ancine. Algumas modificações apontam para o esvaziamento das atribuições regulatórias da Agência sobre este mercado. Um deles está na supressão do ponto que permite ao órgão punir a empresa que não informar corretamente suas relações de coligação ou controle com outras empresas.

É proposta a supressão do item que dá à Agência o poder de punir com suspensão temporária do registro as empresas que não enviarem documentos solicitados e que possam comprovar, por exemplo, acordos anti-concorrenciais entre duas ou mais empresas. Brant alerta que essas propostas podem atender a interesses específicos. “É muito estranho que justamente em um momento em que assume mais responsabilidades a Ancine esteja propondo a diminuição de seu poder regulatório. Se envio incorreto ou o não envio deixam de ser punidos, por que as empresas iriam se esforçar para cumprir o que a Ancine determina?”, questiona o integrante do Intervozes.

Risco de atuação vertical

Considerada uma das conquistas da Lei12.485/11, a limitação da verticalização das empresas que atuam no mercado de TV por assinatura também pode estar ameaçada. A Lei proíbe que emissoras de televisão aberta, programadoras e produtoras detenham mais de 50% do capital das empresas que distribuem conteúdo e que estas não tenham mais de 30% nas empresas que lidam com conteúdo. Essa separação evita, por exemplo, que uma empresa que atua nos dois campos impeça a entrada de concorrentes ou atue para favorecer as suas coligadas.

A regulamentação da Ancine, contudo, deixa margens para que essa verticalização continue ocorrendo. A proposta de alteração da IN 91 relaxa a definição de controle, sem que se leve em consideração o percentual de participação no capital votante das empresas. Além disso, diminui os critérios para verificação de controle, deixando de considerar como indícios, por exemplo, o veto estatutário ou contratual em qualquer matéria ou deliberação.

Esse relaxamento pode interessar diretamente à Globo. Para se adequar a Lei, a empresa já entrou com pedido de anuência prévia para a troca de controle na Net Serviços, que a deixará com 33,5% das ações ordinárias (com direito a voto) da operadora. Com o relaxamento da definição de controle, a emissora carioca , mesmo diminuindo sua participação na NET Serviços para se adequar a Lei, continua controladora e pode ficar livre para atuar no veto a contratos com concorrentes no elo de empacotamento, por exemplo.

Assim, a Globo não apenas consolidaria sua atuação hegemônica em todos os elos da cadeia da TV por assinatura, como também se beneficiaria de duas vantagens reservadas às programadoras independentes: ter direito a programar os canais brasileiros independentes previstos nas cotas e ter acesso reservado a 10% da arrecadação da verba de apoio a produções independentes. Brant aponta que esta opção transformaria as cotas de canais brasileiros em a cota de canais da Globo. “Se não houver uma regulação firme, que faça jus ao espírito da Lei, mais uma vez o Estado brasileiro dará a Globo o que vem dando desde a ditadura militar: privilégios, poder político e econômico e defesa de seus interesses privados em detrimento do interesse público, da diversidade de ideias, da concorrência e da democracia”, conclui.

Procurada, a Ancine não respondeu a nenhuma dessas questões até o fechamento da edição.